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16 janvier, 2010

Política de aparência para Cabinda dá mau resultado

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 14:00

africamonitor

Pesquisa e análise
1 . As autoridades do Togo alegam (oficiosamente) que não dispunham de informações indicativas da existência de problemas de segurança no território de Cabinda, tendo sido essa a razão da opção pelo transporte da sua selecção de futebol, por estrada, entre Ponta Negra e a cidade de Cabinda.
Para reforçar o argumento de que não lhes foram prestadas informações de tal natureza, quer pelo COCAN quer pelas autoridades angolanas, aduzem que a viagem estava a ser efectuada sob escolta da PNA-Polícia Nacional de Angola – facto interpretado como permissivo da realização da viagem, por estrada.
A selecção do Togo, por razões apresentadas como técnicas, desembarcou em Ponta Negra, cidade fronteiriça da Rep Congo, com aeroporto internacional. Dali tomaria o destino de Cabinda, (viagem de 2h, por estrada), a fim de se instalar numa aldeia desportiva recém-construída. As outras selecções do mesmo grupo desembarcaram em Luanda, viajando de avião para Cabinda.
As recriminações das autoridades togolesas, não manifestadas publicamente em razão do interesse de não perturbar as suas relações com Angola, nos últimos anos a recomporem-se dos efeitos nefastos de um passado de apoio à UNITA, alargam-se a outros aspectos, entre os quais “pressões excessivas” para não abandonarem a competição.
2 . A atitude de ocultamento e/ou minimização da existência de problemas de segurança em Cabinda, em especial a N do território, é conforme com políticas do Governo destinadas a cultivar tal aparência, mas desconforme com a “situação em concreto” e com a razão de ser dos seus próprios procedimentos.
Factos demonstrativos da ambivalência:
- A escolha de Cabinda como uma das quatro cidades do CAN-2010 foi determinada por critérios predominantemente políticos; vincar o princípio da
soberania de Angola, promover uma imagem de estabilidade interna implicitamente associada ao Memorando de Entendimento.
- O estádio do Chiazi e a aldeia desportiva foram as únicas estruturas construídas para servir a competição; nenhum hotel foi construído no território propriamente dito (apenas no Soyo) – realidade interpretada como destinando-se a não atrair o turismo, deixando para os media oficiais a promoção de uma imagem benevolente do território.
- Nas semanas anteriores ao início da prova o dispositivo de segurança no território foi reforçado e aprimorado (AM 435); o estádio e a aldeia desportiva foram postos sob vigilância permanente; estabelecidas regras restritivas para assistência aos jogos por parte do público; objectivos como a ponte de Lucola, no acesso a Cabinda, normalmente desguarnecida, passou a estar protegida.
- Em fins de 2009 (AM 426) registaram-se acções armadas da FLEC, embora de baixa intensidade, no troço de estrada em que ocorreu a emboscada da coluna da selecção do Togo.
O Gen José Maria, presentemente a desempenhar funções de alta responsabilidade no aparelho de segurança (AM 409), efectuou nos últimos meses viagens regulares a Cabinda, algumas das quais demoradas (ficava alojado em Nto, pequena vila do S onde estaciona uma força da UGP-Unidade da Guarda Presidencial).
Em geral, a sua missão tinha por objectivo avaliar em permanência a situação de segurança e planear acções, incluindo do tipo especial, destinadas a limitar riscos. Foi para tal criada uma task force, por ele próprio coordenada, integrando oficiais de alta patente das FAA de várias especialidades e serviços. Reporta directamente ao PR.
3 . A retórica oficial do Governo angolano de apontar o atentado contra a coluna da selecção do Togo como um “acto terrorista” obedeceu, de acordo com outlooks de intelligence, a propósitos como os seguintes:
- Não conferir importância política ou militar ao ocorrido; não prejudicar a aparência da pacificação do território; um acto terrorista pode ter lugar em qualquer parte, independentemente de critérios de estabilidade e outros.
- Identificar a FLEC e os autores da acção como terroristas, de modo a expô-los a reacções de condenação e desaprovação e, eventualmente, a julgamento em tribunal penal internacional.
Há conhecimento avulso de iniciativas informais de altos funcionários angolanos tendo em vista encorajar governos e organizações internacionais e condenarem publicamente o sucedido realçando a sua natureza “terrorista”. O primeiro a fazê-lo foi o Governo português pela voz do MNE, Luis Amado.
4 . A aplicação com que as autoridades promovem a ideia de que o território de Cabinda se encontra pacificado (clima de estabilidade e segurança), decorre do interesse de manter o Memorando de Entendimento politicamente válido ou de ganhar tempo (AM 428), para procurar uma alternativa ao mesmo ou o seu “aperfeiçoamento”.
O Memorando de Entendimento, formalmente concluído em 01.Fev.2006 (AM 127), é geralmente considerado um fracasso – não apenas no sentido de que não resolveu o problema da instabilidade no território, como eventualmente o agravou. As causas basilares de tal fracasso do são as seguintes:
- A lacuna em termos de legitimidade política e representação social dos interlocutores e signatários de Cabinda, incluindo Bento Bembe; tratados pela população como impostores materialmente agenciados pelo Governo.
- Rejeição da evidência por parte da sociedade local, em especial a juventude, mais instruída e politizada; idem nas elites da diáspora; o Memorando de Entendimento é visto como ofensivo e destinado a perpetuar uma política, agora subtil, de dominação de Cabinda.
São vulgares, em caracterizações da população de Cabinda, referências a sentimentos de afirmação própria em relação a Angola – também chamados separatistas. Na formação de tais sentimentos contam a noção de uma cultura superior e de uma dependência de Angola relativamente ao petróleo de Cabinda.
5 . O Governo lida com o problema da animosidade e desconfiança da população de Cabinda empregando métodos que têm agravado o clima: aliciamentos individuais, mas sem correspondência dos visados em termos de quebra de lealdades às suas origens; discriminações nas nomeação para cargos públicos e na oferta de oportunidades.
Há c 10 anos o Governo denotava predisposição para outorgar a Cabinda um estatuto de autonomia. Posteriormente o cenário foi posto de parte por reflexo de uma visão das coisas de acordo com a qual qualquer abertura política tenderia sempre a avolumar o fenómeno do separatismo, tendo em conta sentimentos análogos presentes na população.
A linha de inflexibilidade que o Governo passou a seguir e deu lugar ao Memorando de Entendimento, é interpretada como reflexo de uma concepção materialista do problema. De acordo com a mesma, o controlo dos recursos do território, em especial petróleo (63% da produção), só está garantido num quadro de apertado controlo político.
Ao conferir primazia a figuras sem prestígio local como co-signatários do Memorando de Entendimento, o Governo fez uma demonstração de que não pretende fazer concessões no que toca ao controlo do território – um objectivo que um clima de tensão pode ajudar a atingir, por justificar medidas extremas.
No regime do MPLA, na UNITA e noutros sectores da sociedade angolana, estão referenciadas personalidades de Cabinda que sendo leais às suas origens, também o são em relação aos mesmos. Em princípio seriam o melhor parceiro num acordo para Cabinda, mas o Governo denota preferir a parceiros mais submissos.
6 . O Governo tem conseguido desviar o problema de Cabinda das atenções internacionais e aplacar os revezes provocados pelo Memorando de Entendimento, graças a um forcing – no essencial bem sucedido:
- Garantir a neutralidade dos EUA, de preferência apoio para as suas políticas (este comprometido pelos relatórios de organizações internacionais sobre violações dos direitos humanos no território).
- Idem em relação aos países vizinhos, Rep do Congo e RD Congo, ambos com afinidades e alegadas ambições territoriais e/ou de influência em relação a Cabinda.
- Garantir a aquiescência do Vaticano para a linha seguida pelo novo Bispo de Cabinda, D. Filomeno Vieira Lopes (AM 421), de isolar a componente considerada “independentista” da igreja local, em especial o clero.
A promoção de aparências de conveniência que as políticas do Governo para Cabinda apresentam como objectivo, em lugar de uma efectiva resolução da questão, é considerada resultado de avaliações internas segundo as quais a mesma não constitui preocupação internacional; não tem visibilidade.
7. O elemento a que Angola confere mais importância no seu forcing é o dos EUA. A política norte-americana para Angola (formulação influenciada pelas companhias petrolíferas, agora mais do que em qualquer outra altura), é em larga escala da competência da Embaixada em Luanda.
O actual embaixador, Dan Mozena, ao qual é geralmente reconhecida uma atitude sistematicamente contemporizadora com a política angolana, afastou-se da linha seguida pela sua antecessora, Cynthia Efird, esta identificada por uma visão crítica (AM 131) sobre a política do Governo para Cabinda.
A posição mais alinhada com o Governo de Angola no transe que envolveu a selecção do Togo proveio da embaixada norte-americana. Classificou o sucedido como “acto terrorista”; admoestou que tal violência “tem de ser parada”; adicionalmente referiu-se em termos excessivamente apologéticos ao papel de Angola na organização da prova.
Ao contrário, a posição geralmente considerada mais equilibrada foi a do Brasil. Num comunicado do Ministério das Relações Exteriores, associou o episódio à “promoção de objectivos políticos” e identificou os seus autores (a FLEC) como “separatistas do enclave de Cabinda, em Angola”.
Fonte: www.africamonitor.info

La politique d’apparât pour le Cabinda donne mauvais résultatRecherche et analyse1. Les autorités togolaises affirment (systématiquement) qu’ils ne disposaient pas d’information indiquant l’existence de problèmes de sécurité au Cabinda, c’est ce qui a justifié le choix du transport de la sélection de l’équipe de football par voie terrestre entre Pointe-Noire et la ville de Cabinda .
Afin de renforcer l’argument selon lequel ils n’ont pas reçu des renseignements de cette nature, soit de la part de la COCAN soit des autorités angolaises, elles font valoir que le voyage devait s’effectuer sous escorte de la PNA (Police nationale angolaise) - un élément qui permettait de croire que le voyage pouvait bien se faire par route.
Pour des raisons techniques, la sélection du Togo  a atterri à Pointe Noire, ville frontalière de la République du Congo disposant d’un aéroport international. De là, elle prendrait la route pour  Cabinda située à deux heures de route seulement afin de s’installer dans un village sportif nouvellement construit. Les autres sélections du même groupe ont débarqué à Luanda et voyagé par avion pour Cabinda.
Les récriminations des autorités togolaise non publiques pour ne pas perturber ses relations avec l’Angola reconstituées ces dernières années en raison des effets néfastes de l’appui apporté autrefois à l’UNITA, s’étend à d’autres aspects, y compris «les pressions» à ne pas abandonner la compétition.

2. L’attitude de dissimulation et / ou l’atténuation des problèmes de sécurité à Cabinda, en particulier la N-planification de l’utilisation, est en ligne avec les politiques gouvernementales visant à promouvoir une telle apparence, mais fidèle à la «situation concrète» et la raison être leurs propres procédures.
Faits démontrant l’ambivalence:
- Le choix de Cabinda comme l’une des quatre villes du CAN-2010 a été essentiellement déterminée par des critères politiques, en soulignant le principe de
la souveraineté de l’Angola, pour promouvoir une image de stabilité interne implicitement associé avec le protocole d’entente.
- Le stade Chiaza et des sports du village étaient les seules structures construites pour servir la race, aucun hôtel a été construit dans le territoire lui-même (seulement en Soyo) – en fait interprété comme ne cherche pas à attirer le tourisme, en laissant les médias officiels promotion d’une image bienveillante du territoire.
- Dans les semaines avant le commencement de preuve des arrangements de sécurité dans le territoire a été renforcée et améliorée (435 AM), le stade et le sport de village ont été mis sous surveillance constante; établi des règles strictes pour l’assistance aux Jeux par les objectifs d’intérêt public telles que la passerelle Rapino, l’accès à Cabinda, généralement sans équipage, doit être protégée.
- A la fin de 2009 (AM 426) ont été enregistrées du FLEC action militaire, bien que de faible intensité, le tronçon de route où l’embuscade a eu lieu dans la colonne de sélection du Togo.
Gen Jose Maria, maintenant assumé les fonctions de haute responsabilité dans l’appareil de sécurité (AM 409), ces derniers mois, fait des voyages réguliers à Cabinda, dont certaines prennent beaucoup de temps (NT était logé dans le petit village de S où un parc sous le PMU -Unité de la Garde présidentielle).
En général, leur mission était d’évaluer en permanence la situation de sécurité et un plan d’action, y compris le type particulier, qui visent à limiter les risques. Il a été créé pour un tel groupe de travail, coordonné par lui-même, l’intégration des fonctionnaires de haut rang de la FAA dans diverses spécialités et de services. Relève directement de la PR.

3. La rhétorique officielle du gouvernement angolais au point l’attaque sur la colonne de la sélection du Togo comme un «acte terroriste», obéissait, selon les perspectives de renseignement pour l’application comme suit:
- Ne donnez pas d’importance à la place politique ou militaire, ne nuisent pas à l’aspect de la pacification du territoire, un acte terroriste ne peut avoir lieu n’importe où, indépendamment de critères de stabilité et d’autres.
- Identifier les FLEC et les auteurs de l’action comme des terroristes afin de les exposer à des réactions de condamnation et de désapprobation, et éventuellement un procès en cour criminelle.
Connaissez-vous des initiatives informelles loose fonctionnaires de l’Angola afin d’inciter les gouvernements et les organisations internationales et de condamner publiquement l’incident mettant en évidence la nature des «terroristes». Le premier à le faire, c’était le gouvernement portugais, par la voix des affaires étrangères, Luis Amado.

4. L’application avec laquelle les autorités de promouvoir l’idée que le territoire de Cabinda est pacifié (climat de stabilité et de sécurité), est l’intérêt de garder le protocole d’accord politiquement valable, ou pour gagner du temps (AM 428), à chercher une alternative la même ou son «amélioration».
Le protocole d’accord a été officiellement achevé en 01.Fev.2006 (AM 127) est généralement considéré comme un échec – et pas seulement dans le sens où ils ont résolu le problème de l’instabilité dans le territoire, et finalement empiré. Les causes profondes de cet échec sont les suivantes:
- L’écart en termes de légitimité politique et la représentation des partenaires sociaux et les signataires de Cabinda, notamment Bento Bembe, traitées par la population comme des imposteurs physiquement manipulés par le gouvernement.
- Rejet de la preuve sur la partie de la société locale, particulièrement les jeunes, plus instruits et plus politisées, idem sur les élites de la diaspora, le protocole d’accord est considéré comme offensant et conçus pour perpétuer une politique, tantôt subtils, la domination de Cabinda.
Sont courantes dans les caractérisations de la population de Cabinda, les références à l’auto sentiment d’affirmation de l’Angola – les « séparatistes. Dans la formation de tels sentiments ont la notion d’une culture supérieure et une dépendance sur le pétrole, l’Angola Cabinda.

5. Le Gouvernement négocie avec le problème de l’animosité et la méfiance du peuple de Cabinda employant des méthodes qui ont aggravé le climat: les incitations individuelles, mais pas de taille en termes de la rupture ciblée loyautés à leurs origines, la discrimination dans l’exercice de fonctions publiques et l’offre opportunités.
C il ya 10 ans, la volonté du gouvernement d’accorder notée Cabinda le statut d’autonomie. Plus tard, la scène a été mis de côté pour le reflet d’une vision des choses selon laquelle toute ouverture politique aurait tendance à gonfler quand le phénomène du séparatisme, de l’avis des sentiments similaires dans la population.
La ligne de rigidité que le gouvernement a suivi et a entraîné le protocole d’accord doit être interprété comme le reflet d’une conception matérialiste du problème. Selon le même, le contrôle des ressources de la région, en particulier le pétrole (63% de la production), n’est garanti que dans un contexte de contrôle politique étroit.
En donnant la primauté à des personnalités locales sans aucun prestige en tant que co-signataires du protocole d’accord, le gouvernement a fait une déclaration qu’il a l’intention de faire des concessions en ce qui concerne le contrôle du territoire – un objectif que d’un climat de tension peut contribuer à la réalisation, pour justifier mesures extrêmes.

Dans le cadre du MPLA, l’UNITA et les autres secteurs de la société angolaise, sont énumérées les personnalités de Cabinda que l’être fidèles à leurs origines, sont également en relation avec eux. En principe serait le meilleur partenaire d’une convention de Cabinda, mais le gouvernement préfèrent désigne le partenaire le plus docile.
6. Le gouvernement a réussi à détourner la question de Cabinda attention internationale et apaiser les revers causés par le Mémorandum d’entente, grâce à un forçage – essentiellement de succès:
- Garantir la neutralité des États-Unis, de préférence un soutien pour leurs politiques (le compromis par des rapports d’organisations internationales sur les violations des droits de l’homme dans le territoire).
- Idem pour les pays voisins, Rep du Congo et la RD Congo, à la fois d’affinité et des ambitions territoriales présumées et / ou d’influence sur Cabinda.

- Veiller à l’assentiment du Vatican à l’attitude adoptée par le nouvel évêque de Cabinda, D. Filomeno Vieira Lopes (AM 421), pour isoler la composante à l ‘ « indépendance » de l’Eglise locale, en particulier le clergé.
La promotion des apparences de complaisance que les politiques du gouvernement pour Cabinda présentée comme objective, plutôt que d’une résolution effective de l’affaire est considérée comme un résultat des évaluations internes par lesquelles elle ne constitue pas une portée internationale, il n’a pas de visibilité.
7. L’élément que l’Angola l’accent davantage sur ses forçant les États-Unis. La politique américaine en Angola (formulation influencée par les compagnies pétrolières, aujourd’hui plus qu’à tout autre moment), est en grande partie la responsabilité de l’Ambassade à Luanda.

L’actuel ambassadeur, Dan Mozena, qui est généralement reconnu une approche systématique de la politique angolaise en ligne ici, loin de la ligne adoptée par son prédécesseur, Cynthia Efird, est identifié par un critique (AM 131) sur la politique du gouvernement à Cabinda.
Position plus en ligne avec le gouvernement angolais dans la transe qui a effectué la sélection du Togo provenaient de l’ambassade américaine. Classé l’incident comme «acte terroriste», a averti que cette violence doit être stoppée « ; outre posé en termes trop apologétique sur le rôle de l’Angola dans l’organisation de la preuve.

Au lieu de cela, la position généralement considéré comme plus équilibrée a été au Brésil. Dans un communiqué du ministère des Affaires étrangères, l’épisode lié à la «promotion d’objectifs politiques» et identifié les auteurs (FLEC) comme «séparatistes enclave de Cabinda en Angola. »

Rodrigues Mingas poursuivi par la justice française

Classé dans : Politique — cabinda @ 6:39

photomingas.jpgUne enquête pour « apologie d’actes de terrorisme » est désormais ouverte à Paris contre Rodrigues Mingas, chef des du FLEC-PM qui a revendiqué l’attaque de l’équipe de foot du Togo. D’origine cabindaise, Rodrigues Mingas est Français. Il a obtenu la nationalité en exil.

Selon une déclaration du Ministère des Affaires Etrangères, les propos tenus par Rodrigues Mingas étaient inacceptables et ne pouvaient rester sans suite. Selon France Info (Source)Le ministère de la justice français a donc déclenché une procédure judiciaire contre lui sur le fondement d’apologie d’actes de terrorisme.

15 janvier, 2010

Situação prevalecente em Cabinda depois dos acontecimentos do dia 8 de Janeiro último

Classé dans : Politique — cabinda @ 14:29

cabindacity.jpgDe acordo com informes procedentes da Polícia, a arrestação iminente anunciada de Francisco Luemba (advogado) tem os seguintes motivos:ú
1)- o seu livro (o problema de Cabinda exposto e assumido à luz da verdade e da justica) incita o Povo à violencia;
2)- contem as linhas mestras da fundacão de « Lubundunu » (o grupo da igreja católica que não aceitou o Bispo filomeno Vieira Días);
3)- contem ainda o plano estratégico da Flec/FAC para a Cidade de Cabinda.
O livro teria sido lido e examinado em Luanda e nele tendo sido identificados « os crimes » acima exposto. por isso, as autoridades decidiram ordenar a detencão do autor.
A situacão prevalecente e a seguinte:
a)- na sexta-feira do dia 08 – prisão de Andre Zeferino Puati. Esteve para ser julgado em processo sumário mas, parece que as autoridades judiciais mudaram de opinião e mandaram instruir o processo. Está detido na unidade penitenciaria do Yabi. Entre outras coisas, apreende-se um exemplar do livro de Francisco Luemba. Por isso, decide-se prender também este. O processo está em preparação.
b)- em data incerta (ontem ou hoje ?), foi preso Pedro Benjamim Fuca. Na busca efectuada em sua casa, teriam sido encontrados panfletos.
 

N.B. Consta que em finais de Dezembro, teriam aparecido na Cidade de Cabinda alguns panfletos em que se ameacava destruir as pontes de Lucola (a 2 km do centro da Cidade de Cabinda) e do Buco-Mazi (sobre o río Lulondo, a uns 15 km da mesma cidade). Os referidos panfletos tinham já levado ao reforco da seguranca e a ontagem duma guarda (um dispositivo policial) nos referidos locais. a Polícia andava a tentar identificar os autores dos panfletos quando ocorreu o ataque à seleccão do Togo, que trouxe outras preocupações e novas prioridades.
 
c)- Quarta-feira, dia 13 - prisão de Belchior Lanso Tati. Há uns meses atrás, o presidente da FLEC-FAC, NZita Henriques Tiago, enviou uma carta ao presidente da República de Angola pela qual solicitava uma audiencia para o Belchior que devia comunicar-lhe uma mensagem pessoal (verbal ?) sobre a sua disposição para o diálogo.

d)- nestes últimos dias, o deputado Raul Manuel Danda também recebeu um « aviso ». Um outro deputado da comissão constitucional requer medidas para evitar que aconteça o que se registou no passado com a UNITA, que tinha deputados na Assembleia Nacional, enquanto Jonas Savimbi continuava a fazer a guerra. Segundo o referido deputado, havia o risco de o deputado Raul Danda continuar na Assembleia Nacional, em ligacao com os seus irmaos que, entretanto, continuam a lutar, de armas na mão, tentando dividir o país. E possível que venha a ser pedido o levantamento da imunidade parlamentar do deputado Danda para fins de responsabilizacão criminal.
e)- o jornalista Jose Fernando Lelo, absolvido em recurso pelo Tribunal Supremo, depois de ter cumprido cerca de 21 meses de prisão, tem recebido ameacas telefónicas anónimas nos últimos meses.
A
situacão vai, de certo, piorar.
f)- fala-se da detencão de dois jovens que seriam presumíveis autores do ataque contra a delegacão togolesa. Entretanto, o ibinda.com, citando fontes governamentais, diz que os dois detidos, embora sejam afectos a FLEC, não teriam participado no ataque.
Certas fontes dizem que os referidos jovens foram presos numa aldeia do Congo-Brazzaville, próxima da localidade fronterica do Massabi, e que outros tres teriam sido mortos sumariamente.

Detenções em Cabinda

Classé dans : Politique — cabinda @ 12:55

Têm-se verificado rusgas e apreensão de livros sobre o sentimento independentista

.O docente universitário Belchior Lanso Tati, activista do extinto movimento cívico Mpalabanda, encontra-se há dois dias detido em Cabinda pela Polícia de Investigação Criminal, contou a sua mulher, Madalena, gestora hospitalar. As autoridades procederam a uma busca tanto na residência familiar como no escritório de uma empresa que possui, tendo levado cadernos, livros e agendas. Já na sexta-feira, dia do ataque a um autocarro com futebolistas togoleses, tinha sido detido André Zeferino Poaty, funcionário da petrolífera Chevron, ao qual foram apreendidos o computador e exemplares de livros que falam da causa independentista de Cabinda. E esta semana verificou-se também a detenção de Pedro Benjamim Fuca, ex-polícia.

O advogado Francisco Luemba declarou ao PÚBLICO ter sido alertado de que também ele poderá vir a ser detido, designadamente por ser o autor da obra O Problema de Cabinda Exposto e Assumido à Luz da Verdade e da Justiça, considerada oficialmente « um incitamento à violência ».

Fonte: PUBLICO

Angola perseguirá líderes rebeldes da FLEC no exterior

Classé dans : Politique — cabinda @ 11:27

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LUANDA (Reuters) – Angola pretende eliminar os insurgentes responsáveis pela morte de dois membros da delegação togolesa de futebol, e perseguir os rebeldes que vivem no exterior, disse à Reuters um ministro do governo nesta segunda-feira.

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), pequena remanescente do grupo que luta há 30 anos para se tornar independente de Angola, é comandada de Paris por seu presidente N’Zita Tiago. Acredita-se que alguns rebeldes operam desde a República do Congo até o norte de Cabinda.

« Queremos um mandado de prisão internacional para capturar os responsáveis por incentivarem esse ataque », disse em entrevista Antonio Bento Bembe, ex-rebelde que hoje é ministro encarregado dos Assuntos de Cabinda e da FLEC.

Bento Bembe disse que o motorista do ônibus sobreviveu ao ataque e está fora de perigo. Ele disse que Tiago deveria ser detido.

« N’Zita Tiago tem ligações com os responsáveis pelo ataque terrorista e deve ser preso. Estamos falando de um grupo de criminosos que querem espalhar terro2r, medo e insegurança », explicou.

Autoridades angolanas já prenderam duas pessoas que teriam participado do ataque de sexta-feira ao ônibus com a delegação togolesa, que estava a caminho de Cabinda para a Copa Africana das Nações.

Bento Bembe disse que um dos detentos era da República do Congo, e pediu ajuda desse país e da República Democrática do Congo.

« Pedimos a todos os países que nos ajudem a capturar os responsáveis pela atrocidade », disse ele. « Não ficaremos de braços cruzados diante dessa ameaça. É nossa obrigação fazer o que pudermos para trazer essas pessoas à Justiça ».

Em comunicado publicado em jornais de Kinshasa, o porta-voz do governo congolês Lambert Mende disse que a República Democrática do Congo — cujo território separa a Angola de Cabinda — agora reconhece a FLEC como « organização terrorista » e iria remover de seus membros o status de refugiados.

Bento Bembe disse que Angola garantia a ausência de qualquer ataque futuro durante a Copa Africana das Nações, a maior competição de futebol no continente, e que as companhias de petróleo operantes em Cabinda estavam seguras.

Cabinda produz cerca de metade do petróleo de Angola em poços costeiros operados pela Chevron, Exxon e Total, entre outras. Angola disputa com a Nigéria o posto de maior produtor petroleiro da África.

(Reportagem de Henrique Almeida) /

11/01/2010 – 15h08

Governo angolano apresenta nota de protesto às autoridades francesas

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 11:08

minrexdosanjos.jpgO governo angolano apresentou hoje (quinta-feira), em Luanda, uma nota de protesto às autoridades francesas pelo facto destas não condenarem, com veemência, e accionarem os mecanismos desejáveis contra o cidadão que assumiu a autoria moral e material do ataque de 8 de Janeiro contra à caravana do Togo na fronteira em Cabinda.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, que falava em conferência de imprensa por este motivo, foi igualmente convocado hoje o
representante do governo francês acreditado em Angola a quem foi apresentada uma nota de protesto do Governo Angolano em relação a este ataque terrorista,  ocorrido na província de Cabinda.

Assunção dos Anjos sublinhou que o protesto foi apresentado pelo facto de este cidadão circular livremente naquele país e as autoridades angolanas não sentiram  que efectivamente a França tivesse despoletado os mecanismos judiciais para por termo a vontade de prosseguirem com estas acções.

Segundo o ministro, uma vez que a França é um país que matem relações de cooperação e de amizade com Angola esperava-se da parte desta outro tipo de actuação relativamente a “um acto tão gravosso e atentatório aos ideais mais nobres da humanidade”.

“É preciso não esquecer que a caravana do Togo vinha participar numa festa da juventude, da paz e estabilidade, no sentido de dar uma imagem de África diferente”, referiu.

Disse que “num ano em que a convivência desportiva está voltada para o continente africano, existe uma festa em Angola de confraternização entre a
juventude africana e, em Junho, com a juventude mundial, onde se pretende realçar valores de solidariedade”.

Por outro lado, referiu que através da Procuradoria Geral da República (PGR), o Governo Angolano instaurou um processo crime em Angola contra os autores materiais e morais deste acto terrorista, ocorrido em Cabinda.

Acrescentou que este procedimento permitirá, nos seus termos, que seja intentada acções junto dos órgãos judiciais em França e na Suiça, uma vez que este acto foi reivindicado por um cidadão a partir do território francês.

Para o ministro, acções veemente deveriam ser desenvolvidas para que se possa por cobro a atitudess desta natureza que minam e atentam a vida humana. Em relação a  atitude do ministro dos Negócios Francês, disse que era expectável que este, que no período do ataque visitava a região central de África, condenasse com veemência um acto terrorista desta dimensão.
FONTE: ANGONOTICIAS

14 janvier, 2010

Civis detidos devido a ataque da FLEC

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 19:07

civisdetidos.jpgVários civis terão sido detidos pelas autoridades angolanas em retaliação pelo ataque, reivindicado por duas facções dos independentistas de Cabinda, à equipa  de futebol do Togo, segundo a organização não-governamental Human Rights Watch.

«Recebemos indicações concretas que detenções de membros da sociedade civil já  estão em curso», disse Lisa Rimli, especialista em questões africanas da Human  Rights Watch (HRW), à Agência Lusa, por e-mail, a partir de Nova Iorque.

Uma outra detenção alegadamente iminente é a do advogado Francisco Luemba, «aparentemente sob acusação de incitação à violência, com base em matérias incluídas num livro de história publicado em 2008 do qual é autor».

FONTE: ANGONOTICIAS

12 janvier, 2010

Bento Bembe: FLEC deve integrar lista de organizações terroristas internacional

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 20:07

Essa é a posição é defendida hoje pelo ministro angolano Bento Bembe, antigo dirigente da Flec-Renovada e hoje ministro sem pasta em Angola

O ministro sem pasta do Governo angolano, Bento Bembe, disse hoje à Agência Lusa que Luanda está a desencadear esforços para que a FLEC seja integrada na lista das organizações terroristas pela comunidade internacional. Bento Bembe adiantou à Lusa que este objectivo está a ser traçado perante a evidência de que a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, que reivindicou um ataque na sexta-feira em Cabinda, atingindo membros da selecção de futebol do Togo, visa « atacar a democracia angolana escolhendo como alvo cidadãos estrangeiros e inocentes ». »São elementos que ameaçam a segurança do Estado angolano escolhendo como alvos, como foi o caso da comitiva do Togo, em Cabinda, símbolos nacionais de outros países, bem como estrangeiros que se encontram na província de Cabinda », apontou Bento Bembe.

« É imperativo que estas pessoas sejam condenadas e capturadas também com a ajuda da comunidade internacional », disse o ministro Bento Bembe, que também preside ao Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD), que desde 2005 encetou negociações directas com o Governo de Luanda.

« Nestes casos, como noutros, como a Al-Qaida ou a ETA em Espanha, deve imperar a solidariedade internacional, não só porque este grupo terrorista (FLEC) visa fragilizar a democracia em Angola e o Estado de Direito, mas também cidadãos estrangeiros e mesmo representantes nacionais, como foi o caso do ataque a comitiva do Togo », notou.

O ministro reafirmou ainda que a FLEC, como organização independentista já não existe e os elementos actualmente activos « usam por vingança, a sua designação com fins ignóbeis ».

A selecção do Togo abandonou no domingo a CAN2010, na véspera da data em que se deveria estrear na principal prova de futebol do continente africano.

No ataque de sexta-feira, morreram o treinador-adjunto e o assessor de imprensa da comitiva do Togo.

CAN 2010: Ataque contra o Togo « é responsabilidade de Angola », diz organizador do Mundial de futebol

Classé dans : Politique — cabinda @ 19:40

can290008.jpgAngola tem responsabilidade no ataque de sexta-feira contra o autocarro da selecção do Togo porque conhecia « o risco de ataques terroristas no seu território », disse hoje o organizador do Mundial de futebol 2010, Danny Jordaan.

« Há quanto tempo sabemos que há grupos separatistas em Angola? Que há risco de ataques terroristas? Sabíamos », disse Danny Jordaan à agência AFP, à margem de uma conferência de imprensa.« É por isso que digo que é responsabilidade do país anfitrião gerir estas questões », acrescentou o chefe do comité organizador do Mundial 2010, agendado para 11 de Junho a 11 de Julho na África do Sul.

Danny Jordaan liderou, em representação da Confederação Africana de Futebol, uma equipa de avaliação dos preparativos da CAN-2010, que se deslocou a Angola em 2006.

Todas as dúvidas dos membros de missão foram colocadas num relatório enviado à CAF, acrescentou Danny Jordaan.

O autocarro da selecção de futebol do Togo, que participava na Taça das Nações Africanas (CAN-2010), foi metralhado sexta-feira à entrada do território de Cabinda por guerrilheiros da Frente para a Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), que se movimentaram a partir da República do Congo.

Do ataque, inicialmente reivindicado por uma ala dissidente das FLEC, e mais tarde assumido também pelo próprio braço armado do movimento separatista do enclave, resultaram dois mortos confirmados, o treinador-adjunto e o assessor de imprensa do Togo. O motorista angolano, inicialmente dado como morto, terá sobrevivido, segundo informações das autoridades angolanas.

Fonte: Publico

11 janvier, 2010

Cabinda: a caça às bruxas intensifica-se.

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 19:32

Na passada sexta-feira, 08 de Janeiro, pelas 05:30 horas, André Zeferino Puati, trabalhador da Cabgoc/Chevron, foi detido na sua residência, sita no bairro 4 de Fevereiro, por sete (7) elementos da DPIC (Direcção Provincial da Investigação Criminal).

Antes da detenção, os agentes policiais procederam a uma busca na sua residência. Alguns bens pessoais foram apreendidos e levados à DPIC, nomeadamente:

 a)- documentos (arquivos) pessoais;

b)- unidade central do seu computador;

c)- um exemplar do livro O Problema de Cabinda Exposto e Assumido à Luz da  Verdade e da Justiça, da autoria de Francisco Luemba.

Depois da detenção, foi conduzido à DPIC, e posto numa cela imunda e repugnante. Não teve acesso a qualquer advogado e manteve-se incomunicável até hoje, ao fim da manhã, quando foi posto à disposição do Tribunal Provincial para ser julgado em processo sumário. Foi indiciado da prática do crime de incitação à desobediência.

Segundo informações que prestadas, o Procurador Provincial da República e o Presidente do Tribunal Provincial, sob a direcção e pressão da Procuradoria Geral da República, em Luanda, estão, neste momento, a preparar o processo da RESPONSABILIZAÇÃO CRIMINAL do autor do livro apreendido.

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