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8 février, 2008

Relatório com a classificação de “Muito Secreto” circula e faz revelações bombásticas

Classé dans : Non classé — cabinda @ 18:09

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Angola – África do Sul
Relatório “MUITO SECRETO” circula e faz revelações bombásticas
* Dirigente do ANC planeou assassinar presidente Eduardo dos Santos
* Moçambique sob suspeita de lavagem de dinheiro a favor de Jacob Zuma
e de lhe prestar apoio militar

Joanesburgo (Canal de Moçambique) – Um relatório com a classificação de “Muito Secreto” que está a ser divulgado na África do Sul deste o passado fim-de-semana, alega que Tokyo Sexwale, proeminente dirigente do ANC que pretende substituir Thabo Meki na presidência do partido para assim se tornar chefe de Estado da África do Sul, planeou assassinar o presidente José Eduardo dos Santos de Angola em Fevereiro de 2006. O relatório, cuja cópia está na posse do «Canal de Moçambique», refere que Sexwale agiu em conivência com o ex-chefe dos Serviço de Informação Externa de Angola, General Francisco Garcia Miala, e com interesses financeiros ligados à empresa petrolífera francesa «Total». Por detrás do conluio estará o apoio que o governo angolano deu, e ao que tudo indica continua a dar, a Jacob Zuma (ex-vice-presidente da África do Sul), na corrida que este leva a cabo para a chefia da nação sul-africana.Lê-se no relatório de 17 páginas cuja proveniência se desconhece mas que se acredita ter sido divulgado por uma facção do ANC próxima de Thabo Mbeki, que em Fevereiro de 2006 o General Miala sugeriu ao Presidente José Eduardo dos Santos que assistisse aos festejos públicos do Carnaval em Luanda como forma de promover a sua imagem política a nível interno. Nesta ocasião, acrescenta o relatório, o chefe da contra-espionagem angolana, General Manuel Vieira Dias Júnior, conhecido pelo nome de guerra de Kopelipa, alertou o chefe de Estado angolano de que estava em concurso uma conspiração para assassiná-lo, e que os presumíveis autores se colocariam entre a multidão que iria assistir aos festejos carnavalescos nos finais do referido mês. Num relatório enviado ao Futungo de Belas, sede da Presidência da República de Angola, Kopelipa precisou que Miala estava envolvido na cabala cujas ramificações envolviam a França e Tokyo Sexwale.

Relações Angola-França e a disputa Dos Santos-Mbeki 

Para uma interpretação dos dados contidos no relatório “Top Secret” (“muito secreto”) que temos vindo a citar, é de referir que as relações entre o governo do MPLA e a França deterioram-se significativamente como consequência do escândalo do fornecimento de armas a Angola numa altura em que vigorava um bloqueio imposto pelas Nações Unidas ao fornecimento de armas ao regime de Luanda durante o período da guerra civil com a UNITA. Por portas travessas, o MPLA conseguiu contornar o bloqueio com o apoio de Pierre Falcone, um negociante de armas francês ligado a Arkady Gaydamak, um antigo empresário soviético com acesso aos arsenais militares da antiga União Soviética. O escândalo, que  envolvia proeminentes figuras políticas francesas, incluindo o filho do antigo presidente francês, Pierre Mitterrand, acabou por levar as autoridades francesas a tomar medidas no âmbito judicial. O regime do MPLA pressionou o governo francês a travar o processo judicial em curso, mas perante a indiferença de Paris, o Presidente José Eduardo dos Santos acabaria por cancelar contratos de exploração petrolífera com a empresa francesa «Total». Inclusivamente, o governo de Luanda protelou a acreditação do novo embaixador francês designado para Angola, tendo este acabado por regressar a Paris.

Relativamente ao presidente Thabo Mbeki, as relações entre os dois chefes de Estado nunca primaram pela cortesia. Desde que Mbeki substitui Nelson Mandela como presidente da África do Sul, o chefe de Estado angolano evitou aparecer em público ao lado do seu homólogo sul-africano. Foi notória a sua ausência da cimeira da União Africana realizada em Maputo ainda durante a presidência de Joaquim Chissano, ex-PR moçambicano. A rivalidade entre os dois estadistas remonta ao tempo da luta armada que o ANC travava contra o regime do apartheid a partir de bases militares localizadas em território angolano. Foi no decurso desse período que o governo do MPLA, em face de guerras intestinas que afectava o movimento sul-africano, ordenou a detenção de diversos membros do ANC, entre os quais se contava Thabo Mbeki.

Em face das relações nada amistosas entre Eduardo dos Santos e o presidente Mbeki, o chefe de Estado angolano decidiu apostar em Jacob Zuma como futuro presidente da África do Sul. O presidente angolano chegou a dar instruções ao General Miala para que elaborasse um relatório circunstanciado sobre a forma como Angola poderia apoiar Zuma na corrida à presidência. Miala não terá cumprido com a missão a contento de José Eduardo dos Santos, tendo, conforme o referido relatório, agido em prol de Tokyo Sexwale, um outro potencial candidato à presidência sul-africana e tido como aliado da facção Mbeki à sombra da qual floresceu no ramo dos negócios sendo hoje uma das grandes fortunas do país. Miala viria a pagar caro pela irreverência. O presidente angolano não só o demitiu do cargo de chefe do Serviço de Informação Externa, como também ordenou que recolhesse aos calabouços a aguardar julgamento por alta traição.

A teia de negócios entre Angola e a RSA

O relatório a que o «Canal de Moçambique» teve acesso salienta que o General Kopelipa mantém estreitos laços comerciais com Isabel dos Santos, filha do presidente angolano. Por seu turno, Isabel dos Santos foi sócia de Brette Kebble, destacado empresário sul-africano ligado ao sector das minas e que em 27 de Setembro de 2005 foi assassinado por desconhecidos na cidade de Joanesburgo. Kebble é apontado como tendo corrompido importantes figuras políticas sul-africanas, desde o chefe da polícia da África do Sul ao próprio Jacob Zumba. Na altura do seu assassinato, Kebble desenvolvia diligências para montar negócios lucrativos entre Zuma e generais angolanos. O intermediário de Kebble era o embaixador angolano em Pretória, Tito Rodrigues. O governo angolano atribuiu a Zuma uma concessão petrolífera no norte de Angola, e de acordo com o relatório aquele politico sul-africano desenvolve negócios no sector dos diamantes com entidades angolanas.

Moçambique sob suspeita de lavagem de dinheiro e de apoio militar à “facção Zuma” do ANC

O relatório de informações “Muito Secreto” procede a uma análise das visitas ao estrangeiro efectuadas por Jacob Zuma, salientando que em Agosto de 2005 ele esteve em Moçambique, em Angola em Junho,  Outubro e Novembro, e na Líbia em Dezembro desse mesmo ano. Diz o relatório que “estas visitas devem ser escrutinadas pois poderão estar relacionadas com a obtenção de fundos e angariação de apoio não oficial para as suas aspirações presidenciais, e também em conexão com a possível lavagem de dinheiros.” Quanto à Líbia, o relatório diz que no âmbito da visita efectuada àquele país, Jacob Zuma reuniu-se com Musa Kusa, chefe dos serviços secretos líbios, de quem terá recebido 5 milhões/USD. Os fundos destinam-se alegadamente a financiar a campanha de Zumba para tomada do poder na África do Sul, incluindo acções subversivas. Para esse efeito, salienta o relatório, “formações militares e para-militares estão a ser treinadas no norte de Moçambique.”
O relatório recomenda que o Banco Central da África do Sul deverá efectuar investigações com carácter de urgência a fim de determinar que tipo de transacções financeiras poderão ter um impacto sobre as iniciativas de Zuma, incluindo as de alegada natureza militar com o governo moçambicano.

Carta ao presidente angolano, José Eduardo dos Santos

Classé dans : Non classé — cabinda @ 18:05
Na última edição (17 Março) da revista Única do semanário Expresso, o comentador Marques de Correia publicou uma carta aberta de João Carlos Santos dirigida ao presidente angolano à propósito do caso « Carta Mantorras« , uma carta pertinente que infelizmente não será publicada no diário angolano, Jornal de Angola.  

JES 

Exmo. Senhor Presidente de Angola

Meu caro Zé Eduardo,

Soube que o teu Governo – e bem – eivado do mais alto sentido da reciprocidade, decidiu não aceitar como válidas as cartas de condução portuguesas. Motivo? Os portugueses multaram o Mantorras – exemplo e estandarte maior do poder de Luanda (é muito bom, mas não funciona) – que conduzia com uma carta angolana caducada. O facto de estar caducada foi devidamente obnubilado e, doravante, nem um tuga pode conduzir nas magníficas auto-estradas, seja das Lundas, seja do Planalto Central, se não obtiver uma carta angolana ou coisa assim.

Acho bem! Não queremos cartas angolanas, vocês não querem cartas portuguesas!

Mas outros aspectos da vida existem que tu, caro Zé Eduardo, podias também reciprocar – peço desculpa, mas é assim que se diz. Por exemplo: a limitação de mandatos do Presidente da República. Sabias que nós não admitimos que ninguém – nem mesmo o Mantorras – seja Presidente por mais de 10 anos? E que, ainda por cima, qualquer um que chegue a Presidente tem de ser eleito e que, para ser eleito, tem de ter mais votos?

Aposto que, agora que sabes, não vais deixar de decretar o mesmo. Já te estou a ver: Ai eles têm eleições? Pimba! Nós também vamos ter! Ai eles têm limitações de mandatos! Pumba! Nós também! Ai eles têm votos e tudo, e pode votar quem quiser? Toma! Aqui vai ser na mesma!

E mais, se começas nesta senda de imitar tudo, lembra-te, por exemplo, dos autarcas. É que também são eleitos. E o Governo, que é designado por um Parlamento eleito de quatro em quatro anos e não de 300 em 300 anos, como aí. Quer dizer, o Governo, porque o Presidente é de 500 em 500 anos, salvo erro.

E há mais para copiares. Por exemplo, aqui os tribunais podem acusar e julgar amigos do primeiro-ministro ou do Presidente da República. Ou mesmo o primeiro-ministro e o Presidente. São órgãos de soberania independentes, não carecem de ser formados pelos amigos do Presidente.

E outras coisas. Por exemplo, em Portugal, os grandes empresários não são familiares do Presidente da República. Por exemplo, o prof. Cavaco Silva tem uma filha mas ela não é uma grande empresária, nem das pessoas mais ricas do país. É uma pessoa discreta e igual às outras, com os mesmos direitos e deveres. Eis outra coisa boa para aplicares a tua reciprocidade.

E mais ideias me ocorrem sobre matéria tão vasta como interessante. Como por exemplo aquela ideia de prender uma britânica em Cabinda, por espionagem. Não estás a ver-nos prender uma britânica nos Açores por espionagem, pois não? Claro que não! E pronto, já vês. Há um longo caminho recíproco a fazer. Não é só nas cartas de condução.

Viva Angola! Viva o Mantorras e viva a reciprocidade! E manda-te um abraço o teu recíproco.

Isabel dos Santos uma boa parceira angolana para investidores lusos

Classé dans : Non classé — cabinda @ 17:32

isabeldossantos.jpg(Lusa) –

Isabel dos Santos tem sido uma importante parceira no mercado angolano para os investidores portugueses, entre os quais alguns dos principais grupos nacionais, como a PT e Amorim.
É o caso da principal empresa de telemóveis do país, UNITEL, na qual a PT e o grupo empresarial GENI, onde Isabel dos Santos tem participação, detêm, cada, 25 por cento do capital.
O grupo Amorim tem sido, nos últimos dois anos, um outro parceiro privilegiado da filha de José Eduardo dos Santos.
Em termos financeiros, criaram o Banco Internacional de Crédito (BIC), actualmente o quarto maior do país, mas aquele que mais tem crescido, detendo cada um 25 por cento do seu capital.
O BIC iniciou a sua actividade há pouco mais de 20 meses e tem já resultados acumulados de 38 milhões de dólares (29,2 milhões de euros) e prepara-se para investir 35 (26,9 milhões de euros) a 40 milhões de dólares (30,7 milhões de euros) para construir um edifício de 25 andares na baixa de Luanda, onde irá albergar os seus serviços centrais, bem como as empresas do grupo.
Ambos tornaram-se nos novos sócios da Nova Cimangola, desde a saída da Cimpor do mercado angolano.
De acordo com o semanário Expresso, não foi muito clara a retirada da cimenteira portuguesa que detinha pouco mais de 40 por cento na Cimangola e várias vezes mostrara vontade em aumentar a participação, ao que as autoridades angolanas sempre se opuseram.
Depois, o governo de Angola resolveu comprar os 40 por cento da Cimpor por 74 milhões de dólares (56,2 milhões de euros) com um empréstimo do BIC, de Isabel dos Santos e Américo Amorim, entregando posteriormente essa participação … Ciminvest, que a imprensa independente angolana atribui à filha mais velha do chefe de Estado angolano e ao grupo Amorim.
O semanário Expresso revelou recentemente que Américo Amorim e Isabel dos Santos também são sócios da Galp.
Quem também tem negócios com Isabel dos Santos é o Banco Espírito Santo Angola (BESA) que em 2006 tinha dez por cento do mercado bancário angolano.
A estrutura accionista do BESA é liderada pelo Grupo Espírito Santo, que possui 79,96 por cento do capital, tendo como principal parceiro o grupo empresarial GENI, com 20 por cento do capital do banco.
Outra empresa portuguesa que mantém uma relação estreita com Isabel dos Santos é a Iduna, especializada em mobiliário de escritório, que em Abril/Maio deste ano irá inaugurar uma unidade de produção em Luanda, num investimento de 2,5 milhões de dólares (1,9 milhões de euros).
Na edição de hoje, o
Diário de Notícias revela que procuradores do Ministério Público que estão a conduzir a « Operação Furacão » recolheram no início do mês, numa busca ao escritório do advogado de Isabel dos Santos em Lisboa, documentação relativa à constituição de uma sociedade com sede numa « offshore » ligada à filha do presidente angolano.
Em declarações à Agência Lusa, o advogado, Frutuoso de Melo, garantiu que, na compra da casa, foram cumpridos todos os requisitos legais.
Licenciada em engenharia informática em Londres, Isabel dos Santos iniciou-se no mundo dos negócios há dez anos com a concessão em monopólio da limpeza e saneamento de Luanda com um contrato de dez milhões de dólares (7,6 milhões de euros) por ano.
Além dos petróleos, a filha de José Eduardo dos Santos também tem interesses no outro grande recurso natural de Angola, os diamantes.
Na actualidade, e de acordo com o Semanário Angolense, Isabel dos Santos também é sócia da Sagripek, uma empresa agro-industrial.

AR/FR.

Cubans in Cabinda 2008

Classé dans : Politique — cabinda @ 11:48

The Cubans are back in Cabinda, during the month of January 2008. Cabinda Population eyewitnesses have reported, that up to 6 battalions of black Cuban nationals arriving from Havana, Cuba have arrived in Cabinda, they where immediately transported and placed in the zones of the North and centre of Cabinda territory, making its main base the military installations in the town of Dinge. They are now under the military command of General Carlitos Wala, famous for having murdered Dr. Jonas Malleiro Savimbi President of UNITA.

 brigadeirowala.jpgThe contingent of black Cuban military which are made of young soldiers and old officers are now operating and patrolling the areas of Miconje, Necuto and Buco Zau in Cabinda.

7 février, 2008

Continuam graves violações dos direitos humanos em Cabinda

Classé dans : Non classé — cabinda @ 23:38

 Em Cabinda, Regedor da aldeia de Conde brutalmente espancado peloas FAA e preso num buraco com mais 20 civis.

Em Cabinda, mais de 20 homens foram presos num buraco, no quartel do comando da chamada Segunda Região Militar das FAA (Forças Armadas Angolanas), como se de reles ratos se tratasse. Os homens, todos civis, detidos desde o final do mês de Janeiro último, foram vistos todos ensanguentados e inflamados, como consequência do tratamento brutal a que têm sido submetidos. Entre eles encontra-se o velho e deficiente físico Regedor Luís Geraldo Barros, da aldeia do Conde, região centro-norte do enclave, preso na madrugada do dia 31 de Janeiro, por volta das 2h00 da manhã. Os militares querem, à coronhada e pontapés, obrigar que os homens admitam terem sido os autores do ataque que, no passado dia 26 de Dezembro, na localidade de Sáfica, provocou a morte de um cidadão brasileiro. Trata-se de uma medida com a qual o regime angolano pretende vãmente esconder a guerra que ocorre em Cabinda, pretendendo mostrar que os ataques que se vão multiplicando no Enclave não são protagonizados pela FLEC mas sim por civis indefesos.

Entretanto, testemunhas oculares informaram que o grupo de mais de 20 civis foi há poucos dias dividido em dois, permanecendo alguns ainda no buraco do Comando da Região, enquanto outros eram transferidos para as celas da Direcção Provincial de Investigação Criminal (DPIC), onde os maus tratos prosseguem. Aliás, desde segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2008, que as visitas a esses prisioneiros estão interditas, inclusive por familiares, o mesmo acontecendo com a alimentação. Isso significa que, desde segunda-feira que os mesmos só se alimentam dos alimentos quase inexistentes para os prisioneiros. Esta medida aumenta a preocupação relativamente à integridade física dos detidos, sobretudo quando se sabe que, muito recentemente, teve lugar, na cidade de Tchowa, uma reunião de elementos ligados ao SINFO, FAA e Polícia Nacional, onde o tema dominante foi a questão da eliminação física de certos membros da sociedade civil cabindesa, bem identificados, segundo os participantes à reunião, acusados de serem os autores dos ataques que se verificam no Enclave (e não a FLEC que de facto os realiza). Pessoas como Afonso Maria Vaba (membro do MPLA em Cabinda e porta-voz do encontra), Victor Gomes (Segundo Comandante da Polícia Nacional em Cabinda para a Area da Intervenção), José Mangovo Tomé (N° 2 do SINFO), Marcelino Luemba Tubi (Ministério do Interior),  Tomás Leba, entre outros, cumprindo as eternas « ordens superiores », pretendem minimizar ou mesmo anular as acções da FLEC, sobejamente do domínio público, acusando absurdamente civis indefesos de saírem das suas casas e irem atacar as forças de defesa e segurança do governo angolano. Afonso Maria Vaba chegou mesmo a fazer declarações na emissora governamental local, acusando os subscritores do recentemente publicado Manifesto da Consciência da Nação Cabindesa de apoiarem a guerra em Cabinda, apesar da simplicidade do português nesse Manifesto, em que os subscritores se declaram inequivocamente contra essa guerra.
É preciso recordar que o agora polícia do governo angolano Victor Gomes, é directamente responsável pelo assassinato bárbaro de vários dos seus compatriotas quando, na FLEC-FAC, ocupava o cargo de Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Cabindesas. É o caso de José Pambo, Afonso Bisafi, Eduardo Tembo, entre outros. A sua presença nessa reunião, com os propósitos da mesma, é apenas demonstrativo da sua vontade de prosseguir a sua acção assassina, agora às ordens do regime do MPLA.
De salientar que as violações grosseiras dos direitos humanos, em Cabinda, multiplicaram-se desde a publicação do Manifesto da Consciência da Nação Cabindesa, no qual o Povo reclama a sua autodeterminação. Raúl Danda
Activista Cívico
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Situação das detenções arbitrárias nos dois últimos meses

A onda de detenções arbitrárias em Cabinda atingiu proporções alarmantes desde a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Senhor Bento Bembe e o Governo de Angola, por um lado, e, por outro, a extinção da MPALABANDA – Associação Cívica de Cabinda, a única organização de Defesa dos Direitos Humanos na região. A disputa, entre a Policia e as FAA, sobre quem leva a taça em termos de violações dos Direitos Humanos, pende ora para um lado, ora para o outro, com os primeiros a superam os segundos na zona Urbana, enquanto os militares têm no interior a sua praça forte. Enquanto isso, os Serviços de Segurança (SINFO), agindo – pensam eles – no maior secretismo, vão concebendo planos macabros que incluem mesmo a eliminação física de activistas cívicos. Para esse propósito, há a realçar o recrutamento local e treinamento em Luanda de jovens, sobretudo do sexo feminino, a quem são confiadas missões que vão desde as acções de espionagem às tentativas de envenenamento, etc. As coisas agudizaram-se com a recente publicação do Manifesto da Consciência da Nação Cabindesa, no dia 10 de Janeiro último. Importa salientar que Cabinda é o território com maior densidade dos efectivos dos diferentes Serviços de Defesa e Segurança por Km² em Angola.

O foco das tensões, nos últimos dois meses, localiza-se, mais uma vez, em duas comunas: Inhuca e Necuto. Na Comuna de Inhuca, os motivos relacionam-se com a morte do cidadão Brasileiro, aos 26 de Dezembro de 2007, e no Necuto, tudo se prende com uma emboscada da FLEC ocorrida no dia 29 de Dezembro de 2007, entre as aldeias de Seva e Tando Macuco, onde se fala em baixas nos efectivos das FAA. Quer numa quer noutra, as retaliações não se fizeram esperar. Avolumou a vaga de detenções arbitrárias, ante o silêncio daqueles que têm como missão defender o Direito. Os maus-tratos infligidos às vítimas dessas detenções, no quartel-general das FAA, não respeitam idades nem imunidades: jovens, velhos, líderes religiosos e tradicionais, todos são postos « no mesmo saco ». Eis alguns exemplos ilustrativos:

1.        Aldeias do Inhuca, regedoria do Conde
Na sequência da morte do jovem Brasileiro, em 26 de Dezembro de 2007, na madrugada do dia seguinte, todos os aldeões do sexo masculino (adolescentes, adultos e até mesmo velhos) foram raptados  das suas casas e transportados para SAFICA, local do incidente, em camiões militares pertencentes ao regimento do Dinge. Várias casas e estabelecimentos comerciais foram vasculhados. Alguns bens de populares como lenços, brincos, perfumes, dinheiro, etc., foram subtraídos das residências, enquanto as cantinas eram esvaziadas de bebidas alcoólicas. Esta mega operação visou 6 aldeias da regedoria, nomeadamente, Conde, Côdo, Conde Pequeno, Tando Malele, Chimpemba e Amaro Taty. Por volta das 10h20 do mesmo dia, todos os detidos foram postos em liberdade, graças à intervenção das « ordens superiores ».
No dia 24 de Janeiro, a regedoria recebeu a « visita » do Major Mazembo do regimento do Dinge, que ia alegadamente efectuar um trabalho na aldeia de Tando Malela, próxima do local onde tinha ocorrido o ataque que vitimou o cidadão brasileiro. De passagem pela aldeia de Conde, encontrou-se com o soba do Côdo, Sr. Alfredo Luemba Umba, que foi convidado pelo Major Mazembo a acompanhá-lo à aldeia do Malele, na qualidade de Soba. Este declinou o convite pelo facto da aldeia do Malele não ser da sua jurisdição, mas com a intervenção do regedor do Conde, Luís Geraldo Barros, o convite foi aceite.
Postos no local, a conversa mudou, começando as detenções arbitrárias. José Domingos Mabeti, autoridade tradicional, e coordenador adjunto da aldeia do Malela foi a primeira vítima. Em seguida, Sebastião Sambo, catequista e líder religioso e, por último, Carlos José Sango, responsável do Comité de Acção do MPLA no Malele. O acompanhante do major, o soba do Côdo, Alfredo Luemba Umba não escapou, perfazendo um total de 4 detidos. Todos, excepto o soba, foram amarrados e postos numa viatura militar KAMAZ e levados ao Comando da Segunda Região Militar, passando pelo Dinge. No destino foram postos num buraco, sem direito à água nem comida, presos dias antes sob a eterna acusação de serem afectos à FLEC. De manhã cedo, foram interrogados por oficiais militares que pretendiam que os detidos admitissem um envolvimento no assassinato do cidadão Brasileiro. O interrogatório foi sendo interrompido por sessões de espancamento. As vítimas tinham os membros superiores e inferiores amarradas, estes virados para as costas de modo a mantê-los com os cotovelos e os calcanhares juntos.  Esta a posição escolhida pelos carrascos de forma a facilitar o seu « trabalho ».
lgbarrosregedor.jpg
 31 de Janeiro de 2008, às 2h00 da madrugada, a aldeia do Conde foi cercada por efectivos das FAA. O regedor, Luís Geraldo Barros, autoridade tradicional máxima (na foto acima),, foi preso em sua casa. De calção, foi amarrado na presença das suas mulheres e conduzido à Unidade mais próxima. A população ainda tentou resgatar o seu líder, detido na Unidade de Conde Pequeno, mas foi dispersa a tiro. No final do dia, o regedor tinha-se juntado, no quartel-general, aos outros presos, com mais um outro cidadão conhecido vulgarmente por Ngadiós.
Na sessão do interrogatório, o regedor foi submetido à uma humilhação extrema que choca com a sua cultura. Completamente despido, com os membros superiores e inferiores amarrados na posição descrita acima, ele estava a mercê do seu carrasco, que tentava arrancar, à pancada,  a « confissão » sobre a sua participação na morte do Brasileiro. Aos 53 anos de idade, deficiente de uma das pernas, Luís Geraldo Barros, com a morte na alma, vivia um autêntico calvário onde nem o seu administrador era autorizado a visitá-lo na prisão militar. Do Governador da Província, nem uma palavra para que ao Regedor fossem tratadas pelo menos as feridas. As outras autoridades tradicionais de Cabinda indignadas com o tratamento infligido ao seu colega pretendem reunir-se para uma tomada de posição face ao que consideram ser « graves violações dos direitos humanos e do direito consuetudinário ». Graças à intervenção da Direcção politica da FPD, em Luanda, foi possível a libertação do seu membro, o soba do Côdo, Alfredo Luemba Umba, na sexta-feira, 1 de Fevereiro.

       2.      Aldeias do Necuto, regedoria do Panga-Mongo  

  • Sábado, dia 29 de Dezembro de 2007. Na sequência de uma acção militar da FLEC foram detidos três cidadãos de Seva. Os Srs. Martins Yanga, André Nduli e Leão, presos pelas FAA, sob acusação de envolvimento no ataque.

     Os três cidadãos detidos foram transportados para Mbuco-Nzau. O Sr Brigadeiro Wala, que se deslocara ao terreno para melhor se inteirar do sucedido, prometeu trazer os prisioneiros de
     volta à aldeia, dada a falta de provas sobre o seu alegado envolvimento. Estes cidadãos só viriam a ser libertos três semanas depois, sem qualquer julgamento.

   As represálias dos militares levaram também a vida do jovem Gabriel Puati, de 24 anos, que horas depois do ataque teve a triste sorte de passar pela estrada Seva-Tando Macuco, de
   motorizada. 

  • Quinta-feira, dia 03 de Janeiro de 2007. A caça ao aldeão de Seva continua. Por volta de 5h00, Alexandre Mavungo (também conhecido por Bayona Mavungo), de 70 anos, da coordenação do Bairro de Seva, e residente em Seva, filho de Lamba Mavungo ( também conhecido por Lamba Khuta) e de Bazonga, pai de três filhos; e Cesar Ngimbi, são raptados por efectivos das FAA, no Madômbolo, Bairro GIKA/Cidade de Tchowa (Cabinda). Estes se encontravam na cidade de Cabinda aquando do famoso ataque.

     Os familiares de Bayona Mavungo – a Sra. Teresa Nsuami (filha), de 35 anos de idade; o Sr. António Chibilica (genro), de cerca de 45 anos de idade; e Willy (neto), de 15 anos, que
    presenciaram a detenção, resolveram, como medida para proteger o seu familiar, subir também numa das duas viaturas Jeep da Polícia Nacional que transportaram os detidos. Bayona
    Mavungo e Cesar Ngimbi continuam detidos na Direcção Provincial de Investigação Criminal – DPIC, enquanto os familiares de Bayona Mavungo foram postos em liberdade, recentemente.

  • 28 de Janeiro, mais uma vez a prisão do quartel-general registrou 4 novos detidos, dentre os quais, João Luemba Mateus, coordenador da aldeia de Seva de Fazenda. Fontes afirmaram também que estariam nas mesmas condições, outros aldeões do Seva, entre os quais, Natalício Mbatchi, Orácio David António, António Nzau e Carol, perfazendo um total de pouco mais de 20 pessoas.

     Alguns dos detidos provenientes do Seva (a maioria) foram recentemente transferidos para a cadeia civil à espera de julgamento, com os sinais dos maus-tratos bem visíveis nos seus corpos. Um deles traz a orelha cortada. Isso aconteceu quando, numa das sessões de interrogatório, no quartel-general, o oficial militar da investigação encarregue do mesmo fez uso de uma tesoura para a mutilação, no intuito de lhe arrancar a confissão sobre o seu suposto envolvimento no ataque de 29 de Dezembro de 2007.  
A situação continua tensa nas duas regedorias. Estes os contornos do propalado Estado de Democrático e de Direito. Mais uma vez, o cenário previsível é que os detidos sejam mantidos nas cadeias e, mais tarde, os sobreviventes sejam postos em liberdade. Julgamento, talvez também nunca surja, ficando tudo a depender das « ordens superiores ».
Assim vai Cabinda na era do Memorando do Entendimento com as liberdades individuais nas mãos de quem tem as armas

Um Novo Status para o Kosovo: o Jogo de Três Níveis no Futuro da Província

Classé dans : Non classé — cabinda @ 18:18

A definição do status final da província sérvia de Kosovo parece estar mais próxima do que nunca, porém não graças ao sucesso das negociações entre Belgrado e Prístina, mas justamente devido ao fracasso deste processo que vem se arrastando há quase nove anos. A Conferência de Baden entre os dias 26 e 28 de novembro e as eleições para o Parlamento kosovar em 17 de novembro indicam, através de seus resultados, um esgotamento das conversações e uma possível declaração unilateral de independência, apoiada por países-chave.
Kosovo tem sido, historicamente, uma região multiétnica, em que se alternam períodos de predominância albanesa com períodos de predominância sérvia. A população albanesa é, majoritariamente, mulçumana, enquanto a sérvia é cristã ortodoxa, contudo a religião não tem sido um fator importante na deflagração dos conflitos. As identidades nacionais são definidas, principalmente, a partir dos idiomas, cuja rivalidade se acentuou após a retirada do Império Otomano da região e do turco como língua franca em 1912. Hoje, cerca de 90% da população é de origem albanesa, enquanto 6% são sérvios.
O status político atual de Kosovo foi estabelecido em 1999. Após a operação militar da OTAN na região, a província continuou como parte da Sérvia, porém sob tutela da ONU e de uma série de instituições especialmente criadas. A United Nations Interim Administration Mission in Kosovo (UNMIK) e a Kosovo Peace Implemantation Force (KFOR) são responsáveis pela administração e pela segurança, respectivamente.
Em 2001, a UNMIK estabeleceu as Provisional Institutions for Self-Government (PISG), com o objetivo de transferir gradualmente as competências administrativas para a população local, bem como criar as raízes de um possível Estado independente. O principal projeto político da UNMIK era o “Standards for Status”, que previa uma série de critérios de governabilidade que deveriam ser alcançados pelas PISG antes que o status de Kosovo pudesse ser discutido. A lentidão neste processo gerou grande descontentamento e tensão, culminando nas rebeliões de março de 2004. Os ataques entre albaneses e sérvios foram respondidos de maneira desorganizada tanto pela UNMIK como pela KFOR, o que afetou a credibilidade das missões, principalmente entre a população sérvia.
Foi apenas em 2006, sete anos após o intervenção da OTAN, que as negociações para definição do status de Kosovo começaram, envolvendo representantes de Pristina e de Belgrado, o Enviado Especial das Nações Unidas, Martii Ahtisaari, além do chamado “Grupo de Contato”, composto por EUA, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Rússia. Desde o princípio, Belgrado (apoiada por Moscou) propõe ampla autonomia para Kosovo, porém sem secessão. Pristina demanda independência da Sérvia, apoiada pela maioria da população kosovar favorável à separação e pelos demais países do Grupo de Contato.
O principal resultado das negociações foi a proposta de acordo apresentada por Ahtisaari ao Secretário-Geral das Nações Unidas e ao Conselho de Segurança em fevereiro de 2007. O Plano Ahtisaari é, até o momento, a alternativa mais elaborada para o status de Kosovo. Ele recomenda uma “independência supervisionada pela comunidade internacional” e tem como objetivo a criação de um Estado multiétnico, com amplos direitos à minoria sérvia. O caráter “supervisionado” do plano é composto de presença internacional civil e militar, com protagonismo da União Européia. O Representante Especial da UE exercerá, por um período de dois anos, a função de Representante Civil Internacional, responsável por interpretar os aspectos civis da implementação do Plano. A Missão da Política de Defesa e Segurança Européia será responsável por auxiliar as autoridades kosovares na implementação de instituições de direito justas, representativas e efetivas.  No aspecto militar, a KFOR permanecerá em Kosovo como Presença Militar Internacional até o momento em que as instituições locais sejam capazes de manter a segurança.
Ao plano se opõe o governo sérvio e, conseqüentemente, o russo. As discussões no Conselho de Segurança se arrastaram por meses, sempre permeadas pela ameaça russa de veto à proposta. Em julho, dado o impasse naquela instância, foi lançada uma nova rodada de 120 dias de negociações entre Belgrado e Pristina. O Grupo de Contato passou a comandar o processo através da Troika, um grupo de representantes dos EUA, da UE e da Rússia. Esta ficou responsável por apresentar no dia 10 de dezembro um relatório final ao Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. As negociações não trouxeram resultados efetivos. A Conferência de Baden, realizada entre os dias 26 e 28 de novembro, foi uma última tentativa de gerar um compromisso entre as partes, porém as conversas não avançaram e a Troika declarou o processo encerrado. O período de 120 dias de negociações serviu, contudo, para uma melhor articulação entre os países que apóiam a independência de Kosovo. Os EUA já deram claros sinais de que vão reconhecer uma declaração unilateral de independência. Reino Unido, França, Alemanha e Itália também devem fazê-lo, porém buscam articular uma posição conjunta da União Européia. Este cenário ficou mais claro com as eleições para o parlamento kosovar em novembro. Hashim Thaçi, líder do vencedor Partido Democrático de Kosovo, defende a declaração unilateral logo após o prazo de 10 de dezembro.
A situação de Kosovo pode ser analisada a partir de diferentes perspectivas, reflexo do envolvimento direto de diversos atores internacionais relevantes. Globalmente, há a oposição entre Estados Unidos e Rússia. A atuação americana na região através da OTAN faz parte de uma redefinição dos objetivos e estratégias da Organização, que se expandiu e passou a agir nos anos 90 sobre antigo território de influência soviética. Essa “invasão” gerou fortes ressentimentos na Rússia que, combinados à atual política externa independente do governo Putin, fomentam uma postura inflexível de oposição aos americanos. Washington tem deixado claro que vai endossar a independência de Kosovo, e isso se reforça na medida em que o descontentamento dos kosovares com a lentidão na definição do status aumenta. É possível que as tensões se convertam em violência contra os mais de 16.000 soldados da KFOR estacionados na província, dos quais mais de 3.000 são americanos (não havendo mais nenhum contingente russo). A postura russa não representa necessariamente um alinhamento entre Moscou e Belgrado por razões ideológicas (ainda que o argumento pan-eslavista tenha sido utilizado popularmente), mas sim uma posição baseada na oposição, capaz de mostrar que a Rússia é mais que um resquício da potência global de outrora.
A nível regional, a União Européia é o ator de maior peso. O principal argumento de sustentação da Comunidade é o estabelecimento de uma zona livre de conflitos e amplamente dessecuritizada, que trouxe prosperidade e paz para a região. Contudo, isso não se restringe às fronteiras da UE e a instabilidade nos Bálcãs ameaça a legitimidade de tal argumento. Kosovo representa a questão de segurança mais urgente para Bruxelas, bem como uma oportunidade de mostrar que a Política Externa e de Segurança Comum é eficaz e necessária (algo importante em tempos de ratificação do Tratado de Lisboa). Atualmente, o fundamental na UE é a busca de uma posição comum. Como declarou recentemente a chanceler alemã Angela Merkel em discurso no Parlamento alemão, “unidade e determinação são necessárias no caso de Kosovo. O mundo inteiro está nos olhando”. De fato, uma posição coesa da União Européia pode mostrar a relevância da organização como ator de peso no cenário internacional, e o papel da UE na supervisão de Kosovo independente também será um teste nesse sentido. O entrave para a posição comum vem principalmente de membros do sudeste da Europa como Grécia, Eslovênia e Romênia, que se mostram reticentes em aceitar uma declaração unilateral de independência sem o consentimento do Conselho de Segurança. O temor é que movimentos separatistas nestes países saiam fortalecidos.
A nível local, é relevante tanto a interação entre Belgrado e Pristina como a situação interna de Kosovo. O governo sérvio, ao incentivar o boicote às eleições de novembro, negou a legitimidade da UNMIK e da KFOR e dificultou as negociações. Ao mesmo tempo, Belgrado já mostrou sinais de que seria favorável a uma partição da província entre setores sérvios e albaneses. Contudo, tanto a ONU como o Grupo de Contato são terminantemente contra. Fronteiras étnicas não podem ser traçadas na região, pois além de não separarem inteiramente as populações de nações diferentes, poderiam gerar precedente para outros países balcânicos que também são multiétnicos. O resultado de uma possível divisão seria a anexação do setor sérvio e a independência do setor albanês, com a permanência de bolsões sérvios no sul de Kosovo e de bolsões albaneses no sul da Sérvia, no Vale do Presevo.
Internamente em Kosovo, existe uma frustração generalizada com a definição do status. Isso se refletiu na baixa participação popular nas eleições de novembro (menos de 45% dos eleitores votaram) e no próprio resultado da mesma, colocando no poder um partido que advoga a declaração unilateral de independência. Espera-se que a definição final do status facilite a obtenção de empréstimos de bancos de desenvolvimento, como o Banco Mundial. O processo de reconstrução tem sido prejudicado neste sentido, pois Kosovo ainda não tem a autonomia para contrair compromissos financeiros internacionais. O baixo crescimento econômico (-2.9% em 2002; -1,4% em 2003), o alto déficit do balanço de pagamentos (23% do PIB em 2004) e o desemprego (42% da PEA em 2004) são evidências da economia em frangalhos que necessita de investimentos externos.
Este “jogo de três níveis” explica a complexidade da situação, na qual incidem variáveis de múltiplos níveis de análise, e permite traçar algumas previsões. Há um consenso entre os políticos kosovares de que uma declaração unilateral de independência só é viável com o aval dos Estados Unidos. Dado que é claro o apoio de Washington, caminha-se agora para a definição final do status da província. Tomando-se os dez princípios delineados pelo Grupo de Contato em outubro de 2005 para guiar as negociações, é evidente que o processo foi um fracasso. Kosovo permanecerá sendo uma sociedade multiétnica como era previsto, porém um compromisso entre Belgrado e Pristina não terá sido alcançado, lançando o precedente para um relacionamento difícil entre os futuros dois Estados.
Mesmo assim, dos males, o menor: a necessidade de apoio europeu e americano deve significar a implementação do Plano Ahtisaari como previsto inicialmente, o que pode resultar na construção de um país estável, seguro e próspero. Se forem seguidas as recomendações da proposta, a minoria sérvia terá sua segurança e seus direitos garantidos, evitando-se assim um deslocamento em massa de sérvios, como ocorreu em 1999. Paralelamente, o desejo do governo sérvio de retomar o Acordo de Associação e Estabilização com a União Européia, visando uma futura entrada no bloco, deverá ser condicionado por Bruxelas à maneira como o país vai lidar com Kosovo. Isso deve evitar a deflagração da violência entre os dois países. O ponto menos claro neste cenário é o futuro do relacionamento da Rússia com os Estados Unidos e a União Européia. Até que ponto este será abalado e quais serão as conseqüências práticas? Tendo em vista o histórico do governo Putin é difícil traçar uma previsão. Os olhos se voltam agora para os Estados Unidos. Com a declaração de independência se tornando a opção mais realista, resta esperar o sinal de Washington. Durante sua visita à Albânia em junho de 2007, o presidente George Bush declarou que “cedo ou tarde os Estados Unidos dirão basta”. Agora, com o fracasso das negociações mediadas pela Troika, talvez seja o momento do “basta”.

West Side e Semba Agarram Segundo Canal

Classé dans : Non classé — cabinda @ 14:52

A gestão do canal 2 da Televisão Pública de Angola foi formalmente entregue esta sexta-feira de manhã  à West Side Investiments a que está associada  Welvitcha dos Santos, , soube a Voz da América junto de fonte oficial.Esta companhia sub-contratou a Semba Comunicações, fundada por José Avelino Eduardo dos Santos, .

A TPA e a West Side Investment estão unidas por contrato de gestão válido por dois anos, prorrogáveis.

Fontes familiares ao processo disseram à Voz da América que embora já haja contactos com algumas operadoras locais para fornecimento de programas ao segundo canal, a marca dos novos gestores não deverá aparecer antes de duas semanas.

As alterações incluem programas produzidos por figuras com passagens pela televisão, tais como, Miguel Neto , Jerónimo Belo. Adão Filipe produtor musical da praça luandense foi sondado para produzir um programa de música. Uma das novidades será o programa, Motor e Motorizadas.

Jeff Brown dos SSP, vai apresentar o um programa juvenil de uma hora e meia. Irão também para o ar com a nova gerência, os programas Cine TV, Flash, Viagens e o , entregue ao humorista Pedro Nzaji.

da televisão colocados à disposição da gerência do segundo canal fizeram esta semana as fotografias para os que darão suporte às mudanças concebidas pelos novos gestores.

Gil Almeida subdirector do Canal 2 até esta sexta-feira de manhã, vai continuar a controlar este departamento. Fa-lo-á, segundo fonte da televisão angolana, até que a Semba Comunicações, subcontratada pela West Side Investments, achar conveniente.

Gil Almeida foi durante anos realizador.  A Semba Comunicações terá assessoria de brasileiros e portugueses, entre os quais Paulo Camacho, antigo da SIC. Paulo Camacho, actualmente ligado a uma produtora em Portugal foi um dos oradores do congresso de marcas realizado o mês passado em Luanda pela Semba Comunicações.

O luso-angolano Emídio Rangel, fundador da TSF e da SIC também faz parte da equipa de assessores ao serviço da Semba Comunicações.

Fonte da televisão pública de Angola disse à Voz da América disse que o contrato que a liga à West Side Investments prevê a formação de quadros da televisão pública.

Tanto dos Santos da West Side Investments, quanto da Semba Comunicações, ambos filhos do presidente José Eduardo têm algum em comunicações. formou-se nesta área em Louisiana nos Estados Unidos, e Tchizé frequente curso idêntico numa universidade de Boston. Zedú está ligado a Z E Produções. dos Santos esteve por detrás da revista Tropical, e tem o seu nome ligado à edição angolana da revista .

A entrega da gestão do canal 2 foi formalizada esta sexta-feira de manhã, num acto testemunhado pelo director nacional de Informação, José Luís de Matos.


Tchizé dos Santos lança forte apelo à tolerância na sociedade angolana

Classé dans : Non classé — cabinda @ 13:41

tchize.jpgdogmurras.jpgA jornalista e empresária angolana Tchizé dos Santos, publicou um texto no Semanário Angolense onde faz um veemente apelo à tolerância dos angolanos.

Neste texto, a filha do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, entre outras nacionalidades, lembra os seus compatriotas que « os portugueses não têm culpa » que em Angola se goste tanto do « seu » bacalhao com natas ».

A propósito de uma canção do músico Dog Murras, em cuja letra são apontadas algumas das gritantes discrepâncias entre ricos e pobres na sociedade angolana, Tchizé dos Santos admite concordar com « algumas verdades » cantadas pelo « compositor genial » em « Angola Bwé de Caras ».

Esta música foi lançada envolta em alguma polémica porque, alegadamente, a Rádio Nacional de Angola (RNA, estatal) não aceitou passá-la na sua programação.

No entanto, Tchizé dos Santos, aproveita o ensejo para alargar a sua mensagem e, dirigindo-se a Dog Murras, como figura pública, defende que este não devia « fomentar a desunião e a frustração que todo o povo angolano vive » num país que « anseia » pela reconstrução e total recuperação dos efeitos nefastos da guerra que terminou apenas em 2002.

« Ninguém gosta de ser lembrado que vive num país com dificuldades, estradas esburacadas, paludismo e outros problemas », atira Tchizé dos Santos, sublinhando que « todos estão expostos » a esta realidade, « ricos ou pobres ».

A jornalista e empresária defende que « todos », apesar das dificuldades, « amam a sua terra » e, por isso, « todos » devem « trabalhar unidos por uma Angola melhor ».

No texto de página inteira publicado este fim-de-semana pelo Semanário Angolense, depois de dizer que em todo o mundo há poderosos, « delinquentes de colarinho branco », que passam por cima de outros, apelando à união dos seus compatriotas para enfrentar as dificuldades.

Nesta prosa, a filha de José Eduardo dos Santos, diz que um dos problemas é que, « infelizmente », alguns « pseudo novos-ricos » angolanos « esquecem as suas origens » e querem « passar por cima do seu vizinho que saiu do mesmo bairro e acham que têm direito a tudo na lei da força ».

Num dos versos de « Angola Bwé de Caras », Dog Murras canta: « Angola do petróleo, do diamante e muita madeira/ Angola do paludismo, febre tifóide e muita diarreia… Angola dos herdeiros que não fazem nada e têm bwé da massa/Angola do kota honesto que bumba(trabalha) bwé e não vê nada… »

Aproveitando ainda a ocasião para sublimar um putativo mal estar em alguma sociedade angolana para com os estrangeiros, Tchizé dos Santos diz que a « culpa » não é dos chineses pela herança angolana com poucos quadros capazes de fazer as obras que eles(chineses) fazem com rapidez.

O mesmo sentimento é apontado a « franceses, brasileiros etc… », questionando Tchizé: « Quem trabalha de graça na terra dos outros? Claro que os expatriados têm que ser recompensados por estarem na nossa terra dos buracos, do paludismo e da poeira ».

Zairenses, malianos ou senegaleses são ainda lembrados. Mas, também para os portugueses, sobre os quais se diz amiúde em Angola que são amados e odiados na mesma proporção, fruto de cinco séculos de colonialismo e uma significativa presença desde a independência de Angola em 1975, Tchizé dos Santos tem uma apaladada palavra.

« E por fim os portugueses também não têm culpa do facto de gostarmos tanto dos seus chouriços, bacalhau com natas, Sumol de ananás e cerveja Sagres em vez de valorizarmos a nossa Cuca, Nocal e o Yuki ou a Chikaungua da terra, nas festas onde agora finalmente já dançamos as músicas dos nossos cantores e compositores sem vergonha », diz.

O cantor Dog Murras, na sua polémica canção de clara intervenção social, termina o poema lembrando: « Angola do rico é rico, muito conceito com preconceito/Angola do pobre é pobre, que nasce pobre e morre pobre.

Este posicionamento da filha de José Eduardo dos Santos surge ainda num momento em que um CD pirata chamado « Variada 2008″ foi posto à venda em Luanda, merecendo veementes críticas de sectores políticos e sociais por conter fortes apelos à discriminação racial e violentas acusações ao Chefe de Estado e outros elementos do governo angolano.

LUSA – Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Para ouvir « Angola Bwé de Caras » de Dog Murras, Clique aqui

Para ouvir «  Xumuna – Trilha1 Ze Du  » (Variada 2008), Clique aqui

Para mais comentarios : Clique aqui

                  Título: Angola Bwé de Caras
                  Letra e música: Dog Murras

                  Vamos fazer mais como
                  É nossa Angola

                  Angola dos kota bué que tem que pode
                  E que tudo fazem
                  Angola dos inocentes, que na calçada morrem de fome
                  Angola que p´ro angolano é rica, é boa e maravilhosa
                  Angola que p´ro angolano é só desgraça ou vir da caixa
                  Angola tu banga kiebe, casas de praia, carros de luxo
                  Angola sukula zuata, estradas é buraco e casas sem tecto
                  Angola que tem de tudo, que estende à mão e ajuda os outros
                  Angola que não tem nada, está desgraçada e bwé rebentada
                  Boa Angola p´ro chinês, boa Angola p´ro português, boa Angola
                  p´ro libanês Hum…hum.hum p´ro angolano
                  Boa Angola p´ro senegalês, boa Angola p´ro inglês, boa Angola
                  p´ro francês Humc..humc p´ro angolano
                  Refrão

                  É minha Angola
                  É tua Angola
                  É minha Angola
                  É nossa Angola (Bis)

                  Angola do petróleo, do diamante e muita madeira
                  Angola do paludismo, febre tifóide e muita diarreia
                  Angola dos talé bosses comem sozinho e muita ambição
                  Angola que é da gasosa, corrupção tapa visão
                  Angola dos herdeiros que não fazem nada e tem bwé de massa
                  Angola do kota honesto, que bumba bwé e não vê nada
                  Angola das fezadas, bwé de emprego para as mesmais pessoas
                  Angola da frustração, é só beber, roubar e matar
                  Boa Angola p´ro americano, boa Angola p´ro indiano, boa Angola
                  p´ro maliano Humcu..humcu p´ro angolano

                  Boa Angola p´ro brasileiro, boa Angola p´ro nigeriano, boa
                  Angola p´ro marroquino
                  Humcu…humcu pro angolano

                  Éh Kalingindó, Kalingindó Xuta!
                  É na baliza é na baliza ui vasilou Golo!
                  Kalingindó, Kalingindó Xuta!
                  É na baliza é na baliza ui vasilou Golo!

                  Angola do crescimento, do investimento é só sucesso
                  Angola que está no gesso, sem água e luz, só retrocesso
                  Angola dos arrogantes, narizes em cima tipo não caga
                  Angola cheio de poeira, bwé de lixeira até dá vergonha
                  Angola dos condomínios, engarrafamentos e dores de cabeça
                  Angola que quando chove não há chefe que marca presença
                  Angola do bajulador engraxador e sorriso podre
                  Angola dos aeroportos, revista o mano revista o pobre

                  Refrão

                  É minha Angola
                  É tua Angola
                  É minha Angola
                  É nossa Angola
                  É minha Angola
                  É tua Angola
                  É minha Angola
                  É nossa Angola

                  Kalingindó, Kalingindó
                  Xuta!
                  É na baliza é na baliza ui vasilou
                  Golo!
                  Kalingindó, Kalingindó, Kalingindó
                  Xuta!
                  É na baliza, é na baliza wi vasilo Golo!
                  Angola dos anseios do crescimento de uma nação
                  Angola do bloqueio do impedimento da geração
                  Angola dos corajosos, dos empreendedores e mente aberta
                  Angola dos invejosos, detractores visão limitada
                  Angola das revistas, muitos sorrisos, lindos cenários
                  Angola Ecos e Factos, muitos choros tudo ao contrário
                  Angola do rico é rico, muito conceito com preconceito
                  Angola do pobre é pobre, que nasce pobre e morre pobre

                  Refrão

                  É minha Angola
                  É tua Angola
                  É minha Angola
                  É nossa Angola
                  É minha Angola
                  É tua Angola
                  É minha Angola
                  É nossa Angola (Bis)

                  LUSA / SA

                  (C) Correio Digital

L’opposition en Angola veut des explications sur la privatisation d’une télé

Classé dans : Non classé — cabinda @ 12:21

L‘opposition parlementaire en Angola a réclamé mercredi des explications sur la façon dont une des deux chaînes publiques de télévision du pays est passée entre les mains d’enfants du président José Eduardo Dos Santos.

« Des transactions de ce genre ont lieu en sous-main. Cela se passe comme ça depuis longtemps et il est inacceptable que cela continue », a déclaré à des journalistes le président adjoint du groupe parlementaire de l’Unita (opposition), Daniel Domingos Maluca.

« Nous voulons que le gouvernement nous donne des explications », a-t-il ajouté.

Les médias d’Etat ont rapporté ce week-end que la télévision TPA 2 avait été confiée à une société privée contrôlée par un des fils de Dos Santos, José Paulino, et sa fille Welwitcha.

Le gouvernement ne s’est pas exprimé sur le sujet.

Domingos Maluca a notamment mis en cause la pertinence de nommer à de telles responsabilités le jeune José Paulino, 24 ans, tout juste diplômé d’une université américaine.

Il est en outre « très étrange qu’un jeune homme qui n’a jamais travaillé puisse réunir l’argent pour une telle transaction, à moins que l’argent public ne soit directement tranféré aux membres de la famille », a lancé le député de l’Unita.

L’une des autres filles de Dos Santos, Isabel, est co-propriétaire de l’ancienne cimenterie publique Cimangola.

Selon les médias d’Etat, TPA 2 passe sous la gestion d’une société ad hoc nommée Semba Comunicaçoes, tout en restant officiellement télévision publique. L’autre chaîne angolaise, TPA 1, continue d’être gérée directement par le ministère de l’Information.

Le président Dos Santos est à la tête du deuxième pays producteur de pétrole d’Afrique depuis 1979, quatre ans après l’indépendance du Portugal. Les premières élections législatives depuis la guerre civile post-indépendance, qui a déchiré le pays pendant 27 ans, sont prévues en septembre.

Justiça francesa volta a investigar riqueza de estadistas africanos : Caso Eduardo dos Santos sera tratado mais tarde.

Classé dans : Non classé — cabinda @ 12:03

justica.jpgAngola será deixada de lado, no pedido de reabertura das investigações ao património de dirigentes africanos em França que quatro organizações não-governamentais (ONG) europeias vão apresentar à Justiça francesa.

Os promotores da exigência, que fizeram este anúncio a poucos dias da vista a Angola do presidente francês, Nicole Sarkosy admitiram que outros casos, como o do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, serão tratados «mais tarde».

William Bourdon, advogado e presidente da ONG francesa Sherpa, foi citado pela Lusa como tendo dito que o pedido vai dirigir-se, para já, aos casos de Denis Sassou-Nguesso, da República do Congo, e Omar Bongo, do Gabão, e respectivas famílias, em relação aos quais a investigação identificou mais património, no valor de vários milhões de euros. A Justiça francesa decidiu no final do ano passado decretar o encerramento das investigações lançadas três meses antes, alegando que o processo estava «insuficientemente caracterizado».

Os dados apurados não foram tornados públicos, mas as ONG Survie, Sherpa, Global Witness e Federação dos Congoleses na Diáspora dizem ter tido acesso a centenas de páginas que identificam negócios protagonizados pelas famílias de dirigentes do Gabão, Congo, Burkina Faso e Guiné-Equatorial.

O pedido de reabertura do processo, disse à Lusa William Bourdon, será entregue na Justiça francesa «dentro de algumas semanas».

Um dos argumentos para a necessidade de continuar as investigações é o facto de a França fazer parte da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC) e da Iniciativa para a Transparência nas Indústrias Extractivas.

A investigação policial foi lançada em Junho do ano passado, na sequência de um pedido das quatro ONG dirigido às famílias de dirigentes de Angola, Burkina Faso, Congo Brazaville, Guiné Equatorial e Gabão.

Estas alegam que a aquisição de bens no valor de muitos milhões de dólares não poderia ter sido feita apenas com os seus rendimentos oficiais.

O escândalo «Angolagate» asfixiou as relações entre Luanda e Paris há quase cinco anos podendo a vinda do estadista francês a Angola inaugurar uma nova era  no relacionamento entre Angola e França conforme fonte diplomática gaulesa citada em Luanda que considera que Angola é um «parceiro indispensável».

O caso «Angolagate» esteve relacionado com a controvérsia judicial surgida de um negócio de armas verificado nos anos 90 durante a guerra civil, devido ao envolvimento de eminentes figuras francesas e angolanas.

Do lado francês, o protagonista foi o empresário franco-brasileiro, Pierre Falcone, alvo de um mandato de captura internacional, que Luanda tentou neutralizar nomeando-o como conselheiro na sua representação junto a UNESCO, em Paris.

Entre as autoridades angolanas que teriam lucrado do «affaire», foram apontados o próprio Eduardo dos Santos e alguns colaboradores mais chegados, entre os quais o ministro da Indústria Joaquim David, o antigo chefe da Casa Civil da Presidência da República.

Embora as autoridades gaulesas tivessem evocado publicamente a independência da sua justiça, a anulação deste caso judicial foi referida como tendo sido possível graças à pressão exercida por Luanda sobre Paris.

Feb 06, 18:39
Fonte:MultiPress e Angonoticias

Clique aqui para ler a Queixa da Associaçao SHERPA

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