25 septembre, 2008

Cenas de «sagrado pugilato» na diocese de Cabinda

Classé dans : Non classé — cabinda @ 21:36
A igreja Católica em Cabinda voltou a viver mais uma cena pouco comum na sua história. O protagonista padre Francisco Nionje Capita, próximo do Bispo da diocese, ao fazer do recinto do seminário um «ringue para exibir os seus dotes de pugilismo.»
A vítima foi Custódio Gouveia, de 54 anos, vinte e cinco dos quais ao serviço da diocese onde é assistente técnico dos meios rolantes, cujo reconhecimento sublinhado pelo bispo Dom Paulino Fernandes Madeca, que fez questão de narrar no seu testamento.Tudo aconteceu no passado sábado, 21 de Setembro, quando o padre Nionje enfurecido esbofeteou o mais antigo funcionário da diocese e co-fundador da mesma, daí a sua dedicação zelo a ela.

Segundo uma testemunha, que acompanhou o triste episódio protagonizado pelo Padre Chico Nionje, como é conhecido em Cabinda, disse que o sacerdote «chegou aos extremos, pois este não é comportamento de um homem de Deus.»

«Foi uma atitude reprovável a todos os títulos, porque quando o protagonista chegou ao seminário acompanhado com o Sr. Custódio já o ambiente não era normal, ambos falavam em tom alto e agressivo o que nos levou a aproximamos do local para acompanhar o que se tratava acontecer» disse a mesma testemunha.

«No entanto, não demorou e demos conta que a rixa era à volta de combustível que o sacerdote precisava. O mecânico da diocese tinha a autorização para apenas abastecer as viaturas dos padres até as 10h00 da manha aos sábados, fora deste período seria possível em virtude de o mesmo ter de aproveitar o tempo subsequente e o domingo para o descanso. Também, o atendimento aos recipientes, isto é, fora dos depósitos das viaturas deveria ser apenas com a autorização do ecónomo da diocese Padre João Baptista» acrescentou a nossa fonte. « 

O Padre Francisco Nionje, não se satisfez com esta explicação e «só queria que o seu contendor enchesse os dois tambores de 200 litros cada que levava na sua viatura, ao que se sabe era para depois abastecer maquinas da sua empresa de construção civil e que nada tinha haver com a igreja.»

Custódio Gouveia recusou e terá dito ao clérigo que contactasse o responsável diocesano para a economia, aliás seu colega Padre, que se encontrava na paróquia da Imaculada Conceição a poucos metros do seminário.

Padre Chico Nionje, retorquiu e disse ao Custodio: «quem é o Padre João Baptista na diocese, quem manda aqui sou eu. Tu e os teus Padres, o vosso tempo passou com a morte de Dom Paulino.»

Declarações que provocou junto dos sacerdotes e seminaristas presentes total estupefacção pela «tamanha grosseira das palavras, até porque o Tio Custódio, como é carinhosamente tratado pelos próximos, nutre uma grande simpatia de quase todos, quer com os delfins de Dom Filomeno como o resto do clero que tem sido marginalizado pela igreja por razões ainda não esclarecidas pelo Bispo.»

«Vendo que mesmo com esta atitude o assistente técnico dos meios rolantes, afectos a igreja Católica na região, não quis quebrar o voto de confiança que o ecónomo lhe deu, o padre Chico Nionje ligou para o colega, e o padre João Baptista foi logo ao seminário saber o que se passava.»

«Com o mesmo tom arrogante e sem meias medidas» o padre. Chico Nionje «desatou em gritaria a pedir que o ecónomo da diocese autorizasse que o Sr. Custodio e enchesse os seus dois tambores», o que segundo a nossa testemunha foi feito de imediato, e o padre. João Baptista retirou-se do local «pensando que tudo tinha terminado com esse seu gesto.»

Mas a situação agrava, depois de uma intensa troca de palavras o padre. Nionje, «disparou uma bofetada na face do senhor Custódio, deficiente visual, obrigando a intervenção padre. Bassanza, reitor do seminário, dos seus trabalhadores e alguns seminaristas que evitaram o pior.»

O sacerdote em causa, tem se envolvido várias vezes contra os cristãos, principalmente com aqueles que não se identificam com Dom Filomeno, o qual «com apoio da Policia Nacional, manda prender e bater velhos catequistas e líderes de algumas organizações juvenis do «Lubundunu», que significa «União», que ainda está na periferia.»

«Pior do que tudo, apesar de várias denúncias e queixas que os cristãos, e até sacerdotes colegas seus, já fizeram a respeito do mesmo clérigo, o silêncio do Bispo é o que mais preocupa o que faz muitos pensarem que este age sob beneplácito do prelado.»

«O ofendido falou com o Bispo nesta quarta-feira, 24 de Setembro, que na altura do incidente se encontrava em Luanda, uma ausência que já se tornou quase que rotineira, o chamado 5/2, ou seja fica alguns dias em Cabinda e passa a maior parte do tempo todo em Luanda.» Este, em nome da diocese, pediu perdão ao Custódio Gouveia e este cedeu, deixando tudo à sua mercê como responsável do «rebanho» para que diga algo nos próximos dias.

Mas o Bispo tem se mostrado muito indiferente aos problemas diários da diocese. «E parece que não esta muito interessado em criar uma harmonia no seio dos católicos, a maior confissão religiosa da região, com mais de 80 por cento de aderentes, mas desde que Dom Filomeno veio ao enclave as coisas têm andado muito longe destes números.»

Vários católicos de Cabinda preferem andar na periferia junto do movimento Lubundunu, que cada vez conta com mais aderentes, outros optaram por ficar em casa, e uma minoria aparece aos domingos nas paróquias administradas por actual Bispo do enclave.

Até ao momento em fechamos este artigo, não foi possível contactar o padre. Chico Nionje porque este se encontrava de retiro com os outros colegas da «ala dos excelentes», uma situação que muitos em Cabinda consideraram de «ridícula, porque quem não consegue reconciliar-se com o seu próximo, como vai ser possível estar em comunhão com Deus» concluiu a nossa testemunha.

(c) PNN Portuguese News Network

Resultados do voto em Cabinda: uma oportunidade a não desperdiçar pelo MPLA

Classé dans : Politique — cabinda @ 19:38

imgmesavoto2.jpgNão me surpreenderam os primeiros resultados de Cabinda divulgados em Luanda. Pelo que observara na contagem em Cabinda, logo me parecera que a relação de forças entre o MPLA e a UNITA seria muito mais equilibrada ali do que no resto do país.
E como era isso possível, se é sabido que a UNITA nunca teve fortes raízes em Cabinda? Foi para percebermos isso que as conversas com activistas cabindas nos foram indispensáveis.
Percebemos que houve ali um voto útil, consciente, anti-MPLA, com base num acordo feito pelos activistas cabindas com a UNITA.

Um acordo que parte substancial do povo cabinda compreendeu e apoiou, dando assim à UNITA um resultado que não teve em mais parte nenhuma, em troca da perspectiva de os cabindas passarem a ter no parlamento angolano os seus próprios porta-vozes.
Um acordo que resulta, assinalo, da aposta dos cabindas mais críticos de Luanda no processo democrático.
É por isso que estes resultados de Cabinda não são apenas uma oportunidade para os cabindas: espero que sejam uma oportunidade a não desperdiçar pelo MPLA. Para definitivamente afastar os cabindas da luta armada, corrigindo as políticas de negligência, repressão e discriminação que estão na base do ressentimento dos cabindas.

O MPLA pode ter, até aqui, conseguido dividir os cabindas, incluindo a Igreja de Cabinda (com vaticana ajudinha, claro…), pode ter gastos milhões e milhões nas estradas, escolas, hospitais etc, lançadas no último ano, e mais milhões na compra de votos, e ainda mais milhões e milhões em soldados, policias e seguranças enxameando Cabinda. Mas claramente nada disso serve para ganhar as cabeças e os corações dos cabindas. Só apostando realmente no diálogo democrático é que Angola – e o MPLA no poder – podem resolver de forma duradoura o problema de Cabinda.

[Publicado por AG]

24 septembre, 2008

Angola: Deputados eleitos reúnem-se sexta-feira em Angola

Classé dans : Non classé — cabinda @ 19:27

Os deputados recentemente eleitos reúnem-se esta sexta-feira, dia 26, em Luanda, com os membros da Mesa cessante da Assembleia Nacional.

O encontro tem como objectivo elucidar os novos deputados sobre o acto de tomada de posse, cuja cerimónia solene se realiza no dia 30 de Setembro no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda.O MPLA venceu as eleições legislativas, obtendo 5 266 216 votos, o que lhe permite ocupar na próxima legislatura 191 dos 220 lugares na Assembleia Nacional.

A UNITA vem a seguir com 670 363 votos, obtendo 16 lugares na Assembleia Nacional, enquanto o Partido Renovador Social (PRS) é o terceiro com 204 746 votos (8 assentos).A FNLA obteve 71 416 (3 lugares) e a Coligação Nova Democracia 77 141 (dois assentos) para a futura Assembleia Nacional.
Os demais partidos políticos e coligações partidárias não obtiveram nenhum assento no futuro Parlamento.

Lista dos deputados eleitos nas legislativas de 2008

Classé dans : Politique — cabinda @ 19:23

 Círculos Provinciais I- Bengo

Jorge Inocêncio Dombolo – MPLA

Adão Cristóvão Neto – MPLA

Elvira Peregrina de Jesus Van-Dúnem – MPLA

Maria José – MPLA

José Francisco Tingão Pedro – MPLA

II – Benguela

Jeremias Dumbo – MPLA

Eduarda Maria Nicolau Silvestre Magalhães – MPLA

Dumilde das Chagas Simões Rangel – MPLA

Filipe Domingos – MPLA

Anabela Trindade Jordão da Silva – MPLA

III – Bié

Joaquim Wanga – MPLA

José Amaro Tati – MPLA

Inês Baca Cassule Camela – MPLA

Sabina Napolo – MPLA

Manuel Savihemba – UNITA

IV -Cabinda

José Anibal Lopes Rocha – MPLA

José Mangovo Tomé – MPLA

Marta Beatriz do Carmo Issungo – MPLA

Afonso Maria Vaba – MPLA

Raul Manuel Danda – UNITA

V – Kuando Kubango

João Fernando Mucanda – MPLA

Armando Dala – MPLA

Sara LuÍsa Mateus – MPLA

lVIeneses Clemente Cambinda – MPLA

Maria Isabel- MPLA

VI – Kwanza Norte

Daniel António – MPLA

Henrique André Júnior – MPLA

Maria Sebastião Inácio Jerónimo – MPLA

Suzana Pereira Bravo – MPLA

Simão Geremias Boa Carroba – MPLA

VII – Kwanza Sul

Serafim Maria do Prado – MPLA

Maria Eulália Andrade Camilo – MPLA

José Augusto – MPLA

Rosária Emesto da Silva – MPLA

Manuel Pedro de Oliveira – MPLA

VIII – Cunene

Pedro Mutindi – MPLA

Elias Satyohamba – MPLA

Albertina Teresa José – MPLA

Josefina Pandeinge Haleinge- MPLA

5 . José Mário Katiti – MPLA

IX-Huambo

Paulo Gime – MPLA

Maria da Conceição Wimbo Pinto – MPLA

Agostinho Ndjaka – MPLA

Edite Livila V. L. Manuel – MPLA

Domingos Paulino Dembele – MPLA

X-Huíla

João Marcelino Tchipingue – MPLA

Isabel Helena da Costa Dala – MPLA

Alfredo Bemer – MPLA

Agata Maria Florinda Mbaka Raimundo – MPLA

Desidério da Graça Mpingue Kalenga Wapota – MPLA

XI-Luanda

Bento Joaquim Sebastião Francisco Bento – MPLA

Adriano Mendes de Carvalho – MPLA

Maria Carolina Manuel Fiel  Fortes – MPLA

Júlio Marcelino Vieira Bessa – MPLA

Mariana Paulo André Afonso – MPLA

XII – Lunda Norte

Emesto Muangala – MPLA

José Miúdo – MPLA

Sónia Moisés Nele – MPLA

Guilherme Cango – MPLA

Raul José de Barcelos – PRS

XIII – Lunda Sul

Maria de Fátima Munhica António – MPLA

Cassongo João da Cruz – MPLA

António Sambuquila – MPLA

Fernando Jonasse – PRS

Tito Chimona – PRS

XIV – Malanje

Cristóvão Domingos Francisco da Cunha – MPLA

Felisbina Bento dos Santos – MPLA

Ana Maria Manuel João Taveira – MPLA

Manuel Lourenço Rocha da Silva – MPLA

Monteiro Pinto Kapunga – MPLA

XV -Moxico

Leonora Mbimbi de Morais – MPLA

Adriana Sofia Cacuassa Bento – MPLA

Valeriano Chimo Cassaué – MPLA

Víctor Pedro – MPLA

Carlos Francisco Conde – MPLA

XVI-Namibe

Álvaro Manuel de Boavida Neto – MPLA

Carolina Cristina Elias – MPLA

João Muatonguela – MPLA

Delfina Helena Inácio – MPLA

Sabonete Muancopotola – MPLA

XVII- Uíge

Pedro Diavova – MPLA

Catarina Pedro Domingos – MPLA

Júlio Tungo – MPLA

Albertina Cungingomoco Muxindo – MPLA

Panzo Joaquim – MPLA

XVIII – Zaire

Pedro Sebastião – MPLA

Lúcia Maria Tomás – MPLA

Isabel Nlandu Morena – MPLA

Garcia Vieira – MPLA

Carlito Roberto – FNLA

Círculo Nacional 

MPLA

1.José Eduardo dos Santos

2. Luzia Pereira de Sousa Inglês Van-Dúnem

3. António Domingos Pitra da Costa Neto

4. Julião Mateus Paulo

5. Joana Lina Ramos Baptista

6. Ana Afonso Dias Lourenço

7. Augusto Cachitiopololo

8. Francisco de Castro Maria

9. Gustavo Dias Vaz da Conceição

10. Ruth Adriano Mendes

11. Ana Paula Inês Luís Ndala Femando

12. Roberto António Víctor Francisco de Almeida

13. Maria de Assunção Vahekeny do Rosário

14. Fernando da Piedade Dias dos Santos

15.J oão Manuel Gonçalves Lourenço

16. Cândida Celeste da Silva

17. Alice Paulina Dombolo Chivaca

18. Kundi Paihama

19. Fernando Faustino Muteka

20. Manuel José Nunes Júnior

21. João de Almeida Azevedo Martins

22. Ana Paula Cristóvão de Lemos dos Santos

23. Anabela da Graça Alexandre Leitão

24. Francisco Magalhães Paiva

25. Armando da Cruz Neto

26. João Baptista Kussumua

 27. Paulo Teixeira Jorge

28. Palmira Domingos Pascoal Bemardo

29. Marcelina Huna Alexandre

30. Carolina Cerqueira

31. Maria Madalena da Costa Narciso

32. João Bemardo de Miranda

33. Emília Carlota Sebastião Celestino Dias

34. Norberto Femandes dos Santos

35. Francisco Higino Lopes Carneiro

36. Adélia Maria Pires da Conceição de Carvalho

37. Diógenes do Espírito Santo Oliveira

38. Serafina Miguel Emília Pinto

39. Virgílio Ferreira de Fontes Pereira

40. Paulo Pombolo

41. Carlos Alberto Ferreira Pinto

42.Teresa de Jesus Cohen dos Santos

43. Maria Ângela Teixeira de Alva Sequeira Bragança

44. Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso

45. Bornito de Sousa Baltazar Diogo

46. Luís Reis Paulo Cuanga

47.Yaba Pedro Alberto

48. Guilhermina Fundanga Manuel

49. Afonso Domingos Pedro Van-Dúnem

50. António dos Santos França

51. Miguel Maria Nzau Puna

52. Feliciano Lizana Ozar

53. Maria Filomena de Fátima Lobão Telo Delgado

54. Irene Alexandra da Silva Neto

55. Francisco José Ramos da Cruz

56. Aníbal João da Silva MeIo

57. J oão Manuel Pinto

58. Mawete João Baptista

59. João Ernesto dos Santos

60. Rosa Pedro Afonso Garcia

61. Carla Maria Leitão Ribeiro de Sousa

62. Anabela Manuel dos Santos Alberto

63. José Diogo Ventura

64. Sérgio Luther Rescova Joaquim

65. Ana Maravilha Borges Alé Femandes

66. Isabel João Miguel Sebastião Peliganga

67. Lopo Fortunato Ferreira do Nascimento

68. Julião Francisco Teixeira

69. Raul Augusto Lima

70. Francisco Sozinho Chiuissa

71. Cândida Maria Guilherme Narciso

72. Fernando José de França Dias Van-Dúnem

73. Exalgina Reneé Vicente Olavo Gamboa

74. Simão Pinda

75. Manuel Pedro Pacavira

76. Salomão José Lutheto Xirimbimbi

77. António Paulo Kassoma

78. Adriano Botelho de Vasconcelos

79. Francisca de Fátima do Espírito Santo Carvalho Almeida

80 .Ana Maria da Silva Sousa e Silva

81. Victória Francisco Lopes Cristóvão de Barros Neto

82. Ana Maria de Oliveira

83. Maria Idalina de Oliveira Valente

84. Alfredo Furtado de Azevedo Júnior

85. Emílio José Homem Gomes

86. Isaac Francisco Maria dos Anjos

87. Rui Luís Falcão Pinto de Andrade

88. Pedro Domingos Peterson

89. António Francisco Cortez Carlos Magalhães

90.  Guilhermina Contreiras da Costa Prata

92. Eufrazina Teresa da Costa Lopes Gomes Maiato

93. Aurora Junjo Cassule

94. Eulália Maria Alves Rocha Silva

95. Welwitchia José dos Santos

96. Genoveva da Conceição Lino

97. Amaro Cacoma da Silva

98. António Daniel Ventura de Azevedo

99. Tomás Simão da Silva

100. Mateus Isabel Júnior

101. João Luís Neto

102. Victória Manuel da Silva Izata

103.  Adelino Marques de Almeida

104. Faustina Femandes Inglês de Almeida Alves

105.  Victória Francisco Correia da Conceição

106. Beatriz Aurora Neves Salucombo

l07. Maria Rosa de Lourdes

UNITA

l08.Isaías Henrique Gola Samakuva

109.Emesto Joaquim Mulato

110. Abílio José Augusto Kamalata Numa

111. Miraldina Olga Marcos Jamba

112.Lukamba Paulo

113. Mártires Correia Victor

114. Silvestre Gabriel Samy

115. Clarisse Matilde Munga Kaputu

1 16. Regina Eduardo Txipoia

117. Demóstenes Amós Chilingutila

118. Carlos de Oliveira Fontoura

119. Alda Juliana Paulo Sachiambo

120. José Manuel Chiwale

121. Almerindo Jaka Jamba

PRS

122. Eduardo Kuangana

123. João Baptista Ngandagina

124. Luís Wachihassa Maiajala

125. Sapalo António

126. Pedrito Cuchiri 

ND

127. Quintino António Moreira

128. Nzola P. Mamona

FNLA

129. Ngola Kabangu

130. Nimi A Simbi

23 septembre, 2008

Previsão sobre o próximo governo do MPLA

Classé dans : Non classé — cabinda @ 16:57

jesbandeira.jpgLuanda - Ao avaliarmos pelo contexto social angolano e fazendo uma incursão ao pensamento estratégico do Presidente José Eduardo dos Santos consubstanciado na tese de por “a pessoa certa no lugar certo”, presume-se que para o próximo governo, caso as eleições venham ser ganhas pelo MPLA, a prioridade ira pelas figuras que gozam de aceitação interna. A reputação externa poderá jogar, no sentido  de passar se a ter, um executivo, a luz da imagem dos seus ministros ao que correspondera confiança para os investidores ou parceiros internacionais.

Há a percepção de que  o próximo governo, em termos de elenco, poderá estar ligado aos critérios ou forma como se projectou a  lista de proposta a candidatos a deputados pelo MPLA (a lista permanece em actualização, nomes de figuras como o futebolista Akwa sem reconhecimento político irão passar para segundo plano). A ausência de nomes de algumas  figuras de proa com reputação externa, na mesma lista é sinônimo de que venha ter lugar garantido no próximo  executivo. O alinhamento de nomes de membros do actual governo, em destaque, aos primeiros da mesma lista pode corresponder proteção/acomodação para o seu “day after”. (A inclusão do nome JES tem uma leitura diferente provavelmente para reforçar o prestigio e peso da lista). Nomes de personalidades de realce na posição em que se encontra Carlos Feijó (quase que no fim da lista) sugerem que a ida ao parlamento esta fora dos planos. (pode servir para anuviar outros que estão próximos a esta posição )

Quanto a leitura cientifica  importa  recordar  que a lei eleitoral recomenda  que todos que concorram para deputado devem, a dado momento,  cessar as funções sejam a nível das estruturas da função publica ou no sector privado. Implica dizer ainda que alguns nomes da primeira ordem numérica da mesma  lista poderão abandonar o Governo no período em concorrerão para os seus futuros  lugares na Assembléia Nacional. Se assim for, fica mais que provado que  teremos rostos novos no Governo depois de Setembro.

Aguinaldo Jaime, o Ministro Adjunto do Primeiro Ministro não consta na  lista para deputados. Certamente que conservara o lugar no próximo governo. Mesmo não sendo membro do Comitê Central do MPLA é um dos raros dirigentes aceite tanto dentro do partido como fora e internacionalmente. Nas hostes da oposição sempre foi bem visto. Foi uma das primeiras pessoas, a quem o antigo líder da oposição armada Jonas Savimbi, em 1991, reconheceu competência realçando a leitura de círculos internacionais sobre o mesmo. No bairro Precol, um militante do PADEPA ao procurar situar as discrepâncias  entre as lideranças do seu partido fez a seguinte comparação “O Carlos Leitão é o `Fulano` (nome propositadamente e eticamente ocultado), o Silva Cardoso é nosso  Aguinaldo Jaime.” O Ministro adjunto do Primeiro Ministro reúne  requisitos para ser re-admitido no executivo. Esta mais que provável que esteja a ser reservado para  uma função equivalente ou superior a que exerce presentemente. (entenda-se: Primeiro Ministro).

Se assim acontecer, o que sugere o parágrafo anterior, o actual Primeiro Ministro Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nando” que esta como (14) na lista para candidatos a deputados poderá ver reservado para si a posição de Presidente da Assembléia Nacional em substituição de Roberto de Almeida. (ultimamente ausente por questões de saúde é provável que peça para sair da vida política?).

Fernando “Nando” é respeitado dentro do partido pelo poder que tem. Goza de alguma liderança reconhecida pela oposição política. Foi um dos dirigentes que  representou estabilidade no período das primeiras eleições no pais e  a quem a UNITA de Jonas Savimbi temia a dada altura. Tendo ocupado  posição de relevo, o Primeiro Ministro não seria acomodado como um “simples” deputado ou seja não seria posto como telespectador de um platéia cujo palco já o teve como protagonista. De lembrar que quando João Lourenço saiu de Secretario Geral do MPLA foi acomodado a nível parlamentar com uma posição que pudesse ser distinguida dos seus colegas. Trata-se de uma lógica da política que visa preservar a imagem de um dirigente.

Ausente da mesma lista para futuros deputados esta José  Pedro de Morais, Ministro das Finanças e antigo funcionário do Bando Mundial. É a ele que se olha quando no exterior se fala do crescimento econômico. Foi reconhecimento internacional como o Ministro africano  das finanças mais destacado de 2007 passando grandes nomes da economia do continente  como o de Trevor Manuel da África do Sul. Ao contrario dos que o antecederam, Pedro de Morais é o Ministro das Finanças que raramente é contestando pela classe de economista da oposição política ao MPLA encabeçada por “feras” como Fernando Heitor. O acadêmico Vicente Pinto de Andrade reconhece-lhe pragnetismo.

Semelhante a Aguinaldo Jaime, a  ausência do nome do Ministro das Finanças na lista para deputados pode significa que o seu tempo no Governo ainda é indeterminado. Ou Pedro de Morais permanecera com as mesmas funções ou o mais provável seria vemo-los a desempenhar tarefas de Ministro Adjunto do Primeiro Ministro (com Aguinaldo Jaime como PM), a levar em conta o facto de ambos fazerem parte de uma equipa que dedica-se ao dossier econômico do país. Com este cenário (que não é muito certo) o seu lugar poderia vir ser ocupado por Manuel Nunes Junior, o  Secretario para Assuntos econômicos do BP do MPLA. O facto de terem-no constantemente nas conferencias dos Comitês de Especialidade mostra que ele seja uma  preferência do sector de especialista do partido. Quadros recém licenciados em economia pela  Universidade publica realçam a sua competência. Vêem-no como uma espécie de eminência parda do Governo para a matéria em questão e atribuem lhe certo mérito ao actual activismo econômico no pais.

Outra figura (próxima ao circulo de confiança presidencial) que não tem o nome na lista e que goza de certa respeitabilidade é o membro do Comitê Central do MPLA Manuel Vicente. Nas estruturas do Estado angolano lidera a Sonangol. Ao olharmos para as reformas que são feitas nesta empresa tendencialmente a municiar o Ministério dos Petróleos com maior protagonismo e cobertura ao sector petrolífero, a leitura que se faz é que o perfil de Manuel Vicente é o que esta melhor posicionado para eventual substituição do Ministro Desiderio Costa. (O Semanário Angolense noticiou  a sua futura  retirada da vida política). Portanto, em substituição de Manuel Vicente, na chefia da Sonangol teriam de colocar um dos administradores de renome de forma a contra balancear com o prestigio da Empresa. (Administrador teria também que ser visto como próximo ao chefe do governo). A personalidade com perfil próximo é  Carlos Feijó. O boletim África Monitor descreve-o como consultar da Sonangol. Nesta condição tem certo domínio dos dossiêr e da dinâmica da empresa. Carlos Feijó é igualmente membro do Comitê Central e o seu nome na lista de propostas para deputados ocupa uma posição bastante “insignificante” para a sua tecnocratecidade. Implica dizer que não ficara no parlamento nem poderá ser ignorado pelo próximo executivo.

A posição (32) em que encontra João Miranda na citada lista expressa o Ministro das Relações Exteriores tem lugar garantido no parlamento porem com tempo determinado.  A presente fase que o continente enfrenta com realce a situação do Zimbábue indica que o chefe da diplomacia angolana terá de ficar ai ate que Thabo Mbeki saia do poder na África do Sul. A saída de Mbeki é em simultâneo da mediação que ai faz. Desta forma a solução para este pais passaria em exclusivo para Angola.

Se tudo for pela lógica João Miranda entra para o parlamento com previsão de ser rendido por Josefina Pitra a embaixadora angolana na capital americana. É bem provável que o Presidente José Eduardo dos Santos esteja a prepara-la discretamente. Ultimamente é a chefe de missão diplomática distante de África que mais fica  ocorrente ao dossiê Zimbábue, tema de relevada importância para a posição que se encontra.e pelo interesse que tem os nortes americanos terem Angola como fonte de consulta. (O SG adjunto da ONU manifestou interesse de ver JES na mediação). O actual ambiente político tanto em Angola como nos Estados Unidos forçara com que Josefina Pitra  esteja disponível apenas para eventuais funções governamentais depois da realização de eleições em ambos os paises  e depois da tomada de posse de um  novo Presidente americano. Em resumo estará disponível no segundo semestre de 2009.

Pelas mesmas razões já evocadas em outros parágrafos, o Ministro da  Cultura Boaventura Cardoso  tem o nome desassociado na lista para deputados poderá certamente ser reconduzido para o próximo Governo. Seu nome nunca esteve ligado a praticas estranhas a ética governamental. O Ministro da Cultura é um intelectual de posições firmes. É uma figura carismática cuja personalidade exprime confiança. A menos que saia por livre vontade ou que seja substituído por um sósia  Não há motivações alguma para tal. “O povo não deixaria” diria um membro do partido.

Roberto Leal “Ngongo”, o Ministro do Interior já foi embaixador, seu nome também não esta na lista para deputados. Quer dizer que, se não vai para uma missão diplomática nem para a Assembléia também não ficara em casa. Certamente que permanecera no seu posto. É  visto como uma figura “dura e que impõe ordem”, perfil adequado para a posição que se encontra tendo em conta o ambiente social que o pais vive marcado com incidentes policiais e assaltos. Angola vive um quadro político em que é delicado alterar prematuramente as chefias do  interior.

O Ministro da Comunicação Social Manuel Rabelais, poderá ter sobrevivência governamental garantida pelo menos até o ano de 2010 a jogar pela realização do campeonato africano de futebol das nações (Can). Foi indicado recentemente para integrar uma das equipas ministerial que se dedica pela sua realização. As razões da sua inclusão (na equipa do Can) foram no sentido de provocar maior divulgação da realização do mesmo evento desportivo. Era desnecessário incluir o nome de Manuel Rabelais na lista para futuro deputados. A mesma observação pode servir para argumentar sobre o futuro governamental do Ministro Marcos Barricas, dos Desportos e juventude.
 
A posição que se encontram os Ministros Kundy Pahiama (18)  e Cândida Celeste (16)  na lista para parlamentares é um indicador que poderão priorizar outras pessoas nos seus lugares Ministeriais passando a  dedicarem-se exclusivamente ao parlamento. Face aos desafios, a pasta da Defesa como já avançou certa vez o Semanário Angolense, esta em altura de cair nas mãos de um constitucionalista ou o mais provável a um militar revestido de acadêmico. (General Disciplina tem o perfil acadêmico mas estaria fora de hipótese) .

Os outros membros do governo saídos das fileiras da oposição em função dos acordos de paz tem a sua saída garantida. O mesmo poderia se dizer do futuro do Ministro sem pasta Bento Bembe mas o provável é que fique, em caso de triunfo eleitoral do MPLA, devido a situação de Cabinda. O Ministério da Ciência e tecnologia dirigido por um membro do PRS poderá eventualmente ser liderado pelo actual vice do MPLA ou pelo reitor da Universidade Publica de Angola. (pela ética não poriam dois irmãos a frente de um Ministério).  Outros governantes com funções não muito políticas sobretudo aos que estão a largos anos no executivo certamente que sairão para permitir a entrada de novos rostos de forma a dar uma nova imagem ao executivo.

*José Gama  
Fonte Club-k.net/Angolense

19 septembre, 2008

Oposição angolana questiona a distribuição de deputados

Classé dans : Politique — cabinda @ 19:19

O secretário de comunicação da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, afirmou nesta sexta-feira haver grandes diferenças nos números de distribuição de mandatos pelos partidos – divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola – em relação ao que a lei eleitoral estabelece.« Em termos de lei, falo do método proporcional, há grandes diferenças de fato », disse Costa Júnior à Agência Lusa, acrescentando que os dados que a Frente para a Democracia (FpD) cita estão corretos.

A FpD, num comunicado divulgado na quinta-feira, contestou a distribuição de mandatos pelos partidos e coligações concorrentes nas eleições legislativas de 5 e 6 de setembro, divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral, que conferiu ao MPLA 191 deputados, à UNITA 16, ao PRS oito, à FNLA três e à Nova Democracia dois.

Segundo cálculos da FpD, com base no artigo 79º da Lei Constitucional, sobreposto ao artigo 33º, da Lei Eleitoral, que fala no método de « Hondt », o total nacional da distribuição de deputados seria de 181 deputados para o MPLA, 23 para a UNITA, oito para o PRS, três para a FNLA, dois para a ND, um para o PDP-ANA, um para o PLD e um para a Coligação Aliança Democrática (AD).

O secretário apela para que as instituições assumam a independência que deveriam ter e que comecem a ter uma cultura rigorosa de respeito à lei.

Por sua vez, o presidente do PDP-ANA, Sediangani Mbimbi, disse que já apresentou a reclamação à CNE e espera que seja corrigida a situação.

De acordo com Mbimbi, a CNE « não seguiu corretamente todos os passos da lei ».

« Errar é humano. Estamos à espera que nos seja restituído o lugar. Caso não haja justiça, vamos recorrer às instâncias superiores », frisou.

O FpD disse que a CNE e o Tribunal Constitucional já foram já notificados, no sentido de que « a lei seja observada e a justiça restabelecida ».

De acordo com a juíza Luzia Sebastião, quem divulga os resultados é a CNE e caso haja algum erro são eles próprios que devem corrigir.

A Agência Lusa tentou contactar o porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, mas não foi bem sucedida. NomeOrigem(« Noticias – Lusa »); do UOL Notícias

Classé dans : Non classé — cabinda @ 19:11

fernando20lelo.jpgA condenação do jornalista José Fernando Lelo em 12 anos de prisão maior pelo Tribunal da Região Militar em Cabinda é um grande aviso do sistema de justiça e dos órgãos de defesa e segurança, para os dias negros que se avizinham para os membros da sociedade civil, aos opositores dos acordos de Bento Bembe e de todos que ainda se opõem à autoridade de Filomeno Vieira Dias como Bispo da Diocese.

A sentença condenatória de Fernando Lelo, segundo a sociedade civil, vem manchar o sistema de justiça angolano e representa um golpe aos esforços de pacificação do enclave.

«Estamos profundamente consternados com esse julgamento e condenação», afirma o presidente da ex-FLEC-Renovada, José Tiburcio Nzinga Luemba, da qual Bento Bembe fazia parte e considera a sentença como sabotagem ao processo de pacificação de Cabinda. O politico disse ser uma vergonha para a justiça angolana e promete juntar os seus esforços em tudo que concorrer para a libertação de José Fernando Lelo.

Para o vice presidente da ex-mpalabanda e defensor dos direitos humanos, José Marcos Mavungo, uma sentença de 12 anos para um inocente como Lelo, representa um sinal de que muitos podem parar na prisão mesmo sem culpa provada e faz antever um ambiente de intimidação, ditadura e opressão no enclave.

«A noticia apanhou-me de surpresa, porque tenho vindo a acompanhar o processo e não houve qualquer prova, o jornalista não foi apanhado em flagrante delito mas, simplesmente foi apanhado como tem sido o caso de muita gente e condenado. Em tudo isto está evidente o julgamento imperial e sob a capa da lei marcial e tenho o sentimento que tenho neste momento é que as mudanças para as instituições justas e que sejam capazes de aplicar a justiça não são para hoje, teremos que esperar para um tempo muito longo. A grande questão que se coloca é de saber se, ao pau seco fazem isto e o que hão de fazer ao pau húmido. Então se o Lelo que é inocente fazem isto, o que vai ser daqueles que denunciam o regime. Creio que passaram uma mensagem para nós e as próximas vitimas seremos nós e estamos preparados para assumirmos todas as sentenças ainda que sejam de 50 anos».

A condenação do antigo colaborador da Voz de América, em Cabinda, José Fernando Lelo, é uma clara indicação do clima de intimidação que o governo pretende instalar na província mais ao norte do pais, onde as forças governamentais travam um conflito militar de baixa intensidade, não obstante se ter assinado em 2006, um acordo de paz entre o governo e um grupo de independentistas liderados por António Bento Bembe.

A acentuada presença militar, policial e de membros dos serviços de segurança na região aumenta a pressão sobre as vozes discordantes e enfraquecem as possibilidades de intervenção da sociedade civil em matérias de protecção dos direitos humanos, condenação a prisões arbitrárias e faz antever mais detenções por alegados crimes contra a segurança do Estado.

As criticas da sociedade civil e dos advogados ao sistema de justiça implantado em Cabinda, surgiram a partir do momento em que o governo decidiu substituir todos os magistrados judiciais e alguns do ministério público por dois juizes militares requisitados dos tribunais militares de Luanda e de um terceiro juiz civil também proveniente da capital do pais.

A sentença de Lelo coloca a prémio as cabeças de figuras do clero de Cabinda como as de Raul Tati, Jorge Casimiro Congo, cuja posição religiosa ganhou contornos políticos por alegada oposição a Dom Filomeno Vieira Dias alegadamente acusado por uma das alas da Igreja Católica de conspirar e aniquilar a visibilidade e protagonismo político dessas figuras do clero diocesano na questão de Cabinda.

Membros da sociedade civil acreditam que figuras como de Agostinho Chicaia, Belchior Lanzi Tati, José Marcos Mavungo e Xavier Soca Tati só para citar alguns, tidas como lideres de grupos fundamentalistas dos ideais separatistas, podem ser as próximas vítimas das investidas do regime no enclave de Cabinda.

Fonte: VOA

Deputados mudos, cegos e surtos

Classé dans : Non classé — cabinda @ 19:03

deputados20mpla.jpgSerá que a lista familiar do MPLA “M” foi feita por intermédio de um sorteio generalizado aonde todos os angolanos tinham o seus nomes depositados? Alguém disse que não! Seleccionaram os mudos, cegos e surdos em: política, economia e em ciências Sociais.

Como se tem dito abundosamente necessitamos mudanças na coisa política angolana. Como resultado, o patrono do MPLA Eng. José Eduardo dos Santos não perdeu tempo e anunciou prontamente esta bendita mudança: mudos, cegos e surdos em (!!!) para justificar que existem mudanças cheias de boas intenções.

Parlamentaristas reflectem o intelecto de uma país

Um paradigma para a história de Angola: Deputados sem experiência em Política, sem experiências ou conhecimentos em matérias burocráticas e ser membro activo ou não do MPLA foram os requisitos usados para a magna escolha da lista do “M” pelo veterano seleccionador de 33 anos de experiência neste ramo.

Os imiscuídos (corruptos, caducos, incompetentes, antiéticos…) não farão parte na próxima batalha eleitoral que será muito “dura”, alertou recentemente o veterano seleccionador do MPLA, JES. Os 33 anos de experiência na liderança do partido o aufere crescidos poderes e direitos para determinar na inclusão da lista sangue juvenil como a sua filha Tchze dos Santos, sua esposa e excluir categoricamente aqueles que tentem contrariar as suas artimanhas filosóficas.

O nível dos deputados reflecte o estado sadio de uma nação. Por outras palavras, o sistema funcional de um país é regulado directamente pelos seus membros do parlamento. Neste contexto, é imperioso ter neste grupo “pensologos” que ostentam um intelecto superior ao pólo mais alto da população em geral. A inclusão de membros deficientes (mudos, cegos e surtos) em ciências organizativas causará desastrosos estragos, na economia, políticas contemporâneas e nas estruturas sociais.

Em termos económicos, será uma aberração insuperável para os cofres do estado que pagará salários ($ cerca de 4 mil mês) e outros benefícios (?) a deputados que em nada contribuirão para o engradecimento país. Nem adianta falar em outras dinâmicas componentes em economia (políticas de inflação, cambio, desemprego, fiscalização … Nestes aspectos técnicos os votos serão todos por acaso ou por coerção de interesses. Em termos políticos outro desastre. Nos dias hoje politica considera-se uma das ciências mais dinâmicas no mundo. Os cérebros de uma nação são os políticos. Estes são chamados a ter conhecimentos em vários domínios, tais como economia, e outras ciências que estudam o comportamento humano. Um político tem que ser um « pensologo » actualizado. No campo social, estaríamos a falar daqueles assuntos que revestem-se no campo quotidiano. Habitação, educação, delinquência (…). Em breve mateiras relacionadas a integração social dos cidadãos de um país.

Sem conotação negativa, gostaria de precisar que em muitas sociedades puramente democráticas todos os membros parlamentares de cada partido tem que ser votados pelos seus apoiantes nas jurisdições que pretendam representar. Segundo, em outros países, os parlamentaristas concorrem para uma área específica na qual tenha conhecimentos especializados. Por exemplo, para a área de ciências espaciais, os candidatos tem que obrigatoriamente ter créditos científicos no ramo espacial. Neste caso eu como “analfabeto” em assuntos científicos não estaria qualificado para concorrer neste campo. Os méritos do meu papa como catedrático/professor neste campo em nada me ajudariam para que fosse qualificado. E por aí a fora…

Não basta ser uma figura pública ou um empresário de sucessos para ser um parlamentarista. Ser membro de uma bancada parlamentar num governo responsável o significa muito mais. Portanto, no belo artigo “A Jogada que a Política Precisa Aprender” de Feliciano J.R. Cangüe, descreve os elementos que compõe mudanças progressivas (para melhorar). 

JES surpreendeu tudo e todos. Esperava-se uma lista com os jovens cérebros (quadros) que não são poucos no MPLA. Jovens e activistas que actuam nos bastidores do MPLA com uma dinâmica de revolucionar o país. Como se tem dito MPLA traiu uma vez mais aqueles “penslogos” que deveriam ocupar posições de destaque. Como se clama mudanças ai estam as mudanças foi a leitura em síntese feita com a lista de JES.

JES com 33 anos poder e ao mesmo tempo na liderança dos camaradas, acostumou-se a uma forma de execução administrativa, uma forma de agir que esta difícil de entender que esta na rota errada. O problema principal no MPLA não é a imiscuída administrativa e outras epidemias como o seleccionador deste clube advogou. O cancro maligno no MPLA reside primeiro na má alocação dos seus quadros, segundo pelos poderes excessivos depositados do seu presidente. Os outros imiscuídos males são derivados dos dois descritos.

A cura do cancro maligno no MPLA, só terá um solução/milongo efectiva com a amputação do reinado de José Eduardo dos Santos neste clube familiar. Quando isso acontecer, os seus membros parlamentares serão seleccionados por capacidades e estarão em altura de representar condignamente este partido histórico. É impossível limar os maus vícios de uma serpente de 33 anos.

* PGarcia

17 septembre, 2008

Força que ocupa Cabinda condena Fernando Lelo a 12 anos de prisão.

Classé dans : Non classé — cabinda @ 22:22

O jornalista angolano Fernando Lelo, antigo correspondente da Voz da América no território de Cabinda, ocupado militarmente por Angola, foi condenado a 12 anos de prisão por prática de crime contra a segurança do Estado e instigação à rebelião armada no enclave. Ou seja, está tudo no bom caminho da ditadura do MPLA.

O acórdão, que há muito deveria ter sido divulgado mas que, estrategicamente, esperou pelas eleições, foi ditado pelo Tribunal Militar de Cabinda, mas a defesa do arguido considera a decisão do tribunal « injusta » e promete recorrer.
Para Martinho Nombo, advogado de defesa de Fernando Lelo, a sentença foi uma « autêntica encenação », frisando que em Angola « a justiça não existe ». Encenação que revela o quão longe Angola está de ser um Estado de Direito.

« Fernando Lelo não esteve em Buco-Zau a 12 de Julho de 2007, local onde foi indiciado como tendo praticado o crime contra a segurança do Estado conforme consta na acusação, mas sim em Malongo, onde trabalhava para uma empresa petrolífera, que confirmou este detalhe », salientou Martinho Nombo.

Mas o que é que isso adianta? A única verdade que conta é a do MPLA e, portanto, angolanos e cabindas têm de comer e calar, enquanto a comunidade internacional canta e ri embalada pelo petróleo.

Segundo o advogado, o processo estava « viciado », uma vez que não foi instruído em Cabinda, mas na capital angolana, Luanda. « Este foi o dia mais negro que vivo até hoje na minha modesta actividade de defender casos como este », frisou.

Fernando Lelo foi preso em Novembro de 2007 pelas autoridades angolanas e já não trabalhava para a Voz da América, depois foi transferido para uma cadeia de Luanda, enquanto decorriam as investigações e devolvido no final do mês passado para a cidade de Cabinda para julgamento.

O acórdão do juiz presidente do Tribunal Militar de Cabinda, António Miguel, condenou também outros quatro arguidos envolvidos no mesmo caso a 13 anos de prisão. As autoridades angolanas nunca especificaram os crimes que terão sido alegadamente cometidos por Fernando Lelo o que, só por si, é revelador da ditadura que reina, agora ainda mais sólida, em Angola.

Cabinda, um território militarmente ocupado por Angola, tem 10.000 quilómetros quadrados e 300.000 habitantes e é responsável pela maior parte da produção petrolífera angolana, além de possuir outros recursos como fosfato, urânio, ouro e potássio.

Por *ORLANDO CASTRO, em Alto Hama

16 septembre, 2008

Angola: Jornalista Fernando Lelo condenado a 12 anos de prisão

Classé dans : Non classé — cabinda @ 22:32

O jornalista angolano Fernando Lelo, antigo correspondente da Voz da América na província de Cabinda, foi hoje condenado a 12 anos de prisão por prática de crime contra a segurança do Estado e instigação à rebelião armada no enclave.

O acórdão foi ditado pelo Tribunal Militar de Cabinda, mas a defesa do arguido considera a decisão do tribunal « injusta » e promete recorrer.

Para Martinho Nombo, advogado de defesa de Fernando Lelo, a sentença foi uma « autêntica encenação », frisando que em Angola « a justiça não existe ».

« Fernando Lelo não esteve em Buco-Zau a 12 de Julho de 2007, local onde foi indiciado como tendo praticado o crime contra a segurança do Estado conforme consta na acusação, mas sim em Malongo, onde trabalhava para uma empresa petrolífera, que confirmou este detalhe », salientou Martinho Nombo.

Segundo o advogado, o processo estava « viciado », uma vez que não foi instruído em Cabinda, mas na capital angolana, Luanda.

« Este foi o dia mais negro que vive até hoje na minha modesta actividade de defender casos como este », frisou.

Fernando Lelo foi preso em Novembro de 2007 pelas autoridades angolanas e já não trabalhava para a Voz da América, depois foi transferido para uma cadeia de Luanda, enquanto decorriam as investigações e devolvido no final do mês passado para a cidade de Cabinda para julgamento.

O acórdão do juiz presidente do Tribunal Militar de Cabinda, António Miguel, que condenou também outros quatro arguidos envolvidos no mesmo caso a 13 anos de prisão.

As autoridades angolanas nunca especificaram os crimes que terão sido alegadamente cometidos por Fernando Lelo.

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