• Accueil
  • > Archives pour septembre 2008

19 septembre, 2008

Oposição angolana questiona a distribuição de deputados

Classé dans : Politique — cabinda @ 19:19

O secretário de comunicação da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, afirmou nesta sexta-feira haver grandes diferenças nos números de distribuição de mandatos pelos partidos – divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola – em relação ao que a lei eleitoral estabelece.« Em termos de lei, falo do método proporcional, há grandes diferenças de fato », disse Costa Júnior à Agência Lusa, acrescentando que os dados que a Frente para a Democracia (FpD) cita estão corretos.

A FpD, num comunicado divulgado na quinta-feira, contestou a distribuição de mandatos pelos partidos e coligações concorrentes nas eleições legislativas de 5 e 6 de setembro, divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral, que conferiu ao MPLA 191 deputados, à UNITA 16, ao PRS oito, à FNLA três e à Nova Democracia dois.

Segundo cálculos da FpD, com base no artigo 79º da Lei Constitucional, sobreposto ao artigo 33º, da Lei Eleitoral, que fala no método de « Hondt », o total nacional da distribuição de deputados seria de 181 deputados para o MPLA, 23 para a UNITA, oito para o PRS, três para a FNLA, dois para a ND, um para o PDP-ANA, um para o PLD e um para a Coligação Aliança Democrática (AD).

O secretário apela para que as instituições assumam a independência que deveriam ter e que comecem a ter uma cultura rigorosa de respeito à lei.

Por sua vez, o presidente do PDP-ANA, Sediangani Mbimbi, disse que já apresentou a reclamação à CNE e espera que seja corrigida a situação.

De acordo com Mbimbi, a CNE « não seguiu corretamente todos os passos da lei ».

« Errar é humano. Estamos à espera que nos seja restituído o lugar. Caso não haja justiça, vamos recorrer às instâncias superiores », frisou.

O FpD disse que a CNE e o Tribunal Constitucional já foram já notificados, no sentido de que « a lei seja observada e a justiça restabelecida ».

De acordo com a juíza Luzia Sebastião, quem divulga os resultados é a CNE e caso haja algum erro são eles próprios que devem corrigir.

A Agência Lusa tentou contactar o porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, mas não foi bem sucedida. NomeOrigem(« Noticias – Lusa »); do UOL Notícias

Classé dans : Non classé — cabinda @ 19:11

fernando20lelo.jpgA condenação do jornalista José Fernando Lelo em 12 anos de prisão maior pelo Tribunal da Região Militar em Cabinda é um grande aviso do sistema de justiça e dos órgãos de defesa e segurança, para os dias negros que se avizinham para os membros da sociedade civil, aos opositores dos acordos de Bento Bembe e de todos que ainda se opõem à autoridade de Filomeno Vieira Dias como Bispo da Diocese.

A sentença condenatória de Fernando Lelo, segundo a sociedade civil, vem manchar o sistema de justiça angolano e representa um golpe aos esforços de pacificação do enclave.

«Estamos profundamente consternados com esse julgamento e condenação», afirma o presidente da ex-FLEC-Renovada, José Tiburcio Nzinga Luemba, da qual Bento Bembe fazia parte e considera a sentença como sabotagem ao processo de pacificação de Cabinda. O politico disse ser uma vergonha para a justiça angolana e promete juntar os seus esforços em tudo que concorrer para a libertação de José Fernando Lelo.

Para o vice presidente da ex-mpalabanda e defensor dos direitos humanos, José Marcos Mavungo, uma sentença de 12 anos para um inocente como Lelo, representa um sinal de que muitos podem parar na prisão mesmo sem culpa provada e faz antever um ambiente de intimidação, ditadura e opressão no enclave.

«A noticia apanhou-me de surpresa, porque tenho vindo a acompanhar o processo e não houve qualquer prova, o jornalista não foi apanhado em flagrante delito mas, simplesmente foi apanhado como tem sido o caso de muita gente e condenado. Em tudo isto está evidente o julgamento imperial e sob a capa da lei marcial e tenho o sentimento que tenho neste momento é que as mudanças para as instituições justas e que sejam capazes de aplicar a justiça não são para hoje, teremos que esperar para um tempo muito longo. A grande questão que se coloca é de saber se, ao pau seco fazem isto e o que hão de fazer ao pau húmido. Então se o Lelo que é inocente fazem isto, o que vai ser daqueles que denunciam o regime. Creio que passaram uma mensagem para nós e as próximas vitimas seremos nós e estamos preparados para assumirmos todas as sentenças ainda que sejam de 50 anos».

A condenação do antigo colaborador da Voz de América, em Cabinda, José Fernando Lelo, é uma clara indicação do clima de intimidação que o governo pretende instalar na província mais ao norte do pais, onde as forças governamentais travam um conflito militar de baixa intensidade, não obstante se ter assinado em 2006, um acordo de paz entre o governo e um grupo de independentistas liderados por António Bento Bembe.

A acentuada presença militar, policial e de membros dos serviços de segurança na região aumenta a pressão sobre as vozes discordantes e enfraquecem as possibilidades de intervenção da sociedade civil em matérias de protecção dos direitos humanos, condenação a prisões arbitrárias e faz antever mais detenções por alegados crimes contra a segurança do Estado.

As criticas da sociedade civil e dos advogados ao sistema de justiça implantado em Cabinda, surgiram a partir do momento em que o governo decidiu substituir todos os magistrados judiciais e alguns do ministério público por dois juizes militares requisitados dos tribunais militares de Luanda e de um terceiro juiz civil também proveniente da capital do pais.

A sentença de Lelo coloca a prémio as cabeças de figuras do clero de Cabinda como as de Raul Tati, Jorge Casimiro Congo, cuja posição religiosa ganhou contornos políticos por alegada oposição a Dom Filomeno Vieira Dias alegadamente acusado por uma das alas da Igreja Católica de conspirar e aniquilar a visibilidade e protagonismo político dessas figuras do clero diocesano na questão de Cabinda.

Membros da sociedade civil acreditam que figuras como de Agostinho Chicaia, Belchior Lanzi Tati, José Marcos Mavungo e Xavier Soca Tati só para citar alguns, tidas como lideres de grupos fundamentalistas dos ideais separatistas, podem ser as próximas vítimas das investidas do regime no enclave de Cabinda.

Fonte: VOA

Deputados mudos, cegos e surtos

Classé dans : Non classé — cabinda @ 19:03

deputados20mpla.jpgSerá que a lista familiar do MPLA “M” foi feita por intermédio de um sorteio generalizado aonde todos os angolanos tinham o seus nomes depositados? Alguém disse que não! Seleccionaram os mudos, cegos e surdos em: política, economia e em ciências Sociais.

Como se tem dito abundosamente necessitamos mudanças na coisa política angolana. Como resultado, o patrono do MPLA Eng. José Eduardo dos Santos não perdeu tempo e anunciou prontamente esta bendita mudança: mudos, cegos e surdos em (!!!) para justificar que existem mudanças cheias de boas intenções.

Parlamentaristas reflectem o intelecto de uma país

Um paradigma para a história de Angola: Deputados sem experiência em Política, sem experiências ou conhecimentos em matérias burocráticas e ser membro activo ou não do MPLA foram os requisitos usados para a magna escolha da lista do “M” pelo veterano seleccionador de 33 anos de experiência neste ramo.

Os imiscuídos (corruptos, caducos, incompetentes, antiéticos…) não farão parte na próxima batalha eleitoral que será muito “dura”, alertou recentemente o veterano seleccionador do MPLA, JES. Os 33 anos de experiência na liderança do partido o aufere crescidos poderes e direitos para determinar na inclusão da lista sangue juvenil como a sua filha Tchze dos Santos, sua esposa e excluir categoricamente aqueles que tentem contrariar as suas artimanhas filosóficas.

O nível dos deputados reflecte o estado sadio de uma nação. Por outras palavras, o sistema funcional de um país é regulado directamente pelos seus membros do parlamento. Neste contexto, é imperioso ter neste grupo “pensologos” que ostentam um intelecto superior ao pólo mais alto da população em geral. A inclusão de membros deficientes (mudos, cegos e surtos) em ciências organizativas causará desastrosos estragos, na economia, políticas contemporâneas e nas estruturas sociais.

Em termos económicos, será uma aberração insuperável para os cofres do estado que pagará salários ($ cerca de 4 mil mês) e outros benefícios (?) a deputados que em nada contribuirão para o engradecimento país. Nem adianta falar em outras dinâmicas componentes em economia (políticas de inflação, cambio, desemprego, fiscalização … Nestes aspectos técnicos os votos serão todos por acaso ou por coerção de interesses. Em termos políticos outro desastre. Nos dias hoje politica considera-se uma das ciências mais dinâmicas no mundo. Os cérebros de uma nação são os políticos. Estes são chamados a ter conhecimentos em vários domínios, tais como economia, e outras ciências que estudam o comportamento humano. Um político tem que ser um « pensologo » actualizado. No campo social, estaríamos a falar daqueles assuntos que revestem-se no campo quotidiano. Habitação, educação, delinquência (…). Em breve mateiras relacionadas a integração social dos cidadãos de um país.

Sem conotação negativa, gostaria de precisar que em muitas sociedades puramente democráticas todos os membros parlamentares de cada partido tem que ser votados pelos seus apoiantes nas jurisdições que pretendam representar. Segundo, em outros países, os parlamentaristas concorrem para uma área específica na qual tenha conhecimentos especializados. Por exemplo, para a área de ciências espaciais, os candidatos tem que obrigatoriamente ter créditos científicos no ramo espacial. Neste caso eu como “analfabeto” em assuntos científicos não estaria qualificado para concorrer neste campo. Os méritos do meu papa como catedrático/professor neste campo em nada me ajudariam para que fosse qualificado. E por aí a fora…

Não basta ser uma figura pública ou um empresário de sucessos para ser um parlamentarista. Ser membro de uma bancada parlamentar num governo responsável o significa muito mais. Portanto, no belo artigo “A Jogada que a Política Precisa Aprender” de Feliciano J.R. Cangüe, descreve os elementos que compõe mudanças progressivas (para melhorar). 

JES surpreendeu tudo e todos. Esperava-se uma lista com os jovens cérebros (quadros) que não são poucos no MPLA. Jovens e activistas que actuam nos bastidores do MPLA com uma dinâmica de revolucionar o país. Como se tem dito MPLA traiu uma vez mais aqueles “penslogos” que deveriam ocupar posições de destaque. Como se clama mudanças ai estam as mudanças foi a leitura em síntese feita com a lista de JES.

JES com 33 anos poder e ao mesmo tempo na liderança dos camaradas, acostumou-se a uma forma de execução administrativa, uma forma de agir que esta difícil de entender que esta na rota errada. O problema principal no MPLA não é a imiscuída administrativa e outras epidemias como o seleccionador deste clube advogou. O cancro maligno no MPLA reside primeiro na má alocação dos seus quadros, segundo pelos poderes excessivos depositados do seu presidente. Os outros imiscuídos males são derivados dos dois descritos.

A cura do cancro maligno no MPLA, só terá um solução/milongo efectiva com a amputação do reinado de José Eduardo dos Santos neste clube familiar. Quando isso acontecer, os seus membros parlamentares serão seleccionados por capacidades e estarão em altura de representar condignamente este partido histórico. É impossível limar os maus vícios de uma serpente de 33 anos.

* PGarcia

17 septembre, 2008

Força que ocupa Cabinda condena Fernando Lelo a 12 anos de prisão.

Classé dans : Non classé — cabinda @ 22:22

O jornalista angolano Fernando Lelo, antigo correspondente da Voz da América no território de Cabinda, ocupado militarmente por Angola, foi condenado a 12 anos de prisão por prática de crime contra a segurança do Estado e instigação à rebelião armada no enclave. Ou seja, está tudo no bom caminho da ditadura do MPLA.

O acórdão, que há muito deveria ter sido divulgado mas que, estrategicamente, esperou pelas eleições, foi ditado pelo Tribunal Militar de Cabinda, mas a defesa do arguido considera a decisão do tribunal « injusta » e promete recorrer.
Para Martinho Nombo, advogado de defesa de Fernando Lelo, a sentença foi uma « autêntica encenação », frisando que em Angola « a justiça não existe ». Encenação que revela o quão longe Angola está de ser um Estado de Direito.

« Fernando Lelo não esteve em Buco-Zau a 12 de Julho de 2007, local onde foi indiciado como tendo praticado o crime contra a segurança do Estado conforme consta na acusação, mas sim em Malongo, onde trabalhava para uma empresa petrolífera, que confirmou este detalhe », salientou Martinho Nombo.

Mas o que é que isso adianta? A única verdade que conta é a do MPLA e, portanto, angolanos e cabindas têm de comer e calar, enquanto a comunidade internacional canta e ri embalada pelo petróleo.

Segundo o advogado, o processo estava « viciado », uma vez que não foi instruído em Cabinda, mas na capital angolana, Luanda. « Este foi o dia mais negro que vivo até hoje na minha modesta actividade de defender casos como este », frisou.

Fernando Lelo foi preso em Novembro de 2007 pelas autoridades angolanas e já não trabalhava para a Voz da América, depois foi transferido para uma cadeia de Luanda, enquanto decorriam as investigações e devolvido no final do mês passado para a cidade de Cabinda para julgamento.

O acórdão do juiz presidente do Tribunal Militar de Cabinda, António Miguel, condenou também outros quatro arguidos envolvidos no mesmo caso a 13 anos de prisão. As autoridades angolanas nunca especificaram os crimes que terão sido alegadamente cometidos por Fernando Lelo o que, só por si, é revelador da ditadura que reina, agora ainda mais sólida, em Angola.

Cabinda, um território militarmente ocupado por Angola, tem 10.000 quilómetros quadrados e 300.000 habitantes e é responsável pela maior parte da produção petrolífera angolana, além de possuir outros recursos como fosfato, urânio, ouro e potássio.

Por *ORLANDO CASTRO, em Alto Hama

16 septembre, 2008

Angola: Jornalista Fernando Lelo condenado a 12 anos de prisão

Classé dans : Non classé — cabinda @ 22:32

O jornalista angolano Fernando Lelo, antigo correspondente da Voz da América na província de Cabinda, foi hoje condenado a 12 anos de prisão por prática de crime contra a segurança do Estado e instigação à rebelião armada no enclave.

O acórdão foi ditado pelo Tribunal Militar de Cabinda, mas a defesa do arguido considera a decisão do tribunal « injusta » e promete recorrer.

Para Martinho Nombo, advogado de defesa de Fernando Lelo, a sentença foi uma « autêntica encenação », frisando que em Angola « a justiça não existe ».

« Fernando Lelo não esteve em Buco-Zau a 12 de Julho de 2007, local onde foi indiciado como tendo praticado o crime contra a segurança do Estado conforme consta na acusação, mas sim em Malongo, onde trabalhava para uma empresa petrolífera, que confirmou este detalhe », salientou Martinho Nombo.

Segundo o advogado, o processo estava « viciado », uma vez que não foi instruído em Cabinda, mas na capital angolana, Luanda.

« Este foi o dia mais negro que vive até hoje na minha modesta actividade de defender casos como este », frisou.

Fernando Lelo foi preso em Novembro de 2007 pelas autoridades angolanas e já não trabalhava para a Voz da América, depois foi transferido para uma cadeia de Luanda, enquanto decorriam as investigações e devolvido no final do mês passado para a cidade de Cabinda para julgamento.

O acórdão do juiz presidente do Tribunal Militar de Cabinda, António Miguel, que condenou também outros quatro arguidos envolvidos no mesmo caso a 13 anos de prisão.

As autoridades angolanas nunca especificaram os crimes que terão sido alegadamente cometidos por Fernando Lelo.

«Mesmo com as fragilidades que a UNITA tivesse, não estaria abaixo dos 40%».

Classé dans : Non classé — cabinda @ 14:52

«Mesmo com as fragilidades que a UNITA tivesse, não estaríamos abaixo dos 40%» dice Kamalata NumaO secretário-geral da UNITA, Abílio Kamalata Numa, disse em entrevista a este jornal que com os resultados eleitorais que se atribuíram ao seu partido, pretendeu-se «passar para os angolanos e para fora do país a mensagem de que a UNITA representa apenas 11% da sociedade, com 500 mil cidadãos que votaram nela, o que para ele faz parte de um desejo antigo do MPLA de reduzir o «galo negro» a algo fácil de manipular.

Segundo ele, que também foi coordenador da campanha eleitoral desta força política, tudo tem acontecido com o beneplácito da comunidade internacional que «tem estado a assinar permanente por baixo, a destruição da UNITA», uma alusão ao comportamento dos observadores ao processo

A Capital – General Abílio Kamalata Numa, secretário-geral da UNITA. O partido acaba de sofrer, se nos permite dizer, um revés político. Como é que a situação está a ser tratada ao nível interno?

Abílio Kamalata Numa (AKN) – A UNITA tem estado a gerir com responsabilidade este momento. Consideramos, em primeiro lugar, que tivemos duas grandes vitórias, muito embora sejam vitórias morais. A primeira é a forma cívica como os angolanos acorreram às assembleias de voto, apesar de, muitos deles não terem votado, infelizmente.A segunda é o facto de termos atravessado o rubicão da psicose da guerra com a vitória deste ou a derrota daquele. Felizmente nada disso se verificou. Há seis dias depois do dia 5, o país marcha normalmente, sem grandes problemas. A UNITA reconheceu e aceitou os resultados eleitorais e a actividade continua.

Mas depois disso tudo temos outra realidade que será o grande quebra-cabeças das estratégias que o MPLA terá que desenvolver nos próximos tempos. E esta realidade fundamenta-se nos seguintes pressupostos: primeiro, está-se a passar para fora da UNITA para todos os angolanos e para fora do país, que a UNITA representa 11% da sociedade, com 500 mil cidadãos que votaram no partido.

Esta UNITA não existe. Esta UNITA que se alude é virtual. Está apenas nas cabeças de algumas pessoas. A UNITA real prevalece. Em termos objectivos, o MPLA irá desenvolver lutas contra a UNITA virtual ou contra a UNITA real?
Se for a desenvolver a sua estratégia na base de uma UNITA virtual, esta UNITA dos 11%, então vamos assistir nos próximos tempos a uma completa abertura da sociedade angolana, onde teremos órgãos de comunicação social mais moderados, mais abertos para comunicarem a todo o país o que se passa. Porque o MPLA são 80 e tal por cento. O MPLA é o povo, o povo é o MPLA. O MPLA é Angola. Portanto, não tem mais nada que temer. Abra tudo. A TPA publique tudo o que as pessoas disserem, nós da oposição, eles próprios…abram tudo, a Rádio Nacional, o Jornal de Angola, que se democratizem, porque nessa altura já não há mais nada a temer.

Agora, se o MPLA fizer a sua estratégia com base na UNITA real, nós vamos ter uma sociedade cada vez mais repressiva. Vamos ter um país cada vez mais repressivo do que aquele dos anos 70/80. Portanto, será pior. Teremos um partido único mais irracional.

A Capital – E como será possível nesse caso, exercer-se a democracia?
AKN – A cultura no mundo sobre a democracia em África é má. Para eles, em África, a democracia não existe. Estabilidade, sim. Por isso mesmo não se preocupam em dizer as verdades que acontecem. A fraude e essas coisas todas. O importante é que quem ganhou, ganhou. Pronto, aqui foi tudo transparente, tudo correu bem. Mas para os verdadeiros africanos que olham para o continente com paixão e amor, isto é mau. É neocolonização, é subalternização, porque não nos querem ver a avançar. Querem que fiquemos sempre com a nossa podridão da corrupção, da fraude, das matanças, da ausência da liberdade de expressão e outras. Isto é neocolonização.
Agora, fica bem claro que a comunidade internacional tem estado a assinar permanente por baixo a destruição da UNITA. A propalada vitória militar que o MPLA teve em 2002 com a morte do doutor Jonas Savimbi, assinada por toda a comunidade internacional, nas hostes do MPLA tinha trazido a certeza de que, a partir daquela altura, a UNITA iria desaparecer, iria soçobrar. Mas não foi isso que aconteceu. Tinham cozinhado uma UNITA virtual com a morte do doutor Savimbi.
A UNITA verdadeira ressuscitou das cinzas e está a dar lições de democracia. O nosso objectivo, custe o que custar, leve o tempo que levar, há de se implantar neste país. Essa UNITA que não conseguiram destruir militarmente, é a mesma que querem destruir politicamente. O programa é o mesmo. Neste momento, os nossos militantes estão a ser perseguidos, as suas casas estão a ser queimadas. A coberto de que as pessoas têm armas nas casas, os cidadãos estão a receber polícia à noite nas suas residências. As pessoas estão com medo. Portanto isto é o que nos preocupa depois das eleições.
A Capital – O que é que a UNITA pretende fazer contra esses últimos aspectos que acaba de evocar?
AKN – Nós estaremos aqui. Não temos outro país. Temos aqui raízes bem fundas. Se as autoridades não existem, são elas que nos perseguem, não temos outra alternativa que não seja acreditar na força do povo. Vamos sobreviver com a força do povo. O MPLA pode fazer o que quiser contra nós. Nós vamos sobreviver com a força do povo.

A Capital – Mas para além das irregularidades que diz terem marcado o processo eleitoral, não acha que pode haver outros internos que tenham a ver com a falha de estratégias?
AKN – Não. Não. O que me satisfaz é que tudo isso que aconteceu, mesmo com as fragilidades que a UNITA tivesse, não estaríamos abaixo dos 40%. Mesmo com as fragilidades internas que tivéssemos. Olhem para o país como está! Mesmo depois das eleições isto parece que está em luto. Aqueles que ganharam nem estão a acreditar nesta vitória.
E a maioria que perdeu, sabe quanto perdeu. Sei que vão armar aqui uma fanfarra no fim-de-semana, obrigando as pessoas a beber cerveja. Mas depois disso a realidade volta outra vez a bater, porque é implacável. Os factos são teimosos.
O que aconteceu no dia 5 é que nós fomos enganados por uma instituição que se chama CNE, que ditou as regras do jogo e não as cumpriu. Porque a CNE não supervisionou o acto eleitoral. Foi substituída por uma outra máquina. Os dados que está a apresentar provêem de uma outra máquina. Não controlou nada. Não sabe. Tudo isso que a CNE está a fazer é caricato.
Mesmo assim nós já aceitamos. Estamos mesmo à vontade. Portanto, esta derrota da UNITA é uma derrota virtual. Não tem nada a ver connosco. É verdade que há pessoas que se ressentiram, outras ainda ressentem. Mas os dirigentes que sabem como é que tudo isso foi montado, a partir mesmo de agora estão a trabalhar para as próximas eleições.

A Capital – Até que ponto tudo isso não afectará a postura da UNITA nas próximas eleições, presidências já no próximo ano e autárquicas de já se vai falando?
AKN – Primeiro, uma das coisas que sei que o MPLA vai fazer nos próximos tempos é acelerar a revisão da Constituição. Vai impor uma Constituição ao país à medida do Presidente da República. Os que candidatarem vão apenas ajudar a fazer o jogo, porque o senhor do MPLA que for a se apresentar como candidato, creio eu que será mesmo o próprio presidente, se não aparecer com 80%, vai aparecer com 90%. Vamos fazer o jogo democrático mas, certos de que esta situação tem o seu ponto de viragem.
A Capital – O vosso partido ficou reduzido ao mínimo de deputados no parlamento. Como acha possível fazer-se um debate aflorado das grandes questões da nação?
AKN – Os analistas mais sérios deste país disseram que nós votamos para o monopartidarismo. E eu concordo plenamente com eles. O mandato que a UNITA tem não é para fazer oposição. É para mantermos acesa a chama da democracia para que não morra. Estaremos aqui para manter essa chama. E neste sentido mesmo, queremos já lançar um repto ao MPLA dos 80%. Que os debates da próxima legislatura sejam comunicados ao país pela televisão, pela rádio. Não haja mais receios. Então, 200 deputados contra 10 de uns, três de outros, têm mais receios de quê?
A Capital – General Numa, quer assegurar-nos que as clivagens no seio da UNITA foram completamente ultrapassadas?

AKN – O MPLA é o patrocinador dessas clivagens. Até andam aí analistas «bem pagos» a fazer o jogo, dizendo que o presidente Samakuva de se retirar, que o fulano é que é melhor. Está bem cozinhado, para que depois disso venha a UNITA dócil com argolas no pescoço como um cachorrinho para se levar para onde se quiser. Portanto, essa UNITA já está a ser preparada. Mas a UNITA real não vai aceitar. E eu garanto com muita firmeza, que se fossemos agora para um congresso, essa UNITA dócil seria outra vez derrotada.

A Capital – Já que falou em congresso a UNITA já pensou num extraordinário como solução para sair da crise?
AKN – Só não actuámos nessa direcção porque a UNITA fez muito esforço financeiro com este pleito eleitoral. Foi um esforço para além das nossas possibilidades. Saímos disso muito desgastados. Não há receios de estarmos a dizer isto.
Por isso temos que estar bem comedidos e definir os meios financeiros para o prioritário que, neste preciso momento é irmos às bases, estarmos junto do nosso povo, sossegarmos o nosso povo, refazermos o partido. Mas teremos reuniões alargadas da direcção para avaliar a actual situação e tenham a certeza de que esses assuntos serão abordados. E se tivermos dirigentes que ainda pautam pela verdadeira UNITA, sairemos daí com ideias bem definidas. Mas se tivermos dirigentes daquela UNITA dócil que estão a preparar por aí, com certeza que vão tentar fazer os seus jogos. Tenho a certeza que não passarão.

Lutock Matokisa
A Capital

13 septembre, 2008

Angola: mudanças ao nível do governo – Kassoma substitui Nandó

Classé dans : Non classé — cabinda @ 12:39

O governador do Huambo, António Paulo Kassoma, deverá ser o próximo primeiro-ministro de Angola soube a Voz da América junto de fonte oficial. Paulo Kassoma viajou quinta-feira de manhã do Huambo para Luanda, a bordo de um jacto da Sonangol, expressamente para receber a informação oficial de que o seu partido decidira apostar nele para substituir Dias dos Santos «Nandó», primeiro-ministro desde 6 de Dezembro de 2002 . Kassoma regressou ao Huambo, no mesmo dia, e no mesmo avião. A escolha do governador do Huambo teria sido ditada pelo desempenho que tem tido naquela província.

Além de ter visto o seu partido conquistar mais de 80 por cento dos votos em disputa, Kassoma, nomeado governador em Abril de 1997, é referenciado também como tendo ajudado a relançar a economia local. Engenheiro de profissão, Paulo Kassoma nasceu em Luanda há 57 anos.

Os pais eram originários do Bailundo. Serviu a Shell e o antigo ASMA, que após a independência de Angola em 1975, derivou para a BCR, Base Central de Reparações, das extintas FAPLA. Paulo Kassoma foi sucessivamente vice-ministro da Defesa para o Armamento e Técnica e dos Transportes, ministro dos Transportes e da Administração do Território. É general das Forças Armadas, e membro do Bureau Político do MPLA.

A nomeação de Paulo Kassoma é parte de uma vaga de mudanças ao nível do governo, e do MPLA que deverão abranger a presidência do parlamento e a vice-presidência do partido no poder.

Fontes do partido no poder disseram à Voz da América que o actual presidente do parlamento, Roberto de Almeida, deverá deixar o cargo para regressar à sede do partido, onde ocupará a vice-presidência em substituição de Pitra Neto, que há muito manifestou o desejo de deixar o cargo após as eleições. Ao nível do governo é dada como certa também a eliminação do posto de ministro-adjunto do PM, cargo ocupado actualmente por Aguinaldo Jaime. O Ministério das Finanças dará lugar ao da Economia que ficará sob o controlo de Manuel Nunes Júnior, secretário do MPLA para a Economia. Nesta sexta-feira o secretariado do BP do MPLA deveria continuar a passar em revista o processo de formação do próximo governo.

Fonte:Angonotícias/VOA (Luís Costa)

11 septembre, 2008

Legislativas 2008 em Angola

Classé dans : Politique — cabinda @ 9:29

mapas10cabinda.gif 

Total votos : 111.705  sobre uma população de mais ou menos 170.000 habitantes (estimação angolana).

Para ver mais resultados, Clique aqui

PLD : aconselha políticos a respeitar resultados 

PNDA : felicita MPLA 

Sociedade Civil Africana considera eleições orgulho para África 

Presidente do PLD : felicita MPLA 

PRS felicita : MPLA pela vitória 

Reconhecida vitória do MPLA e civismo dos angolanos 

PAJOCA : reconhece « vitória expressiva » do MPLA 

Kwanza Sul : Movimento Espontâneo saúda vitória do MPLA 

LAASP : Eleições deixaram ricas lições 

Kwanza Sul : Vitória do MPLA reverte:se ao povo angolano 

Escritora : felicita MPLA pela vitória nas legislativas 

Kwanza Sul : Religiosos solidários com reconhecimento dos resultados 

Associação Angolana dos deficientes ex:Militares : felicita MPLA 

Procuradoria da República : considera legal processo de votação 

MPLA _ agradece voto de eleitores 

Tendência Presidencial regozijada com resultados 

Federação da Rússia : considera eleições livres e transparentes 

Embaixador ivoirense : considera eleições exemplares para África 

Bié : Resultados eleitorais reflectem trabalho das estruturas de base do MPLA 

Presidente do PRD : felicita Mpla  

9 septembre, 2008

A UNITA aceitou o resultado eleitoral

Classé dans : Non classé — cabinda @ 16:16

Numa declaração breve o Presidente da UNITA, Dr Isaías Samakuva aceitou o resultado das eleições legislativas e felicitou os eleitores angolanos, desejando ao partido vencedor « que governe no interesse de todos os angolanos».

A CNE publicou o 7º resultados nacionais provisórios, em que para além do escrutínio permanecer favorável ao MPLA, a percentagem do absentismo, mesmo que provisório, não é anunciado. Porquê?!

O MPLA terá como objectivo principal no ano legislativo, que em princípio terá lugar em 15 de Outubro do corrente ano, a aprovação do OGE e a alteração da Constituição. Segundo este partido, estão a contar eleger no círculo nacional um pouco mais que 100 Deputados no limite dos 130 e no círculo Provincial cerca de 80 Deputados, num máximo de 90.

A UNITA irá por certo fazer uma oposição construtiva na Assembleia Nacional, com uma bancada onde vão estar os principais dirigentes do partido, muito atentos ao previsto cumprimento das promessas eleitorais, que o executivo do MPLA tem que dar aos angolanos ( um milhão de empregos, um milhão de casas, etc, etc ), até porque, o Presidente do MPLA, garantiu, que todos aqueles governantes que não trabalharem em prol do cidadão, vão ser «corridos do poleiro».

Esta maioria qualificada do MPLA na Assembleia Nacional Angolana, responsabiliza este partido de uma forma tão elevada, que neste momento, há imensos dirigentes do MPLA, a fazer contas a vida, porque não se sentem preparados, para assumir junto aos angolanos, erros de governação, que nestes 33 anos de poder do MPLA foram cometidos ciclicamente, sem nunca terem sido chamados a responsabilidade.

Cabe a árdua tarefa ao Presidente do MPLA, de «escolher a dedo», os melhores entre os melhores, que governarão o país nos próximos quatro anos. A «luta para o poleiro» está do lado do MPLA e os outros partidos com assento na Assembleia Nacional, vão « assistir de bancada» o bom ou mau desempenho do governo do MPLA, apresentando novas proposta de lei, que consideram mais adequadas a melhoria da vida dos Angolanos, cabendo ao MPLA votá-las favoravelmente ou não, ou fazendo pior, meter na gaveta, como várias vezes fez aos projectos de Lei da UNITA.

Mas também há uma nobre tarefa da oposição na Assembleia Nacional, que é o de fiscalizar a acção do governo do MPLA.

Os Angolanos têm esperança que a sua vida vai ser mais digna, porque se isso não acontecer, no próximo pleito eleitoral, e não vai demorar muito, irá ser feito um balanço, cujo resultado vai ser apresentado no voto do eleitor.

Carlos Lopes

8 septembre, 2008

Classé dans : Non classé — cabinda @ 19:04

A abstenção representa a «maioria silenciosa» em Angola

Porque razão, é que o CNE não publicou até ao momento, a percentagem da abstenção nas eleições em Angola?

A abstenção embora possa ser elevada, não vai alterar os resultados eleitorais apurados provisoriamente, que dão a vitória ao MPLA com 81,79% ( justificado por “ Kwata Kanawa “ pelo facto do MPLA ter 3 Milhões de militantes ) e a UNITA com 10,50% ( dados da CNE às 20h do dia 07-09-2008 ). Mas ajuda a perceber, o que aconteceu nas mesas de voto ao longo do país e em particular, onde se levantam dúvidas e ocorrências, passíveis de reclamação. Há uma « maioria silenciosa » de eleitores que se abstiveram de votar e em próximos actos eleitorais,  vai ser interessante analisar, em que Comunas, Municípios e Províncias a percentagem da abstenção foi maior, para se poder actuar civicamente na dinamização destes eleitores.

Queremos saber os dados provisórios e definitivos do absentismo nestas eleições em Angola.

O Presidente da UNITA geriu muito bem, na conferência de imprensa a questão da impugnação (fundamentando-a) e as razões que o levam a não reconhecer prematuramente os resultados provisórios, que foram anunciados. Com sentido de Estado transmitiu aos Angolanos a tranquilidade e a serenidade político – eleitoral, que se esperava.

A reclamação do MPLA, em relação as 24 mesas de voto montados no campo petrolífero de Malongo, em Cabindas, onde a maioria dos trabalhadores votou a favor da UNITA, vai no sentido de pedirem a anulação do acto, sob o pretexto de não ter havido o uma fiscalização do partido da situação. Não foram só os « outros partidos » que reclamaram nestas eleições.   

Os Angolanos, nesta Segunda-Feira vão encontrar um dia igual ao anterior, porque  a maioria vai continuar a sobreviver com menos de 1 USD/dia e estes angolanos vão aguardar, que as promessas eleitorais sejam cumpridas, porque aqueles, que votaram no MPLA, já sabem com que vão contar no futuro.

Carlos Lopes

1234

Construire avec vous le du ... |
Bien Vivre ensemble l'aveni... |
COMMUNAL HAOUR FEYZIN 2008 |
Unblog.fr | Créer un blog | Annuaire | Signaler un abus | Energie Nouvelle pour Heill...
| Michel TAMAYA 2008 Le BLOG
| servir connaux