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17 juillet, 2008

Segundo Padre Raul Tati, o clima político de Cabinda desaconselha voto da população

Classé dans : Non classé — cabinda @ 22:14

raultati.jpgO clima político reinante em Cabinda não permite a manifestação da expressão popular através do voto, na véspera das eleições legislativas de Setembro próximo, defende o antigo vigário geral da diocese de Cabinda, Raul Tati. Para Tati, o actual estado de opressão e repressão da população e da sociedade civil, não favorecem a realização de eleições livres e justas.Raul Tati disse, entretanto, não ser a favor da participação da população de Cabinda nas eleições. Para o sacerdote, votando sem a definição do estatuto político do enclave, seria legitimar a integração de Cabinda a Angola.«Cabinda está a viver um contexto em que não há respeito pela liberdade de expressão, de opinião, de manifestação, de reunião e de associação apesar de serem constitucionalmente consagrados», afirma o sacerdote.

Não havendo debates públicos e discussões, onde é que há espaços para se preparar o eleitorado para exercer o seu direito de voto, questiona o antigo vigário geral, que considera existir em Cabinda um ambiente de desrespeito pelos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.

«As pessoas não podem dizer o que pensam, o que lhes vai na alma, dizer a verdade porque os órgãos de comunicação social estão completamente domesticados pelo partido Estado-MPLA, isto é opressão e quando as pessoas ousam levantar questões fundamentais e sensíveis vão para a cadeia e neste clima, pergunto, como é que um oprimido pode exercer um direito de voto de maneira livre e justa?»

Quando se levanta a questão de se participar nas eleições de Setembro, o sacerdote assegura que a população ganhou maturidade política suficiente para acautelar esses aspectos e não é preciso que se diga algo a este povo adiantando que muitas pessoas em Cabinda estão sensibilizadas que essas eleições não lhes dizem completamente nada.

«Há também um pressuposto jurídico-legal que tem haver, se nós Cabindas que reivindicamos alguma coisa, esperamos e aspiramos por um estatuto de auto-determinação deste território, participarmos das eleições angolanas, não estaremos nós a legitimar o «status quo» e a continuação do poder de ocupação do regime de Angola em Cabinda, não estaremos nós a legitimar a soberania angolana em Cabinda? São questões que devem ser acauteladas por todos aqueles que pensam que é conveniente participar nas eleições angolanas».

Para Raul Tati, votar é um direito consagrado ao cidadão. Para o enclave, deve, antes, ser reconhecido aos cabindas, o direito de auto-determinação através de um referendo e se não se resolver este problema, pode então adiar-se as eleições.

Essa vontade tem sido expressa em actos políticos organizados pelos partidos políticos em Cabinda, tendo os últimos acontecimentos protagonizados por jovens em actos de massa organizados pela UNITA e pelo MPLA, deixando um aviso para a necessidade de se procederem alterações nos seus programas eleitorais.

Para se prevenir de eventuais euforias nas eleições de Setembro como em 1992, em que a população destruiu mesas de assembleias de votos como forma de protesto, a Polícia em Cabinda deu inicio a um programa de formação e capacitação dos agentes da Ordem Pública.

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(C) Correio Digital

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