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31 janvier, 2010

Angola prepara acção militar para arrasar resistência em Cabinda

Classé dans : Politique — cabinda @ 22:00

“Os cabindas vão pôr-se de joelhos perante o governo de José Eduardo dos Santos”, diz um general do regime
Luanda, melhor dizendo, o MPLA prepara-se para varrer pela força todos aqueles que em Cabinda (e mesmo em Angola) ousam falar (ou até pensar) em auto-determinação ou independência. A purga, limpeza ou seja lá o que for que o regime angolano lhe chama, acontecerá dentro de dias. As autoridades da força ocupante, Angola, só estão à espera que acabe a Taça Africana de Futebol e que os jornalistas estrangeiros abandonem o país para lançar o operação que, segundo fontes em Luanda, “vai acabar de vez com o que resta quer de FLEC quer dos civis que defendem a causa independentista”.
Por Orlando Castro (*)
O Governo do MPLA terá já obtido a anuência dos países da região, nomeadamente da República Democrática do Congo, para esquecer as fronteiras e levar a operação de limpeza até onde for necssário.
“Vamos pôr os independentistas de joelhos perante quem manda, acabando de vez com a ideia que eles têm de estar de pé e contestarem a autoridade”, diz um general angolano, acrescentando “que para grandes males, grandes remédios”.
O general em questão diz que, ao contrário do que “afirmou em Bruxelas o padre Jorge Casimiro Congo (“diante de Deus, de joelhos; diante dos homens, de pé”), os cabindas vão pôr-se de joelhos perante o governo de José Eduardo dos Santos”. Acresce que Luanda tem igualmente a garantia de Lisboa de que Portugal não vai imiscuir-se na questão de Cabinda, “até porque o próprio presidente da República, Aníbel Cavaco Silva, afirma que Angola vai de Cabinda ao Cunene”.
Parecendo não temer consequências, o regime angolano mostra que nem sequer a questão dos direitos humanos preocupa o MPLA.
“Vamos pôr a casa (leia-se Cabinda) em ordem, custe o que custar, e depois não será difícil esclarecer que agimos em legítima defesa contra os autores materiais e morais do terrorismo que alguns bandidos praticam na província de Cabinda”, afirma o general das Forças Armadas de Angola (FAA).
Tanto quanto é possível conhecer, a estratégia das FAA passa por criar focos de confusão, utilizando para isso agitadores angolanos, e até mesmo criando grupos armados que vão justificar a acção militar de Luanda.
Ao mesmo tempo que surgem rumores de que, do ponto de vista político, parece existir alguma resistência a esta acção armada que deverá ter, no comando operacional, alguns dos oficiais das FAA que outrora pertenceram à UNITA, algumas das principais embaixadas em Luanda terão já enviado relatórios para os seus governos a alertar para o que se passa.
(*)
Serviço especial Alto Hama/Notícias Lusófonas

Cabinda: Padre Congo faz dura crítica a Portugal

Classé dans : Politique — cabinda @ 21:55

Portugal traiu o povo de Cabinda e vai ter de amadurecer mais como nação para repensar a sua posição em relação ao enclave.

A critica é do padre Jorge Casimiro Congo, um dos nomes que integra a lista do Governo angolano e que escapou à onda de prisões que nos últimos dias levou à cadeia cinco activistas dos direitos humanos.

Em entrevista à Renascença, este sacerdote diz-se preparado para ser preso quando regressar a Cabinda e considera que a FLEC aproveitou o CAN ter mais visibilidade política.

Uma entrevista onde diz que o regime de Luanda é incapaz de assumir politicamente a questão de Cabinda e desafia mesmo o governo angolano a fazer um referendo no enclave.

Fonte: Radio Renascença (Portugal)

30 janvier, 2010

La Can, une vitrine qui coûte cher

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 17:52

La fastueuse cérémonie d’ouverture du tournoi avait quelque-chose d’extraordinaire Du jamais vu. Une façon pour l’Angola de dire au monde: « voici ce dont nous sommes capables. Preneznous au sérieux, et investissez chez nous ».Il est vrai que l’Angola est un pays potentiellement riche. Il rivalise avec le Nigéria pour la place de premier producteur de pétrole en Afrique. Il arrive en 5ème position dans le classement mondial des producteurs de diamants. Sa croissance économique est l’une des plus rapides au monde. Et accueillir la Can est une occasion pour le pays de se présenter comme une puissance économique émergente.

Coûts énormesEn vue du tournoi, le pays a conscacré près d’un milliard de dollars à la construction de quatre nouveaux stades, avec tout l’infrastructure que cela implique. La quasi-totalité des travaux a été confiée à des entreprises étrangères. Les stades par exemple ont été construits par une compagnie chinoise, utilisant leur propre main-d’oeuvre.

Les pelouses ont été posées par une entreprise britannique, alors qu’une compagnie française assure la couverture télévisée de l’événement. L’accréditation des journalistes etc a été confiée à des spécialistes allemands.Les recettes réalisées ne suffiront pas à financer cette gigantesque opération de publicité, qui coûtera cher à l’état angolais. Dans un pays où 60% de la population vit dans la pauvreté. Pour la plupart des Angolais, la Can n’aura probablement aucun effet immédiat sur leur niveau de vie.

Où sont les richesses?Et nombreux sont ceux qui critiquent amèrement le gouvernement pour avoir consacré tant d’argent à un tournoi de football. Ras Sassa vit dans un quartier pauvre près du front de mer à Luanda. Il veut faire publier sa musique reggae, mais jusqu’ici ses efforts se sont heurtés à des refuse des autorités.

Pour lui: « il est d’une importance capitale que le gouvernement nous dise combien tout cela coûte, et dans quelle mesure cela va nous bénéficier ».

Amer, il ajoute: « tout le monde nous dit à quel point l’Angola est riche. Mais où sont-elles, ces richesses? Un petit nombre de gens ont l’argent, et ils contrôlent le système ». D’autres portent un

jugement plus positif. Carla Palito travaille pour une compagnie pétrolière dans le centre surpeuplé de Luanda. Pour lui, « le tournoi est une bonne chose pour l’économie. Il a déjà amené beaucoup de développement, il va créer de nombreuses ouvertures pour faire des affaires. Et ça va motiver les gens ».

« Bien sûr » reconnaît-il, « c’est triste de voir des millions de dollars dépensés de la sorte pour construire des stades quand le pays manque tant d’hôpitaux et d’écoles ». Mais il compte sur un effet d’entraînement: « j’espère que ça fera boule de neige ». Ce qui est certain, en tout cas, c’est que les Angolais qui assistent aux matches dans les stades se passionnent pour cette Coupe. Elle leur donne une occasion de faire la fête.

Mais quand les joueurs seront parti, et quand la vie reprenda son cours normal, ils ne devront pas s’attendre à des changements spectaculaires. Accueillirla Coupe d’Afrique des nations pourrait bien, effectivement, attirer des nouveaux investissements étrangers. Mais dans le court terme au moins, des millions d’Angolais vont continuer de manquer de services et de produits de première nécessité tels que l’électricité, l’eau courante,ou les installations sanitaires.

Source: Alex Capstick, service des sports de la BBC à Luanda

27 janvier, 2010

Parlamento Europeu alertado para violações de direitos humanos em Cabinda

Classé dans : Politique — cabinda @ 15:50

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Parlamento Europeu alertado para violações de direitos humanos em Cabinda dans Politique pixel
Bruxelas – O Parlamento Europeu vai interceder junto da Comissão Europeia e dos governos europeus para que seja revista a situação dos direitos humanos em Cabinda.
A decisão foi tomada durante uma mesa redonda sobre alegadas violações dos direitos humanos em Cabinda por parte do Governo angolano. A organização da mesa redonda, que teve lugar em Bruxelas, esteve a cargo da eurodeputada Ana Gomes. A recente série de detenções de figuras da sociedade civil, figuras políticas e associativas do enclave e de activistas de direitos humanos chamaram despertaram a atenção dos eurodeputados. Ana Gomes convidou o Padre Jorge Congo, defensor da auto-determinação de Cabinda, para estar presente no encontro.

Alegadamente perseguido pelas autoridades angolanas, o Padre Jorge Congo adiantou que pretende regressar a Angola, mesmo correndo o risco de ser preso, porque não aceita «exílios forçados». De acordo com o padre, a recente série de detenções de figuras ligadas à auto-determinação de Cabinda não está relacionada com o ataque contra a selecção de futebol do Togo, argumentando que essa situação «infeliz», seria apenas um pretexto para concretizar planos antigos.

O Padre Jorge Congo criticou ainda Portugal por não assumir uma posição relativamente à questão de Cabinda, considerando o país responsável «pelo que acontece em Cabinda».

(c) PNN Portuguese News Network / Ibinda.com

26 janvier, 2010

Líder do PND Manuel Monteiro lamenta silêncio sobre Cabinda no parlamento português

Classé dans : Non classé — cabinda @ 19:30

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Lisboa – Manuel Monteiro considera as «represálias contra quem pensa de forma em diferente» em Cabinda é uma atitude que «deve merecer inequívoca condenação das autoridades portuguesas».
Através de um correio electrónico pessoal dirigido à imprensa o presidente do Partido Nova Democracia (PND), Manuel Monteiro, defende que a prisão do padre Raul Tati, ex-vigário geral de Cabinda, é um «profundo equívoco ou uma demonstração de força desajustada, perante um homem cuja acção se tem pautado pela defesa dos direitos humanos.»Manuel Monteiro considera também que aproveitar «um acto condenável, como aquele que vitimou cidadãos da selecção de futebol da República do Togo, para exercer represálias contra quem pensa de forma diferente, e nenhuma ligação tem com esse acto, é uma atitude que deve merecer inequívoca condenação das autoridades portuguesas» e sublinha que «pretender silenciar, ou até eliminar, quem exerce direitos consagrados na Carta das Nações Unidas é um exercício de desrespeito total pelos valores da liberdade de expressão».«Nenhum Estado por muito forte e poderoso que se considere pode atentar contra as mais elementares regras das normas internacionais, se quiser ganhar o respeito dos Povos e a consideração das gerações vindouras» escreveu o líder do PND. «Diante esta arbitrária prisão estranho que nenhum partido político português, com representação parlamentar, tenha até ao momento tomado uma posição pública de condenação. As amplas ligações económicas e financeiras entre Portugal e Angola, não podem ser álibi, sequer justificação, para que nada seja dito, para que nada seja perguntado», sublinha.

Segundo Manuel Mateiro no plano das relações internacionais «reina o primado do cinismo» e as «considerações de justo ou injusto dependem das épocas, das circunstâncias e até dos interesses materiais, mas há limites que não podem ser ultrapassados. Portugal deve pedir a imediata libertação do Padre Raul Tati. E deve fazê-lo em nome daquilo que diz defender e acreditar interna e externamente: o Direito à diferença» concluiu.

Fonte: PNN / Ibinda.com

FLEC implica Portugal no ataque à equipa do Togo

Classé dans : Politique — cabinda @ 19:22

Vários dirigentes da Frente de Libertação do Estado de Cabinda, designando-se como «FLEC Unificada», acusaram Portugal de «implicação» e «responsabilidade» no ataque à equipa de futebol do Togo, que causou a morte a três pessoas.

Representantes da FLEC em França, Bélgica e Holanda questionaram, em conferência de imprensa, em Paris «a responsabilidade histórica de Portugal pela ocupação militar de Cabinda por Angola» e levantaram a hipótese «do conhecimento» por Lisboa do que designaram por «filme preparado do ataque».

Os representantes da «FLEC Unificada» sublinharam ainda que o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, «foi o primeiro a rotular o ataque em Cabinda como terrorista».

Os mesmos representantes negaram categoricamente que Rodrigues Mingas, antigo dirigente daquela organização, tenha qualquer legitimidade para falar em nome da FLEC e acusaram a sua «FLEC-Posição Militar» de ser uma criação do governo angolano.

Fonte: Lusa/Angonoticias

20 janvier, 2010

Cabinda: Amnistia Internacional adverte governo

Classé dans : Politique — cabinda @ 8:04

A Amnistia Internacional exortou as autoridades angolanas a não fazerem do atentado contra a equipa de futebol do Togo um pretexto para praticar actos de repressão no território de Cabinda.

Numa informação publicada ontem no site da organização de defesa dos direitos humanos, pede-se ao governo angolano para se assegurar de que aquele « incidente deplorável não sirva de desculpa para violar os direitos dos cidadãos do Cabinda ».

O director para África da Amnistia, Erwin Van Der Borght, pede às autoridades angolanas que se abstenham de praticar « detenções arbitrárias, detenções ou qualquer outra forma de tratamento cruel, desumano ou degradante ».

FONTE: LUSA/ANGONOTICIAS

18 janvier, 2010

Detenções estavam preparadas antes do ataque Lusa

Classé dans : Politique — cabinda @ 19:36

As detenções de civis na província angolana de Cabinda já estavam a ser preparadas antes do ataque da FLEC à selecção do Togo em Massabi, a 08 de Janeiro, disse hoje à Agência Lusa o advogado cabindense Martinho Nombo.

Martinho Nombo é advogado do padre Raul Tati, detido no sábado, embora ainda não
tenha falado com o sacerdote, e justifica a convicção de que esta série de detenções, cinco desde 08 de Janeiro, já estava programada com as «ameaças» que pendiam sobre as pessoas visadas nos últimos tempos.

O procurador provincial de Cabinda, António Nito, que a Lusa procurou, sem sucesso, contactar nas últimas horas, só confirmou, na quinta-feira, duas detenções, logo após o ataque à comitiva togolesa que viajava para a cidade de Cabinda a partir do Congo-Brazzaville, para participar na Taça das Nações Africanas (CAN2010).

Fonte:Lusa / ANGONOTICIAS

O Governo de Luanda « tem que respeitar para ser respeitado »

Classé dans : Politique — cabinda @ 15:34

djanuario.jpg« Perseguição a padres de Cabinda não é nova » – D. Januário Torgal Ferreira.O Governo de Luanda « tem que respeitar para ser respeitado » porque « a perseguição a padres de Cabinda não é nova », disse hoje à Lusa o bispo D. Januário Torgal Ferreira, comentando a detenção no sábado do padre Raul Tati.

« Seria bom que o Governo de Luanda, que se quer dar ao respeito, que respeite. Porque quem não respeita, já sabe como vai acabar », acrescentou.

D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas portuguesas, lamentou ainda que a comunicação social portuguesa e internacional continue sem dar a devida atenção ao que se passa em Cabinda.

Fonte: RTP (Portugal)

Padre Tati humilhado a dormir no chão

Classé dans : Politique — cabinda @ 15:01

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Cabinda – O antigo Vigário Geral de Cabinda,   Raul Tati detido pelas autoridades angolanas sábado pelas autoridades angolanas dormiu no chão da cela das instalações da DNIC naquela província. Não são permitidas visitas ao padre.
Para o coordenador da SOS-Habit, Luiz Araújo se é esse o tratamento que está a ser dado ao sacerdote (de dormir no chão) isso constitui “um tratamento desumano degradante. Qualquer tratamento desse tipo é  internacionalmente uma violação dos direitos humanos”.

 “O Estado tem a obrigação de garantir condições de sobrevivência humanas aos detidos, independentemente das razões que levam à respectiva detenção.” disse  o activista dos direitos humanos que falava ao Club-k.net 

No seu entender, “É urgente que organizações nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos solicitem e possam visitar o Pe Raul Tati e todos os detidos nos últimos dia em Cabinda para verificarem as condições de detenção em que se encontram e o tratamento de que estão a ser objecto ».

O Sacerdote foi detido a margem das perseguições contra as personalidades críticas ao memorando de entendimento entre o Governo angolano e Bento Bembo.  A acção da FLEC/FAC a 08 de Janeiro segundo o Jornal Ibinda,  deu os argumentos a Angola para iniciar uma onda de detenções nos meios nacionalistas em Cabinda. “Depois da detenção Belchior Lanso Tati, chegou a vez de Raul Tati.” Diz o texto do jornal assinado pelo jornalista Rui Neumann.

Cronologia segundo o Ibinda.com
 
Durante mais de duas décadas o Governo angolano esquivou-se de reconhecer a existência de um conflito em Cabinda. Em 2006, com os acordos do Namibe assinados pela facção de Bento Bembe, Luanda reconhece apenas que a FLEC depusera as armas, como se nunca tivesse existido um passado de guerrilha.

Com a acção de 08 de Janeiro, que vitimou dois elementos da selecção togolesa e o motorista angolano, a consequente mediatização do acontecimento obrigou Luanda, tardiamente, a reconhecer que «algo está mal em Cabinda» impondo o termo de «atentado terrorista». Imediatamente a Human Right Watch (HRW) alertou que Cabinda poderia ser o palco de detenções arbitrárias como represália à emboscada.

As autoridades angolanas apresentam então à imprensa dois presumíveis responsáveis do ataque da FLEC/FAC. Segundo a resistência «realmente dois guerrilheiros que participaram no mortífero ataque ficaram perdidos na mata, após a retirada, mas conseguiram regressar às bases» acusando Angola de ter apresentado «dois jovens que nada teriam a ver com a resistência». Luanda insiste que os detidos «são guerrilheiros» e teriam feito «revelações graves sobre os organizadores deste ataque e da maneira como foi preparado e seus cúmplices», disse fonte da PNN.

Depois da detenção do docente universitário, Belchior Lanso Tati, a 13 de Janeiro, cinco dias após o ataque da FLEC/FAC, o antigo Vigário Geral de Cabinda, Raul Tati foi igualmente detido na tarde deste sábado, 16 de Janeiro, por motivos ainda desconhecidos.

Raul Tati, antigo Vigário Geral da diocese de Cabinda, desde sempre manifestou a sua posição pela «dignidade do povo de binda» como defendeu uma resolução pacífica para a «questão de Cabinda». Em 2004 participara activamente na reunião na Holanda que resultara na fusão dos dois movimentos armados do enclave e defendeu a criação imediata do Fórum Cabindês para o Dialogo (FCD) com a vocação de negociar o fim da guerra em Cabinda. Após uma decisão de 19 de Dezembro, na véspera de Natal, 24 de Dezembro 2009, Raul Tati foi suspenso pelo bispo Filomeno Vieira Dias de todo poder da ordem (exercício do sacerdócio) e consequente perda do estado clerical.

Foi  também detido este domingo o advogado Francisco Luemba que a 13 de Janeiro enviara um correio electrónico aos seus próximos onde manifestava o «receio de uma prisão iminente». Segundo Luemba a sua detenção seria justificada por Luanda pelo conteúdo do seu livro «O problema de Cabinda exposto e assumido a luz da verdade e da justiça» lançado em Portugal, que foi interpretado como uma incitação à violência, mas também, segundo as interpretações de Luanda, a obra conteria as linhas mestras da fundação da «Lubundunu», grupo da igreja católica que não aceitou o bispo Filomeno, além de um suposto plano estratégico da FLEC/FAC para atacar cidade de Cabinda.

O livro de Francisco Luemba serviu também de prova para justificar a prisão de Andre Zeferino Puati, que se encontra na unidade penitenciária do Yabi. Também o deputado da UNITA Raul Danda, que denunciou a detenção do antigo polícia Pedro Fuca, tem recebido «avisos» e «ameaças» de uma possível detenção. O jornalista Fernando Lelo que cumpriu 21 meses de prisão, acabando por ser absolvido em recurso pelo Tribunal Supremo tem recebido ameaças telefónicas anónimas.

Fontes da PNN na República Democrática do Congo (RDC) garantem que uma unidade militarizada mista (congolês angolana) composta por 500 elementos já está na província do Baixo Congo, concentrados em Tshela, com a missão de capturarem todos os presumíeis nacionalistas cabindenses.

Entretanto, Angola solicitou à França a extradição de todos os quadros directivos da FLEC presentes neste país. O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês respondeu garantindo esta sexta-feira, 15 de Janeiro, que alertara Rodrigues Mingas, de nacionalidade francesa, auto proclamado secretário-geral da FLEC/PM que reivindicou o ataque em Cabinda, que as suas ameaças «eram inaceitáveis e não poderiam ficar sem seguimento» o MNE adiantou também que «o Ministério da Justiça francês já avançou com uma acção judiciária contra Rodrigues Mingas por apologia ao terrorismo». O porta-voz do Eliseu disse também que a «França pede aos seus amigos angolanos que não duvidem do empenho francês em perseguir os responsáveis pelo ataque».

Paris tenta assim abrir um novo ciclo de relações com Luanda abaladas com o processo de Angolagate que sentenciou Pierre Falcone a seis anos de prisão efectiva.

Fonte: Club-k.net

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