23 mai, 2010

Governo angolano desmente ataque em Cabinda, mas os independentistas mantem a reivindicação

Classé dans : Politique — cabinda @ 13:36

Cabinda – O ataque, reivindicado pelas Forças de Libertação do Estado de Cabinda, FLEC/Posição Militar, ter-se-ia dado no fim-de-semana e três cidadãos chineses teriam sido mortos. Mas entre a controvérsia sobre este alegado ataque em Cabinda, o Secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, que vitou Cabinda (na semana passada), reconheceu também outros problemas, nomeadamente o subdesenvolvimento e o medo que existe entre as populações de exprimirem a sua opinião. O governo angolano desmentiu notícias que rebeldes de Cabinda levaram a cabo um ataque contra uma coluna de veículos em que viajavam vários cidadãos chineses.  O ataque, reivindicado pelas Forças de Libertação do Estado de Cabinda, FLEC/Posição Militar, ter-se-ia dado no fim-de-semana e três cidadãos chineses teriam sido mortos. O desmentido do ataque foi feito pelo Secretário de Estado para os Direitos Humanos de Angola, António Bento Bembe, que descreveu a reivindicação do ataque como “uma alucinação”. Bento Bembe que visitou Cabinda na semana passada disse que a situação em Cabinda é normal.

Clique aqui para ouvir as declarações de Bento Bembe Os separatistas (independentistas) que reivindicaram esse ataque, a FLEC/Posição Militar mantém a sua reivindicação e acusam as autoridades de terem levado a cabo represálias contra a população da aldeia de Wenca nos arredores do local onde se teria dado o ataque.  Um porta voz da FLEC/Posição Militar, Rodrigues Mingas, disse que o governando angolano, Bento Bembe é incumbido a “repetir desmentidos”.Clique aqui para ouvir o as declarações porta voz da FLEC/Posição, Rodrigues Mingas. Não obstante, Bento Bembe reconhece medo da população em Cabinda. A controvérsia sobre este ataque em Cabinda não esconde contudo uma realidade. Um descontentamento que existe no território. 

O secretário de estado para os direitos humanos de Angola, Bento Bembe, esteve na semana passada no território e disse á Voz da America que no seu entender o principal descontentamento em Cabinda se deve a motivos económicos. Bento Bembe disse ainda á voz da América que o governo angolano está empenhado em lançar o desenvolvimento do enclave, mas acrescentou que algumas obras importantes tiveram que ser suspensas devido á crise económica e financeira mundial. Ter-se-iam também registado situações em que empreiteiros não teriam cumprido as suas obrigações. Mas o secretário de estado angolano para os direitos humanos reconheceu também outros problemas, nomeadamente o medo que existe entre as populações de exprimirem a sua opinião. O secretário de estado angolano disse que isso é um reflexo dos muitos anos de guerra que o país atravessou e reconheceu que terá que haver “reformas” nas forças de segurança para garantir que estas respeitam os direitos dos cidadãos. Clique aqui para ouvir as declarações de Bento Bembe. Fonte: Rádio Voz da América / Jornal do Cidadão 

Suspensa manifestação contra detenções arbitrárias na província de Cabinda

Classé dans : Politique — cabinda @ 11:52

A manifestação em Cabinda contra a « detenção arbitrária » de ativistas dos direitos humanos foi suspensa depois de as autoridades terem reforçado a presença de polícias na zona, disse hoje à Agência Lusa, um dos organizadores da marcha.

Em declarações à Lusa, José Marcos Mavungo disse que uma presença fora do normal de efetivos da polícia no percurso onde estava prevista passar a marcha, levou à suspensão da manifestação, marcada para às 15:00, « por falta de condições ».

A intenção de realizar a manifestação foi comunicada em carta enviada na terça feira ao Governo Provincial de Cabinda, mas as autoridades rejeitaram o pedido, sem darem « nenhuma justificação ».

Fonte: RTP

19 mai, 2010

Cabinda: Autoridades Silenciosas Sobre Ataque do Fim-de-semana

Classé dans : Non classé — cabinda @ 16:10

Noticias contraditórias sobre o número de vítimas do ataque. Um cidadão chinês terá sido raptado. As autoridades angolanas permanecem silenciosas sobre o ataque contra uma coluna de veículos  que terá resultado na morte de pelo menos um cidadão chinês.

Inicialmente as chamadas Forças de Libertação do Estado de Cabinda, FLEC/ Posição Militar disseram que duas pessoas teriam sido mortas no ataque. Subsequentemente um porta-voz da organização entrevistado pela Voz da América disse que três pessoas foram mortas, todos eles chineses.

Mas segundo informações que a Voz da América obteve perto do local do ataque um cidadãos chinês foi morto e outro teria sido raptado.

As forças atacantes teriam sofrido dois feridos.

Os chineses trabalham para companhias envolvidas em projectos de construção de infra-estruturas e segundo as nossas fontes viajam regularmente para o Congo de onde transportam material para Cabinda.

O ataque teria ocorrido contra uma dessas colunas de transporte com cinco ou seis veículos

A estrada está reaberta ao tráfego.

Numa entrevista na Segunda-feira um porta-voz daquele agrupamento justificou o ataque contra os cidadãos chienses afirmando que a China está a usufruir de lucros de um país ocupado e em guerra.

A FLEC/ Posição Militar é o grupo que reivindicou responsabilidade pelo ataque em Janeiro contra a selecção de futebol do Togo pouco antes do inicio da Taças das Nações Africanas de futebol.

O ataque deu-se também quando a selecção do Togo entrava em Cabinda proveniente do Congo.

Fonte: VOANEWS

Cabinda: Um cidadão chinês matado e outro teria sido raptado

Classé dans : Non classé — cabinda @ 16:07

Segundo informações que a Voz da América obteve perto do local do ataque um cidadão chinês foi morto e outro teria sido raptado.

Noticias contraditórias sobre o número de vítimas do ataque. Um cidadão chinês terá sido raptado,as autoridades angolanas permanecem silenciosas sobre o ataque contra uma coluna de veículos que terá resultado na morte de pelo menos um cidadão chinês.

Inicialmente as chamadas Forças de Libertação do Estado de Cabinda disseram que duas pessoas teriam sido mortas no ataque. Subsequentemente um porta-voz da organização entrevistado pela Voz da América disse que três pessoas foram mortas, todos eles chineses.

Mas segundo informações que a Voz da América obteve perto do local do ataque um cidadãos chinês foi morto e outro teria sido raptado.

As forças atacantes teriam sofrido dois feridos.

Os chineses trabalham para companhias envolvidas em projectos de construção de infra-estruturas e segundo as nossas fontes viajam regularmente para o Congo de onde transportam material para Cabinda.

O ataque teria ocorrido contra uma dessas colunas de transporte com cinco ou seis veículos

A estrada está reaberta ao tráfego.

Numa entrevista na Segunda-feira um porta-voz daquele agrupamento justificou o ataque contra os cidadãos chineses afirmando que a China está a usufruir de lucros de um país ocupado e em guerra.

A FLEC/ Posição Militar é o grupo que reivindicou responsabilidade pelo ataque em Janeiro contra a selecção de futebol do Togo pouco antes do inicio da Taças das Nações Africanas de futebol.

O ataque deu-se também quando a selecção do Togo entrava em Cabinda proveniente do Congo.

VOA / Clique aqui para ouvir o Chinês raptado

10 mai, 2010

PORTUGAL INVESTIGA PRENDA A FILHA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 10:13

O inquérito da Polícia Judiciária portuguesa (PJ) à Casa do Douro deparou-se com uma denúncia de desvio fraudulento de 500 garrafas de Vinho do Porto para oferecer ao Presidente José Eduardo dos Santos (na foto).

Lisboa – O caso da prenda para o casamento de uma filha de José Eduardo dos Santos, em Dezembro de 2003, foi um dos 11 averiguados pelas autoridades portuguesas, mas que acabaram por ser arquivados pelo Ministério Público. Em alguns, por não existir crime; noutros por falta de indícios suficientes para acusação.

SÓ DURANTE A INVESTIGAÇÃO À CASA DO DOURO, BPN PAGOU 500 GARRAFAS DE VINHO DO PORTO. O inquérito da PJ à Casa do Douro deparou-se com uma denúncia de desvio fraudulento de 500 garrafas de Vinho do Porto para oferecer ao presidente de Angola. Afinal, o produto fora comprado pelo Banco Português de Negócios (BPN), que o pagou três anos depois, durante a investigação.

Excepção, tal como o JN noticiou há dias, foi o caso da compra, pela CD, de um terreno por 498 mil euros, no qual o presidente daquela instituição pública estabeleceu um negócio paralelo, que, segundo a acusação, lhe permitiu ganhar, ilicitamente e em proveito próprio, 17500 euros (ver rodapé).

A denúncia do desvio das 500 garrafas para Angola, colheita de 1975, incidiu, inicialmente, sobre suspeitas de burla. À PJ chegou informação de que, para justificar a falta do vinho, teria sido feita uma participação ao seguro (que não chegou a ser feita) sobre uma suposta perda através de uma « fenda no balão » onde o líquido estava armazenado. Confrontado com as suspeitas, Manuel António Santos esclareceu que as 500 garrafas de vinho não foram oferecidas pela CD ao presidente de Angola, mas sim pelo Banco Português de Negócios (BPN), com quem a instituição tinha uma relação próxima.

Só que a encomenda foi efectuada em Dezembro de 2003 e o preço apenas foi pago pelo BPN mais de três anos depois, em Abril de 2007, após inúmeras insistências – e já no decorrer da investigação. Mas, antes disso, em 2003, a CD havia inscrito a venda na contabilidade e pago o respectivo IVA – o que ficou comprovado com documentos -, pelo que o caso acabou arquivado. Afinal, a participação ao seguro não chegou a ser feita.

PROPOSTA RASURADA

Os casos mais expressivos de suposto prejuízo investigados tiveram a ver com a venda de armazéns da CD, destinados a reunir dinheiro para pagar uma dívida a uma empresa de Lisboa, a « Cofipsa ». Inicialmente, esta firma era credora de 30 milhões de euros, mas, após negociação envolvendo o Estado, a dívida desceu para 9,5 milhões.

Vários armazéns foram então postos à venda, tendo sido efectuadas avaliações pela própria CD e pela Caixa Geral de Depósitos. A denúncia às autoridades indicava que o património teria sido vendido sem concursos ou propostas e sem conceder a todos os interessados igualdade de oportunidades. Dizia, ainda, que os negócios eram propostos já consumados à Comissão Regional de Viticultores.

Mas, afinal, os imóveis foram vendidos por valores superiores aos das avaliações. Existiu, porém, um caso suspeito, relativo à rasura de uma proposta de 606 mil para 575 mil contos, para um conjunto de armazéns, enquanto outros interessados apresentaram propostas para um de vários imóveis postos à venda. Não foi apurada a intenção por que foi alterado aquele montante, pelo que o caso acabou arquivado, também por não estar demonstrada a ruína dos negócios.

Por NUNO MIGUEL MAIA (Jornal de Notícias)

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