30 mai, 2011

Orlando Castro lança «Cabinda – Ontem protectorado, hoje colónia, amanhã Nação».

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Orlando Castro lança «Cabinda – Ontem protectorado, hoje colónia, amanhã Nação»

 

Orlando Castro lança «Cabinda - Ontem protectorado, hoje colónia, amanhã Nação». Cabinda_capa_blogue

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LIVRO QUEBRA SILÊNCIO SOBRE CABINDA

«Muitos dirão que se trata de jornalismo de causas, e porventura terão razão. Mas a defesa da causa dos oprimidos, das minorias, dos mais fracos, dos que não têm voz, é um jornalismo por uma causa justa»

 

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Lisboa, 16 de Maio – A Letras de Ferro, uma recém constituída editora, acaba de lançar o seu primeiro título: “Cabinda – Ontem protectorado, hoje colónia, amanhã Nação”. Da lavra do jornalista Orlando Castro, a obra aborda um tema silenciado por estranhas cumplicidades e destapa o logro das ditaduras africanas encapotadas de “democráticas”, sob o silêncio interesseiro do ocidente mais apostado no negócio do que nos Direitos Humanos.

 

CABINDA – A OBRA E O AUTOR

 

Uma assistência interessada e interventiva
Uma assistência interessada e interventiva

A Amnistia Internacional e a Human Rigths Watch alertam os governos dos países livres para o facto de as autoridades angolanas continuarem a prender sem culpa formada e, obviamente, apenas por delito de opinião, os defensores dos Direitos Humanos em Cabinda.

 

 

Carlos Narciso, o primeiro a contar da esquerda, apresentou o livro
Carlos Narciso, o primeiro a contar da esquerda, apresentou o livro

Um exemplo. Francisco Luemba, um proeminente advogado e antigo membro da extinta organização de defesa dos direitos humanos Mpalabanda, esteve detido 11 meses acusado de crimes contra o Estado, em conexão com a publicação em 2008 do livro “O Problema de Cabinda Exposto e Assumido à Luz do Direito e da Justiça”.

 

O Autor espera que, tanto os ilustres cérebros que vagueiam nos areópagos da política portuguesa, como os que se passeiam nos da política angolana, leiam este livro com a atenção de quem, no mínimo, sabe que os cabindas merecem respeito.

Terá Cabinda similitudes com Timor-Leste? E com o Kosovo? E com o Saara Ocidental?

 

Orlando Castro, o autor
                                Orlando Castro, o autor

Cabinda é um território ocupado por Angola. E, tanto a potência ocupante, como a que o administrou (Portugal), pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.

 

LIVRO APRESENTADO EM LISBOA

A Casa da Imprensa, acolheu a apresentação do livro, pela voz de Carlos Narciso, também jornalista e figura conhecida da comunicação social portuguesa. Pela importância de que se reveste, reproduzimos na íntegra a sua intervenção:

«Este livro é um exercício a dois tempos. Por um lado, é um relatório de factos relacionados com a História de Cabinda. Os tratados do século XIX, a implantação da República em Portugal, o Estado Novo, a revolução de Abril, a descolonização, a guerra civil angolana. Por outro lado, é um acto de liberdade de expressão, exercido por um jornalista que se quer a tempo inteiro e íntegro.

«Muitos dirão que se trata de jornalismo de causas, e porventura terão razão. Mas a defesa da causa dos oprimidos, das minorias, dos mais fracos, dos que não têm voz, é um jornalismo por uma causa justa, digamos assim, “é o jornalismo da indignação, que não é indolor nem incolor” parafraseando o conhecido jornalista português Baptista Bastos.

«O que o bom jornalismo exige é a procura, em consciência, da Verdade, mais do que a simples exposição de factos ou afirmações. Fazer jornalismo é, ainda, descodificar argumentos para uma linguagem acessível a todos os que quiserem compreender o drama que se relata na prosa jornalística…

«Nesse sentido, este livro é uma pedrada no charco. Não por conter revelações assombrosas, mas por se atrever a falar de um assunto silenciado e que incomoda os sistemas em vigor: o sistema político instaurado em Angola e o sistema capitalista sustentado globalmente pela exploração e acumulação de riqueza.

«Aqui não resisto em repetir o que vem escrito no livro: “…é por isso que Cabinda não é notícia. Uma bitacaia no presidente do MPLA teria com certeza muito maior cobertura do que o facto de em Cabinda imperar o terror.

«Falar hoje de Cabinda é algo que desagrada aos poderes políticos e económicos de Angola, de Portugal, e dos que mandam em Angola e em Portugal.

«A situação de Cabinda deriva do resultado da descolonização portuguesa. Mas essa descolonização não foi um acto controlado pelos que derrubaram o regime do Estado Novo em Portugal. O papel de Portugal não foi assim tão decisivo, tendo em conta o confronto na época entre os EUA e a União Soviética.

«Aconteceu que os EUA perderam a guerra em Angola, assim como já tinham perdido antes a do Vietname.

«Os vencedores – a URSS, Cuba, o MPLA – não estavam, naturalmente, interessados na independência de Cabinda e Portugal pouco mais podia ser que um espectador passivo.

«Bom, é isto que este livro retrata, ainda que por outras palavras e, porventura, diferentes pontos de vista.

«É preciso acrescentar que hoje vivemos em sociedades proto-fascistas, no sentido em que só os poderosos é que têm direito a sobreviver. Acham exagero? Mas digam lá, então, quem é que hoje que esteja fora do arco do poder, se consegue fazer ouvir. Não me refiro a conversas de café, onde cada um fala mais ou menos alto aquilo que entende… refiro-me ao eco que opiniões divergentes têm nos grandes órgãos de comunicação social nacionais, as televisões, por exemplo… Aqui ou em Angola?… em Cabinda é quase um silêncio total, entrecortado talvez pelos gemidos dos agrilhoados… e em Portugal, enfim… por exemplo, agora vamos para eleições, mas já repararam que os debates eleitorais nas televisões são só entre os cinco grandes partidos, os que têm acento parlamentar, mandando às urtigas o direito constitucional de igualdade perante todas as candidaturas? Em Portugal, onde é que um ponto de vista que não seja do pensamento dominante se consegue fazer ouvir? Qual é o jornal nacional, a rádio ou a televisão que acolhe opiniões incómodas e as questiona? As difunde? As confronta? Qual deles é que está aqui para ouvir ideias que confrontam o Poder estabelecido em Angola, um Poder que compra com petróleo silêncios e compromissos por todo o Mundo? É neste quadro que temos de entender o silêncio mediático que envolve a questão de Cabinda.

«Mas, enfim… Quando estamos convencidos da nossa razão, nunca devemos abdicar de lutar por aquilo que entendemos que é justo. O que a História ensina é que pode demorar tempo, pode não ser no nosso tempo, pode ser que só aconteça no tempo dos nossos filhos ou dos nossos netos – digamos que isso é pouco importante. O que é importante é o rumo que imprimimos aos acontecimentos. O livro termina com a frase “Só é derrotado quem deixa de lutar”… na verdade, a razão pode ser abafada durante algum tempo, mas não pode ser abafada durante todo o tempo. É isso que este livro nos ensina. E por isso merece ser lido.

Obrigado, Orlando Castro»

RETRATO DO AUTOR

Orlando Castro nasceu em 1954 em Angola, na então cidade de Nova Lisboa (Huambo). Como jornalista deixou na sua terra natal colaboração dispersa em “Província de Angola”, “O Planalto”, “Olá! Boa Noite” e “Rádio Clube do Huambo”. Em 1975, ainda em Angola, publicou o livro de poemas “Algemas da Minha Traição”.

Em Portugal, onde chegou nos finais de 1975, colaborou com os jornais “Pontual”, “ País”, “Templário”, “Jornal de Ramalde”, “Vida Social”, “Voz do Barreiro”, “RIT-Revista da Indústria Têxtil”, (onde foi chefe de Redacção) e “O Primeiro de Janeiro” (onde foi editor da secção de Economia). Integrou, de 1991 a 2009, a Redacção do “Jornal de Notícias”.

29 mai, 2011

Classé dans : Non classé — cabinda @ 18:18

Vaticano afasta três padres de Cabinda

A nota papal afasta difinitivamente o antigo vigário-geral da Diocese de Cabinda e os párocos da igreja da Imaculada Conceição e da Sé Catedral.

 AFP+Angola+security+stadium+football11Jan2010+480-300x171Os padres Jorge Casimiro Congo, Raul Taty e Alexandre Pambo, foram afastados do exercício clerical segundo um decreto papal, dado a conhecer aos fiéis católicos em Cabinda.

A notícia do afastamento dos três sacerdotes foi tornada pública durante os cultos dominicais em várias paróquias da Diocese, mediante um comunicado assinado pelo bispo de Cabinda, Dom Filomeno Vieira Dias.

O documento, segundo alguns sacerdotes contactados pela Voz de América, não faz referência às razões que levaram a redução ao exercício sacerdotal das,até agora, tidas como as mais emblemáticas figuras do clero cabindês e das que mais se bateram pela situação dos Direitos Humanos e da auto-determinaçao do enclave.

A nota, segundo os sacerdotes, afasta difinitivamente o antigo vigário-geral da Diocese de Cabinda e os párocos da igreja da Imaculada Conceiçao e da Sé Catedral: Raúl Taty, Jorge Congo e Alexandre Pambo, respectivamente,ficando afastados de todas as celebrações eucarísticas e a administração de sacramentos segundo os custumes da Igreja Católica Apostolica Romana.

O decreto papal foi exarado no dia 16 de Abril e só foi tornado público na passada sexta-feira, por iniciativa do bispo da diocese, após este ter convocado dois dos três sacerdotes ao Paço Episcopal.

Entretanto, o afastamento de Raul Taty e de Jorge Casimiro Congo foi acelerado e mediatizado pelo seu involvimento no processo político de Cabinda. Os seus pronunciamentos e posições foram, ao longo dos últimos anos,combatidos pelo governo e por alguns círculos da Conferencia Episcopal de Angola e S.Tomé devido à alegada utilização do altar e da batina para fins políticos.

A situação agravou-se para os dois sacerdotes com a indicação de Filomeno Vieira Dias para Bispo da Diocese, uma nomeaçao abertamente contestada pelo clero de Cabinda pela sua ligação familiar a algumas figuras do poder.

Raul Taty, nas vestes de vigário-geral da diocese é alegadamente responsabilizado pela hieraquia da Igreja Católica de não ter tomado uma posição dura contra os contestatários do bispo enquanto Jorge Casimiro Congo é penalisado pela agressão ao bispo Dom Eugenio dal Corso, ocorrida na Paróquia de Imaculada Conceição, onde na altura era pároco.

As razões profundas e a sucessão de factos em relação ao afastamento dessas figuras do clero de Cabinda estão longe de serem conhecidas pelos fiéis, dada a natureza secreta das decisões da Igreja. Contudo, esta situação agudiza o clima de de indiferença que se vem registando no relacionamento entre o bispo de Cabinda com os seus fiéis.

Alguns sacerdotes observaram que a situação é delicada para a segurança dos três sacerdotes e temem que, à semelhança ao que recentemente aconteceu com o padre Raul Tati, conduzido a prisão por crimes contra a segurança do Estado, o padre Casimiro Congo venha conhecer a mesma sorte a julgar pela perseguição que diz ser vítima por parte dos órgãos da segurança do Estado.

Manifestam ainda a sua indignação pela decisão da Igreja pelo facto de existir em posse da diocese  e do Vaticano pedidos de sacerdotes, a exemplo do padre Gervásio André Pucuta, que, apesar de ter  solicitado há mais de 8 anos o abandono ao exercício sacerdotal, a Santa Sé, pelo que se saiba, ainda não tomou qualquer decisão.

fonte:VOA

  • Escute /Ecoutez: José Manuel
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    8 mai, 2011

    Portugal sabe o que é o Saara mas ignora o que se passa em Cabinda

    Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 15:48

    Bispo de Cabinda anda escoltado por forças militares e policiais, onde se incluem carros blindados. Padre Jorge Casimiro Congo tem um carro de assalto a morar em permanência junto à sua porta

    A questão do Saara Ocidental « terá /teve decerto o seu lugar na cimeira UE-África » (dias 29 e 30 em Tripoli – Líbia) apesar de não figurar na agenda, garantiu em declarações à Lusa um alto responsável da Frente Polisário. Enquanto isso, Cabinda (colónia angolana desde 11 de Novembro de 1975 e antes protectorado de Portugal) continua a ser varrida para debaixo do tapete. A força do regime angolano a isso obriga. Até um dia, como é óbvio.

    Perante a conivente passividade da comunidade internacional, com especial relevância para Portugal, todos os que em Cabinda lutam pelos direitos humanos e pretendem que a agora colónia seja ouvida quanto ao seu futuro, são tratados de forma execrável, uns são presos, outros intimidados e alguns « ausentam-se » para parte tão incerta que ninguém mais sabe deles.Até o próprio Bispo de Cabinda quando se desloca na região vai escoltado por forças militares e policiais, onde se incluem carros blindados. Por sua vez, o padre Jorge Casimiro Congo tem um carro de assalto a morar em permanência junto à sua porta.No que a Cabinda respeita, Portugal não se quer lembrar (e dá cobertura para calar os que se querem lembrar) dos compromissos que assinou, na circunstância há 125 anos.

    Portugal não só violou o Tratado de Simulambuco de 1 de Fevereiro 1885 como, pelos Acordos de Alvor, ultrajou o povo de Cabinda, sendo por isso responsável, pelo menos moral (se é que isso tem algum significado), por tudo quanto se passa no terrirório, seu protectorado, ocupado por Angola.

    Quando o presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, diz que Angola vai de Cabinda ao Cunene está, desde logo, a dar cobertura e a ser conivente, como acontece – por exemplo – com a China em relação ao Tibete, com as violações que o regime angolano leva a efeito contra um povo que apenas quer ter o direito de escolher o seu futuro.

    Graças ao petróleo, grande parte dele produzido em Cabinda, Angola consegue que a comunidade internacional reconheça a existência de dois tipos de terrorismo. Um bom, o que Luanda exerce em Cabinda, um mau, o que Marrocos pratica contra a Frente Polisário no Saara Ocidental.

    Para além do Tibete, não seria mau que Portugal olhasse para Espanha e Angola para Marrocos. Ou seja, para a questão do Saara Ocidental, antiga colónia espanhola anexada em 1975 (tal como Cabinda) após a saída dos espanhóis, como parte integrante do reino de Marrocos que, entretanto, propõe uma ampla autonomia sob a sua soberania, embora excluindo a independência. Pelo contrário, a Frente Polisário, apoiada sobretudo pela Argélia, apela à realização de um referendo, em que a independência seria uma opção.

    Também não se percebe, aliás, a razão pela qual a ONU tem um chefe de missão no Saara Ocidental, Hany Abdel-Aziz, que ainda recentemente afirmou que o momento é apropriado para iniciar as negociações entre Marrocos e a Frente Polisário, e não toma igual iniciativa em relação a Cabinda.

    Recorde-se que o governo espanhol, liderado por José Luis Zapatero, tem mostrado – ao contrário de Portugal – coragem política não só ao reconhecer o direito do povo Saarauí à autodeterminação como ao levar a questão às Nações Unidas.

    Também Timor-Leste comemorou recentemente os 10 anos do referendo que permitiu que o território, embora sob suposta administração portuguesa mas de facto ocupado militarmente pela Indonésia e considerado sua província, se tornasse independente.

    Terá Cabinda similitudes com Timor-Leste? E com o Kosovo? E com o Saara Ocidental?

    Embora a comunidade internacional (CPLP, União Europeia, ONU, União Africana) assobie para o lado, o problema de Cabinda existe e não é por não se falar dele que ele deixa de existir. E se, como conteceu em Janeiro, para se falar é preciso pôr a razão da força à frente da força da razão… que outro remédio têm os cabindas?

    Cabinda é um território ocupado por Angola e nem o potência ocupante como a que o administou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.

    Quando o governo português reconheceu formalmente a independência do Kosovo, o seu ainda ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse que « é do interesse do Estado português proceder ao reconhecimento do Kosovo ».

    O ministro português apontou quatro razões que levaram à tomada de decisão sobre o Kosovo: a primeira das quais foi « a situação de facto », uma vez que, depois da independência ter sido reconhecida por um total de 47 países, 21 deles membros da União Europeia e 21 membros da NATO, « é convicção do governo português que a independência do Kosovo se tornou um facto irreversível e não se vislumbra qualquer outro tipo de solução realista ».

    Deve ter sido o mesmo princípio que, em 1975, levou o Governo de Lisboa a reconhecer o MPLA como legítimo e único governo de Angola, embora tenha assinado acordos com a FNLA e a UNITA. O resultado ficou à vista nos milhares e milhares de mortos da guerra civil.

    Como segunda razão, Luís Amado referiu que « o problema é político e não jurídico », afirmando que « o direito não pode por si só resolver uma questão com a densidade histórica e política desta ». Amado sublinhou, no entanto, que « não sendo um problema jurídico tem uma dimensão jurídica de enorme complexidade », pelo que « o governo português sempre apoiou a intenção sérvia de apresentar a questão ao Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas ».

    Ora aí está. Cabinda (se é que os governantes portugueses sabem alguma coisa sobre o assunto) também é um problema político e não jurídico, « embora tenha uma dimensão jurídica de enorme complexidade ».

    « O reforço da responsabilidade da União Europeia », foi a terceira razão apontada pelo chefe da diplomacia portuguesa. Amado considerou que a situação nos Balcãs « é um problema europeu e a UE tem de assumir um papel muito destacado », referindo igualmente que a assinatura de acordos de associação com a Bósnia, o Montenegro e a Sérvia « acentuou muito nos últimos meses a perspectiva europeia de toda a região ».

    No caso de Cabinda, a União Europeia nada tem a ver. Tem, no entanto, a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) onde Portugal desempenha um papel importante, se bem que a organização lusófona seja agora presidida por um país, Angola, cujo presidente está há 31 anos no poder sem ter sido eleito.

    O ministro português frisou ainda que Portugal, ao contrário dos restantes países da UE que não reconheceram o Kosovo, não tem problemas internos que justificassem as reticências. Pois. Os que tinha (Cabinda é, pelo menos de jure, um problema português) varreu-os para debaixo do tapete.

    Como última razão, indicou a « mudança de contexto geopolítico que entretanto se verificou » com o conflito entre a Rússia e a Geórgia e a declaração de independência das regiões georgianas separistas da Abkházia e da Ossétia do Sul que Moscovo reconheceu entretanto.

    Isto quer dizer que, segundo Lisboa, no actual contexto geopolítico, Cabinda é Angola. Amanhã, mudando o contexto geopolítico, Portugal pensará de forma diferente. Ou seja, a coerência é feita ao sabor do acaso, dos interesses unilatreiais.
    ORLANDO CASTRONOTÍCIAS LUSÓFONAS
    Extracto desde PAGINA UM

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