5 juin, 2008

Forte presença das FAA nas estradas do interior de Cabinda Lusa

Classé dans : Non classé — cabinda @ 13:46

As Forças Armadas de Angola (FAA) mantêm forte presença militar na estrada entre a cidade de Cabinda e Buco-Zau, principal acesso ao norte desta província angolana onde um movimento reclama ser uma das guerrilhas mais antigas de África.

Os 120 quilómetros que separam a capital da província de Cabinda e Buco-Zau, percorridos pela Agência Lusa, permitem detectar vários sinais que apontam para a existência de uma realidade militar diferente das restantes regiões de Angola.

Se o conflito que opôs as forças militares da UNITA e do MPLA durante quase três décadas terminou em 2002, a FLEC-FAC (Frente de Libertação do Enclave de Cabinda-Forças Armadas Cabindesas) afirma que a guerra ainda existe nesta província angolana.

À saída de Cabinda rumo a norte surge, ao longo de vários quilómetros, o chamado Malongo, onde se situam as instalações petrolíferas das empresas norte-americanas e da angolana Sonangol, com a sua sólida vedação metálica, arame farpado e avisos de que o local está minado.

Depois surgem os primeiros destacamentos militares ao lado da estrada que são constantes até Buco-Zau e Belize, dois municípios no norte do enclave cabindês.

Por detrás desta realidade militar estão os cíclicos ataques às guarnições das FAA e também a cidadãos estrangeiros a trabalhar na região, reivindicados pelos guerrilheiros da FLEC-FAC, afectos ao líder histórico N´zita Tiago.

Mas há ainda outros sinais de uma paz ainda precária no enclave, como aconteceu numa deslocação a Cabinda, no domingo, do presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva.

Durante um comício realizado na cidade, Samakuva, quando se referia à conquista da paz em Angola como instrumento fundamental para o desenvolvimento do país, recebeu, por parte das várias centenas de populares um clamoroso: « Cabinda está em guerra. »

Este episódio, segundo fontes da sociedade civil cabindesa contactadas pela Lusa no enclave, é o primeiro acto público popular de expressão de um « sentimento nacionalista » em vários anos.

Na resposta, Isaías Samakuva, obrigado a tomar posição sobre a situação de Cabinda pelos populares que o escutavam, deixou claro que, para o maior partido da oposição angolana embora com presença minoritária no Governo, Cabinda é parte inteira da Nação.

No entanto, Samakumava sublinhou que « a Nação angolana é constituída por diversos povos com tradições e culturas específicas ».

Samakuva prometeu mesmo ter em conta as « especificidades » de Cabinda se a UNITA vencer as eleições legislativas de Setembro próximo, distanciando-se da posição do governo de Luanda, para quem Angola é constituída por « um só povo, uma só Nação ».

Fonte: Angonoticias

2 juin, 2008

Entrevista: « Há governantes angolanos que têm mais dinheiro que os bancos”

Classé dans : Non classé — cabinda @ 11:20

Carlos Gouveia, presidente do Partido Republicano de Angola (PREA), candidato às eleições presidenciais, fala da corrupção que considera institucionalizada no seu país e do perigo real do eventual regresso à guerra civil, devido aos desequilíbrios na sociedade angolana.Correio da Manhã – O que o leva a candidatar-se à presidência de Angola?

Carlos Gouveia – A minha candidatura é uma espécie de remédio para curar os grandes males que estão a destruir o sistema político, económico e social do meu país.

– A corrupção é um desses males?

– É dilacerante. É preciso combater a corrupção que se institucionalizou em Angola. Há governantes que detêm grandes poderes, somas exorbitantes no país e no estrangeiro. A corrupção não só constitui uma ameaça política e militar, mas também económica e humanitária. Há muitas fraudes. Há governantes corruptos que têm mais dinheiro que alguns bancos. Mas também há generais das Forças Armadas, oficiais da polícia e deputados do MPLA (Movimento para a Libertação de Angola) que não sabem provar os bens que têm. É preciso confiscar os bens públicos usurpados por estes corruptos durante a guerra. José Eduardo dos Santos privatizou o Estado e a economia do país. O MPLA detém o monopólio financeiro da Nação.

– Que consequências tudo isto poderá ter?

– Graves. Há militares no activo sem salários e é preciso ter em atenção que os antigos combatentes e veteranos de guerra podem revoltar-se e regressar à guerra porque eles estão numa situação de extrema pobreza, enquanto há generais com milhares de dólares. A grande arma contra o MPLA é a força do povo que está cansado de José Eduardo dos Santos. O povo está cansado do sofrimento.

– Ficou surpreendido com as declarações de Bob Geldof?

– O que Geldof disse não é mentira. Mentira são os editoriais do ‘Jornal de Angola’ que, como todos sabemos, é controlado pelo MPLA e governo. As opiniões dos partidos da oposição não passam na rádio nacional, na televisão e no ‘Jornal de Angola’. O MPLA e o governo dizem na imprensa deles tudo aquilo que entendem.

PERFIL

Carlos Alberto Contreiras Gouveia nasceu no município do Sambizanga, em Luanda, a 14 de Março de 1966. Casado e pai de seis filhos, licenciou-se em Ciências Políticas e Económicas pela Faculdade de Boston (EUA). Esteve exilado na Suíça, Itália, Alemanha e EUA, onde em 1994 fundou o PREA, reconhecido como partido político em 1997.

Carlos Menezes

Líder da UNITA reconhece a especificidade cultural e tradicional da província de Cabinda

Classé dans : Non classé — cabinda @ 11:13

O presidente da UNITA, maior partido da oposição angolana, reconheceu hoje em Cabinda a especificidade cultural e tradicional da província e prometeu ter em conta essa realidade quando o partido for governo em Angola. Num comício realizado hoje ao fim do dia na cidade de Cabinda, Isaías Samakuva lembrou, no entanto, que a UNITA defende no seu programa eleitoral que Angola é constituída por diversos povos, com particularidades na sua tradição e cultura, mas todas as 18 províncias constituem a nação angolana.

Na ocasião, quando o líder da UNITA se dirigiu às cerca de 600 pessoas que assistiram ao comício, lembrando que Angola já não está em guerra, apelando

agora à criação da paz social, depois de conquistada a paz militar, ouviu dos presentes um clamoroso: « Cabinda ainda está em guerra ».

Perante isto, Isaías Samakuva sentiu-se na obrigação de explicar que mais importante que uma decisão politica é a garantia de que a UNITA dá a maior importância às particularidades de cada uma das províncias angolanas.

Durante o dia de hoje, o segundo daquela que foi a primeira visita de um líder da UNITA a Cabinda desde a independência, em 1975, Isaías Samakuva deslocou-se ao interior da província para contactos com as estruturas locais do partido e militantes.

O encontro que Samakuva chegou a ter agendado para sábado com o bispo de Cabinda, D. Filomeno Vieira Dias, e que foi adiado, realizou-se ontem.

Fonte:ANGONOTICIAS

1 juin, 2008

Tshela : expulsion d’une centaine de Congolais de Cabinda

Classé dans : Non classé — cabinda @ 20:31

Ces Congolais ont été expulsés le week-end dernier de la province angolaise de Cabinda. Ils sont arrivés par le poste frontalier de Kayi Ndingi, à 63 kilomètres de la cité de Tshela. Selon la Direction générale des migrations, DGM/ Tshela, de janvier à ce jour, plus de 1000 personnes ont été refoulées de Cabinda. Elles auraient subi de mauvais traitements, rapporte radiookapi.net.

Les personnes expulsées de la province de Cabinda sont accusées de séjour irrégulier selon la DGM/Tshela. La même source indique que ces expulsés ont reconnu qu’ils n’ont pas de documents de séjour. Ils dénoncent néanmoins le mauvais traitement dont ils ont été victimes de la part des militaires angolais. Ces refoulés ont affirmé à la DGM qu’ils ont été molestés et dépouillés de leurs biens.Toujours d’après la DGM, les militaires angolais auraient violé 25 femmes qui faisaient partie du groupe d’expulsés. Ce service a enfin remis à chacun d’eux une feuille de route afin qu’ils rejoignent leurs milieux d’origine. Contacté, Dieudonné Phambu Ntima, ministre provincial de la Justice et aux Droits humains, s’est engagé à soumettre le problème de ces expulsés congolais au prochain conseil des ministres.

Pour rappel, les cités de Tshela, Moanda, Lufu, Nfininga et bien d’autres postes frontaliers accueillent presque quotidiennement des refoulés.

MPLA compra o voto tão sofrido pela fome

Classé dans : Non classé — cabinda @ 19:28

… e conta com a ajuda de ex-maninhos que rumaram de armas e bagagens para a cidade alta

A divulgação de paióis de armas visa fazer a crer que o Galo Negro tem uma estratégia subversiva. Acusar a UNITA como principal responsável e destruidor das infra-estruturas do País, iliba o MPLA-Dos Santos da sua iniquidade governativa. Gerir o medo e exaltar os ódios recalcados entre a sociedade civil, permite criar uma falsa natureza mediática e minimizar junto da opinião pública nacional e internacional os actos de intolerância praticadas, sobretudo no interior, de forma metódica e coordenada superiormente.
Por: José Samakaka

A campanha do MPLA-Dos Santos, vai apostar na caça ao voto dos mais desfavorecidos que constituem por si só, a maior matriz eleitoral. Esses são os verdadeiros actores do processo eleitoral. São simultaneamente os que mais sofreram os efeitos da guerra, são ainda os menos escolarizados, os mais humildes e susceptíveis a todas manipulações políticas. São os votos inocentados da fome.

Por outro lado, vão explorar as pequenas obras realizadas nestes últimos seis anos. A retórica e perguntas simplistas ao eleitorado vão dominar a campanha urbana. Se fizemos x obras em paz, quantas teríamos realizadas em 27 anos sem guerra? Quantos quadros a UNITA formou e quantos nós formamos? De onde sairam os Partidos que hoje nos combatem senão das nossas fileiras? Onde estavam estes senhores quando lutávamos contra o Savimbi?

O MPLA, vai surpreender os angolanos, e sobretudo em Portugal, quando começar a descalçar as botas da corrupção apontado como o mal que fragiliza as instituições do Estado. Eles vão apresentar dados novos, nesta matéria, e vão contar com a ajuda de ex-maninhos que rumaram de armas e bagagens para a cidade alta.

Existem políticos em Portugal que aguardam com “cio” a divulgação da eventual lista com os nomes dos amigos de Savimbi, pois ajuda-los-á a derrubar o PS do poder, o PP dos seus eleitores e alguns PSD´s com ambições eleitoralistas.

O MPLA está seguro de si mesmo. É exactamente o tipo de estratégia política eleitoral que provoca divisões, que assusta eleitores de todos os partidos e diminui o respeito pelos valores da classe política.

Manter os opositores sob pressão e em passo duplo de corrida, preocupando-os com acessórios enquanto serenamente o MPLA-Dos Santos, vão fazendo apelos à tolerância e convivência política, defendendo a liberdade de imprensa em sumptuosos almoços palaciais com os jornalistas sedentos de um favor do regime. Como em 1992, se a oposição for as eleições sem uma extratégia de bloco vão cair surpreendentemente.

E por fim, vão lançar os batuqueiros – entenda-se – os lambe-botas, para atearem as intrígas, roupas sujas, explorando as diferenças de opinião como clivagens internas, empurrando uns contra outros e naturalmente explorarem os seus dividendos.

A oposicao em Angola ou vão unidos com uma só voz ou terão uma campanha de nervos tal e qual – bombeiros em acção.

Enquanto isso o MPLA-Dos Santos, distribui terras, carros, dinheiros, casas, vão inaugurando pontes, escolas, hospitais, estradas, edifícios, oferecendo sementes em abundância, novos empregos, criando novas oportunidades, novos ricos, nova classe social num projecto de grande família onde os beneficiários serão, em maioria, os bem comportados.

O MPLA-Dos Santos, vai fazer uma campanha como Partido-Estado, com dinheiros do Estado, com Meios do Estado e como Estado absoluto de Angola. Estão conscientes que vão perder a hegemonia política em Luanda à favor da UNITA que cresceu muito nos centros urbanos mas fragilizou-se nos grandes aglomerados populacionais do interior. Ao contrário da tese segundo a qual, quem ganha em Luanda, ganha o País, hoje o voto da victória sairá do kimbo.

Os grandes centros urbanos e subúrbios em Luanda, Benguela, Lubango, Huambo, Bié e Cabinda, vão repartir os votos com os pequenos partidos políticos bairristas que cresceram como cogumelos por todo o País.

Teremos pois, umas eleições sem grandes debates de ideias e projectos consistentes. A troca de acusações e ausência de debates entre os candidatos, vão dominar a campamha de Setembro de 2008 em detrimento do voto da fome, da continuidade ante o sentimento nacional de MUDANÇA.

Como no caso do MPLA-Movimento Popular e MPLA-Dos Santos, a competição ferve entre a oposição, até é óbvio que se queira vencer, primeiro, e explicar o que se quer fazer depois.

Decididamente podemos afirmar sem pejo que as eleições para as legistativas de Setembro proxímo, podem ser vistas como um referendo a respeito do Presidente milionário José Eduardo dos Santos, que ainda tem pela frente a disputa presidencial e a realização do 5º Congresso Ordinário a ser disputado reenhidamente entre o MPLA-Dos Santos e o MPLA-Movimento Popular, liderado por França Vandúnem, visto como um intectual de carácter.

Se o MPLA-Dos Santos perderem a maioria que desfrutam há dezasseis anos no Parlamento, como prevêem as pesquisas, será um claro sinal de que os eleitores resolveram punir Dos Santos pelos fracassos na política interna-externa, esvaziamento ideológico do Partido e pelos escândalos domésticos de enriquecimento abrupto da sua familia e séquitos.

Existe hoje uma clara divisão entre os camaradas silenciadas apenas pelo necessidade de vitória contra o adversário comum: a UNITA.

O MPLA-Dos Santos aposta novamente na tática que levou Adolf Hitler ao poder com maioria absoluta, tendo como suporte o Movimento Nacional Espontaneo e Oganizações de Defesa Civil, no caso de Hitler para filtrar os intelectuais judeus e neste caso para filtrar os intelectuais oposicionistas.

É o MPLA na sua forma original, um partido maquiavélico com fito de poder hegemónico em África. Mas o povo angolano vai votar pela mudança no dia do despertar da Nação.

Fonte: Manchete (Notícias Lusófonas)

Cidade de Cabinda comemora 52 anos

Classé dans : Société — cabinda @ 14:48

Cabinda comemorou 52 anos desde que foi elevada a categoria de cidade, a 28 de Maio de 1956.Cabinda ascendeu a categoria de cidade a 28 de Maio de 1956, através do despacho legislativo nº 2.757, proposto pelo então governador português do distrito do Congo, Jaime Pereira de Sampaio Forjaz de Serpa Pimentel, enquanto que Luanda, a capital de Angola, completava 432 anos de fundação.

luanda2.jpgA cidade de Luanda foi fundada em 1575 pelo explorador português Paulo Dias de Novais, com o nome de São Paulo da Assunção de Loanda. Em 1618, foi construída a Fortaleza de São Pedro da Barra, tendo mais tarde, em 1634, sido construída a Fortaleza de São Miguel.

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