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22 mars, 2008

Comunidade Lubundunu de Cabinda mais uma vez «atacada» pela polícia angolana

Classé dans : Non classé — cabinda @ 16:37
Igreja estatal teme a amplitude do fenómeno
Comunidade Lubundunu de Cabinda mais uma vez «atacada» pela polícia angolana pixel
Cabinda – A comunidade de Lubúndunu tem-se tornado numa preocupante concorrente à «igreja estatal» em Cabinda. Com cerca de 10 mil crentes a comunidade Lubundunu foi mais uma vez atacada pela polícia angolana.
«A comunidade de Lubúndunu que já se constituiu quase numa igreja, resolveu organizar a habitual peregrinação quaresmal. Esta partia de Santa. Catarina, a 10 km da cidade de Cabinda até à sua sede, S. Tiago» testemunhou um fiel da comunidade ao Ibinda.com. «Para evitar os acostumados dissabores provocados por uma polícia a soldo de um partido-estado e dum poder colonial, fizeram o que é habitual, segundo a lei angolana: mandar uma carta de aviso à Administração de Cabinda» avança a mesma testemunha.No dia 15 Março, logo pela manhã, a comunidade, «cerca de 10 mil crentes, sem contar crianças, reuniu-se no largo da igreja de Santa. Catarina. Depois da oração, puseram em marcha, rumo a S. Tiago.» Quando o cortejo chegou no troço entre Santa. Catarina e Nsindi, Povo-Grande, um batalhão dos «sempre anti-motins, armados até aos dentes, impulsionados por Oliveira, bloquearam, com as armas apontadas, a turba que avançava em oração.»

Imediatamente foram detidos Lino Yebo e Xavier Soka e conduzidos à Investigação criminal. «Toda aquela multidão ficou aí exposta ao sol escaldante, inclusive as crianças. O poder político decidiu que só podiam regressar à cidade de carro e não a pé. Estavam profundamente envergonhados e espantados quer o poder angolano quer a igreja-oficial com tamanha desproporção entre Lubúndunu e a igreja oficial.»

Padre Milan, o «verdadeiro bispo de Cabinda» indica a fonte do Ibinda.com, à frente da capelinha do Nsindi, onde estava com um «punhado da fraternidade-Napoleão, contemplava emudecido a multidão-lubúndunu e, logo depois, batia palmas ao ver a intervenção musculada da polícia. Oliveira abriu o seu livro de acusações: a Arca-de-Noé, um simples grupo de jovens da comunidade-lubundunu era ilegal, porque não estava com o bispo e perigava a ordem pública; os que rezam em S. Tiago eram o prolongamento da Mpalabanda, independentistas, porque não estavam com o bispo. Xavier e Lino foram libertos por volta das 17 horas e intimados, sob pena de serem acusados de desobediência.»

Este facto, é uma repetição do que já se viveu desde que chegou Filomeno Vieira Dias em Cabinda. No entanto, «este acontecimento revela algo muito mais profundo se tivermos em conta o que, dias antes ou no mesmo dia aconteceu» afirma a fonte do Ibinda.com: «Vejamos. No dia anterior, 14, uma turba de agentes do Sinfo passou, no Cabassango, ameaçando tudo e todos, guiados por um catequista de nome Ricardo, trabalhador da Chevron. Este, hoje, com o Regedor Simão Congo, a figura mais emblemática do Cabinda-vira casaca, decidiram ambos entregar à força à igreja-oficial um terreno, onde a comunidade-lubúndunu projectava construir uma igreja. Nesta mesma linha de usurpação e intimidação os senhores Guilherme, enfermeiro no hospital provincial, Mavungo, radiologista na clínica da Chevron, Tibúrcio, responsável pela hemoterapia do hospital de Cabinda e Sebas, desempregado que vive, no entanto, com grande opulência, que induziram um punhado de escuteiros e uma minúscula parte do grupo coral Cristo-Rei a retomarem a igreja-governo, iniciaram uma cruzada contra todos aqueles que, a troco de avultadas somas de dinheiro e de promessas de futuros cargos governamentais, não os quiseram acompanhar no seu regresso à igreja-oficial.»

A mesma fonte avança que o primeiro objectivo a atingir é «um tal Zeferino, funcionário da clínica da Chevron. Este jovem tem sofrido as maiores atrocidades dentro da Chevron. Depois de 11 meses de prisão, solto sem julgamento, foi, com muita dificuldade, readmitido a trabalhar. Porém, foi-lhe interdito de entrar no quintal do Malongo, reduziram-lhe o salário e tem sido o inimigo a abater da doutora Vanda, uma médica angolana, incompetente segundo a rua, incitada por Mavungo. É a mesma médica que, por motivos não óbvios, tem sido a ponta-de-lança para a expulsão dos quadros cabindas: Dr. Capita e Dr. Casimiro Nzau. Este último, depois de ter sido avaliado por um enfermeiro, vindo de Luanda, teve um nove abaixo de zero e forçado, por isso, a abandonar a clínica. O mundo riu-se. A Chevron, todavia, segue com grande satisfação a luta da médica Vanda contra os cabindas. Aliás, apoia e incita-a a continuar com a sua guerra.santa contra os cabindas indefesos» acusa a testemunha.

«Ultimamente estes três activistas da igreja-oficial não cessam de espalhar o terror e a intimidação. Atitudes que têm um objectivo bem delineado: todos aqueles que não estão na igreja-oficial vão perder os empregos, não têm futuro e a sua segurança pessoal corre risco. Isto revelou-se pateticamente no dia 6 de Março, no Cabassango, à noite, aquando do velório da morte do senhor Pambo, pai do Padre Alexandre Pambo, um dos castigados e sob a mira do poder político angolano. A polícia montou um forte dispositivo de controlo mesmo a dois passos do lugar, onde se encontrava o velório. Os carros eram revistados e todos que por ai passavam intimados a exibir os bilhetes de identidade.»

«Todos estes acontecimentos que estão a torturar a alma pacífica e acolhedora dos cabindas estão a levar muitos cristãos da igreja-oficial a refugiarem-se na comunidade-lubundunu» confirmaram ao Ibinda.com várias testemunhas.

Finalmente está quase assente, e goza de uma grande unanimidade, a criação de uma nova igreja dada a imagem deteriorada da igreja-oficial e o consequente clima de ódio e crispação entre as duas alas. Por outro, toda esta preocupação do Governo em salvaguardar e cimentar a presença do Filomeno tem revertido a desfavor do próprio Filomeno que aparece como um «autêntico enviado do poder colonial».

«Todos, porém, temem que este mesmo poder não vai hesitar em matar e prender possíveis cabecilhas desta possível igreja o que não vai ser nada benéfico para a imagem do próprio Vaticano, que tem jogado com o factor tempo. Pensa que esta crise vai passar com o tempo. Não sabe, contudo, porque informado unilateralmente por Becciu que a clivagem vai se afundando e que os catequistas, nesta Páscoa, pensam em baptizar» concluiu a testemunha do Ibinda.com.

(c) PNN Portuguese News Network

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