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20 février, 2008

Cabinda : A confusão continua com os Nzitas

Classé dans : Non classé — cabinda @ 14:45

O Nzita Tiago esta a recolher o que semeou quando trabalhava com o Ranque Franque. 

O jogo que vivemos confirma o dito « tal pai, tal filho ». 

Quantos fóruns existem em Cabinda ?

Trata-se do mesmo FCD do Bento Bembe ou dum outro fórum ? 

Por parte do filhoantonionzitambembagd1.jpg

F Ó R U M   C A B I N D Ê S   P A R A   O   D I Á L O G O  

 Secretariado Executivo 

Comissão de Negociações Instituida pela Frente para Libertação do Enclave de Cabinda e a Sociedade Civil Cabindesa 

Paris, aos 5 de Fevereiro 2008 

Convite aos Membros do FCD  Em baixo designados  C/c Sua Excelência Senhor Presidente Nzita Henriques Tiago 

Assunto : C O N V I T E 

Caros Compatriotas e Colegas

Aos 29 de Agosto de 2004 à Helvoirt nos Países Baixos, com a pertinência dos desafios em relação ao futuro político do Território de Cabinda, a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda e a Sociedade Civil Cabindesa convieram criar o Fórum Cabindês para o Diálogo nos termos duma plataforma de definição e concertação de estratégias comum para responder, duma maneira coerente e óptima, ao imperativo da vontade da População Cabindesa de reconciliar os seus actores políticos e a sua determinação de resolver a questão do Território de Cabinda pelo diálogo. A assinatura e ratificação do Estatuto Constitutivo concederam ao Fórum Cabindês para o Diálogo a prerrogativa de ser o único interlocutor e entidade jurídica competente, capaz de engajar o diálogo com o Governo da República de Angola para a resolução pacífica do conflito de Cabinda. É em virtude do respeito deste duplo compromisso que temos a honra de convidar-vos à uma reunião de concertação do verdadeiro Fórum Cabindês para o Diálogo que terá lugar de
20 a 24 de Março de 2008 em Genebra. 
Gostariamos de precisar que retivemos a sede de Mandat International em Bellevue como o lugar inicial para o encontro de todos, o mais tardar aos 19 de Março de 2008 às 12 horas ou então informar-se no +33 6 9 9 1 9 7 8 9 7. 
Tendo em conta o elevado alcance político desta reunião e o sentido de responsabilidade que deve ser vosso face a história do Povo Binda, a vossa presença é extremamente recomendada. Para o bom desenrolar dos trabalhos, a retransmissão do presente convite à pessoas não autorizadas não é desejável. Rogamo-vos, Caros Compatriotas e Colegas, de receber a expressão dos nossos sentimentos patrióticos e dedicação. Ampliação : 

- padre Raul Tati                                                                                                          - Agostinho Chicaia 
- Alexandre Tati                                                                                                 - Francisco Xavier Builo 
- Joël Batila Mbandu                                                                                             - Martinho Junior Lubango 
- Raul Manuel Danda                                                                                         - André Quinta Ngaca 
- Jacques François Gieskes                                      - António Carlos Moïses 
- Virginie Mouanda Ley                                      - José Cruz 
- José Luis Luemba Veras                                      - Antoine Nzita Mbemba 

                Antoine Nzita Mbemba

                    Secretário Executivo 

 E por parte do painzitatiagogd1.jpg

Cabinda, aos 19/02/08

COMUNICADO /DE IMPRENSA N° 007/PG/FLEC-08 

Por este presente Comunicado, informamos a Comunidade internacional e todas as componente do Povo de Cabinda que o ex Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) não tem nenhum valor jurídico e existência.

Por informação, o FCD foi dissolve e sobre a minha decisão aquando da grande reunião de Nkoto Likanda.

No entanto ultimamente em nome deeste falcido Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) os convites foi dirigido à diferentes pessoas para uma reunião em Genebra mês em curso a partir do 23 de Fevereiro de 2008, é uma manipulação organizada pelo o MPLA.

A Frente de Liberação do Estado de Cabinda (FLEC) re informa a toda a Comunidade internacional, bem como todas às componente do povo de Cabinda, que o FCD não existe mais e não tem o direito de existência. Estas chamadas de pés não terão nenhuns ecos, os pseudos responsáveis virtuais do falcido Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD) foram excluídos da FLEC desde a reunião de Paris do 31 ao 03 de Agosto de 2007 até à nova ordem.

Por conseguinte todo aquele não tem de modo algum o direito de falar ou convocar uma reunião em nome de uma estrutura que não existe mais.

Sobre este, declino qualquer responsabilidade à qualquer pessoa ou responsável de estrutura sobre as consequências manipuladora que emanam deeste convite que é caduco à título informativo esta reunião é manipulado pelos serviços de inteligência do MPLA com o objectivo de prejudicar o nosso movimento.

Certos elementos Cabindeses mediante os pétro dólares dos angolanos jogam o serviço do sabotagem contra o seu próprio povo que procura apenas ser independente e soberano.

Nzita Henriques Tiago 

Presidente da FLEC

Chefe supremo das Forças Armadas Cabindesas

Fidel Castro ne sera plus président de Cuba

Classé dans : Non classé — cabinda @ 10:05

C.J. (lefigaro.fr) avec AFP

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Fidel Castro en 1999. (AFP)
Fidel Castro en 1999. (AFP)

Dans une lettre publiée par l’organe de presse officielle, Le Lider Maximo annonce qu’il renonce au pouvoir.

Une page d’histoire se tourne. Au pouvoir depuis la Révolution cubaine de 1959, Fidel Castro a annoncé mardi qu’il renonçait à la présidence cubaine. «Je n’aspirerai ni n’accepterai –je répète– je n’aspirerai ni n’accepterai la charge de Président du Conseil d’Etat et de Commandant en chef», écrit le président cubain dans l’édition électronique de Granma, quotidien officiel du régime. Malade, il s’était éclipsé depuis 19 mois, de la vie politique en confiant à son frère, Raul Castro les rênes du pouvoir par intérim.

Cette annonce intervient avant même la décision du parlement cubain qui désigne le 24 février prochain en son sein les 31 membres du Conseil d’Etat, le gouvernement de l’île communiste, présidé par Fidel Castro depuis 1976 et, à ce titre, chef de l’Etat. La date de la convocation, prévue pour le 5 mars, avait été avancée, fin janvier par Raul Castro. Cuba doit prendre «de grandes décisions», mais «petit à petit», dans «une étape complexe» indiquait-il.

Mais Fidel Castro qui n’est pas apparu en public depuis son opération en urgence d’une hémorragie intestinale en juin 2006, avait multiplié les signaux qui annonçaient son prochain retrait « afin de préparer le peuple à (son) absence ». Le 17 décembre dernier, le «Comandante» affirmait ainsi dans une lettre lue à la télévision cubaine, qu’il n’entendait pas «s’accrocher à des fonctions» officielles et «encore moins fermer la voie à des personnes plus jeunes». Une préoccupation qu’il a réitérée dans sa missive de mardi. « Notre processus compte encore, avec des cadres de la vieille garde, unis à d’autres qui étaient plus jeunes quand a commencé la première étape de la Révolution», souligne le dirigeant cubain.

Dernier survivant de la guerre froide

Et le Lider Maximo ne compte pas disparaître de la vie de ses compatriotes. «Je ne vous fais pas mes adieux. Je souhaite combattre comme un soldat des idées. Je continuerai à écrire sous le titre Réflexions du camarade Fidel. Ce sera une arme de l’arsenal avec lequel il faudra compter. Peut-être que ma voix sera entendue. Je serai prudent. Merci». Et de la ténacité Fidel Castro en a plus que montrée depuis son accession au pouvoir en 1959 sur les ailes de sa révolution cubaine, après 25 mois de guérilla contre la dictature de Batista.

Dernier survivant de la guerre froide, il a déjoué tous les pronostics en parvenant à maintenir le seul régime communiste du monde occidental, 17 ans après la chute du Mur de Berlin et 15 ans après celle de l’Union soviétique, au prix de lourds sacrifices de la population et sans concéder le moindre assouplissement de son régime. Le «Commandante» aux diatribes fleuves, barbes et uniforme militaire vert a défié plus de dix présidents américains déterminés à en venir à bout, et résisté à leur embargo économique draconien, une tentative ratée de débarquement à la Baie des cochons en 1961 et une litanie de complots pour l’assassiner.

Aussi flamboyant sur la scène publique que secret dans sa vie privée, Fidel Castro a au moins huit enfants, dont cinq fils avec Dalia Soto del Valle, la femme avec laquelle il vit depuis plus de 30 ans.

Ultime représentant de la génération des Nasser, Nehru, Tito, le Lider Maximo avait été élu symboliquement à la présidence du dernier sommet des Non-alignés à La Havane en septembre 2006. Même désabusée, une large partie de la population reste «fidéliste», attachée notamment aux deux vitrines sociales du régime, la santé et l’éducation. Durement réprimés, emprisonnés par milliers à l’aube du régime, ses opposants sont encore environ 240 à être détenus dans les geôles de l’île pour avoir réclamé la fin du parti unique et des élections libres.

18 février, 2008

La richesse pétrolière de l’Angola ne coule pas pour une eau plus sûre

Classé dans : Non classé — cabinda @ 10:07

NAIROBI , 10 jan (IPS) – L’épidémie de choléra qui tourmente l’Angola depuis près d’un an a mis en évidence le manque continu d’eau potable dans ce pays d’Afrique australe. Au cours des 12 derniers mois, la maladie a atteint 16 des 18 provinces et a fait plus de 2.440 morts, selon des estimations officielles. Mais des agents de santé dans le pays estiment que les chiffres sont probablement beaucoup plus élevés puisque plusieurs cas n’ont pas été signalés.

Le choléra est une maladie causée par l’eau contaminée et caractérisée par une diarrhée grave et des vomissements. Il est facilement curable s’il y a une infrastructure de soins de santé, un système de transport efficace qui assure un déplacement rapide vers des centres de santé, et si l’eau potable est accessible.

Mais comme ces conditions préalables font défaut en Angola, nombre de personnes sont en train de mourir dans le pays.

Cela semble étrange dans un pays ayant la croissance économique la plus rapide en Afrique et l’une des plus très rapides au monde. Le Fonds monétaire international (FMI) prédit que l’économie connaîtra une croissance stupéfiante de 31,4 pour cent en 2007. La raison : la production pétrolière en hausse.

L’Angola est le plus grand fournisseur de pétrole brut à la Chine et le septième plus grand fournisseur aux Etats-Unis.

Bon nombre de pauvres n’ont toujours pas accès à l’eau potable ou aux installations sanitaires. Un récent rapport du Programme des Nations Unies pour le développement indique que l’infrastructure de l’Angola ne couvre, à l’heure actuelle, que 31 pour cent des eaux usées produites. Environ la moitié de la population, 54 pour cent, a accès à l’eau potable.

Le septième Objectif du millénaire pour le développement inclut la réduction de moitié de la proportion de personnes n’ayant pas un accès durable à l’eau potable et aux installations sanitaires d’ici à 2015. Ceci semble hors de portée pour l’Angola, malgré les milliards de dollars qui arrivent en masse dans le pays.

Environ 1,4 million de barils de pétrole sont produits quotidiennement, un chiffre qui devrait passer à deux millions en 2007. Mais les pauvres dans les zones rurales ne voient pas grand-chose de l’argent généré.

Dans la capitale, Luanda, le président José Eduardo dos Santos et un groupe central d’alliés vivent dans le luxe. Leurs styles de vie seraient soutenus par l’argent détourné de l’industrie pétrolière.

En 2002, le FMI a établi que 1,4 milliard environ de dollars de recettes pétrolières manquaient en Angola. En 2004, Human Rights Watch a déclaré que 4,2 milliards de dollars de revenus pétroliers avaient disparu sur une période de cinq ans.

Les membres du gouvernement sont montrés du doigt. Global Witness, une organisation non gouvernementale, qui enquête sur l’utilisation malhonnête des ressources naturelles, a qualifié cela de vol systématique de l’Etat.

Transparency International, une organisation de lutte contre la corruption, a classé l’Angola 142ème sur les 163 pays sondés pour son Indice de perceptions de la corruption (163 étant le dernier rang, pour le pays où la corruption est perçue comme étant la plus répandue).

 »L’Angola est un pays de post-crise qui doit non seulement venir à bout des troubles politiques, mais doit également fournir et investir dans les services de base », déclare Matthias Johannsson, basé à Nairobi et chargé de communication pour le Projet Millénium des Nations Unies, un organisme indépendant de conseils mandaté par l’ONU pour élaborer un plan d’action contre la pauvreté.

 »Ce qui se passe en Angola est la même chose qui se passe dans des pays comme le Kenya et le Nigeria où il y a une forte croissance économique. Les matières premières sont en train d’être convoyés par bateaux hors du pays, mais la population voit très peu de résultats positifs ».

Selon Peter Kagwanja, directeur du programme démocratie et gouvernance au Conseil de recherche en sciences humaines d’Afrique du Sud, le fossé entre les villages et les villes en Angola est plus marqué que jamais.

Ceci se reflète dans le fossé en matière d’assainissement dans le pays, qui se traduit par un manque de systèmes d’égouts et d’eau potable dans les zones rurales, qui à son tour a conduit à l’épidémie de choléra.

 »Luanda, où Dos Santos et d’autres autorités gouvernementales de haut rang et des responsables du secteur privé sont basés, est en plein essor. Mais il y a très peu de développement dans le reste du pays », affirme Kagwanja.

 »Après plusieurs années de guerre, la société civile angolaise est faible. Peu de pressions sont exercées sur le gouvernement angolais pour qu’il développe le pays hors de la capitale. Comme ailleurs sur le continent, l’absence d’eau potable et de toilettes est en train de faire beaucoup de victimes sur la sécurité des gens. Ces conditions peuvent être plus mortelles que les conflits endémiques sur le continent ».

La présence de la Chine comme principal investisseur en Angola ne change rien.  »Les Chinois ne se préoccupent pas des questions de transparence et de nécessité de rendre des comptes », souligne Kagwanja. Selon lui, les Chinois s’en tiennent à une position de non-ingérence mutuelle dans leurs relations avec d’autres Etats.

De même, les Etats-Unis et la France — qui ont également d’énormes intérêts pétroliers en Afrique — semblent réticents à faire pression sur le gouvernement de Luanda.

Selon Frederik Van Zyl Slabbert, un politologue sud-africain,  »ils ne jouent pas les trouble-fête parce qu’ils savent que l’on n’a pas la chance de faire des affaires en Angola si on n’exprime pas une bonne impression sur Dos Santos.

 »Les dirigeants internationaux font rarement pression sur les firmes nationales et transnationales. Comme nous le savons tous, si l’on aspire à devenir un politicien influent en Occident, on doit pouvoir compter sur la bonne volonté des grandes compagnies », soutient-il.

Kagwanja met en évidence les déclarations de Slabbert :  »L’Occident ne veut pas paniquer le serpent. Ils ont perdu le contrôle de la situation en Angola ».

Mais, il ne pense pas que tout soit perdu.  »Comme l’a dit un collègue, l’Angola est un pays en construction. Même s’il y actuellement une absence de volonté politique et de vision, je crois que le fossé entre les pauvres et les riches peut être comblé par l’introduction d’un système politique plus transparent et plus responsable ».

Stephanie Nieuwoudt 

(FIN/2007)

17 février, 2008

KOSOVO: A festa da Independencia

Classé dans : Non classé — cabinda @ 20:19

Domingo, 17 de Fevereiro de 2008 

KOSOVO: A festa da Independencia sarah+003

Pristina, 17 de Fevereiro de 2008.

Esta um frio de congelar mamutes! Mas nao frio suficiente para cortar o entusiasmo da festa a que estou hoje a assistir. Imaginemos que o Benfica ganhava o campeonato… as bandeiras vermelhas nas ruas, os pais com os filhos as cavalitas, a cerveja eventualmente em excesso…e parecido, mas mais genuino.

No centro de Pristina, milhares de pessoas celebram a recem declarada independencia do Kosovo. A euforia e grande, mas nao e de modo algum excessiva. Lembra mais uma grande festa de familia, com pessoas de todas as idades a partilharem um momento de alegria.

O governo servio anulou a declaracao de independencia ainda antes de esta ter sido declarada, mas isso de que serve? Uma declaracao de independencia e um acto politico e nao um acto juridico. Esse acto politico transforma se em realidade na medida em que outros estados ja costituidos reconhecam aquele que acabou de ser formar. No caso do Kosovo, esta garantido o reconhecimento pela maioria dos estados do Mundo, e por todos os estados da regiao dos Balcas excepto, e claro, a Servia.

So ha duas maneiras de governar um territorio: pela repressao ou atraves do recolhecimento por parte dos governados da legitimidade de quem governa. Se a maioria esmagadora da populacao do Kosovo nao tivesse sido sistematicamente reprimida, podia ate acontecer que a populacao ainda assim nao reconhecesse a legitimidade da Servia para governar. Mas nunca os outros estados do Mundo arriscariam por em causa o conceito de soberania. Na realidade, qualquer pessoa que se debruce sobre a Historia das relacoes entre os albaneses do Kosovo e os sucessivos regimes que governaram em Belgrado, e que o faca evitando preconceitos ideologicos de cariz nacionalista, compreendera que o que existia aqui configurava uma autentica situacao colonial, que atingiu o seu maximo durante o regime de Milosevic, que impos um sistema de aparteid de facto precisamente no momento em que o mundo celebrava o seu desmantelamento na Africa do Sul.

A Servia ja nao esta em condicoes para reprimir. O controlo efectivo do territorio escapou se lhe em 1999, e quanto a capacidade de exercer legitimamente a sua autoridade, isso ja tinha sido alienado ha muitos anos, se e que alguma vez a Servia teve interesse em exercer a sua autoridade de forma legitima neste territorio, desde que, em 1912, o conquistou ao Imperio Otomano.

Habituamo nos a pensar na ordem internacional e nas relacoes entre os povos atraves do prisma da soberania, e muitos de nos fomos treinados para pensar que a soberania e uma coisa sagrada, a ponto de as pessoas esterem dispostas a morrer para a defender. Mas na realidade a soberania mais nao e do que uma ficcao, um conceito que foi inventado porque era preciso substituir a ordem medieval que, em 1648, ja nao sevia a ninguem, por outra coisa e foi se buscar este conceito.

Ja a legitimidade e uma coisa bem real. Ou existe ou nao existe, e antes de a entendermos como conceito, todos nos a sentimos intuitivamente.

Muito mais do que uma questao de soberania, o que esta a ser celebrado hoje no Kosovo e o facto de que, pela primeira vez na sua Historia, a esmagadora maioria dos kosovares ira ser governado de forma legitima. O futuro dira se o Kosovo como estado independente sera capaz de ser reconhecido como legitimo pelas suas minorias. Esse e o grande desafio, e essa e tambem a principal condicao que a comunidade internacional impos para o reconhecimento da independencia e a viabilizacao do Kosovo como estado.

Na foto: o bolo da Independencia.

Parlamento proclama declaração de independência do Kosovo

Classé dans : Politique — cabinda @ 20:08

bandeirakosovo.jpgDezenas de milhares de pessoas celebram em Pristina

A declaração de independêndia do Kosovo da Sérvia foi hoje aprovada pelo Parlamento kosovar, depois do projecto da proclamação ter sido apresentado pelo primeiro-ministro Hashim Thaçi. O anúncio formal da votação foi recebido nas ruas de Pristina com celebrações de dezenas de milhares de pessoas. “Nós, os líderes do nosso povo, eleitos democraticamente, através desta declaração proclamamos o Kosovo um Estado independente e soberano”, disse Hashim Thaçi aos parlamentares, que aprovaram a declaração numa sessão plenária extraordinária convocada pelo chefe de Governo kosovar. “Esta declaração reflecte a vontade do povo”, continuou o primeiro-ministro.Thaçi assegurou que o Kosovo terá uma “sociedade que respeita a dignidade humana” e que se compromete a confrontar “o doloroso legado do passado recente, num espírito de reconciliação e perdão”.

Todos os 109 deputados presentes na sessão plenária aprovaram a declaração de independência numa votação em que se abstiveram onze deputados de minorias étnicas, incluindo sérvios.

Nas ruas de Pristina, o tão aguardado anúncio da independência foi recebido por dezenas de milhares de pessoas, grande parte delas juntando-se na Avenida Madre Teresa. O vermelho da bandeira albanesa enche as ruas, mas também as bandeiras dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e NATO são empunhadas, em sinal de reconhecimento pelo apoio dado por os três países à independência da província do Sul da Sérvia e principais actores nos bombardeamentos aéreos de 1999 que forçaram as forças de Belgrado a abandonar o Kosovo.

Os Estados Unidos e vários países da União Europeia manifestaram nas últimas semanas a sua intenção de reconhecer rapidamente a independência do Kosovo após a sua proclamação pelo Parlamento kosovar. Por outro lado, as autoridades de Belgrado, apoiadas pela Rússia, e os sérvios do Kosovo (que representam pouco mais que dez por cento da população) opõem-se à independência. Belgrado já afirmou que se recusará a aceitar qualquer proclamação de separação do Kosovo da Sérvia.Fonte : Público

16 février, 2008

L’indépendance du Kossovo est imminente

Classé dans : Non classé — cabinda @ 19:43

Les responsables occidentaux et russes se préparent à une déclaration d’indépendance du Kossovo, qui pourrait intervenir dimanche 17 février. Cette date est considérée comme probable par les diplomates, mais elle pourrait aussi servir à annoncer l’indépendance pour le mois de mars. Elle semble avoir été choisie car le lendemain, lundi 18 février, les ministres européens des affaires étrangères ont prévu de se réunir à Bruxelles, où ils tenteront de dégager une position commune.

Les députés du Kossovo doivent entériner, vendredi 15 février, une nouvelle procédure d’adoption des lois de la province serbe, afin de pouvoir approuver rapidement les textes prévus par le plan de l’envoyé spécial de l’ONU Martti Ahtisaari, a déclaré le président de l’assemblée Jakup Krasniqi. Une session « normale » du Parlement a été convoquée à cet effet. Ces informations semblent confirmer la volonté du Kossovo de déclarer sous peu son indépendance, peut-être dès dimanche.

Cela serait le point de départ d’une série de reconnaissances du nouvel Etat indépendant – décision qui se prend à titre national et non au niveau de l’Union européenne. Les Etats-Unis et les grands pays européens prêts à reconnaître rapidement le Kossovo indépendant (France, Royaume-Uni, Allemagne et Italie) procéderaient de façon concertée, si ce n’est quasi simultanée.

La Russie prépare de son côté une réplique. Elle conteste la légalité de l’accession à l’indépendance de la province placée depuis 1999 sous la tutelle de l’ONU. Cela « saperait les fondements de la sécurité en Europe », a dit, mardi 12 février, le ministre russe des affaires étrangères, Sergueï Lavrov. Affichant son soutien à la Serbie, Moscou a demandé la convocation d’une séance spéciale du Conseil de sécurité de l’ONU jeudi 14 février, au cours de laquelle le ministre serbe des affaires étrangères devrait prendre la parole. « L’objectif est peut-être de dissuader les Etats qui seraient tentés de reconnaître le Kossovo », avance un diplomate occidental.

L’ambassadeur russse à l’ONU, Vitaly Tchourkine, a aussi prévenu qu’il demanderait une autre réunion du Conseil de sécurité, en urgence, dès la déclaration d’indépendance, peu importe le jour ou l’heure. « Gardez votre téléphone portable sur votre table de chevet ! », a-t-il lancé à ses homologues. En raison du droit de veto des Occidentaux, Moscou n’a toutefois aucune chance d’obtenir une quelconque déclaration ou résolution condamnant la sécession des Kossovars albanais.

A l’ONU, certains craignent que la déclaration d’indépendance du Kossovo ne mène à une « partition molle » du nord de la province, peuplé de Kossovars serbes. L’Assemblée kossovare pourrait, dimanche, se réunir en session spéciale et déclarer une indépendance qui serait immédiatement dénoncée par les Kossovars serbes. Dès lundi, le nouvel Etat indépendant inviterait la mission de l’Union européenne (UE) à se rendre dans le pays, dont elle doit encadrer l’indépendance.

Selon un haut responsable de l’ONU, il sera « très difficile » pour l’OTAN de « forcer les gens du nord du Kosovo à se mettre sous la coupe de Pristina ». La Serbie, ajoute cette source, va « sans doute prendre des mesures pratiques qui vont compliquer la vie du Kosovo provisoirement », notamment en fermant sa frontière au commerce ou en coupant l’alimentation en électricité d’une partie du Kosovo.

Confronté à un Conseil de sécurité divisé, le secrétaire général de l’ONU, Ban Ki-moon, se trouve dans une position délicate. Les Etats-Unis et les puissances européennes attendent de lui qu’il réduise jusqu’à une peau de chagrin les effectifs de la Mission des Nations unies au Kossovo (Minuk), pour faire place à la nouvelle mission européenne. Mais Moscou presse au contraire le secrétaire général de déclarer illégale toute proclamation d’indépendance et de ne faciliter en rien sa mise en oeuvre.

« Les Russes menacent Ban Ki-moon de ne pas avoir de second mandat et lui promettent l’enfer s’il s’oppose à eux », relate un ambassadeur occidental. Mais « s’il essayait d’empêcher l’indépendance, très vite il y aurait des violences » sur le terrain, observe un haut responsable de l’ONU, qui estime que M. Ban « sera obligé de gérer l’ambiguïté ». De son côté, l’Union européenne est encouragée par certains à ne pas le pousser à donner une onction onusienne au déploiement européen. « Il faut que l’UE accepte de se déployer sur une base qui sera un peu ambiguë », estime cette source.

A quelques jours d’une éventuelle déclaration d’indépendance, les capitales européennes divergent toujours sur l’opportunité de reconnaître le nouvel Etat. Chypre et l’Espagne, dont les gouvernements sont engagés dans des campagnes électorales à l’issue incertaine, sont les plus opposés à cette perspective. La Grèce, la Bulgarie, la Slovaquie et la Roumanie ont annoncé qu’elles la refuseraient aussi. Les capitales partisanes de l’indépendance espèrent que le processus de reconnaissance sera néanmoins aussi ordonné que possible.

Les Vingt-Sept souhaitent être capables de déployer au plus vite la mission civile de l’UE (1 800 policiers et juristes), destinée à accompagner les premiers pas du Kossovo indépendant. Et cela malgré l’absence d’une nouvelle résolution de l’ONU qui devait jeter les bases juridiques d’un tel déploiement.

(Le Monde 13.02.08)

FRAUDE no BCP – Off shore em Angola

Classé dans : Société — cabinda @ 9:54

FRAUDE no BCP – Off shore em Angola  

Ao que parece, as boas relações económicas entre Portugal e Angola, parecem assentar no mesmo sistema, que o José Sócrates, usou quando assinou os projectos para o seu grupo dos « 4 Mosqueteiros Amigos ».O sistema do  » toma lá da cá  » o sistema das « contrapartidas » a todos os níveis. Os sistemas de off shores.Os sistemas de negócios, só para os amigos com poderes políticos e económicos.Permutas de interesses, que visam directamente o aumento de capitais, e o seu enriquecimento, através do encobrimento, recorrendo às cortinas de fumo.Ao escutar dissertação do analista, principalmente quando ele enumera as várias situações, que podem levar a conclusão do mesmo, para a  » culpa morrer solteira ».Eles comem tudo.Eles são imunes a qualquer sistema jurídico.O mundo dos ricos, é um mundo diferente do mundo do pobre.No mundo dos ricos, só existem direitos sem penalizações.Ao contrário do mundo do pobre, que só existem deveres altamente penalizantes, se não forem cumpridos.Qualquer dia a Sonangol, servirá de intermediária no « offshore da família Imperial Angolana ».Qualquer dia, a Sonangol coloniza o país irmão de Portugal.Lavagem de capitais.Diz a notícia, que são só suspeitas.E eu digo, « Não há fumo sem fogo ».

Alguém sabe dizer, qual é a filiação partidária do « Chefão Máximo do Banco de Portugal » ? O Banco de Portugal, o BCP a CNVM, esqueceram-se todos de « avisar ».Só o pobre, não pode esquecer-se de avisar, que vai ali, e já volta.Quando voltar, tem os fiscais das finanças, à porta de casa à espera dele.Isto é Portugal e Angola.

10 février, 2008

El oro africano: Saqueo, tráfico y comercio internacional

Classé dans : Non classé — cabinda @ 14:44

Survie-france.org
Traducción Caty R.
Tlaxcala

L’or africain. Pillages, trafics et commerce international* (El oro africano. Saqueo, tráfico y comercio internacional), de Gilles Labarthe**, es una obra de investigación dedicada a revelar las disfunciones crónicas y los aspectos ocultos de la explotación del oro (a partir del ejemplo de Sadiola, en Malí) para ponerlos en relación con los caracteres generales y los intereses de la explotación de los recursos naturales en África.

Hay un enfoque especial sobre el papel de los paraísos fiscales y las multinacionales europeas y estadounidenses en este hecho, que aparece como un auténtico saqueo.

La obra describe también los movimientos de resistencia que en Malí, en el resto de África y en el mundo, se oponen a una explotación incontrolada de los recursos de este continente que paga, desde hace demasiado tiempo, el precio de la globalización liberal, después de haber servido a los imperios coloniales.

El oro olvidado de África

El libro de Gilles Labarthe, una de las raras obras sobre este asunto, es una zambullida vertiginosa en un sector productivo prácticamente sin ley, lo que ha originado una auténtica carrera contrarreloj entre las compañías extractoras para ver quién consigue enriquecerse más, y más deprisa.

Escribir un libro no siempre es fácil. Escribirlo colectivamente todavía menos. Éste tiene la particularidad de que se redactó a partir de un primer proyecto de François-Xavier Verschave (miembro fundador y presidente desde 1995 de Survie, N. de T.), que murió en junio de 2005 y no pudo terminar su obra. La tarea, por lo tanto, no era fácil, pero Gilles Labarthe, como periodista y con la experiencia de su libro anterior, Le Togo, de l’esclavage au libéralisme mafieux (Togo, de la esclavitud al liberalismo mafioso), ha sabido construir esta obra con sus palabras, rindiendo al mismo tiempo un homenaje al trabajo de Verschave, citándolo y valorando así el proyecto original de quien llevaba este libro muy especialmente en el corazón.

A partir del ejemplo de la mina de oro de Sadiola, en Malí, y la investigación del documentalista Camille de Vitry sobre las consecuencias de la explotación para el ser humano y para el medio ambiente, este libro propone una amplia mirada sobre los protagonistas de la explotación del oro en África y las redes y circuitos económicos que utilizan, con el fin de desenmascarar este sector –otro más- del saqueo de las riquezas del continente africano. Auténtica obra de investigación, El oro africano se basa en los meticulosos estudios que Gilles Labarthe, periodista especializado en las cuestiones de la criminalidad económica en África, ya había abordado en sus investigaciones, especialmente en Morila, otra ciudad minera de Malí.

África, continente estratégico

El libro, ampliamente documentado, nos introduce, pues, en la explotación del oro africano que, con 600 toneladas al año, representa alrededor de la cuarta parte de la producción anual de todo el mundo. Su explotación (África tiene la mitad de las reservas de oro mundiales catalogadas) es muy jugosa: la parte de los ingresos que revierte a los Estados productores es mínima y a veces nula; la mano de obra es muy barata; los movimientos sindicales se reprimen rápidamente y las normas medioambientales no se aplican o apenas se respetan; sin contar el resplandor que ha conocido la expansión del mineral precioso en los últimos años.

El libro nos lleva a Sadiola y Morila (Malí), a Ghana, Sudáfrica o Botsuana, para constatar el cinismo de las compañías mineras y sus «métodos de explotación heredados del apartheid». Las consecuencias medioambientales vinculadas a la utilización del cianuro y el mercurio para purificar el mineral son «inhumanas». A continuación el autor señala los sectores del comercio legal del oro, para descubrir los sectores paralelos, los tráficos transfronterizos, las sociedades off shore y el papel de los paraísos fiscales en el blanqueo de capitales, de los que el oro es uno de los principales vectores. Nos informa de que el Banco Mundial, supuesto promotor del desarrollo de los países africanos, es el principal inversor en la extracción del oro y suministra a un puñado de multinacionales estadounidenses, como Newmont Minin; canadienses, como IAMGOLD; inglesas o sudafricanas, como AngloGold, el 80% de los recursos auríferos del continente.

La avalancha hacia el oro

Hay que señalar que desde los años noventa, con el fin de la Guerra Fría y la liberalización de las economías africanas bajo las prescripciones del Banco Mundial y otros planes de ajustes estructurales del Fondo Monetario Internacional, el sector estalló literalmente.

Francia aparece en una posición un tanto marginal, pero Gilles Labarthe, en el capítulo «La parte de la Francáfrica», demuestra de qué forma, después del saqueo colonial, la «Mesa de investigación geológica y minera» (BRGM) tiene dividido el conjunto del pre-carré francés para permitir una explotación que a veces ha abastecido las cajas de partidos políticos. La presencia de Areva (transnacional francesa de la energía nuclear, N. de T.) en este sector revela los puentes con el lobby nuclear, mientras que grupos como Bouygues, ofrecen la subcontratación de sus servicios a las grandes compañías extranjeras.

La investigación nos lleva también a la República Democrática del Congo, donde los conflictos armados se abastecen directamente del tráfico del oro. El autor dedica un gran capítulo a las operaciones de los bancos suizos. Hay que señalar que Gilles Labarthe es suizo, ciudadano de ese paraíso fiscal en pleno corazón de Europa, uno de los principales puntos neurálgicos del tráfico del oro, así como de los diamantes y otras piedras preciosas.

Como para cerrar el círculo y no dejar la última palabra a los traficantes, la investigación termina con un repaso a las distintas movilizaciones, de norte a sur, para conseguir una explotación razonable y controlada del recurso aurífero.

Más allá de la profunda investigación sobre un asunto complicado, la gran fuerza de este libro probablemente reside en el testimonio que ofrece a las futuras generaciones sobre la movilización de los habitantes de Sadiola y de muchas otras ciudades mineras de África.

Entrevista:

La explotación del oro en África. Características e intereses socioeconómicos.

¿Cuáles son los principales países productores de oro en África?

Principalmente Sudáfrica (con una media de 300 toneladas en los últimos años), Ghana (más de 75 toneladas), Malí (50 toneladas), Tanzania (ídem), Guinea y Zimbabue (de 10 a 20 toneladas según los años), la República democrática del Congo… en total más de 34 países africanos producen oro, llegando a una producción global de más de 600 toneladas al año, es decir, la cuarta parte de la producción anual de todo el mundo.

¿Por qué África sigue siendo un continente estratégico en el sector minero?

El continente negro posee la mitad de las reservas de oro mundiales catalogadas. Después del petróleo, el del oro es uno de los cinco primeros mercados mundiales en el sector de los minerales, que mueve alrededor de 65.000 millones de dólares al año. Las multinacionales de la extracción cada vez codician más a África: además de las importantes reservas de oro, la parte de los ingresos de explotación que revierte en los Estados productores se infravaloró hasta el extremo (el 20%, e incluso el 0% como es el caso de una mina de oro en Botsuana). La mano de obra africana es muy barata, los movimientos sindicales se reprimen rápidamente y las normas sobre el medio ambiente no se aplican o son poco vinculantes. Resultado: el margen de beneficio que obtienen las grandes compañías mineras occidentales es mayor que en cualquier otro lugar del planeta. Desde hace una decena de años, con el auge espectacular del movimiento del oro, las inversiones extranjeras se han disparado en el sector aurífero, sobre todo en el oeste y el centro de África.

¿Cuáles son las tres principales multinacionales del oro que actúan en África?

Este libro de investigación describe, entre otras cosas, las actividades contaminantes de las tres principales multinacionales de extracción (las más grandes) que se disputan el primer puesto en el mercado, y que están omnipresentes en África: AngloGold (Sudáfrica), Barrick Gold (Canadá) y Newmont Mining (Estados Unidos). Estas tres compañías, apoyadas por la flor y nata de las altas finanzas internacionales, producen ellas solas cada año más de 500 toneladas de todo el oro extraído en el planeta. Regularmente reciben denuncias por contaminación a gran escala y violación de los derechos humanos. Esta investigación también señala los métodos de otras compañías más pequeñas (las jóvenes), asociadas a esos gigantes del oro, que llevan al terreno una política de prospección y adquisición muy agresivas, a menudo en los límites de la legalidad.

¿Quiénes son los principales compradores en el mercado mundial?

Los principales compradores de la producción del oro africano extraído por las tres compañías anglosajonas son los grandes bancos comerciales como el Royal Bank of Canada, J. P. Morgan, Union des Banques Suisses (UBS) o la francesa Société Générale. Estos bancos occidentales conceden importantes créditos a las multinacionales citadas para financiar la explotación industrial del oro en los yacimientos más importantes de África. Los créditos se garantizan sobre la producción de oro.

Tanto para los accionistas como para las grandes entidades bancarias, la industria del oro es una de las inversiones más rentables. Valor seguro por excelencia, el oro conserva un buen porvenir. Su cotización actual ha superado las cotas más altas desde los años ochenta acercándose a los 16.000 euros el kilo. La demanda es importante, como siempre en épocas de crisis. Los atentados del 11 de septiembre de 2001 contribuyeron a reactivar esta avidez. La demanda está garantizada por los mercados indios y chinos. La joyería y la relojería de lujo absorben una parte considerable de la producción.

¿Qué problemas sociales y medioambientales causa la extracción del oro?

El libro parte del ejemplo de las comunidades de Sadiola, al suroeste de Malí, que desde hace diez años denuncian la contaminación espantosa causada por la extracción industrial del oro por las multinacionales. Vertidos de aguas contaminadas, intoxicaciones por cianuro, normas de seguridad mal aplicadas, desplazamiento masivo de las poblaciones locales… Las mismas devastaciones sociales y medioambientales se denuncian desde hace tiempo, tanto en Ghana como en Tanzania, especialmente por la «Organización de la sociedad civil africana», una coalición de veintinueve ONG que representa a quince países en los que se trabaja en el sector de la extracción minera o afectados por sus repercusiones. ¿Quién va a pagar la factura social y medioambiental vinculada a la explotación industrial del oro? Ciertamente no las multinacionales de extracción, que pretenden librarse del coste vinculado a la rehabilitación de los lugares. La suma de las degradaciones ecológicas y los ataques a la salud causados por la explotación de las minas de oro a cielo abierto -que son las más contaminantes- va a arruinar las regiones productoras para las generaciones futuras. Un informe estadounidense ya apunta la cifra de 55.000 millones de dólares para reparar los daños.

¿Qué denuncian actualmente la sociedad civil africana y las ONG internacionales?

Además de las devastaciones sobre el medio ambiente, se trata de luchar contra las injusticias sociales. La movilización es muy amplia. El sector del oro concierne tanto a la Federación internacional de las ligas de los derechos humanos (FIDH), que se rebela contra las condiciones inhumanas de la explotación -como en Malí- como a Amnistía Internacional, que documentó los crímenes cometidos en 1996 en el centro minero de Bulyanhulu, en Tanzania. La explotación del oro, que a menudo está asociada con actividades mercenarias, puede revelarse todavía más mortífera en regiones en conflicto, como las provincias del este de la República Democrática del Congo. El oro podría financiar movimientos armados, como informa la ONG de defensa de los derechos humanos Human Rights Watch (HRW). También es uno de los principales vectores del blanqueo de dinero a nivel internacional.

Se habló mucho del «Proceso de Kimberley» para luchar contra los «diamantes de sangre». ¿Se puede imaginar un proceso de certificación similar para el oro?

Los expertos del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas lo recomiendan. Incluso trabajan en ello desde hace varios años. Todavía no ha tenido éxito oficialmente. Además de los fenómenos de contrabando, que a veces sirven para financiar las guerras, el origen del oro es especialmente difícil de controlar: se puede fundir y refundir ad infinitum… A la vista de la permeabilidad de las fronteras, la falta de medios de control de que disponen los Estados africanos, el ambiente de corrupción, el carácter inestable o «cleptócrata» de algunos regímenes (República democrática del Congo, República Centroafricana o Guinea, por no citar más que unos pocos), se puede calcular razonablemente que un cuarto, o incluso un tercio de la producción total del oro africano de extracción artesanal -estimada en 50 toneladas- es filtrada por redes de contrabando. Estas redes, que abastecen los mercados asiáticos, europeos y americanos del oro, a veces también consiguen desviar una parte significativa de la producción de la extracción industrial, como en Sudáfrica. Así, en 1996, el gobierno de Pretoria buscaba en Suiza más de 7 toneladas de oro (o sea un valor actual cercano a cien millones de dólares) que habían sido tranferidas clandestinamente a la empresa suiza de refinado Metalor. Los ingresos que pierden los Estados africanos son considerables.

África ha producido mucho oro, pero sigue siendo pobre ¿Por qué?

Más del 80% de las zonas auríferas del oeste y el centro de África de gran envergadura están actualmente en manos de un puñado de multinacionales que pretenden haber descubierto los yacimientos, mientras que casi todos ya eran conocidos por los buscadores locales de oro desde hacía mucho tiempo. Las reformas de los códigos mineros establecidos en la mayoría de los países africanos productores desde finales de los años ochenta, bajo la presión de las instituciones financieras internacionales (FMI y Banco Mundial), condujeron a favorecer a las grandes compañías de extracción extranjeras en detrimento de las pequeñas sociedades mineras de los Estado y sobre todo de los mineros artesanales, que antes podían acceder a los permisos de explotación.

El sector del oro sigue siendo muy opaco y hay que plantear la cuestión de la redistribución de los beneficios, como indica Oxfam. Por ejemplo, en diez años Malí se convirtió en el tercer exportador de oro de África después de Sudáfrica y Ghana. Sus exportaciones de oro se triplicaron, superando las 56 toneladas en 2006. Al mismo tiempo, el país cayó en picado en el Índice del desarrollo humano de las Naciones Unidas, bajando a la categoría de uno de los tres Estados más pobres del mundo. Las riquezas se redistribuyen mal. ¿Adónde van los beneficios? ¿Adónde se va el oro? Incluso los funcionarios malíes y responsables oficiales del sector de las minas tienen todas las dificultades del mundo para obtener informaciones completas y transparentes por parte de las grandes empresas occidentales sobre las condiciones de extracción de los recursos auríferos nacionales. La campaña «publiquen lo que pagan», apoyada por trescientas ONG de todo el mundo, tiene como objetivo principal conseguir que las compañías extractoras (de petróleo, gas y recursos mineros) publiquen, de forma sistemática y transparente, el importe de los impuestos y cánones de cualquier tipo que pagan a los Estados.

* L’or africain. Pillages, trafics et commerce international. Dossier noir n°22, Agone, Survie Oxfam France-Agir ici., Octubre 2007.

** Gilles Labarthe es un periodista independiente basado en Ginebra y Francia. Ha sido corresponsal del Swiss daily newspapers en París y actualmente es redactor de la agencia de noticias DATAS, asociación de periodistas independientes centrada en la responsabilidad social de las empresas, desarrollo ecológico y derechos humanos. Periodista de investigación especializado en África, ha escrito dos libros: Le Togo, de l’esclavage au libéralisme mafieux, sobre la dictadura, corrupción y redes de la mafia en Togo y L’Or africain. Pillages, trafics et commerce international.

EE.UU.:Juicio a Shell por contaminación en Texas

Classé dans : Non classé — cabinda @ 14:32

IPS
Abid Aslam
12/01/08

Ambientalistas de Estados Unidos demandaron ante la justicia a la compañía petrolera Shell Oil y a varias de sus subsidiarias, con el objeto de frenar operaciones contaminantes admitidas por la propia firma en el meridional estado de Texas.

Las organizaciones The Sierra Club y Environment Texas pretenden que un juez ordene a Shell ponga fin a las aparentes violaciones a la Ley de Aire Limpio en Deer Park, un complejo de fábricas y refinerías de seis kilómetros cuadrados a 32 kilómetros de la ciudad de Houston.

Esa ciudad texana es la sede de la filial en este país de la angloholandesa Shell y de buena parte de las grandes empresas petroleras de Estados Unidos.

La compañía afronta el riesgo de pagar indemnizaciones de hasta 32.500 dólares diarios por cada una de las 1.000 violaciones a la Ley de Aire Limpio que, según los demandantes, se cometieron entre 2003 y 2007.

El enfrentamiento es entre pesos pesados. Shell es una marca de renombre mundial. The Sierra Club es la más antigua y, con seguridad, más famosa organización ambientalista estadounidense.

Además, la demanda presentada el lunes es la primera que aborda violaciones a la Ley de Aire Limpio atribuibles a mal funcionamiento de una planta industrial. Todos los antecedentes se refieren a transgresiones cometidas en el marco de operaciones normales.

La querella menciona roturas de equipos y otros incidentes que liberaron miles de toneladas de sustancias contaminantes al aire de Deer Park y sus alrededores.

Entre los tóxicos diseminados figuran el benceno y el 1,3-butadieno, ambos carcinógenos.

Shell, cuyos representantes no pudieron ser contactados para que realizaran comentarios en este informe, ya pagó multas por algunos de los incidentes detallados en la demanda.

Los grupos ambientalistas querellantes consideraron que estas sanciones pecuniarias fueron insuficientes para frenar la polución. « Más de una vez a la semana, en promedio, y al menos en los últimos cinco años, Shell informó a las autoridades que violaba sus límites de contaminación permitida al arrojar una amplia gama de contaminantes peligrosos en el aire desde Deer Park », dijo Luke Metzger, director ejecutivo de Environment Texas.

« Como el estado de Texas y la Agencia de Protección Ambiental (EPA) del gobierno de Estados Unidos no lograron detener estas flagrantes violaciones, los ciudadanos comunes trataremos de poner en vigor las leyes », agregó.

La Ley de Aire Limpio permite a ciudadanos elevar demandas para asegurarse de que la legislación se aplique, si los organismos de regulación federales y estaduales no cumplen con esa tarea.

Un residente local dijo que los vientos dominantes diseminan la contaminación desde la planta de Deer Park a los alrededores.

« Mi familia y mis empleados no pueden soportar más este aire contaminado », dijo Karla Lands, activista de The Sierra Club y propietaria de un comercio en la localidad de Channelview, cerca de Houston y al norte de Deer Park.

Un accidente en el complejo de Shell puede terminar con la liberación en el aire de miles de kilogramos de contaminantes en cuestión de minutos u horas, según activistas.

The Sierra Club y Environment Texas analizaron informes elevados por la propia Shell a la oficial Comisión de Calidad Ambiental de Texas, en el que la firma reconoce incidentes en los que desde 2003 se emitieron al aire de Deer Park cantidades inusitadas de contaminantes.

La suma indica que, más allá de las emisiones autorizadas por las autoridades, la planta lanzó a la atmósfera más de 450 toneladas de componentes orgánicos volátiles, 270 toneladas de monóxido de carbono, 113 de óxido de nitrógeno, 40 de benceno y 27 de 1,3-butadieno.

Los óxidos de nitrógeno y los compuestos orgánicos contribuyen con la formación de ozono a nivel del suelo, lo cual, según la EPA, ocasiona varios problemas de salud como dolores de pecho, tos, irritación de garganta y congestión.

Las mediciones de la calidad del aire del condado de Harris indican regularmente un exceso en el ozono a nivel del suelo de acuerdo con los criterios de la EPA, aseguraron ambientalistas.

El dióxido sulfúrico producido por el proceso de refinación del petróleo se vincula con enfermedades respiratorias, especialmente de niños y ancianos, y agrava las dolencias coronarias y pulmonares, así como la formación de lluvia ácida.

El complejo Deer Park consta de una refinería, una planta petroquímica y muelles.

Según Shell, la refinería y la planta química recibieron una certificación internacional ISO 14001 de manejo ambiental.

La refinería, operada por Shell, tiene como socia de la petrolera de origen angloholandés, con igual participación, a Pemex, la compañía estatal mexicana.

Allí se produce gasolina, diesel combustible de aviones y keroseno, destinados a Estados Unidos, México y, ocasionalmente, Europa.

8 février, 2008

O ministro sem pasta Bento Bembe defende que Nzita Tiago falta mentalidade de mudança

Classé dans : Politique — cabinda @ 19:15

O ministro sem pasta Bento Bembe defende que Nzita Tiago falta mentalidade de mudança dans Politique Wanted memorando.jpg

Ler aqui o acto pelo qual Bento Bembe é mencionado no assunto de captura de Brent Swan pelo qual o seu socio Arthur Tchibassa foi julgado e condenado nos Estados Unidos.

Substantial trial evidence implicated Tchibassa as a highranking member of FLEC and a willing participant in Swan’s abduction, detention and ransoming. Tchibassa was described by one of Swan’s captors as a « major member » of FLEC, 9/4/03 Tr. 138, and was pictured alongside Swan, FLEC « President » Tiburcio and « Major » Bento in a photograph taken around Thanksgiving 1990 at the camp where he was being held.

Being law equal for everybody, by virtue of which moral principle or justice act Mr. Bento Bembe who is hidden in Angola and only travels through African countries satellites of Luanda was relieved without having appeared next to a jurisdiction ?

Sendo a lei é igual para todos, em virtude de qual princípio moral ou acto de justiça o Sr. Bento Bembe que esconde-se em Angola e apenas viaja para os paises africanos satélites de Luanda foi exonerado sem ter comparecido junto de uma jurisdição ?

La loi étant égal pour tous, en vertu de quel principe moral ou acte de justice Mr. Bento Bembe qui se cache en Angola et ne circule que dans les pays africains satellite de Luanda a-t-il été acquité sans avoir comparu devant une juridiction ?

quem esconde-se no Angola e não circula único nos países africanos satélite Luanda

Clique aqui para ler o acto do julgamento de Artur Tchibassa

Cliquer ici pour lire l’acte de jugement de Arthur Tchibassa

António Bento Bembe o protegido do Governo angolano, buscado pela justiça americana e assumindo actualmente as funções de ministro sem pasta affirma em conferênça de emprensa que Nzita Tiago «já não está à altura para liderar o movimento na conjuntura actual.O também ministro Sem Pasta do Governo de Angola, acusou Nzita Tiago de «falta de prudência e de mudança de mentalidade».

Para Bento Bembe, o fundador FLEC podia reduzir o sofrimento da população de Cabinda, «se fosse lúcido e capaz».

As críticas de Bento Bambe foram feitas hoje em conferência de imprensa durante a qual disse ter todos os motivos para se sentir satisfeito porque conseguiu demonstrar que a guerra não resolve o problema de Cabinda.

«Estou contente por trabalhar com o Governo para colaborar e ajudar a corrigir o que está mal problemas e defender os direitos humanos»- afirmou Bento Bembe.

O líder do FCD fez o balanço do trabalho da sua organização desde a assinatura do Acordo de Paz para Cabinda, em 2006, e admitiu que a sua implementação pode acontecer antes das eleições anunciadas para Setembro próximo.

Do mesmo modo, esclareceu que o estatuto especial para aquela província ainda não entrou em vigor mas rejeita todas as informações que apontam para a existência de um clima de guerra em Cabinda.

O líder do FCD minimizou o recente manifesto subscrito por algumas sensibilidades do enclave com o argumento de que o que é defendido pelos autores já não se coaduna com o actual momento de paz.

Para ele «o contexto em Cabinda mudou» e os subscritores do manifesto, tarde ou cedo, serão obrigados a abraçar os propósitos que estiveram na base da assinatura do Memorando de Paz.

A possível transformação do FCD em partido político foi descrita por Bento Bembe como um assunto a ser resolvido «depois do repatriamento dos refugiados angolanos».

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