31 mai, 2008

Cabinda: Expectativa do discurso de Isaías Samakuva

Classé dans : Politique — cabinda @ 14:45

samavuka.jpgSegundo um informe de ibinda.com de Isaías Samakuva, líder da UNITA, estará em Cabinda este fim-de-semana para apresentar o projecto eleitoral do seu partido. Agostinho Chicaia, presidente da extinta Mpalabanda, reconheceu que aguarda com interesse as propostas do líder da principal força política da oposição angolana.

Com a chegada prevista inicialmente para esta sexta-feira, Isaías Samakuva, líder do principal partido de oposição em Angola, UNITA, teve de adiar por um dia a sua viagem a Cabinda. Segundo o programa do líder da UNITA está previsto um encontro com o governador provincial Aníbal Rocha assim como outros representantes governamentais e alguns religiosos, entre os quais o bispo Filomeno Vieira Dias. Também está previsto um encontro com os quadros de cabindas signatários do Manifesto de Consciência da Nação Cabinda. Domingo, às 15:00 horas, Samakuva participará num comício da UNITA em frente ao centro cultural Chiloango.Contactado pela PNN, Agostinho Chicaia, presidente da extinta Associação Cívica de Cabinda – Mpalabanda, considera que a visita de Samakuva a Cabinda é «histórica e oportuna» dado acontecer no quadro das eleições programadas para Angola, e também permitirá ao dirigente político angolano de expor o «ponto de vista da UNITA sobre o calar das armas em Cabinda».Para Agostinho Chicaia é necessário demonstrar que a questão de Cabinda não é «tutela exclusiva do MPLA», e sublinha que é «uma questão que pertence a todo o povo de Cabinda, e entre o povo binda e o povo angolano», assim «Samakuva como líder da principal força da oposição angolana tem uma palavra a dizer, e trabalhar no sentido que vidas humanas sejam poupadas». Chicaia recordou também que no passado a direcção FLEC recebera a UNITA no quadro de uma busca conjunta para uma solução pacífica do conflito no território, e confirma que as relações entre a sociedade civil cabindesa e a FLEC com a UNITA «sempre existiram».«Temos agora uma grande oportunidade, durante o comício de domingo, de conhecer quais são as propostas da UNITA para Cabinda» disse Agostinho Chicaia, «aí também vamos saber se a UNITA se distancia realmente da política do MPLA», para o mesmo activista cívico «o discurso de Samakuva terá de ser claro e responder às expectativas do povo binda.»

Agostinho Chicaia defende que «toda a população deve participar no comício de Domingo de Samakuva, para poder presenciar e ouvir directamente aquilo que a UNITA propõe para a resolução da guerra em Cabinda», e realça que o partido de Samakuva sempre preconizou uma «autonomia alargada para Cabinda, mas, neste momento é necessário compreender e discutir os conteúdos desta proposta e evitar de falar por falar», disse Chicaia.

Em todo o caso, em Cabinda não se espera com declarações espectaculares pois, com o MPLA ou com a UNITA, tanto faz dar-lhe na cabeça, como na cabeça lhe dar (cest bonnet blanc et blanc bonnet. Ao aproximarem-se as próximas eleições, espera-se a uma panóplia de promessas que só têm valor para aos que acreditam-no.

30 mai, 2008

Cabinda: silence on tue : Témoignage d’un algérien qui ne peut garder le silence

Classé dans : Non classé — cabinda @ 19:33

silenceontue.jpgC’est un véritable génocide que subit le peuple cabindais, un génocide perpétré par le régime angolais. Ce régime engrange des milliards de dollars par jour au Cabinda mais laisse le peuple cabindais et le peuple angolais dans la misère la plus totale sans aucune gêne. Ce régime est un sous traitant des groupes pétroliers : Chevron, Total-Fina-Elf, Eni-Agip. J’ai eu l’occasion de voyager dans ces pays en mission de consulting : j’ai été très choqué de voir des milliers d’enfants drogués et vivants dans les rues de Luanda. Le Cabinda est une prison en plein air et la misère habite les sentiers. Ils n’ont pas de rues. Les fleuves pollués par le pétrole exploités par les sociétés colonisatrices servent de sources d’eau pour les habitants qui restent, des centaines de milliers, à vivre dans des camps de réfugiés (il y en a 9), au Congo Brazzaville, au Congo Démocratique et au Gabon. 

Depuis 5 ans, je milite dans ce sens. J’ai été voir à deux reprises à l’ambassade d’Algérie à Paris où j’ai dénoncé les relations d’amitié que notre pays entretient avec un pays assassin comme l’Angola et j’ai dit quels sont les intérêts que l’Algérie a avec ce pays : aucun. On ne peut fréquenter un pays qui massacre tout un peuple. J’attends toujours leur réponse ; Je ne l’aurai pas. Je sais, mais j’ai dit que j’ai honte d’être algérien. J’ai écris aussi à des journalistes de la presse algérienne. Mes écrits sont restés sans suite : ils suivent les instructions de leurs créanciers, mais ils savent ce qu’ils valent au moins.  J’ai rencontré plusieurs députés européens dans ce sens et c’est toujours le silence ; C’est honteux. C’est le Portugal qui bloque le débat au parlement européen. Il faut savoir que le Portugal est responsable de cette situation et tire aussi de gros bénéfices. Le régime angolais est un régime mercenaire à la botte du Portugal. 80 % du pétrole angolais vient du Cabinda et 90% des sociétés se trouvant en Angola sont portugaises : toute l’économie angolais est régie par le Portugal. 

29 mai, 2008

Cabinda: Militar das FAA detido pela Polícia de Investigação Criminal

Classé dans : Société — cabinda @ 17:27

O militar das Forças Armadas Angolanas (FAA), que violou sexualmente até à morte uma menor de oito anos de idade na cidade de Cabinda foi já detido pela Polícia de Investigação Criminal.  Jenoveva Filomena, de apenas oito anos, foi encontrada morta num capinzal, nos arredores da cidade de Cabinda, onde o homicida a deitou depois de a ter abusado sexualmente até à morte.  O relatório médico a que a Voz da América teve acesso indica que Jenoveva Filomena sofreu estrangulamento dos órgãos genitais e dos membros inferiores em consequência da força exercida sobre ela. Os médicos precisaram que a menina terá sido igualmente agredida pelo militar antes de perder a vida. 

O incidente deu-se por volta das 17 horas de quinta-feira, 23 de Maio, quando a pequena saia da escola Comandante Jika, arredores da cidade de Cabinda, e que dista cerca de cinco quilómetros da sua residência, andando sem a protecção dos pais, e de forma aliciada esta foi acompanhada pelo homicida que a conduziu ao capinzal onde foi encontrada morta.  Arão David, foi já conduzido para a cadeia do Yabi, na cidade de Cabinda, onde aguarda pelo julgamento e incorre na pena de 24 anos de prisão maior, pois está em prática o concurso de crime de violação e de homicídio qualificado, segundo o director adjunto da Policia de Investigação Criminal em Cabinda, intendente Oliveira da Silva. 

A sociedade reagiu negativamente à atitude do militar e qualifica o acto de cruel e atentatória à dignidade humana. Oliveira da Silva aconselha, por isso, a sociedade a denunciar actos de género por forma a contribuir para a diminuição da mortalidade de menores em Cabinda.

Fonte : ANGONOTICIAS / VOA

26 mai, 2008

O CAMINHO TRAÇADO POR DOM PAULINO FERNANDES MADECA

Classé dans : Politique — cabinda @ 10:20

O CAMINHO TRAÇADO ANTE MORTEM POR DOM PAULINO FERNANDES MADECA, BISPO EMÉRITO DE CABINDA 

 ( O SEU TESTAMENTO POLÍTICO : AS SUAS VERDADES E RECOMENDAÇÕES )   madeca.jpg 

Carta  Ao Exmo. Sr. António Bento Bembe 

CABINDA 

A CRISE ACTUAL NO ENCLAVE DE CABINDA 

Um momento de reflexão e de reassumir o ideal da dignidade do homem cabindês 

Desejo, por este meio, partilhar convosco algumas questões inerentes à vida da nossa Cabinda Martirizada. Acompanhei de longe alguns passos que foram dados sobre o processo de paz para Cabinda onde houve a assinatura de um memorando de entendimento. No entanto, a situação de guerra parece-me perdurar. Isto leva-nos a grandes interrogações sobre a viabilidade deste processo. 

I.  O momento existencial 

A história do Povo Binda esta fortemente marcada de conflitos e guerras, mas também prenhe da semente divina capaz de reconstruir a dignidade humana que o pecado desmoronou.  A Igreja, na sua Doutrina Social, ensina-nos que os sistemas políticos que sacrificam os direitos fundamentais das pessoas humanas e dos grupos (Povos) são contrários à dignidade humana; toda prática que reduz as pessoas a não serem mais que simples meios, escravizam o homem. 

A grande maioria da população continua mergulhada na miséria e a gritar por uma vida de liberdade e de dignidade; as nossas mães, nas adeias, deixaram de ir livremente às lavras; em muitos lugares ainda tem havido prisões arbitrarias. 

Estas e tantas outras situações devem interpelar-nos para a credibilidade do processo que está a começar. 

II.  O político e o seu povo 

As aspirações máximas de um homem político é de se ver aceite pelo próprio povo por quem trabalha. Quando um político entra em conflito com o seu próprio povo, perde a sua credibilidade no seu agir; torna-se um eterno ditador porque usará sempre da força das armas para se impor. A ponderação nos juízos deve marcar o agir do político. 

Diante deste quadro tétrico que ainda se vive, quero dizer-Vos: 

  1. O diálogo ora iniciado em Cabinda deve abranger todas as forças vivas deste Enclave; 
  2. O Problema de Cabinda não se resolve no acomodamento de algumas pessoas no governo angolano, recebendo alguns encargos. Seria simplista de mais tentar resolver o conflito que dura mais de 30 anos por estas vias; 
  3. O dialogo deve ser franco, transparente e verdadeiro; 
  4. As decisões do Forum Cabindês devem ser sempre a expressão das aspirações do Povo de Cabinda e não de interesses particulares. 
  5. Recordo-Vos que o Forum é um aglomerado de mandatados e não tem legitimidade por si próprio; 
  6. Estaremos sempre disponíveis a escutar-vos. 
  7. Rezemos para que o Povo se sinta quanto antes livre e digno; 
  8. Trabalhai sempre unidos. 

Cabinda, 26.09.2006 

+Paulino Fernandes Madeca, Bispo Emérito de Cabinda. 

LE CHEMIN TRACÉ ANTE MORTEM PAR Mgr. PAULINO FERNANDES MADECA, ÉVÊQUE EMÉRITE DE CABINDA 

(SON TESTAMENT POLITIQUE : SES VÉRITÉS ET RECOMMANDATIONS) 

Lettre  À Mr António Bento Bembe  CABINDA 

LA CRISE ACTUELLE DANS L’ENCLAVE DE CABINDA 

Un moment de réflexion et d’assumer l’idéal de la dignité de l’homme cabindais 

Je souhaite, par ce moyen, partager avec vous quelques questions inhérentes à la vie de notre Cabinda Martyrisé. J’ai accompagné de loin quelques étapes du processus de paix pour le Cabinda ponctué par la signature d’un mémorandum d’entente. Néanmoins, la situation de guerre me semble durer. Ceci nous prend à de grandes interrogations sur la viabilité de ce processus. 

I. Le moment existentiel 

L’histoire du Peuple Binda (Cabindais) est fortement marquée par des conflits et guerres, mais aussi imprégné de la semence divine capable de reconstruire la dignité humaine que le péché a souillée. L’Église, dans sa Doctrine Sociale, nous enseigne que les systèmes politiques qui violent les droits fondamentaux de l’homme et des groupes (Peuples) sont contraires à la dignité humaine ; Toute pratique qui réduit l’homme en de simples instruments, l’avilit. La grande majorité de la population continue à être plongée dans la misère et à réclamer une vie de liberté et de dignité ; nos mères, dans les villages, ont cessé de d’aller librement à cultiver les champs ; en de nombreux endroits du territoire subsistent encore des prisons arbitraires. Ce sont autant de situations qui nous interpellent pour la crédibilité du processus qui vient de commencer. 

II. L’homme politique et son peuple 

Les aspirations supérieures d’un homme politique est de se voir accepté par le peuple pour qui il travaille. Quand un homme politique entre en conflit avec son propre peuple, il perd toute crédibilité dans son action; il se transforme en éternel dictateur parce qu’il fera toujours usage de la force des armes pour s’imposer. La pondération dans le jugement doit marquer l’action de l’homme politique.  Devant ce triste tableau qui se vit encore au Cabinda, je vous dit ce qui suit : 

1.     Le dialogue en cours au Cabinda doit impliquer toutes les forces vives de l’Enclave ; 

 2.     Le Problème du Cabinda ne se décide pas dans l’accommodation de place de quelques individus dans le gouvernement angolais en vue de leur permettre d’occuper quelques charges publiques. Ce serait chose erronée penser résoudre de cette manière un conflit qui dure depuis plus de 30 ans ;  3.     Le dialogue doit être franc, transparent et véritable ; 

4.     Les décisions du Forum Cabindais doivent toujours être le reflet des aspirations du Peuple de Cabinda et non celui les d’intérêts particuliers. 

5.     Je vous rappelle que le Forum est un conglomérat de mandatés et que par elle-même ne détient aucune légitimité ; 

6.     Nous serons toujours disposés à vous écouter.  7.     Priez pour que le Peuple recouvre sa liberté et sa dignité ; 

8.     Restez toujours unis dans l’action. 

Cabinda, 26.09.2006  +Paulino Fernandes Madeca, Évêque Emérite de Cabinda. 

23 mai, 2008

Sarkozy et Dos Santos enterrent les « malentendus » entre France et Angola

Classé dans : Non classé — cabinda @ 21:33

Les présidents français Nicolas Sarkozy et angolais José Eduardo Dos Santos ont promptement tourné la page vendredi des années de brouille causées par l’affaire de l’Angolagate, et donné le coup d’envoi d’une « nouvelle ère » dans la relation entre leurs deux pays. 

Arrivé à l’aube à Luanda, M. Sarkozy est reparti de Luanda en début d’après-midi avec la satisfaction d’avoir effacé en dix-sept heures de vol, un entretien et un déjeuner le lourd contentieux qui opposait
la France au deuxième producteur de pétrole d’Afrique subsaharienne. 

« Nous avons décidé de commencer une nouvelle ère de nos relations bilatérales marquée par l’amitié, la confiance et le respect mutuel », s’est réjoui M. Dos Santos, saluant « l’effort développé par le président Sarkozy pour éliminer toutes les difficultés qui empêchaient le renforcement et la coopération entre nos deux pays ». 

« Nous avons décidé de tourner la page des malentendus du passé et nous avons décidé de travailler ensemble, main dans la main, à un avenir de développement et de paix.
La France veut s’engager sur le long terme avec l’Angola », s’est félicité en écho son homologue français. 

Depuis la visite de Jacques Chirac en 1998, les relations entre les deux pays étaient mises à mal par l’enquête ouverte par la justice française sur des ventes d’armes jugées illégales, entre 1993 et 2000, au régime angolais, alors en guerre contre les rebelles de l’Unita de Jonas Savimbi. 

Aucun responsable angolais n’a été poursuivi dans cette affaire dont le procès doit débuter en octobre en France. Mais le président Dos Santos avait été « profondément blessé » d’être « assimilé à un contrebandier d’armes », selon un responsable français, et avait rompu tout contact avec Paris. Ce n’est qu’après le départ de Jacques Chirac qu’il avait renoué avec
la France en rencontrant son successeur à New York. 

Initialement prévue en février lors d’une étape sur la route vers l’Afrique du Sud, cette visite avait été reportée pour des raisons de calendrier, Nicolas Sarkozy souhaitant « faire spécialement le déplacement », selon l’Elysée. 

L’hypothèque de l’Angolagate levée,
la France et l’Angola ont donné vendredi le coup d’envoi d’une « nouvelle ère », selon le mot de M. Dos Santos, dans leur coopération politique et économique. 

Prenant acte du rôle de « puissance majeure de la région et de l’Afrique » joué par l’Angola, le président français a annoncé qu’il le consulterait désormais « systématiquement sur l’ensemble des grands dossiers africains ». Luanda est ainsi intervenu de façon décisive à la fin des années 1990 pour soutenir les régimes menacés des deux Congo voisins. 

Sur le plan économique, il a exprimé la volonté de
la France de participer au juteux marché de la reconstruction d’un pays dévasté par vingt-sept ans de guerre civile. « Le potentiel économique de l’Angola est immense », a-t-il insisté avec gourmandise. 

Tout est à reconstruire dans cette ancienne colonie portugaise, détruite par 27 années d’une guerre civile qui a pris fin en 2002, et minée par la corruption. Au classement des régimes les plus corrompus établis par l’organisation Transparency International, le pays occupe la 147e place sur 179 pays. 

Outre le retour à Luanda de l’Agence française de développement (AFD), il a annoncé la création d’une « fondation France-Angola » pour y piloter les futurs projets de développement. 

En marge de la visite, Christophe de Margerie, le patron de Total, deuxième opérateur pétrolier en Angola, a répété sa volonté de décrocher la première place « d’ici deux, trois ans » en multipliant par plus de deux la production à 700.000 barils/jour. 

Nicolas Sarkozy n’a pas publiquement évoqué vendredi les questions de corruption et de transparence dans l’utilisation des pétrodollars, qui valent à l’Angola de nombreuses critiques. « C’est sûr qu’il y a des progrès à faire, mais c’est plutôt une raison de les aider », a plaidé un responsable français. 

Mais il a en revanche souligné avoir « fortement encouragé » M. Dos Santos à poursuivre sur la voie de la démocratisation.

L’Angola doit organiser en septembre ses premières élections législatives depuis la fin de la guerre en 2002. 

LUANDA (AFP) – Par Philippe ALFROY

 

PROVERBES AFRICAINS… à méditer

Classé dans : Société — cabinda @ 15:23

PROVERBES AFRICAINS
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Le crocodile n’est fort que dans l’eau, dit le proverbe africain
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Le proverbe [pan]africain -source inconnue mais, très répandu en Afrique – met en avant un principe inhérent à nombre de représentations africaines du monde, le principe selon lequel le vivant serait ontologiquement frappé d’une limite, limite qui elle-même appelle à une instrumentalisation stratégique.

Toute chose, tout être, toute manifestation, toute cause admet une limite. A commencer par la force, la puissance. L’image du crocodile, considéré comme redoutable si ce n’est invincible dans l’eau, donne hors de l’eau le spectacle décevant d’une forme disgracieuse se traînant lamentablement par terre, la démarche lourde et poussive.

Le contraste entre force d’un côté et faiblesse de l’autre dans le même phénomène, le même animal est très parlant. Toute force est relative, d’abord à son environnement qui la conditionne. Naturellement en parlant du crocodile, c’est des humains qu’il s’agit, de leurs puissances, performances, résultats, issues sociales, tous in fine relatifs …

La conséquence qui se dégage de cette énonciation est éminemment stratégique, s’appliquant à tous les champs des activités humaines sanctionnés par des performances comparatives. Cela peut aller de la guerre à la concurrence économique, politique, mais il pourrait bien s’agir de développement personnel, collectif en interaction avec un milieu disputé…

Même la plus grande puissance au monde a ses points faibles, mais elle a d’abord son eau dans laquelle elle sera imbattable, comme les attaques américaines aériennes, de nuit, perpétrées par des aviations entraînées et à la supériorité technique avérée. A l’opposé des combats au sol, à la merci d’attaques individuelles ciblées et inopinées, guérillas urbaines…

Une déclinaison du proverbe pourrait revenir à la règle de ne jamais attaquer un ennemi sur le terrain de celui-ci, règle que Sun Tse ne renierait pas, lui le célèbre auteur du livre culte écrit vers le Vème siècle avant Jésus-Christ, L’Art de la guerre.

D’un point de vue économique, il y a des limites à la compétitivité et pour remporter une partie, un marché, des exportations, etc., il faudrait ne pas se battre sur le terrain d’excellence du concurrent. Chacun aura sa place pour peu qu’il se positionne sur son point fort. On entrevoit ici des stratégies de différenciation des produits permettant aux entreprises d’échapper à la captation des grandes entreprises, utilisant les prix, les design, les promotions, l’image, l’éthique, pour sortir du domaine de captation du concurrent.

Il existe donc toujours un domaine où l’on peut gagner puisque même le plus fort à ses limites, ses vulnérabilités. Connaître les points faibles du concurrent fait ainsi partie de la compétition, autant que connaître ses propres points forts et points faibles. Connaître tout court fait partie de la compétition et est une arme indispensable à la victoire.

Si des pays comme Taiwan, Singapour, la Corée du Nord ou la Chine ont raflé des parts de marché aux plus grands, c’est parce qu’ils ont découvert les points faibles, les créneaux par lesquels ils pouvaient émerger. Ciblant d’abord des produits peu technologiques sur lesquels ils étaient avantagés, ils ont développés des stratégies de prix impossibles pour les pays développés…sortis ainsi de leurs eaux.

Dans le domaine des arts et de la musique, les 1er Gaou, Yekeke, Ancien combattant, hits africains ayant conquis le show biz européen auront mieux fait que de s’essayer à imiter la variété européenne, ils n’ont pas suivi le reptile sur son territoire.

Si le crocodile n’est fort que dans l’eau, alors il ne l’est plus dans le sable ; s’il était attaquable ce serait bien dans ces terres, ces sables qui ne l’avantagent guère. Les pays occidentaux maîtrisent les échanges de biens technologiques et à forte valeur ajoutée. Les NPI se sont d’abords spécialisés dans les biens à faible valeur ajoutée avant de diversifier la structure de leurs produits exportés.

L’art de la guerre c’est, en amont, découvrir les faiblesses de l’adversaire et en aval l’entraîner à combattre hors de son terrain. Chaque chose ayant sa limite bien sûr !

Akam Akamayong

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Quand on ne sait pas d’où on vient, on ne sait pas où on va, dit le proverbe africain
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Le présent, le passé et l’avenir sont liés par le fil du temps, mais il s’agit bien plus que d’une simple suite d’événements indépendants, au contraire. L’expérience accumulée fourni des repères qui sont comme des cartes routières sur le chemin de nos propres projets.
Le proverbe africain, toujours sobre dans sa syntaxe et dans son exposé fait le lien entre le passé, l’histoire et l’avenir, le projet. C’est l’histoire qui tisse les liens, les enjeux économiques, politiques, sociétaux du présent, enjeux incompréhensibles à partir du seul quotidien – exemples :Palestine, Réparation pour la Traite des noirs, Génocide rwandais… Aborder la réalité en faisant fi des antécédents, des relations que le passé a élaborées condamne le projet d’aujourd’hui à l’échec.

En ce sens le présent est une espèce de mémoire stockée du passé et se déroule en partie en fonction des actions passées. Surgit alors, l’intérêt de la mémoire collective et de la lutte pour la préserver de manipulations, de falsifications. Car si nous pensons toujours par rapport à l’histoire qui produit des repères, il vient qu’une mémoire falsifiée éconduira sans doute son peuple… Les peuples dominés prennent à peine conscience de cet énorme enjeu qui peut être un révélateur psychologique puissant, les Africains redécouvrant qu’ils ont depuis la Nubie, le Soudan antique, autrement dit la Haute Egypte civilisé le monde occidental via la Grèce, perdront progressivement les complexes d’infériorité qui concourent au maintient d’un statu quo d’aliénation culturelle, d’inhibition intellectuelle et industrielle…

La restauration de la mémoire collective, la ré-appropriation vivante de l’histoire montreraient aux peuples de la terre, leurs contributions irréfutables à la civilisation contemporaine, dite occidentale, et permettraient, entre autres effets, de poursuivre en réparation et en restitution les pays coloniaux pour leurs pillages, leurs musées regorgeant d’objets de cultes et de tradition africains, amérindiens, asiatiques…

D’un point de vue philosophique, se perdre si on ne sait pas d’où l’on vient revient à définir l’homme comme un être en situation, mais surtout en trajectoire. Complexe, son avenir est une somme de son passé et de son présent. Ni fixe, ni statique, ni figé, l’être humain n’existe pas sans ce qu’il a été, ce qu’il a produit, ce tout le constitue.

Dans le présent qui fabrique le futur il y a le passé, aller vers l’avenir ce n’est donc pas, loin de là s’éloigner de l’ancien, de l’ancêtre.

Pierre Prêche

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Le village des riches ne manque pas de perroquets, dit le proverbe africain
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Ce proverbe africain pourrait se traduire par : tout grand personnage est entouré de flatteurs. En poussant plus loin l’interprétation, on en arrive à questionner les rapports entre richesse, pouvoir et société. Les institutions qui prennent la parole par profession, ou par usage, médias, communicateurs, hommes et femmes publics…

La richesse serait-elle si grande corruptrice, on n’ose l’imaginer dans les démocraties éprouvées où professionnalisme, neutralité, éthique, règnent en maîtres absolus, Hum ! Par précaution relire par deux fois les reportages, enquêtes, sondages, scoops, dès fois que les plumes -journalistiques- s’égareraient dans le sens de la capitalisation boursière.

J.Evega ; Ze

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Là où les vautours virevoltent, c’est qu’il y a une carcasse, dit le proverbe africain
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Le proverbe africain invite au décryptage des comportements humains à l’aune de leurs intérêts intimes.

Ici un lien de cause à effet est induit entre des manifestations apparentes, et les motivations réelles de celles-ci. Si l’on connaît les intérêts majeurs d’une institution ou structure sociale, on peut comprendre d’autant plus aisément ses actions, investissements, modes, engouement circonstanciés.

Plus important, peu importent les discours, les explications des acteurs, seule les manifestations et leurs motivations ou besoins intensifs sont décisifs.

On entendra par ceci que, par exemple, les firmes multinationales et les Etats occidentaux ne se déplaçant par pour rien, c’est à dire donc mus par leurs intérêts, il sera difficile de considérer les récentes guerres anglo-américaines comme des combats pour la liberté d’autres peuples. Au contraire la présence américaine traduit l’existence d’intérêts tels que le pétrole mais pas exclusivement, qui attirent la première grande puissance mondiale.

Les expéditions des troupes occidentales en Afrique et hors de leurs territoires d’origine trouvent par avance, un substitut aux traditionnelles raisons officielles invoquées sans parcimonie : droits de l’homme, démocratie, accord de défense, etc. Seuls leurs intérêts, appétits, mangements, délivrent l’explication réelle à tant de déploiements. L’intervention française au Zaïre d’un Mobutu sur le déclin est connue aujourd’hui non pas pour avoir été une opération humanitaire mais pour une opération d’ex-filtration des génocidaires rwandais avec lesquels la France avait entretenu de bien coupables relations.

De la même façon c’est le pétrole irakien qui a justifié principalement le déploiement de troupes et de forces américaines sur le sol désertique.

akam akamayong

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Tant que les lions n’auront pas leurs propres historiens, les histoires de chasse continueront de glorifier le chasseur, dit le proverbe africain
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Comment dire autrement que l’histoire des vainqueurs n’est pas l’histoire tout court, que le débat sur la mémoire collective n’est pas seulement question d’objectivité mais de rapport de force.

On peut méditer ce proverbe à travers une infinité de situations mettant en relation un dominant, colonisateur par exemple et un dominé, supplicié. Chacun sait aujourd’hui que l’histoire de la seconde guerre mondiale, écrite par les vainqueurs est loin d’avoir tout dit, tout révélé, ne serait-ce que …la vérité. Ainsi, de façon complaisante a t-on laissé fleurir après guerre des colonies de résistants bien discrets au moment de l’occupation allemande.

Aussi notamment a t-on pu minorer l’impact de la participation africaine, première force réelle des Forces de la France libre à être entrer en confrontation avec les Allemands, essuyant en 1940 de très lourdes pertes. Les prisonniers africains capturés par les allemands allaient connaître les affres des camps, crimes de guerres, traitements d’une rare violence.

La même réflexion s’applique aux pratiques coloniales, toutes les guerres non avouées, non reconnues, toutes les fosses communes sauvages qui parsèment l’Afrique ex-colonisée. Les enjeux de la mémoire de la traite négrière -qui a significativement contribué à faire prospérer l’Europe et le Nouveau Monde-, sont constamment écartés des débats des humanistes encartés, comme si ceux-ci craignaient d’être démasqués, à l’instar de Voltaire qui vécut des capitaux de la traite négrière, démasqués prêcheurs humanistes le jour, pillards colonialistes la nuit.

Ce proverbe d’une certaine façon invite les dominés, faibles, vaincus à donner leur version de l’histoire, une écriture alternative à celle inculquée par les historiens –noter le rien de historien- du château et même du statu quo.

Bien sûr il ne s’agit que d’un proverbe africain, …on ne va pas lui donner autant de profondeur critique et philosophique comme aurait pu dire Hegel, philosophe allemand pour qui l’Afrique était en dehors de tout mouvement, en dehors de l’histoire. Histoire de chasse ? Ze
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SUR SITE AFRIKARA

PROVERBES AFRICAINS… à méditer  pucehttp://afrikara.com

De : AFRIKARA

France : des tests d’os, d’organes génitaux féminins ou de seins pour déterminer l’âge des sans papiers

Classé dans : Non classé — cabinda @ 15:07

Mardi 4 mars, la classe de Julio, Angolais sans-papiers arrivé à Rennes il y a presque un an, va visiter un lycée professionnel dans l’agglomération bretonne. Mais sur le chemin du retour, dans le métro rennais, un banal contrôle d’identité va le précipiter dans une escalade judiciaire.

Sans titre de séjour mais clamant qu’il est mineur, Julio est arrêté un peu avant midi. Le foyer où il est hébergé est prévenu, un éducateur apporte les papiers que le jeune homme leur avait fournis. Ils ne sont pas valables : il s’agit d’une carte d’identité aux couleurs de la province du Cabinda.

Le Cabinda est une enclave sous contrôle angolais en territoire congolais, que le site du Quai d’Orsay “déconseille formellement”. De la taille d’un département français, la province est le théâtre de violences depuis trente ans, et n’édite pas de papiers d’identité. Les agents de la Police de l’air et des frontières (PAF) ne contestent pas seulement sa nationalité mais surtout son âge.

Pour le médecin, l’examen des os du poignet n’est pas suffisant Julio, qui est scolarisé dans une classe spéciale de remise à niveau, répète qu’il a 16 ans. Il dit être né le 17 novembre 1991. Mais les forces de l’ordre en doutent, et lui donnent deux ans de plus.

Dès le début de sa garde à vue, le jeune est envoyé au CHU, où l’on examine les sans-papiers pour déterminer leur âge. Selon qu’un jeune est mineur ou majeur, ce n’est en effet pas le même droit qui s’applique. S’il est certes régularisable, un majeur est aussi expulsable.

Pour le médecin, qui pratique d’abord une radiographie du poignet pour déterminer sa densité osseuse, l’âge de Julio reste contestable. S’en suit alors un double examen, pileux et génital. A l’issue de la consultation, la PAF argue, sur la base du compte-rendu médical, que l’élève du lycée Victor-et-Hélène-Basch a 18 ans révolus. Le juge des libertés, décide donc qu’il est expulsable. Julio est envoyé au centre de rétention le plus proche, en périphérie de Rennes. Il y restera huit jours.

A Limoges, un examen des seins et des poils pour deux jeunes filles Ce n’est pas la première fois qu’on pratique un contrôle de puberté afin de statuer sur l’âge d’un étranger : en octobre, Rue89 rapportait déjà qu’à Limoges, un médecin expert auprès du tribunal avait pris l’initiative de déterminer l’âge de deux jeunes filles sans-papiers sur la base de l’aréole de leurs seins et de leurs poils pubiens.

Pour Me Olivier Pacheu, l’avocat commis d’office à l’interpellation de Julio, ces contrôles ne sont plus exceptionnels mais de plus en plus fréquents. Mais, cette fois, le département d’Ille-et-Vilaine a décidé de répliquer devant la justice. Julio est en effet placé sous la tutelle du conseil général, qui le considère comme mineur, et estime donc qu’il n’était pas en infraction. Fin mars 2007, à l’arrivée de Julio sur le territoire français, le département suivait ainsi 51 jeunes mineurs étrangers isolés. La moitié d’entre eux sont sous tutelle départementale, à l’instar de Julio.

Or le conseil général affirme qu’en tant que tutelle, il devait donner son aval avant que de tels examens médicaux soient pratiqués. Interrogé par Rue89, le département déplore “les pratiques traumatisantes” des forces de l’ordre et “deux conceptions radicalement différentes qui s’opposent”.

Le président du conseil général dénonce des “dénis de justice” Président de ce conseil général qui a basculé à gauche en 2004, Jean-Louis Tourenne (PS) est monté en première ligne sur ce dossier, se déplaçant même à l’audition de Julio en préfecture, mercredi matin.

Aujourd’hui, il affirme que “le département d’Ille-et-Vilaine attaquera en justice, d’ici la fin de la semaine prochaine”, la décision du juge des libertés qui donne Julio majeur. C’est cette décision qui a permis au préfet d’Ille-et-Vilaine de prononcer son expulsion.

Pour Jean-Louis Tourenne, ce cas fait l’objet de “dénis de justice” à répétition du fait des méthodes dont police et justice ont usé :

Même si son client a obtenu, mercredi 13 mars, un permis de séjour d’un an, en acceptant du bout des lèvres de se dire majeur, l’avocat du jeune Angolais va, pour sa part, encore plus loin. Pour Me Olivier Pacheu, la préfecture elle-même est en cause. L’avocat argue en effet qu’on a ouvertement poussé son client à mentir. Présent mercredi matin à l’audience en préfecture, l’avocat rennais dénonce “une forme de chantage” :

“Sur le procès verbal, il est explicitement indiqué que mon client a reconnu “après réflexion” qu’il acceptait un titre de séjour provisoire en échange d’un mensonge sur son âge, en déclarant : ’Je n’ai pas le choix’.”

Les pratiques de la PAF rennaise dénoncées par la cour d’appel Sollicitée par Rue89 vendredi matin, la préfecture a confirmé les faits, mais n’a pas souhaité réagir tant qu’une procédure devant la justice était en cours.

Mais on constate que le climat se tend globalement dans le dossier des sans-papiers, à Rennes, où une décision du premier président de la cour d’appel avait déjà marqué les esprits locament, en décembre : le tribunal de deuxième instance avait infligé un camouflet aux policiers de la PAF, dénonçant des pratiques confinant au “contrôle au facies”.

Le parquet de Rennes n’a pas souhaitaité réagir à l’annonce des poursuites par le président du conseil général.

Source

La visite de Nicolas Sarkozy en Angola sous le signe des contrats

Classé dans : Politique — cabinda @ 12:08

Nicolas Sarkozy a estimé que la France et l’Angola devaient « regarder ensemble leur avenir commun » après les années de brouille pour cause d’affaire de l’Angolagate et « faire encore plus » dans leurs relations économiques, dans un entretien vendredi au Jornal de Angola.L’affaire des ventes d’armes à l’Angola « concerne un citoyen français (Pierre Falcone, ndlr) poursuivi par la justice française pour ne pas avoir respecté des dispositions légales françaises (…) ce qui est important pour la France et l’Angola, c’est de regarder ensemble leur avenir commun », a déclaré M. Sarkozy, arrivé vendredi matin à Luanda pour une visite de quelques heures.

L’enquête ouverte par la justice française sur des livraisons d’armes, de 1993 à 2000, au régime du président angolais José Eduardo Dos Santos, alors en guerre contre les rebelles de l’Unita de Joseph Savimbi, a sérieusement détérioré les relations entre les deux pays.

Un total de 42 personnes doivent être jugées à Paris à partir d’octobre prochain dans le cadre de cette affaire dite de l’Angolagate. Aucun ressortissant angolais n’a été poursuivi.

« La France souhaite pleinement participer à l’effort de reconstruction de l’Angola dans tous les domaines, dans les infrastructures comme dans les ressources humaines », a également indiqué le responsable français.

Selon M. Sarkozy, l’Agence française de développement (AFD) doit rouvrir une agence à Luanda « avant la fin de l’année 2008″ et y lancera deux projets sur la formation dans le secteur agro-alimentaire et l’enseignement du français.

Saluant le développement « vigoureux » de leurs liens économiques, le président français s’est déclaré « convaincu » que les deux pays pouvaient « faire encore plus », notamment pour « accompagner l’Angola dans la diversification de son économie, et pas seulement dans le développement de ses hydrocarbures ».

Il a notamment cité les secteurs maritimes, des transports, de l’agroalimentaire, du bâtiment, des télécommunications ou de la santé.

Le pétrole représente 90% des exportations de l’Angola, deuxième producteur de brut d’Afrique subsaharienne. Le groupe français Total y occupe le deuxième rang des producteurs, derrière l’Américain Chevron-Texaco.

Sarkozy en Angola

Classé dans : Non classé — cabinda @ 12:02

Le président de la République veut témoigner, à Luanda, de l’assainissement de relations empoisonnées depuis dix ans par un scandale de trafic d’armes.

En arrivant vendredi à Luanda, pour une visite de quelques heures, annoncée en février dernier puis repoussée, le président Nicolas Sarkozy aura un objectif : sceller les délicates retrouvailles entre la France et ce pays riche de l’Afrique subsaharienne en refermant la porte de l’«Angolagate», un scandale autour d’un important trafic d’armes.

L’enquête avait révélé l’importation illégale de 790 millions de dollars d’équipements militaires entre 1993 et 2000 à destination de l’Angola alors en pleine guerre civile. L’homme d’affaires français, Pierre Falcone, fut désigné comme le maître d’œuvre de ces juteuses transactions. Mais plus gênant, les investigations mirent également en lumière de possibles versements de très conséquentes commissions à des personnalités politiques françaises, notamment Jean-Christophe Mitterrand et l’ex-préfet Jean-Charles Marchiani, ainsi qu’à des proches du président angolais José Eduardo Dos Santos.

Confronté à des élites angolaises «outrées et vexées», Paris avait dès lors «perdu pied» en Angola, selon un diplomate français. «L’Angola a été traité de manière indigne, accusé de trafic d’armes alors qu’il s’agissait d’acquisitions régulières d’armements par un État légitime et souverain» , s’offusquait récemment encore le ministre angolais des Affaires étrangères, Joao Miranda. Pendant des années, José Eduardo Dos Santos, au pouvoir depuis 1979, n’a pas caché sa colère à l’encontre de Jacques Chirac, rendu responsable de l’opprobre internationale.

«Relations décomplexées»

La décision de la justice française d’abandonner les poursuites contre les parties angolaises du dossier et l’élection de Nicolas Sarkozy à l’Élysée ont ouvert la voie à un rapprochement. À l’issue d’une rencontre, en septembre 2007 à New York, avec son homologue angolais lors de l’Assemblée générale de l’ONU, le président français avait annoncé que la page des mauvaises relations entre la France et l’Angola était «définitivement tournée».

Ce contentieux soldé, la présidence française entend faire de l’Angola un modèle de ces nouvelles relations franco-africaines «décomplexées» qu’elle prône. «Nous cherchons des partenariats d’égal à égal», explique-t-on à l’Élysée.

Cette volonté de renouer avec cette ancienne colonie portugaise n’a pas simplement valeur d’exemple. Avec une production de 1,9 million de barils par jours, l’Angola pointe au deuxième rang des pays producteurs de pétrole d’Afrique subsaharienne derrière le Nigeria et possède, de l’avis des experts, un potentiel immense. Au fil des années, Elf puis Total, numéro 2 du marché pétrolier local, ont massivement investi. Areva espère décrocher dans les mois à venir des droits d’exploration de gisements d’uranium dans le sud du pays.

Les ONG, à commencer par Survie, s’étonnent de ce voyage présidentiel qui sacrifierait trop aux intérêts financiers. De fait, si l’Angola, après vingt-sept ans de guerre civile, a retrouvé la paix en 2002 et une certaine prospérité, la population demeure, elle, l’une des plus misérables du monde.

Tanguy Berthemet (Le Figaro)

22 mai, 2008

Cabinda: Un Soldat angolais des FAA viole et tue une gamine de 9 ans

Classé dans : Société — cabinda @ 21:13

 Autour de 9h30, le 21 mai 2008, aux abords de l’Aéroport du Cabinda, à 20 mètres de celui-ci a été trouvé une fille dont l’âge a été estimée entre 9 et 10 ans morte et couchée à même le sol allongée tout au long de la route. L’auteur de cet acte odieux serait apparemment un Capitaine des Forces armées Angolaises (FAA).  Au moment du viole, la fillette revenait de l’école Jão Paulo II du Quartier GIKA située à 400 mètres de l’Aéroport. 

La disparition de l’enfant depuis le 20 a été confirmée par les membres de sa famille. 

Ce n’est pas le premier cas de viole et d’assassinat imputé aux membres des forces gouvernementales angolaises stationnées au cabinda. Divers cas de pédophilie sont quotidiennement dénoncé par les populations du territoire, sans échos de la part des autorités qui préfèrent fermer les yeux. Les auteurs de ces actes ne sont généralement jamais poursuivis. 

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