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24 novembre, 2009

Missão de Mawete João Baptistado, o novo governador de Cabinda

Classé dans : Politique — cabinda @ 9:12

zewetegov.jpgA nomeação de Mawete João Baptista como novo governador de Cabinda é, em geral, interpretada como medida demonstrativa das “inquietações” provocadas ao Governo pela instabilidade que, de facto, persiste no território devido a continuadas acções armadas da FLEC; eventualmente, também sinal de mudança de política.

M J Baptista, até agora governador do Uíge, é comumente identificado por uma mentalidade securitária – traço de personalidade radicado em ligações à antiga Segurança de Estado – e por uma cultura de predilecção por “acções especiais” (covert actions) como forma de conceber e praticar a política. Antes de exercer o governo provincial do Uíge fora embaixador de Angola em Kinshasa.

Permaneceu no cargo durante c 10 anos; foi um dos principais artífices (mentor e/ou executor) de planos e medidas mediante os quais o regime do MPLA adquiriu influências e capacidade de acompanhar a superestrutura da RD Congo. Não era “persona grata” na oposição congolesa nem em meios independentes – que o apontavam como “principal agente” da política do regime angolano para a RD Congo; esta é associada a atitudes de ingerência e intromissão nos assuntos internos do país, nomeadamente nos domínios da segurança e política externa. Não há elementos convincentes acerca da missão de M J Baptista como governador de Cabinda; deduz-se que consistirá em promover uma “aproximação” do regime à população local, com o fito de limitar a importância do fenómeno nacionalista e reduzir a base de apoio da FLEC; previsto o emprego de acções de sedução/aliciamento, mas também de coacção, quando necessário.

M J Baptista é de origem bacongo, uma etnia de que os nativos de Cabinda constituem um sub-grupo e com os quais, por isso, está mais identificado. Também tem em relação ao seu antecessor, Aníbal Rocha, este um crioulo, a vantagem de conhecer a realidade da RD Congo – país-chave nas equações tendentes a estabilizar a situação em Cabinda.

O Governo angolano esforça-se por ocultar/iludir a realidade do prosseguimento de acções armadas da FLEC – uma atitude aparentemente destinada a “controlar os danos” do insucesso do Memorando de Entendimento como instrumento de pacificação do território; também pretende não desencorajar o investimento.

Um eventual endurecimento da política do regime, em especial nos aspectos militar e de segurança, como tentativa de neutralizar a FLEC e desmotivar a sua base interna de apoio, não é previsível, como objectivo da missão de M J Baptista.

- Efeitos internos perversos, sob a forma de uma acentuação dos sentimentos nacionalistas; tais sentimentos, particularmente entranhados nos jovens, camada da população mais esclarecida e com mais consciência política, são de natureza histórica e cultural.

- Embaraços externos, alimentados pela repercussão de novos ecos de casos de violação de direitos humanos associados a repressão; na recente visita de Hillary Clinton a Luanda a única preocupação manifestada sobre Cabinda foi no plano dos direitos humanos (na Assembleia Nacional impôs-se ao Protocolo de Estado ao prestar-se voluntariamente a ouvir queixas afins de um deputado originário de Cabinda, Raul Danda, da UNITA).

Fonte: AM/ Correio Digital

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