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19 octobre, 2008

«Acção do MPLA em Cabinda vai reforçar a guerrilha» considera analista político

Classé dans : Non classé — cabinda @ 18:50

Analista em Cabinda, que por motivos de segurança pediu anonimato, considerou em entrevista ao Ibinda.com que o estrangulamento económico e perseguição de personalidades, que está a aplicar em Cabinda, vai fomentar um reforço da guerrilha.

«Observadores mais optimistas pensavam que o MPLA poderia mudar de postura em Cabinda, tendo em conta o seu desaire eleitoral. Outros, no entanto, mais pessimistas, eram de opinião que isto jamais iria dar-se» considerou o analista contactado pelo Ibinda.com. «Primeiro, porque o MPLA foi o único partido durante a campanha eleitoral que jamais apresentou um projecto para Cabinda. Segundo, o MPLA sempre pensou que a melhor maneira de manter-se em Cabinda era com «bastão». Este é usado de muitas maneiras, mas tendo algumas variantes permanentes: privilegiaria, promoção de marionetas cabindas, obras de fachada, massificação partidária, ocupação militar e sufocamento económico.» Por isso, todos estavam atentos para ver o que o MPLA iria fazer logo após as eleições, apesar de «todos prognosticarem que não faria nada de mau muito vistoso antes das eleições presidenciais, para não acicatar ainda mais os cabindas.»

«Os optimistas enganaram-se», considerou, e os «medos dos pessimistas ficaram aquém da dimensão e da cronologia pensados». Segundo o mesmo analista politico o «reconduzir a malta de Bento Bembe aos seus postos anteriores, dando-lhes vices com maior poder e saber, veio dizer aos cabindas que o MPLA não estava nada disposto a abrir espaço para dialogar» com os verdadeiros «filhos da terra». Bento Bembe, nos seus discursos contestáveis, apoiando as «imposturas do Chefe do Estado-maior, era um sinal de alarme: o MPLA tinha fechado as portas à outra qualquer solução que não fosse àquela de ajoelhar-se diante da integração angolana. Foi esta mensagem que os maiorais do MPLA do Sinfo deixaram no ar aquando da inauguração do monumental prédio para o Sinfo na cidade de Cabinda: «a carta que estiver fora do baralho está definitivamente». Aliás, a condenação de Fernando Lelo já antevia este cenário.»

O MPLA, contudo, mesmo tendo em conta as presidenciais, está a «procurar limpar o terreno de qualquer sombra inimiga que se mexe.»

Primeiro, «intensificou o empobrecimento do povo de Cabinda até à sufocação.» Não só continua a negar construir um porto de águas profundas, mas como colocou a «sorte dos cabindas nas mãos quer dos zairenses a quem deu todo o comércio informal, matando toda e qualquer lojinha ou outra iniciativa de um Cabinda com a sua polícia económica quer com os congoleses que não se cansam em pedir taxas astronómicas para mercadorias ou viaturas em trânsito.»

«Um Cabinda desfazia-se em altos gritos de desespero, quando, em Ponta Negra, a alfândega lhe exigia um valor superior à mercadoria que tinha comprado em Dubai» testemunhou o mesmo analista, que afirma: «Neste momento, estão no porto de Ponta Negra mais de dois mil contentores para Cabinda, cujos proprietários, muitos deles, não terão dinheiro para os desalfandegar. E, como se isto não bastasse, vai dificultando a vida às empresas mais ou menos bem-sucedidas em Cabinda. Conta-se que a EMCICA, a maior empresa construtora de Cabinda, só consegue ter obras com uma cunha em Luanda. A Oraf tem os armazéns secos, a Impex tem os contentores a apodrecerem e o Simbila, o maior minimercado, está a atravessar o deserto; vê a vida continuamente bloqueada, complicada e entorpecida. O MPLA tem medo que o «Cabinda» se torne rico. Assim vai ajudar a guerrilha.»

«Segundo, sub-repticiamente, vai dificultando a sobrevivência de alguns «fazedores de opiniões», sobretudo, aqueles que nas eleições corporizaram, de longe ou de perto, a revolta do povo.» Agostinho Chicaia desde há muito tempo que não consegue encontrar onde trabalhar, mesmo como engenheiro agrónomo que é a sua formação. Os padres Tati e Pambo têm a sua vida, como docentes, dificultada e a fio no ISCED (Instituto Superior de Ciências de Educação) e na UPRA (Universidade Privada de Angola). «O responsável desta tem resistido até agora às investidas do MPLA e da eterna Casa Militar para pôr fora os dois sacerdotes, Lanzo Tati e Xavier Soca Tati.»

Segundo o analista entrevistado pelo Ibinda.com «ninguém admirará se, nos próximos dias, Rui Mingas, como bom MPLA, primo de Kopelipa e Filomeno Vieira Dias, puser definitivamente padre Jorge Congo e o Dr. Luemba fora da Universidade Lusíada, em Cabinda. Seria uma boa demonstração de subserviência ao poder para as suas pretensões seculares de ser governador de Cabinda» considerou.

Estas medidas vão sendo acompanhadas de «actos de suma violência como é o bárbaro assassinato do comandante Maymona, doente e incapaz de se defender ao mesmo tempo que vai procurando semear a confusão e a desinformação, promovendo, enchendo de carros e dólares homens como Zenga Mambu, João Mabiala que, em nome da FLEC e de um pretenso nacionalismo, vão semeando e propalando um discurso de cariz tribal, visando a destruição dos inimigos de predilecção do MPLA.»

Estes factos revelam que o MPLA «não está e nunca estará no coração dos cabindas e que ainda não aprendeu que a violência não resulta, quando um povo está determinado a libertar-se de um colonialismo pior que aquele português», concluiu.

(c) PNN Portuguese News Network

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