• Accueil
  • > Politique
  • > Esperança nas presidenciais após o terramoto legislativo da UNITA Diário de Notícias

29 septembre, 2008

Esperança nas presidenciais após o terramoto legislativo da UNITA Diário de Notícias

Classé dans : Politique — cabinda @ 9:13

A UNITA (União Nacional pela Independência Total de Angola) parecia ter futuro, em Setembro de 1992, quando Jonas Savimbi forçava José Eduardo dos Santos a uma segunda volta nas eleições presidenciais e o partido ficava a menos de dez por cento do vencedor MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola).

Dezasseis anos depois, o partido consegue pouco mais de 10% dos votos nas legislativas e vê o adversário MPLA ultrapassar os 80%. A formação recolhe, no plano nacional, quase metade dos votos que o MPLA conquistou só em Luanda e perde 54 lugares no parlamento. A UNITA olha com poucas ilusões para as eleições presidenciais do próximo ano e teme pelo seu futuro.

Marcada pelo peso da longa guerra e pela personalidade do seu criador – o próprio líder Isaías Samakuva reconhece que « não é fácil herdar a liderança de Savimbi » -, a UNITA depara-se com espaço de manobra muito reduzido e uma grave insuficiência de meios. Problemas que a redução do número de deputados vai ainda acentuar, obrigando o partido a ter agora de lutar seriamente pela sua
sobrevivência.

Na discussão dos resultados eleitorais, o Comité Permanente da Comissão Política considerou que embora com « uma representação menor, aumentaram a legitimidade e a importância da UNITA no espaço político angolano ». Mas a verdade é que foi o próprio Samakuva quem definiu como objectivo mínimo o alargamento do número de 70 deputados na Assembleia Nacional ».

Samakuva, procurando aligeirar a derrota e animar as hostes, afirmou que « não está em causa a direcção da UNITA, mas sim a subversão do processo democrático e a manipulação da vontade popular ». Assim, o dirigente atribuiu só 20% do insucesso às « debilidades » dentro do partido e espalhando os restantes 80% pelo conjunto de factores que reflectiram a influência do Estado (governado pelo MPLA) no processo eleitoral e pelos « vícios processuais e irregularidades »
verificadas durante as eleições.

O partido voltou a manifestar confiança na sua direcção, mas outra coisa não era de esperar com eleições presidenciais previstas para o próximo ano. Só depois delas, e face aos resultados, estará o futuro da UNITA verdadeiramente em discussão.

Se Samakuva, num inesperado milagre de contraste com o que agora se passou, conseguir um resultado interessante no duelo com José Eduardo dos Santos, poderá sobreviver, talvez, ao congresso de 2011, para, no ano seguinte se avaliar, em definitivo, o peso real do partido na luta política angolana.

Mas uma derrota presidencial tão pesada como a das legislativas, cortará o caminho a Samakuva e levará o partido para uma convulsão interna grave. Tal trará resultados imprevisíveis face ao risco latente de uma fragmentação que tem também que ver com a incompatibilidade das várias lideranças possíveis, com Abel Chivukuvuku e Lukamba Gato na primeira linha.

Dificilmente o que restar de uma elite bem preparada e que dava à UNITA um lastro interessante em 1992 aceitará esse percurso da fragmentação e da irrelevância.

Fonte: Diário de Notícias (David Borges)

Laisser un commentaire

Construire avec vous le du ... |
Bien Vivre ensemble l'aveni... |
COMMUNAL HAOUR FEYZIN 2008 |
Unblog.fr | Créer un blog | Annuaire | Signaler un abus | Energie Nouvelle pour Heill...
| Michel TAMAYA 2008 Le BLOG
| servir connaux