24 mars, 2009

Raul Tati, ancien vicaire de Cabinda : Le peuple de Cabinda attend un geste de Benoît XVI

Classé dans : Politique — cabinda @ 13:43

Cliquez ici pour écouter le Père Raul Tati intérrogé par RFI (Voyage du Pape en Angola)

Le pape est en visite en Angola, un pays en conflit, un conflit trop souvent oublié : celui qui agite la province enclavée de Cabinda. Annexée en 1975 par l’Angola au moment de l’indépendance, Cabinda est riche, très riche en pétrole, ce qui explique l’intérêt de Luanda pour la région. Mais les séparatistes, eux, réclament toujours l’indépendance. Et l’Eglise catholique cabindaise est en première ligne dans cette lutte ; elle attend un geste de Benoît XVI.

14 mars, 2009

O oportunismo português e a rapina sobre um país chamado Angola

Classé dans : Non classé — cabinda @ 10:14

O oportunismo português e a rapina sobre um país chamado Angola nelo%20portugal%20angolaO egoísmo português é  a manifestação de uma cultura que sempre caracterizou  a uma nação em posição de império com ambições  de superioridade  e o instinto arrogante de pessoas  que sempre  viveram levando o nariz  empinado em todas as direções, quando atrás desse nariz, o que existe mesmo, é uma miséria de dar dó.

Não é a toa que a emigração portuguesa por todo mundo se justifica: egoísmo, oportunismo, vandalismo, apropriação indevida daquilo que não lhe pertence e fuga desesperada do inferno datentesco  em que dezenas de gerações de portugueses andaram expostos  desde que esse país  emergiu como nação, há 700 anos. Tudo isso está longe da tal civilidade lusitana  que supostamente os mesmo andaram espalhando pelo mundo, não sei a pedido de quem, e a troco de quê!?  A ambição portuguesa  é  o retrato da miséria de um povo de  apólidas que  perdeu a referência dos limites fronteriso da sua pátria  nos últimos 700 anos. E desgraçados daqueles  que  por destino, praga, sorte, azares,  causas  andaram se cruzando  nas suas trajetórias históricas. Esse é o caso do infeliz povo Angolano.  Que hoje desprotegido de quem devia dar proteção, transformou-se, mas uma vez,  em produto de mercado destes.  

Agora que o soba vai viajar  em missão de fraternidade econômica, que na sua bagagem  não falte a mensagem  de civilidade  que a  era da globalização  requer. Esperamos que na missão não esteja  mais em causa a venda e compra dos nossos interesses como cidadãos e nação, como andaram fazendo os antigos sobas das várias etnias  que se encontram dentro do perímetro  que limita esse país. Esperamos que os negrões  e pretões, aqui, não continuem, simplesmente,  a  fonte de produção de riqueza para aquela  nação, mesmo depois de mais de trinta anos de independência. E que  ser civilizado- esperamos que o conteúdo dessa bagagem seja essa-, é acima de tudo, dividir e compartir  o que se tem com o próximo, ainda mais quando esse próximo é o  próprio produtor da  riqueza. Que a visão escravocrata  e larapia  do empresário português seja denunciada  e desmascarada. E que a eles se lhes diga, que os seres humanos são  os únicos animais que têm capacidade de compartir aquilo que têm com os outros, fora disso é tudo bicho vindo da selva.

 E tem mais, a mensagem levada pode incluir  um certo pragmatismo, já que  se chegou a conclusão que é do nosso lado que está o trunfo, ou seja, estamos dando as cartas. Então poderíamos ser  mas direto, e na  lógica capitalista das relações, quem sabe mais agressivos com aquilo que é nosso e nos pertence.  Pode ser mesmo com medidas protecionistas nacionais, que tenham dois objetivos: salvar a dignidade dos angolanos e que estes tenham participação econômica direta nesses conglomerados de empresas que aí estão na pele de urubus  e arrancando pedaços de cada um de nós como verdadeiras aves de rapina. Isto serve para qualquer uma das empresas, principalmente  aquelas que vem do extremo oeste da  península, podemos até dizer, se for o caso, que não temos nada a perder ao tomar tais medidas drásticas, ao contrário só temos a ganhar; é largar ou deixar!  Melhor assim do que esperar que a xenofobia um dia por necessidade e razão- e irritação- tenha que bater às nossas portas feitas de paciência desgastada.

A quem diz por aí que  com os lucros obtidos na economia angolana, os portugueses de  tão frios noutra hora, voltaram a fazer sexo e a ter orgasmo, voltaram mesmo a ver o crescimento dos cabelos  em suas calvícies. Não queremos acabar com a festa de ninguém, só não concordamos que a mesma seja custeada pelos  bolsos  dos milhões dos trabalhadores  desse país. Ou com a fuga de riquezas que deveriam contribuir para o desenvolvimento desta nação chamada de Angola.

A invasão econômica portuguesa em Angola  já não pode ser bem-vinda quando a mesma pode ser tida como uma das principais causas de desigualdade social no território  Angolano. Pondo até em perigo a soberania  de um país, tido noutro hora como exemplo de independência  e de contestação pelos direitos e a dignidade  dos povos do continente. Essa invasão que além de gerar o descontento e  a desconfiança põe em causa a simples solidariedade que deveria existir  entre essas duas nações  como motivo de suas identidades culturais traçadas pelo destino histórico. Está invasão não só espelha a nova forma de colonialismo – o neocolonialismo-, mas nela está contida, visivelmente, as formas do racismo covarde e traiçoeiro  que hoje se apresenta de jeito solidário e amistoso. Tão repugnante quanto aquele imposto pela violência, a arrogância  e a  prepotência colonial  que  conhecemos aos longos dos 500 anos.

Para os surdos e os mudos do nosso sistema político  não é o badalar dos sinos de uma igreja situada no centro de um pacata cidade de província  que trará o último aviso do perigo  que essa intervenção econômica  vem sendo feita. É a irritação e a decepção de um povo incompreendido.

Nelo de Carvalho

Comunicado da Casa de Cabinda, sobre a Visita de JES a Portugal

Classé dans : Non classé — cabinda @ 10:00

excessopolicia.jpgA Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda, por ocasião da visita a Portugal do Senhor Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, vem chamar a atenção para a continuada Violação de Direitos Humanos em Cabinda, que constam dos recentes Relatórios da Human Rights Watch, Amnistia Internacional, Departamento de Estado Norte Americano, e de Relatórios Anteriores do Conselho de Direitos Humanos da ONU, de Várias Ong´s, de Activistas de Direitos Humanos e de Vários Partidos Políticos Angolanos, entre outros.
 
A situação dos DH em Cabinda é deveras preocupante. As Perseguições e Detenções Arbitrárias com recurso à Tortura atingem níveis dramáticos; as Intimidações e Restrições à Liberdade de Expressão e Reunião são uma constante, tendo-se agravado desde a assinatura do chamado Memorando de Entendimento. Neste momento há cerca de 2 dezenas de detidos sem mandatos, sujeitos a torturas e acusados de “crimes contra a segurança de estado”, na sua grande maioria civis, conforme consta dos Relatórios de várias Ong’s já publicados. Há denúncias de execuções sumárias, tanto em Cabinda como nos vizinhos Congos (RD Congo e Congo Brazzaville), bem como queixas de repatriamentos forçados de Refugiados Cabindas nos 2 Congos. O catequista católico Leão Gime, de 59 anos de idade, foi encontrado morto, (decapitado), na aldeia de Seva, em Cabinda, a 30 de Janeiro último.
 
Um dos casos verdadeiramente gritantes é o do jornalista  Fernando Lelo, detido no seu local de trabalho, no Malongo, que acabou injustamente condenado, assim como 5 militares. Apesar dos militares terem confessado que não conheciam Fernando Lelo e que foram torturados para afirmar o contrário e de se ter provado a permanência de Lelo no local de trabalho, na hora a que supostamente conspirava com os ditos militares, foi condenado a 12 anos de prisão, por “crime contra a segurança do estado”. Os militares foram torturados, tendo um deles perdido uma perna como consequência da tortura. A AI considerou Fernando Lelo um “Prisioneiro de Consciência”, condenado apenas por “expressar livremente a sua opinião”,
http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=564&Itemid=133 e a HRW considerou de “injusto” o julgamento de Fernando Lelo e dos Militares, e que Angola devia pôr fim urgente à tortura e aos julgamentos injustos em Cabinda, http://www.hrw.org/en/news/2008/12/09/angola-end-torture-and-unfair-trials-cabinda.
 
A Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda, apela à libertação imediata e incondicional de Fernando Lelo e de todos os Prisioneiros de Consciência em Cabinda, à detenção e julgamento imediato de todos os Responsáveis por torturas, crimes e violações de DH e ao fim definitivo da Tortura, dos Julgamentos Injustos, das Perseguições e das Detenções Arbitrárias e o levantamento à interdição da Associação Cívica de Cabinda, a Mpalabanda. Que o Governo Angolano permita a livre entrada nas instalações militares de detenção em Cabinda, (como a cadeia do Yabi), às Instâncias Internacionais como a Cruz Vermelha e a ONU, entre outros, que respeite a  liberdade pacífica de pensamento e de opiniões  e que ratifique a Convenção contra a Tortura, conforme se comprometeu com a ONU, antes da sua eleição como membro do Conselho dos DH. 

Fonte: Casa de Cabinda

12 mars, 2009

Governo angolano compra navio rápido para ligações entre Cabinda e Luanda

Classé dans : Politique — cabinda @ 19:22

O governo angolano adquiriu a uma empresa italiana um navio rápido para fazer as ligações marítimas entre a província de Cabinda, no norte do país, e Luanda, a capital.

Baptizado de « Ebo », o navio para transporte de passageiros e carga, deverá entrar em funcionamento até ao final do ano.

Com 47 metros de comprimento e 13 de largura, o Ebo tem capacidade para 370 pessoas, 50 das quais em classe executiva.

O navio, com velocidade máxima de 42 nós, fará a ligação entre Cabinda e Soyo, no norte de Angola, em cerca de um hora e entre Cabinda e Luanda em seis horas.

Actualmente, as ligações entre a capital de Cabinda e Luanda são operadas pelo Lueji (96 lugares), e o tempo de viagem entre as duas cidades é de 15 horas aproximadamente.

Entre Cabinda- Luanda e vice versa, os passageiros vão pagar, na classe económica, 4.500 kwanzas, enquanto para a classe executiva o preço é de seis mil kwanzas.

As informações são da Angop.

11 mars, 2009

Parceria estratégica : Dos Santos termina visita com assinatura de acordos

Classé dans : Politique — cabinda @ 11:39

O presidente de Angola termina esta quarta-feira a primeira visita de Estado a Portugal, com a assinatura do acordo entre a Caixa Geral de Depósitos e a Sonangol, que dará origem a um banco luso-angolano. Os representantes dos dois países assinam ainda a duplicação da linha de crédito das exportações nacionais e um memorando para a mobilidade de investigadores.

José Eduardo dos Santos desloca-se, ao início da manhã, à residência oficial do primeiro-ministro, com quem assinará uma parceria que vai constituir um banco luso-angolano de investimento. De acordo com a Agência Lusa, a nova instituição financeira será detida em partes iguais pela Caixa Geral de Depósitos e pela Sonangol. O novo banco terá um capital inicial de mil milhões de dólares, sede em Luanda e uma filial em Portugal. A legislação a aplicar a este banco será angolana.

A instituição deverá criar « entidades de investimento » e participar « em projectos de investimento do interesse do desenvolvimento da economia angolana », refere a Lusa. Terão preferência projectos de empresas angolanas, portuguesas ou luso-angolanas.

Os ministros das Finanças dos dois Governos vão ainda assinar acordos para a duplicação da linha de crédito das exportações nacionais, para mil milhões de euros, e a criação de uma nova de 500 milhões de euros. Esta linha tem vindo a aumentar sucessivamente desde que foi criada em 2004, no valor de 100 milhões de euros.

Será ainda criada uma nova linha de crédito na Caixa Geral de Depósitos, no valor de 500 milhões de euros, para « financiar projectos de investimento público para a construção de infra-estruturas em Angola com a participação de empresas portuguesas ».

As duas linhas de crédito ascendem aos 1.500 milhões de euros este ano. Angola dói o quarto destino de exportação das empresas portuguesas no ano passado.

Os acordos hoje assinados vêm aumentar ainda mais as expectativas para as empresas. Representantes de empresas como a Soares da Costa, a Mota-Engil e Escom saúdam a iniciativa. O número de portugueses a viver em Angola quadruplicou nos últimos cinco anos. A Câmara de Comércio e Indústria Portugal/Angola acredita que sejam 100 mil os portugueses a viverem em Angola. Apenas nos primeiros três meses deste ano três mil portugueses pediram visto de trabalho às autoridades angolanas.

Trinta e quatro mil angolanos estão a viver, em condições legais, em Portugal. A Casa de Angola e Portugal admite, contudo que sejam 200 mil os angolanos a viver em Portugal.

Reforçar parceria estratégica

Os presidentes de Portugal e Angola querem uma parceria estratégica que abranja todos os domínios para combater a crise.

O reforço dos laços comerciais entre os dois países é um dos objectivos da primeira visita de Estado de José Eduardo dos Santos a Portugal. O Chefe de Executivo angolano defendeu as « participações cruzadas » entre empresários dos dois países para aumentar o volume de investimento e mostrou vontade em resolver as dificuldades na obtenção de vistos. Contudo, o acordo para receber 200 professores portugueses em Angola não será assinado para já.

José Eduardo dos Santos reconheceu que falta realizar as eleições presidenciais, mas não definiu qualquer data. « Não sinto falta de legitimidade », respondeu à questão dos jornalistas sobre o facto de não ter sido eleito com o voto popular. Acrescentou ter sido eleito deputado pelo MPLA em Setembro do ano passado e criticou a Oposição, a quem acusa de ter atrasado o processo de revisão constitucional. As eleições presidenciais em Angola vão realizar-se em 2010, mas a data está por definir.

Deputados do Bloco criticam democracia em Angola

O chefe do Executivo angolano reuniu-se, ontem, com os líderes parlamentares de todos os partidos, com excepção do Bloco de Esquerda. Alberto Martins (PS), Paulo Rangel (PSD), Bernardino Soares (PCP) e Diogo Feyo (CDS-PP) preferiram destacar os esforços de José Eduardo dos Santos na consolidação da democracia e saudaram o aprofundamento das relações entre os dois países.

O Bloco de Esquerda recusou participar no encontro, num sinal de protesto contra a « perseguição política, violação dos direitos humanos e de liberdade de imprensa » em Angola. O deputado João Semedo apontou o facto de Dos Santos se encontrar na presidência daquele país há 30 anos.

RTP

10 mars, 2009

Angola, le nouvel Eldorado portugais

Classé dans : Non classé — cabinda @ 10:12

Le Portugal dépend à 80 % de ses échanges économiques avec l’Union européenne. Et « quand l’Europe s’enrhume, le Portugal a la grippe » comme le faisait remarquer non sans malice un commentateur politique. . Et, signe des temps, pas moins de 80 chefs d’entreprises et hommes d’affaires ont fait le voyage en compagnie du chef du gouvernement portugais pour cette visite de 4 jours qui a pris fin le 7 avril. La presse portugaise a d’ailleurs noté avec un bel ensemble que « c’est  1/3 du PIB portugais qui a fait le déplacement ». L’Angola, c’est évident, ressemble au nouvel Eldorado. En 2002, la mort brutale de Jonas Savimbi, le leader historique de l’UNITA, met fin à la guerre civile qui dure depuis 27 ans, conséquence de la terrible guerre coloniale du Portugal. Désormais « pacifié », l’Angola et sa croissance à deux chiffres depuis 2004 (un rythme de 18% /an en moyenne) attire les investisseurs. Le Portugal y est déjà fortement implanté, et en 2005 les ventes lusitaniennes ont atteint pour la première fois 800 millions d’euros, plaçant ce pays en deuxième position derrière les Etats-Unis comme fournisseur de l’Angola. Le Premier ministre José Socrates a fixé un objectif clair : atteindre d’ici à 2007 le seuil historique de 1 milliard d’euros. Dans un pays dont l’économie dépend à 80 % des ressources pétrolifères, le « petit » Portugal n’a pas vraiment les moyens de lutter contre les gros investisseurs dans ce secteur : la chine en tête, ainsi que les Etats-Unis, l’Afrique du Sud et la Russie. En revanche, et probablement en raison des liens historiques et de la langue commune, les Portugais ont su s’implanter avec succès dans des secteurs comme la construction, la métallurgie, les  transports, les chantiers navals. Les PME portugaises développent de nouveaux segments : la banque, le commerce, les services en général. Largement dominée par l’économie la visite a permis à Socrates de signer avec son homologue angolais Fernando da Piedade Dias dos Santos à Luanda dix nouveaux protocoles allant de la récupération du centre ville de la capitale à la réhabilitation de l’hôpital de Prenda. Contre toute attente, ce n’est pas les 100 millions d’euros de crédits prévus initialement qui seront débloqués par le Portugal, mais 400 millions d’euros afin de permettre la reconstruction du pays.

L’effet Socrates

Visiblement, le courant est passé entre le président José Eduardo dos Santos  et le Premier ministre Portugais. Le chef de l’État angolais, fait plutôt rare, a consacré plus de 45 minutes à une rencontre en tête à tête à l’issue de laquelle il s’est déclaré « positivement impressionné par la force de conviction de Socrates ». Les deux hommes ne se connaissaient pas, et une nouvelle fois le style « je peux, je veux et je commande » de Socrates, selon l’expression d’une éditorialiste portugaise, semble avoir fait merveille. La cordialité qui régnait entre les deux hommes était évidente alors que les relations entre l’Angola et le Portugal sont quelques peu tendues : l’absence d’Eduardo dos Santos à la cérémonie d’investiture du président Cavaco Silva le 9 mars dernier a fait beaucoup parlé d’elle. En annonçant à l’issue de sa rencontre avec José Socrates que des élections se dérouleront d’ici à 2007, le chef de l’État angolais a donné une impulsion politique à la rencontre bilatérale. Ce qui a rendu encore plus légitime son appel à l’implication des Portugais dans la reconstruction du pays. Pour sa part, le chef du gouvernement portugais a évoqué « l’Agenda de Luanda », faisant ainsi référence à l’accord destiné à établir des rencontres régulières entre les dirigeants et les ministres des deux pays. Au Portugal, les observateurs ont souligné qu’on a assisté à la naissance d’une ère nouvelle entre les deux pays. Avec ses 15 millions d’habitants (ils seront 21 millions dans dix ans selon les démographes) l’Angola, considéré comme l’un des pays les plus pauvres d’Afrique en est aussi potentiellement le plus riche, avec ses immenses gisements pétroliers, ses mines de diamants, d’or et d’uranium. Une richesse virtuelle pour la plupart des habitants confrontés aux énormes retards du développement : infrastructures quasi inexistantes, conditions sanitaires déplorables, corruption institutionnelle, bureaucratie tiermondiste et criant déficit démocratique sont l’autre versant du « miracle » économique angolais. Et c’est probablement en avançant des atouts comme la proximité culturelle et linguistique, voire l’histoire commune si troublée que le Portugal pourra s’implanter durablement sur un territoire que de puissants investisseurs se partagent déjà.

par Marie-Line  Darcy,  correspondante de RFI à Lisbonne (Extrait)

1 mars, 2009

Graves Problemas de Direitos Humanos em Angola, conclui EUA.

Classé dans : Non classé — cabinda @ 15:12

direitos20humanos20angola.jpgWashington - No seu relatório deste ano, agora divulgado em Washington, o Departamento de Estado Americano que a situação dos Direitos Humanos em Angola permanece “pobre, com numerosos e graves problemas,” enquanto em Moçambique se registaram, no ano passado, vários abusos.

O Departamento de Estado elogiou, no entanto, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e a Guiné-Bissau como países que, na generalidade, respeitam os Direitos Humanos dos seus cidadãos, embora com algumas insuficiências.

No que diz respeito a Angola, o relatório faz notar a ocorrência de assassinatos cometidos pelas forças policiais e militares, de tortura, agressões e violações sexuais, corrupção oficial e impunidade, entre outras violações dos Direitos Humanos.

No referido relatório, acusa-se ainda as autoridades angolanas de reduzirem os direitos eleitorais dos cidadãos, menciona a “ineficiência e falta de independência” do sistema judicial e “restrições à liberdade de expressão, de imprensa e de reunião”.

O documento nota, no entanto, que não há informação de que o governo ou os seus agentes tenham cometido assassinatos políticos, apesar de “activistas de direitos humanos e fontes domésticas” digam que, no ano passado, 23 pessoas foram “arbitrariamente” mortas.

“A impunidade permanece um problema embora o governo tenha levado a tribunal alguns dos violadores dos Direitos Humanos,” diz o documento que acrescenta:

“Os resultados de investigações às forças de segurança raramente foram divulgados”.

Não há também informação de desaparecimentos por razões políticas.

As condições nas prisões permanecem “duras e uma ameaça à vida” diz-se no documento que descreve o sistema judicial como “ineficaz, corrupto e sujeito a influência política e do governo”.

Embora a constituição garanta a liberdade de expressão e de imprensa, o documento afirma que, “fora de Luanda,” esses direitos são limitados.

Na prática, o governo respeitou o direito dos seus cidadãos à religião, mas o Departamento de Estado acusa o governo angolano de ter perseguido e preso trabalhadores de organizações não-governamentais.

 O documento faz notar que as últimas eleições em Angola decorreram de forma pacífica e foram na generalidade credíveis, “apesar das vantagens do partido no poder devido ao controlo do Estado de meios de informação e outros recursos e ainda graves, de falhas logísticas que afectaram a votação na capital, Luanda”.

* João Santa Rita
Fonte: VOA

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