• Accueil
  • > Archives pour septembre 2008

8 septembre, 2008

Angola: Alerta de corrupção na campanha eleitoral angolana

Classé dans : Politique — cabinda @ 11:28

Luanda – Notícia divulgada hoje pela Rádio Renascença (RR), alerta para o facto de existirem irregularidades no processo eleitoral angolano, quando faltam oito dias para o escrutínio parlamentar.

Segundo a RR, o presidente da Associação Cívica Justiça, Paz e Democracia, Fernando Macedo, alerta para a desproporção de meios que o partido que suporta o Governo detém. «Há partidos a distribuir bicicletas, carros, motas e outros bens de alta valia material e fazem-no com orientação de voto» – uma situação que roça a corrupção eleitoral.

Macedo denuncia irregularidades promovidas pelos próprios órgãos de comunicação públicos e diz que o MPLA tem um tratamento privilegiado.

Conforme a RR noticia, aos observadores internacionais, incluindo aos da União Europeia que vão estar presentes nestas eleições, Fernando Macedo só pede que sejam isentos e se abstenham de fazer o que fizeram os observadores da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, que se mostraram prontamente satisfeitos com a organização eleitoral.

No total, são 14 os partidos e coligações a concorrer às eleições legislativas de 5 de Setembro.

(c) PNN Portuguese News Network

7 septembre, 2008

Angola: « Não é altura para aceitar resultados provisórios » – Isaías Samakuva Lusa

Classé dans : Non classé — cabinda @ 14:53

O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, considerou esta manhã em conferência de
imprensa em Luanda que é cedo para aceitar resultados provisórios das
legislativas em Angola, declarando que « falta credibilidade ao processo
eleitoral ».

« Neste momento, não é altura para aceitar estes resultados, que são
provisórios », afirmou Isaías Samakuva, lembrando que, em Angola, « existe o
direito à reclamação » e que o seu partido apresentou um pedido de impugnação das
eleições na província de Luanda.

Isaías Samakuva disse que está a aguardar dados relativos a outras províncias,
para depois serem analisados com vista a uma decisão. Questionado pela Agência Lusa se admite apresentar outras queixas sobre irregularidades, Samakuva respondeu: « Vamos aguardar ».

Quando estão contabilizados metade dos votos das legislativas, os resultados nacionais obtidos até às 07:51 de hoje revelam que o MPLA alcança 81,65 por cento dos votos e que a UNITA segue a larga distância na segunda posição, com 10,59 por cento.

« Não é possível concluir que todos os votos expressos sejam legítimos », disse Samakuva, reiterando que « falta credibilidade a este processo ».

O presidente da UNITA apelou à « serenidade e respeito mútuo enquanto os resultados definitivos não são divulgados ».

07 Sep 2008
Fonte:Lusa

MPLA afrente do escrutinio

Classé dans : Non classé — cabinda @ 13:33

O MPLA continua a liderar o escrutinio nacional, de acordo com a terceiraprojecção divulgada às 12h00 de hoje (domingo), pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Eis os actuais resultados a nível nacional:

MPLA – 2.806.027 (81,67 porcento), UNITA – 364.179 (10,60%), PRS – 102.353

(2,98%), ND – 39.122 (1,14%), PLD – 11.130 (0,32%), FNLA – 40.047 (1,17%),

PAJOCA – 8.109 (0,24%), PDP-ANA – 17.668 (0,51%), AD Coligação – 9.442 (0,27%),

PADEPA – 9.012 (0,26%), FpD – 8.686 (0,25%), PRD – 7.270 (0,21%), PPE – 6.197

(0,18%), FOFAC – 6.607 (0,19%)

07 Sep 2008

Fonte:Angop

NO COMMENTS

OBSERVADORA DA UE AVALIA POSITIVAMENTE ELEIÇÕES EM CABINDA

Classé dans : Non classé — cabinda @ 10:48

Luanda – A membro da Missão de Observação da União Europeia, Ana Gomes (eurodeputada portuguesa na Uniao europeia), cujo pais é responsavel da cessão de Alvor (1975) que intregrou ilegalmente Cabinda à Angola qualificou em Luanda (Angola) de « ordeira e pacífica » a forma como decorreu a votação na província de Cabinda e que « tudo o que se verificou foi bastante positivo ».  Sim senhora « Tudo é perfeito no melhor dos mundos possíveis ».

Nada diz da parte da população que deslocou-se para votar e a atmosféra.

Esto é o que se chama objectivismo e a realpolítica como foi recentement o caso na crise com Russia. Os fracos sao sempre os que sofrem os desgostos.

Cuando sabe-se o que representa Angola para a economia de Portugal e os abastecimentos de petróleo para inúmeros país da Europa, que mais pode se esperar desta comissão de observadores da União Europeia ?

Liumba.

6 septembre, 2008

Angola: Eleição desorganizada pode gerar acusação de fraude, diz especialista Rodrigo de So

Classé dans : Non classé — cabinda @ 13:44
Imprimir e-mail
Falta de mesas, cadeiras e cédulas. Longas filas. Toda a desorganização evidente nas eleições legislativas que ocorreram nesta sexta-feira em Angola pode acabar prejudicando o resultado. Na opinião do professor Rodrigo de Souza Pain, especialista em História da África e membro do Centro Angolano de Altos Estudos Internacionais, baseado nesses problemas, o partido derrotado pode alegar que houve fraude.De acordo com Pain, a eleição está sendo um desafio para os angolanos e a apuração dos votos deve ser um desafio maior ainda. « O que se viu em 1992 foi alegação de fraude e o que se percebe na África, principalmente subsaariana, é que depois das eleições, geralmente a parte que perde acusa a outra de fraude », afirmou à Folha Online.

O pleito de 1992 foi o primeiro para cargos legislativos da história de Angola. Na ocasião, foi justamente uma alegação de fraude que retomou a luta armada no país –conflito que só acabaria dez anos mais tarde. « Transparência é fundamental para que as partes estejam satisfeitas com o resultado. »

Os primeiros indícios de que uma nova alegação irá se concretizar desta vez começam a aparecer. O maior partido de oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), pediu hoje mesmo a realização de uma nova votação. Para Pain, agora, é fundamental que não haja falhas na contagem dos votos.

Pain atribui a desorganização é ocasionada pela falta de tradição no processo democrático. Ao mesmo tempo, os angolanos vivem um clima de tranqüilidade, bem diferente da conjuntura vivida na primeira eleição no país. « Não há como se traçar um paralelo com o que aconteceu em 1992, porque a conjuntura é completamente diferente », disse.

« Há uma ou outra ameaça pontual, afinal de contas estamos falando de uma sociedade marcada por décadas de conflito. Não é por uma lei ou uma questão de paz que os corações e mentes das pessoas vão conseguir armazenar tantos anos de conflitos e constrangimentos. »

Vontade

O deputado federal brasileiro George Hilton (PP-MG), que integra a missão de observação eleitoral da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) em Angola, afirmou ter ficado surpreso com a disposição do povo angolano em exercer o direito de voto –lá, o comparecimento às urnas não é obrigatório.

Militantes do MPLA, partido majoritario, que deve ganhar as eleicoes parlamentares, aguardam comboio presidencial em Luanda « Muitos ficaram desde a madrugada. Tem gente que está 12, 13 horas na fila. O sentimento de assemelha muito ao [visto no] movimento das Diretas-Já, que aconteceu no Brasil, pela redemocratização do país », afirmou.

Hilton confirmou que a estrutura eleitoral angolana é « muito deficitária ». « Levando-se em conta que há 400 zonas eleitorais só em Luanda, na capital, há muitas zonas que sequer iniciaram o processo de votação », afirmou o deputado à Folha Online, por telefone, de Angola. No local eram 16h40. O processo de votação teve início às 7h e iria até às 19h (das 3h às 15h de Brasília), mas o deputado disse acreditar que a votação se estenderia até as 22h, 23h locais.

O deputado afirmou que muitas das chamadas « assembléias de voto » não tinham material apropriado nem cédulas de votação na hora marcada para a abertura. Outras precisaram ser fechadas durante o dia porque as cédulas tinham acabado. Ele contou que havia « filas quilométricas » formadas pelos angolanos que aguardavam as zonas serem abertas. Uma minoria cansou e foi embora. O deputado afirmou que faz muito calor hoje na Angola e muitas das filas são formadas sob o sol.

O professor Pain afirma que a persistência do povo angolano em votar pode ser explicada pela ansiedade por novas eleições. « Desde o fim do conflito armado, com a morte do [então líder da Unita, Jonas] Savimbi –em 2002–, existia uma vontade muito grande de participar. »

« Uma crítica que se faz é que essas eleições já poderiam ter acontecido há algum tempo, afinal de contas o fim do conflito armado foi em 2002. O governo foi prorrogando essa eleição, com a desculpa de que precisava unir o país, que as estradas não estavam bem feitas. Sem dúvida, a eleição desta sexta é um marco fundamental para consolidação desse começo de democracia em Angola. »

FNT/EFE

Angola: Atrasos e confusão marcam eleições

Classé dans : Non classé — cabinda @ 9:26

As eleições legislativas angolanas, as primeiras desde 1992, arrancaram ontem com muitos problemas, incluindo atrasos na abertura das urnas, em especial em Luanda, falta de cadernos eleitorais e dificuldades na acreditação dos membros das mesas de voto, factos que provocaram longas filas junto das assembleias de votação. Perante esta confusão, a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) acabou por reconhecer « a existência de erros » depois de a chefe da missão europeia de observadores, a italiana Luiza Morgantini, ter afirmado que o início da votação na capital do país, Luanda, foi « um autêntico desastre em assembleias de voto de Cacuaco e Boavista ».

Com Luanda a concentrar cerca de um terço dos 8,3 milhões de eleitores inscritos para a votação, os maiores problemas concentraram-se precisamente na capital, onde os eleitores esperaram durante horas em longas filas. No interior do país, as assembleias de voto só abriram muito tempo depois da hora prevista. A CNE reconheceu a existência de ‘erros’ e apelou ‘à paciência e à colaboração dos eleitores’, assegurando que as assembleias só encerrariam ‘depois de o último eleitor votar’.

Também Isaías Samakuva, líder da UNITA, o maior partido da oposição, afirmou que o processo eleitoral em Luanda estava envolto numa ‘grande confusão’. No entanto, o presidente, José Eduardo dos Santos, afirmou que tudo estava a decorrer bem e considerou a votação ‘um momento político e histórico muito importante para Angola, com vista à consolidação da democracria no país’.

FÁTIMA ROQUE NEGA TER ADERIDO AO PARTIDO MPLA

A economista angolana Fátima Roque, ex-dirigente da UNITA, que assistiu a um comício do MPLA, negouter aderido ao partido no poder. ‘Não estou no MPLA. Sou desde 1997, ano em que fui expulsa da UNITA, partido em que militei dezenas de anos, uma militante de Angola, independente’, disse em Luanda Fátima Roque, presente na quarta- -feira no comício de encerramento da campanha eleitoral do MPLA, nos arredores de Luanda. ‘Tive muito gosto em estar lá, fui convidada, e fui com todo o prazer informar-me como cidadã angolana responsável, que tem direitos e obrigações de cidadania e uma mente totalmente formada e independente’, afirmou Fátima Roque.

PORMENORES

ASSEMBLEIAS DE VOTO

Foram colocadas nas 18 províncias do país 12 300 assembleias de voto, para os 8,3 milhões de eleitores recenseados.

220 DEPUTADOS

Dez partidos e quatro coligações disputam os 220 lugares da Assembleia Nacional.

70 MIL AGENTES

A segurança do escrutínio foi assegurada por 70 mil agentes da Polícia Nacional.

RESULTADOS FINAIS

Os resultados definitivos serão divulgados até 15 dias depois da votação mas os provisórios podem ser conhecidos ainda hoje.

‘NÃO HOUVE ELEIÇÕES LIVRES E JUSTAS EM ANGOLA’ (João Soares, Deputado do PS)  

Correio da Manhã – Foi um dos nomes apontados pela UNITA para observar as eleições em Angola, mas não está no terreno. Porquê?

João Soares – Infelizmente não estou em Angola, porque a Comissão Nacional de Eleições angolana só ontem enviou o convite. Não tenho a menor dúvida de que fizeram isto perversamente, porque os nomes foram dados pela UNITA há dois meses.

– Há mais algum observador na mesma situação?

– A UNITA propôs 50 nomes e, que eu saiba, ninguém conseguiu ir.

– Alguma vez tinha perdido eleições devido a problemas com o convite?

– Nas mais de vinte missões de observação que fiz nunca aconteceu uma coisa destas. Nem no Turquemenistão ou na Bielorrússia. Chegámos sempre com, pelo menos, uma semana de antecedência. Pudemos falar com a Oposição e ali, que eu saiba, não houve nada disso.

– Para muitos, estas eleições foram um teste ao futuro democrático do país. Angola passou no teste?

– Não. Estas eleições não correspondem aos padrões mínimos internacionais, para permitir dizer que houve umas eleições livres e justas. Não houve observadores, não só os eleitorais, mas também jornalistas. Recusaram vistos a uma série de jornalistas, ainda por cima portugueses, que são quem melhor conhece aquele país. Houve ainda uma gritante desigualdade entre as forças políticas no acesso a meios e à imprensa.

UNITA PEDE REPETIÇÃO

O líder da UNITA, Isaías Samakuva, pediu à Comissão Eleitoral a repetição das eleições legislativas em Luanda na próxima sexta-feira, após uma reunião com o presidente da CNE. Samakuva disse que a votação em Luanda decorreu de forma anormal.

Carlos Menezes com Lusa / Ana Patrícia Dias

Fonte

O líder do principal partido de oposição de Angola, a Unita (União Nacional para a Independência Total de Angola), Isaías Samakuva, pediu a realização de novas eleições parlamentares no país, devido aos atrasos e à desorganização nas seções eleitorais.

Classé dans : Non classé — cabinda @ 8:44
O líder do principal partido de oposição de Angola, a Unita (União Nacional para a Independência Total de Angola), Isaías Samakuva, pediu a realização de novas eleições parlamentares no país, devido aos atrasos e à desorganização nas seções eleitorais. t

O líder do principal partido de oposição de Angola, a Unita (União Nacional para a Independência Total de Angola), Isaías Samakuva, pediu a realização de novas eleições parlamentares no país, devido aos atrasos e à desorganização nas seções eleitorais.

Samakuva teve um encontro com a direção da Comissão Eleitoral do país, na qual reclamou do caos na realização da eleição nesta sexta-feira, a primeira na ex-colônia portuguesa em 16 anos.

“O sistema (eleitoral) praticamente entrou em colapso e temos que fazer algo para recuperar o processo”, disse Samakuva. “Isto é uma bagunça.”

Líderes de partidos menores de oposição ecoaram as críticas e também pediram a realização de uma nova votação.

Na capital angolana, Luanda, muitas seções eleitorais demoraram para abrir e algumas não tinham nem mesmo listas dos cidadãos com direito a voto.

A diretora da missão de observadores da União Européia, Luisa Morgantini, inicialmente descreveu o pleito como desastroso, mas posteriormente disse que a confusão havia diminuído e que o comparecimento às urnas estava sendo alto.

“A forma como as coisas funcionam na prática em Luanda, ou pelo menos em partes de Luanda, é bem problemática”, disse ela.

Filas

Nesta eleição, a segunda da história de Angola, os eleitores estão indo às urnas para escolher novos representantes para a Assembléia Nacional.

Dez partidos – que incluem a Unita e o MPLA (Movimento para a Libertação de Angola), no poder – e quatro coligações disputam os votos de 8,3 milhões de eleitores nos dois dias de pleito, sexta-feira, 5 de setembro, e sábado, dia 6.

Longas filas se formaram logo cedo nas seções eleitorais de Luanda antes mesmo da abertura das urnas, às 7h, hora local (5h em Brasília).

A Comissão Eleitoral angolana disse que as seções eleitorais permanecerão abertas até que todos os eleitores que aguardam sua vez possam exercer o direito de votar. Originalmente, a previsão era de que as urnas fechassem às 18h, hora local (16h em Brasília).

Na cidade de Huambo, por outro lado, a votação pareceu transcorrer com mais tranqüilidade. Muitos eleitores votaram de manhã e, à tarde, as seções eleitorais estavam vazias.

Entre os que votaram cedo em Luanda estava o presidente José Eduardo dos Santos, que disse que a eleição marca um novo período na política angolana.

“Eu acho que demos início a uma nova forma de fazer política e realizar certos objetivos na qual a competição, baseada no respeito e na liberdade, vai ser o foco”, disse.

Guerra civil

O último pleito angolano, disputado em 1992, acabou trazendo de volta a guerra civil de 27 anos que atingiu o país desde sua independência de Portugal.

O conflito só terminou depois da morte do ex-líder da Unita, Jonas Savimbi, em 2002.

Na eleição de 1992, o MPLA garantiu 129 cadeiras no Parlamento, e a Unita ficou com 70. Os demais 21 assentos ficaram com partidos menores.

Há uma expectativa de que o MPLA mantenha a sua maioria no Legislativo, mas a Unita pode obter uma boa votação, especialmente entre a população dos subúrbios de Luanda.

A cidade teve um crescimento desordenado durante a guerra, recebendo refugiados das zonas rurais, que vivem em condições precárias, sem eletricidade e água encanada.

Os resultados desta eleição devem ser divulgados em, no máximo, 15 dias. O pleito está sendo encarado como um « ensaio » para as eleições presidenciais, previstas para 2009.

FONTE

Incertezas do MPLA no resultado das eleições

Classé dans : Politique — cabinda @ 8:33

Luanda – A política eleitoral do MPLA foi definida e está a ser aplicada tendo por base o critério da “necessidade” sentida internamente de limitar riscos de um resultado desfavorável,  especialmente potenciado pela impopularidade do partido e do regime, nomeadamente em Luanda e já em grupos sociais como a classe média. Factores eleitorais que o MPLA considera serem-lhe favoráveis – tal como são avaliados internamente: 

- Tem o controlo do Estado e das suas instituições-chave, assim como do sistema eleitoral; dispõe de abundantes meios financeiros para cativar o eleitorado, que adicionalmente pode influenciar graças ao controlo que exerce sobre os principais media. 

- A oposição, em geral, e a UNITA, em particular,  não estão em condições de explorar a seu favor o fenómeno do descontentamento popular existente; a oposição está desorganizada e desprovida de meios materiais para efectuar uma campanha eficaz.

Os fundos com que o MPLA conta para aplicar na sua campanha eleitoral elevam-se a cerca de USD 300 milhões – já realizados ou a realizar, na sua maior parte através de “donativos” de companhias como a Sonangol e Endiama, mas também de empresas privadas (algumas objecto de pressões políticas para não ajudarem a UNITA).

Os dirigentes do MPLA costumam, nas suas apreciações, subestimar a capacidade eleitoral da oposição, incluindo a UNITA; tal registo é paralelo a outro, este exteriorizado de forma recatada, que deixa transparecer sentimentos menos convincentes numa vitória nas eleições que se avizinham. 

A incerteza que o MPLA cultiva em relação ao resultado eleitoral, é considerada razão de ser de métodos e práticas, já evidentes na presente  pré-campanha – nomeadamente de pressão sobre a oposição, como forma de a desorientar, amedrontar e dividir – quebrando ou ofuscando assim a confiança da sua base de apoio eleitoral.

Um qualificado dirigente do MPLA advertiu numa reunião interna recente para a hipótese de a UNITA se vir a munir de “meios simples”, capazes contrariar vantagens teóricas do regime, incluindo o desfiguramento dos resultados eleitorais – tal como se verificou no Zimbabué, criando embaraços a Robert Mugabe e à Zanu. O MDC iludiu R. Mugabe e a Zanu colocando representantes da sua confiança e com grande capacidade de zelo, em todas as mesas de voto; dispunham de meios técnicos capazes de copiar as actas de apuramento de resultados e transmitir imediatamente os mesmos para um centro do partido que procedia à contagem geral.

A principal fonte de preocupação eleitoral do MPLA é Luanda, onde a impopularidade do regime, por vezes assumindo a forma de animadversão, é muito notória. Cabinda também representa preocupação – não pela expressão do eleitorado do território, mas pelas suas particularidades políticas.

Fonte: Africa Monitor

Angola/Eleições: UNITA pede repetição das eleições em Luanda

Classé dans : Non classé — cabinda @ 8:28

O líder da UNITA, principal partido da oposição em Angola, pediu hoje à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) a repetição das eleições legislativas em Luanda na próxima sexta-feira.

Em declarações à Agência Lusa após uma reunião com o Presidente da CNE, Caetano de Sousa, Isaías Samakuva disse que não houve condições para que o processo fosse considerado normal e a única alternativa é a repetição do escrutínio.

A CNE reuniu logo de seguida, mas o motivo do encontro não foi divulgado.

Samakuva acrescentou que se mantém em contacto com os restantes líderes da oposição.

Na reunião com a CNE estiveram ainda os presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Ngola Kabango, e do Partido de Apoio Democrático e Progresso de Angola (PADEPA), Silva Cardoso.

RB. Lusa/Fim

5 septembre, 2008

O marketing directo ou « porta-porta » nas Eleições em Angola

Classé dans : Non classé — cabinda @ 21:02

…”quem não tem cão caça com gato.”
 
Os partidos políticos que apostaram numa campanha de «porta a porta» ou até em reuniões alargadas entre amigos e familiares dentro de casa, que depois se alarga ao quintal do vizinho, na minha opinião, fizeram bem.Esta é alternativa criativa do marketing directo adaptado a política eleitoral, onde o braço partidário chega anónimo ao bairro/comuna e se alonga a todos aqueles que querem ouvir a mensagem da mudança. Também, se pode combinar pequenos encontros numa sala onde passam os tempos de antena, a volta da TV como se fosse a volta da fogueira. Depois é só discutir as ideias e passar a nossa, dizendo que temos a oportunidade de « dar a volta » ao país, com as pessoas certas nos sítios certos, que é como quem diz, Deputado escolhido pelo nosso partido, para defender bem os interesses do Povo Angolano.
Agora os «chefes» do marketing político partidário, que convenceram as suas Direcções que precisavam de milhões para camisolas e chapéus, como único processo para ganhar eleições,… pois, quem já ganhou, foi quem vendeu o produto e a ideia!
Neste terceiro dia de campanha, a situação eleitoral é um pouco semelhante a anterior. Considero que a melhor mensagem política continua a ser da U.N.I.T.A na pessoa do seu Presidente e de alguns históricos dirigentes que nas Províncias também estão a passar a mensagem.
Mas, pelo « andar da carruagem » será na recta final, ou seja, nos últimos dias que a campanha vai mesmo aquecer, neste cacimbo meio morno.
Carlos Lopes

1234

Construire avec vous le du ... |
Bien Vivre ensemble l'aveni... |
COMMUNAL HAOUR FEYZIN 2008 |
Unblog.fr | Créer un blog | Annuaire | Signaler un abus | Energie Nouvelle pour Heill...
| Michel TAMAYA 2008 Le BLOG
| servir connaux