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21 juillet, 2009

Angola: la présidentielle de fin 2009 serait reportée à 2010

Classé dans : Politique — cabinda @ 8:24

Le scrutin présidentiel en Angola, qui doit être organisé fin 2009, pourrait être reporté d’au moins six mois, la commission chargée de rédiger une nouvelle Constitution ayant réclamé un délai avant de rendre sa copie, a rapporté mercredi l’agence officielle Angop.

Source

Eleições presidências e opacidade da gestão económica no parlamento Apostolado

Classé dans : Politique — cabinda @ 8:18

Debate quente no parlamento a vir, com a UNITA decidida em questionar a indefinição das eleições presidências e os buracos nas contas do Estado. De acordo com o porta-voz da bancada do maior partido da Oposição, Alcides Sakala, em declarações à Rádio Ecclesia, há tendência de o MPLA adiar indefinidamente o sufrágio prometido para o ano em curso.

«O próprio Presidente da República já anunciou há dois anos atrás as eleições presidenciais para 2009, então compete ao presidente da república assumir as suas responsabilidades em relação aquilo que vai dizendo como ele próprio anunciou naquela altura», afirmou Sakala.

Pois, estimou, «há uma intenção clara do governo do MPLA, de procurar levar para as calendas gregas a realização das eleições presidenciais. Ao pretender condiciona-las ao debate constituinte, nós não vemos nenhum “linkage” neste processo. Uma coisa é outra, outra coisa é outra. Portanto, aqui há uma intenção clara de procurar empurrar isto para mais tempo, o que é muito mal para o nosso pais.»

O responsável da organização do Galo Negro referiu esta posição na sequência da reunião do Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Politica da UNITA, realizada anteontem.

A reunião, segundo o comunicado de imprensa que a sancionou, teve como objectivo «analisar a evolução da crise institucional e social que o país vive, bem como o nível de degradação do estado de direito em Angola.»

Segundo Sakala, a sua bancada vai levantar, o debate sobre a falta de «clareza na gestão dos fundos públicos do Estado.»

Indicou que a presente crise mundial tem vindo a entender melhor os meandros da desgovernação económica, inclusive com mais dados estatísticos, com o exemplo da opaca utilização do Fundo Soberano.

«A questão da gestão dos petróleos aqui no nosso país não tem sido feita com transparência. Na anterior legislatura, nós procurarmos levantar esta questão, mas houve do lado do MPLA resistência em abordá-la com toda a responsabilidade e nós vamos continuar com este processo», completou o dirigente da Oposição.

ANGONOTÍCIAS

19 juillet, 2009

Deputado Raúl Danda questiona gestão de excedentes do petróleo

Classé dans : Non classé — cabinda @ 18:38

rauldandadeputado.jpgO deputado Raúl danda questionou esta semana o destino que será dado ao excedente da venda de petróleo cujo preço por barril foi calculado pelo Governo, na última revisão orçamental, em cerca de 37 dólares, contra as previsões que apontam para perto de 50.

Segundo as contas do parlamentar, o Estado pretende, com tal atitude, criar uma reserva de entre 30 a 40 milhões de dólares por mês sem que a gestão deste fundo seja do conhecimento da Assembléia Nacional.

“Pediram a nossa conivência para criar um novo saco azul”, acusou Raúl Danda, que contestou a alegada decisão de que esse fundo seja directamente gerido pelo chefe do Governo.

Lembrou que, nas vestes de Presidente da República, o chefe do Governo não presta contas à Assembléia Nacional, interrogando-se sobre quem o fará em seu lugar. “Cada vez que a Assembléia Nacional questiona o Governo sobre o destino dessas reservas nunca ninguém nos sabe responder”, declarou ao NJ.

No entender deste deputado pela bancada da UNITA, o razoável seria ter 50 dólares como valor médio, o que permitiria fazer algumas reservas, mas não naquela proporção. “É como se quiséssemos ficar com quase metade do dinheiro do país, para reserva, enquanto os projectos vão sendo castigados, o que seria um absurdo”, enfatizou.

Raúl Danda concluiu que agora que a tendência do preço de petróleo é de subir “não faz sentido que se preveja para este ano o preço médio de 37 dólares”.

Na sua última sessão, a Assembléia Nacional aprovou, na generalidade, o Projecto de Lei de Revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) que prevê receitas fiscais avaliadas em 1.615,2 mil milhões de kwanzas, contra os 2.371,5 mil milhões inicialmente previstos.

Propõe despesas fiscais calculadas em 2.371,5 milhões, contra os 2.848 mil milhões de kwanzas do primeiro orçamento.

Aponta para um déficit fiscal de 756,3 mil milhões de kwanzas, equivalente a 15,2 por cento do PIB, muito acima do valor previsto que era de 448,7 mil milhões de dólares correspondente a 7,7 por cento do PIB.

Jornal Novo

16 juillet, 2009

Chevron, Shell et le vrai coût du pétrole

Classé dans : Non classé — cabinda @ 15:29

L’économie est en plein chaos, le chômage augmente, l’industrie automobile s’effondre. Et pourtant les gains des entreprises pétrolières Chevron et Shell sont plus élevés que jamais. Néanmoins, tout autour du monde- de la forêt équatorienne au delta du Niger (Nigeria), en passant par les tribunaux et les rues de New York et San Ramon (Californie) – des gens luttent contre les géants pétroliers. Shell et Chevron sont au centre de toute l’attention en raison de leurs assemblées d’actionnaires et d’un jugement historique, deux faits qui se sont déroulés cette semaine.

Le 13 mai, les Forces Armées nigérianes ont lancé une attaque contre des villages dans le delta du Niger, une zone du pays riche en pétrole. On craint que des centaines de civils n’aient été tués lors de cette offensive. Une fête religieuse dans le village de Oporoza, dans la zone du delta, fut attaquée, selon Amnesty International. Un témoin a raconté à cette organisation : « J’ai entendu un bruit d’avion; j’ai vu deux hélicoptères militaires tirer sur des maisons, sur un palais et sur nous. Nous avons dû courir vers un endroit sûr dans la forêt. Dans les fourrés, j’ai entendu des adultes pleurer, des femmes qui ne retrouvaient plus leurs enfants ; tous courraient pour sauver leurs vies ».oilpollution.jpgShell rend des comptes devant un juge dans un tribunal fédéral des Etats-Unis, le cas Wiwa contre Shell, sur base d’une collaboration supposée de la firme pétrolière à la violente répression du mouvement de base du peuple Ogoni, dans le delta du Niger, qui a provoqué des déplacements, la contamination et la déforestation. Le demandeur affirme aussi que Shell a aidé à éliminer le Mouvement pour la Survie du peuple Ogoni et son leader charismatique Ken Saro-Wiwa. Saro-Wiwa a été le scénariste d’une série télé très populaire au Nigeria, mais il avait décidé de rejoindre la lutte des Ogoni, dont le territoire près du delta du Niger avait été zébré par les oléoducs. Les enfants de Ogonilandia, comme s’appelle cette région, ne savaient pas ce qu’était une nuit noire, car ils vivaient sous les lueurs des torchères, des flammes de gaz de la taille d’un immeuble à appartements, qui étaient allumées jour et nuit, et qui sont illégales aux Etats-Unis.

J’ai rencontré Saro-Wiwa en 1994. Il m’a dit : « Les entreprises pétrolières aiment les dictatures militaires parce que, tout simplement, sous ces dictatures, elles peuvent escroquer leur monde. Les dictatures sont brutales avec les gens, et nient les droits humains tant des personnes que des communautés, très facilement et sans scrupules », et il a ajouté : « En ce qui me concerne, je suis marqué au fer rouge ».

Saro-Wiwa est revenu au Nigeria et a été arrêté par la Junte Militaire. Le 10 novembre 1995, sans jugement en bonne et due forme, il a été emprisonné avec d’autres activistes Ogoni.

En 1998, j’ai été au delta du Niger avec le journaliste Jeremy Scahill. Un cadre de Chevron présent là-bas nous a dit que l’entreprise avait transporté les troupes de la très mal réputée Force Policière Mobile nigériane- connue pour sa politique de « tuer et partir »- dans un hélicoptère qui appartenait à la compagnie, vers une plate-forme pétrolière qui avait été occupée par des manifestants non-violents. Deux manifestants ont été assassinés, beaucoup d’autres ont été arrêtés et torturés.

Oronto Douglas, un des avocats de Saro-Wiwa, nous a dit : « Il est tout-à-fait clair que Chevron, de même que Shell, utilise les Forces Armées pour protéger ses activités pétrolières. Ils forent et ils tuent ».

Chevron est le second actionnaire (après l’entreprise pétrolière française Total) du projet du champ de gaz naturel et du gazoduc de Yadana, en Birmanie (Que le Junte Militaire a rebaptisé « Myanmar »). Le gazoduc est la source principale de revenus de la Junte Militaire, et ses bénéfices se sont élevés à un total d’environ mille millions de dollars en 2007. Le Prix Nobel de la Paix Aung San Suu Kyi, qui fut élue comme leader de la Birmanie par le peuple en 1990, a subi une arrestation domiciliaire durant 14 des 20 dernières années, et va devoir comparaître devant les tribunaux militaires de nouveau cette semaine (mardi, le gouvernement a affirmé avoir mis fin à l’arrestation domiciliaire de Suu Kyi, mais elle reste détenue jusqu’au prononcé du jugement). Le gouvernement des Etats-Unis a interdit aux entreprises étasuniennes d’investir en Birmanie depuis 1997, mais Chevron a eu une dispense, dont elle a hérité quand elle a acquis l’entreprise pétrolière Unocal.

Une longue liste reprenant des abus similaires commis par Chevron, des Philippines au Kazakhstan, au Tchad, au Cameroun, en Irak, en Equateur et en Angola, et aux Etats-Unis et Canada, est détaillée dans un « rapport annuel alternatif » préparé par un groupe d’organisations non-gouvernementales, qui a été distribué aux actionnaires de Chevron lors de leur assemblée annuelle de cette semaine, et au public sur trueCostofChevron.com

Chevron fait l’objet d’une enquête de la part du Procureur Général de l’Etat de New York, Andrew Cuomo, pour savoir si l’entreprise a été « précise et exhaustive » dans la description de ses responsabilités légales potentielles. Cependant, elle jouit d’une longue habitude de traiter avec des gens qui ont un pouvoir politique. Condoleeza Rice a été directrice de l’entreprise pendant longtemps (il y avait même un cargo à son nom), et le nouveau conseiller général engagé récemment n’est rien moins que l’avocat discrédité du Pentagone, William J. Haynes, qui a défendu l’usage des « Techniques d’interrogatoire sévères », en ce inclus le « sous-marin ». Le Général James L. Jones, Conseiller à la Sécurité Nationale du Président Barack Obama, a fait partie de l’Assemblée des Directeurs de Chevron durant la plus grande partie de 2008, jusqu’à ce qu’il reçoive sa désignation pour le poste de haut niveau à la Maison Blanche.

Saro-Wiwa a dit avant de mourir : « Nous allons exiger nos droits de façon pacifique, sans violence, et nous vaincrons ». Un mouvement populaire mondial croît pour arriver à cette fin.

Denis Moynihan a collaboré à l’enquête dans ces colonnes.

Amy Goodman est présentatrice de « Democracy now ! », un journal quotidien international d’une heure qui est diffusé par plus de 550 émetteurs de radio et de télévision en anglais et par 200 émetteurs en espagnol. Elle est la co-auteure du livre « Standing Up to the Madness : Ordinary Heroes in Extraordinary Times », récemment édité en format de poche.

Traduit par J-L Seillier pour Investig’Action.

Source: Democry now!

Images: trueCostofChevron.com

7 juillet, 2009

Angola reclama 700 milhões de dólares depositados em Portugal transferidos de contas na Suíça

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 8:17
   

Lisboa – De quem são cerca de 380 milhões de dólares depositados num banco português? Do estado angolano ou de personalidades daquele país? Esta é uma das dúvidas que o Ministério Público vai ter de descortinar, na sequência de uma queixa-crime apresentada pelo Banco Nacional de Angola, que reclama a posse daquela verba. A queixa, segundo soube o DN, foi apresentada no final do ano passado. António Vitorino – que vai coordenar o programa eleitoral do PS – chegou a representar a parte angolana no processo. « Não falo sobre casos e clientes », declarou ao DN.

A referida quantia seria movimentado em Portugal por um
advogado e um militar na reserva actualmente empresário

Sobre este processo há um manto de silêncio. Várias fontes judiciais contactadas pelo DN alegaram sempre tratar-se de um « assunto sensível » para não prestar qualquer informação. A própria Procuradoria-Geral da República, questionada sobre a existência da queixa, nem a confirmou directamente, dizendo apenas: « Por ora, não há informações a prestar. » Porém, ao que o DN apurou, a queixa foi encaminha para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), estrutura do MP vocacionada para a investigação da criminalidade mais complexa (ver caixa). Contactada na semana passada, a embaixada de Angola, através do conselheiro para a imprensa, Estêvão Alberto, disse ao DN que não havia declarações a fazer sobre o caso.

De acordo com alguns testemunhos recolhidos pelo DN, sob anonimato, o dinheiro em causa seria movimentado em Portugal por um advogado e um militar na reserva, actualmente empresário. Fontes conhecedoras do caso adiantaram que ambos representariam interesses particulares. Há mesmo quem admita que eram « testas-de-ferro » de interesses ligados directamente ao presidente angolano, José Eduardo dos Santos. « Mas, nestas coisas, não há procurações, tudo passa por acordo de cavalheiros », disse uma das fontes que, sob anonimato, acederam a falar com o DN. Até porque os 380 milhões de dólares que agora estão em causa podem ser apenas uma parte das verbas que chegaram a Portugal para serem aplicadas em vários negócios. O montante total terá atingido os 700 milhões de dólares, os quais terão chegado a Portugal transferidos de contas na Suíça.

O estado angolano, actualmente representado pelo advogado José Ramada Curto, que não quis prestar declarações, reclama a posse da verba. E terá mesmo acusado o advogado e o empresário portugueses de movimentarem o dinheiro à revelia das orientações dadas. Ramada Curto é já o terceiro advogado a defender a parte angolana. Além deste e de António Vitorino, os interesses angolanos no processo chegaram ainda a ser representados por Leonel Gaspar, o mesmo advogado que defende José Oliveira Costa, antigo presidente do BPN, que se encontra preso preventivamente.

* Carlos Lima
Fonte: DN Portugal

6 juillet, 2009

Cabinda prepara recepção aos refugiados nos Congos

Classé dans : Politique — cabinda @ 17:48

Segundo um informe difundido por Angonoticias, Cabinda prepara recepção aos refugiados nos Congos.

Os refugiados que se encontram nas Repúblicas do Congo Kinshasa e Congo Brazzaville começam a regressar ao país a partir de Agosto. O regresso dos 5.000 pessoas foi confirmado, ontem, pela vice-ministra da Assistência e Reinserção Social, Maria da Luz Magalhães, no final da visita a Cabinda.

Durante três dias, Maria da Luz Magalhães abordou com o governo local e o Fórum Cabindense para o Dialogo (FDC), a criação de condições para a recepção condigna dos refugiados.

Visita a centro de acolhimento

A vice-ministra da Assistência e Reinserção Social visitou as obras do centro de acolhimento de Santa Catarina, com capacidade para acomodar 200 pessoas e as duas áreas na comuna do Malembo, destinadas a instalar condições básicas de habitabilidade dos cidadãos nacionais repatriados.

No município de Cacongo, Maria da Luz Magalhães visitou a aldeia de Tunga, local
definitivo que vai acolher a maior parte da população que regressa ao país, tendo constatado o estado precário das estradas, e a ausência de serviços sociais básicos como Saúde, Luz eléctrica e Água potável.

Construção de moradias para os refugiados

O Centro de Massabi, na aldeia da Tchela, que tem capacidade para acolher 150 pessoas, foi também visitado por Maria da Luz Magalhães. A vice-ministra da Assistência e Reinserção Social considerou oportuna, a sua presença nestes locais, na medida em que permitiu abordar juntamente, com o empreiteiro a quem foram adjudicadas as obras, aspectos técnicos relacionados com a construção das moradias para os repatriados.

Este contacto, disse Maria da Luz, serviu também, para chamar a atenção do empreiteiro para cumprir o cronograma dos prazos contratuais, tendo em conta o aproximar da época de chuvas.

Ministro Sem Pasta Bento Bembe nega violação dos Direitos Humanos em Cabinda

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 17:19

bentobembe2009.jpg

Cabinda: O ministro Sem Pasta, Bento Bembe, a voz do seu mestre, nega violações dos Direitos Humanos em Cabinda.
Durante uma conferência de imprensa o ministro Sem Pasta, António Bento Bembe, ex chefe de uma facção da guerrilha, afirmou não existe violação dos direitos humanos em Cabinda.
Para Bento Bembe as informações relatadas nos relatórios de «certas organizações» que alegam a ocorrência de violações constantes de Direitos Humanos em Cabinda, principalmente contra os reclusos e condenados nas cadeias, «são falsas e infundadas».Na mesma conferência de imprensa o ministro Sem Pasta disse: «Essas pessoas que relatam estes factos falsos e desonestos querem aproveitar passar suas mensagens que nada agradam as populações e nós sentimos isso junto das comunidades quando falamos com elas».

Durante a sua deslocação a Cabinda, Bento Bembe visitou as cadeias militar de Cacongo em Lândana, a civil de Yabe, e reuniu-se com o chefe provincial dos Direitos Humanos, responsáveis da Justiça e magistrados. «Visitamos as cadeias e falamos com os reclusos e eles nos disseram que têm merecido bom tratamento tanto pelos guardas prisionais como pelos responsáveis destas instituições e por isso, vimos que são falsas e irresponsáveis as informações que certas organizações estão a propagandear».

Bento Bembe, nomeado pelo Governo angolano responsável para a observância e respeito do Direitos Humanos em Angola, tenta assim reagir às denúncias de organizações internacionais independentes sobre constantes de violações dos Direitos Humanos em Cabinda.

As declarações do ministro Sem Pasta surgem também após a Human Rights Watch (HRW) ter publicado, 22 de Junho, relatório de 29 páginas, «’Puseram-me no Buraco’: Detenção Militar, Tortura, e Processo Injusto em Cabinda,» onde reporta «um padrão preocupante de violações dos direitos humanos praticados pelas forças armadas angolanas e agentes dos serviços de inteligência. Entre Setembro de 2007 e Março de 2009, pelo menos 38 pessoas foram presas arbitrariamente pelos militares em Cabinda e acusadas de crimes contra a segurança do Estado. Muitos foram sujeitos a detenção incomunicável por longos períodos, tortura e tratamento cruel ou desumano em detenção militar e foram-lhes negados direitos a um processo justo».

No mesmo relatório, Georgette Gagnon, Directora de África da HRW, afirmou que as Forças Armadas Angolanas, FAA, «estão a cometer graves violações dos direitos humanos em Cabinda.»

O relatório da HRW baseou-se em entrevistas realizadas em Março de 2009 com 20 reclusos na prisão do Yabi, em Cabinda, assim como em documentos de processos judiciais e outras fontes. Muitos dos reclusos, oriundos de zonas rurais do interior de Cabinda, foram detidos durante rusgas militares que se seguiram a ataques armados atribuídos à Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC). Tendo sido mais tarde acusados de crimes contra a segurança do Estado por alegado envolvimento em ataques armados atribuídos aos separatistas.

Para a HRW documentos dos processos judiciais demonstram que confissões obtidas sob tortura foram utilizadas como prova durante os trâmites judiciais e que os advogados de defesa não tiveram acesso prévio a essas «provas».

O relatório da HRW fornece mais detalhes sobre o conhecido caso de Fernando Lelo, um antigo correspondente da Voz da América (VOA) que foi condenado por crimes contra a segurança do Estado num julgamento injusto, em Setembro de 2008. O relatório também recorda casos que atraíram muito menos atenção pública e arriscam ser ignorados.

(c) PNN Portuguese News Network

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