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15 décembre, 2012

Contentieux Cabinda/Portugal

Classé dans : Politique — cabinda @ 16:05

Le FLEC Originel dirigé par le docteur-ingénieur J. D. Álvaro Pitra Pena Franque depuis le décès en 2007, à Luanda, de son leader historique Luís Ranque Franque, a adressé le 8 décembre dernier à l’actuelle présidente de l’Assemblée de la République du Portugal, ainsi qu’au président en exercice du Tribunal Constitutionnel, une lettre de rappel et d’interpellation sur le contentieux découlant de la décolonisation de Cabinda détournée en 1975 au profit de l’Angola.

A FLEC Original dirigida pelo Dr. engenheiro J. D. Álvaro Pitra Pena Franque desde o falecimento em 2007, em Luanda, do seu líder histórico, Luis Ranque Franque, enviou no passado dia 8 de dezembro à actual Presidente da Assembleia da República de Portugal, bem como ao presidente do Tribunal Constitucional, uma carta de recordação e interpelação sobre o litígio decorrente da descolonização de Cabinda desviada em 1975, em favor de Angola.

Dans la lettre adressée à la présidente de l’Assemblée de la République, le FLEC-Originel invoque, en appui de son argumentation, une correspondance reçue du Directeur de Cabinet de l’ancien président de cette chambre, le Dr. Jaime José Matos da Gama informant le mouvement d’avoir transmis pour instruction le dossier à la Commission des Affaires étrangères (Cf. Pièce jointe à la correspondance), ainsi que celle du Provedor de Justiça de l’époque, le Dr. H. Nascimento Rodligues, en réponse à une plainte introduite auprès des organes de souveraineté sous l’autorité de feu Luís Ranque Franque.

Na carta à presidente da Assembleia da República, a FLEC Original invoca em apoio da sua argumentação, a correspondência que recebeu do Director de Gabinete do Gabinete do antigo Presidente desta Câmara, o Dr. Jaime José Matos da Gama, informando o movimento de ter transmitido o processo para a Comissão dos negocios estrangeiros (Cf. Peça em anexo da correspondência), bem como ao então Provedor de Justiça, Dr. H. Nascimento Rodligues em resposta a uma queixa apresentada junto dos órgãos de soberania, sob a autoridade do seu falecido presidente, Luís Ranque Franque.

Dans la correspondance reçue du Provedor de Justiça, jointe  à celle-ci comme pièce à conviction, il ressort outre le fait d’annoncer qu’ « il n’était pas en mesure d’entreprendre quoi que ce soit », que celui-ci s’est substitué à la Cour Constitutionnel pour affirmer que cet organe n’était pas compétent pour se prononcer sur la conformité constitutionnelle des actes et décisions pris par les différents gouvernements provisoires qui se sont succédé après le 25 avril 1975, ce qui de toute évidence, était en contradiction totale avec plusieurs arrêts de cette même Cour, affirmant le contraire.

Na correspondência procedente do Provedor, também posta em exposição, além de informar ao movimento que « ele nada podia fazer », substituiu-se ao Tribunal Constitucional declarando que este órgão não era competente para se pronunciar sobre a conformidade constitucional dos actos juridicos e decisões tomados pelos diferentes governos provisórios que tinham sucedido depois 25 de abril de 1975, o que obviamente estava em total contradição com vários ácordãos deste mesmo Tribunal.

A cette occasion, le FLEC-Originel interpelle la présidente de l’Assemblée de la République et les illustres membres de cette Assemblée :

Nesta ocasião, a FLEC Original interpelou a presidente da Assembleia da República e os ilustres membros desta Assembleia:

1. Sur l’irrégularité de la cession de Cabinda à l’Angola. eu égard d’une part, à la législation portugaise en  vigueur à cette date et, de principes du droit international applicables en matière de décolonisation et de succession d’Etats établissant que, lors de la commission de l’acte illicite, le Portugal ne disposait sur les territoires sous son administration que d’une compétence fonctionnelle d’administration sous le contrôle des Nations Unies ;

1. A irregularidade da cessão de Cabinda à Angola. em consideração tanto da legislação Portuguesa em vigor naquela data, e dos princípios do direito internacional aplicáveis em matéria de descolonização e de sucessão de Estados estabelecendo que, aquando da realização do ato ilícito, Portugal somente dispunha defronte dos territórios sob a sua administração uma competência funcional de administração sob o controlo das Nações Unidas;

2. Les conséquences de ladite cession territoriale à l’origine du différend opposant  depuis 1975 le peuple de Cabinda et l’Etat angolais, une situation qui, en vertu du principe de la continuité de l’Etat, engage la responsabilité de l’Etat portugais même  après son retrait de ses anciennes colonies de Cabinda et de l’Angola (selon la formule consacrée en l’article 1.2 de la Constitution politique de la République Portugaise de 1933 (CPRP), prorogé par la loi constitutionnelle n° 3/74 du 14 mai, promulguée par les autorités issues du Mouvement des Forces Armées portugaises du 28 avril 1975), en sa qualité d’ancienne puissance administrante et Etat protecteur de Cabinda ;

2. As consequências desta cessão territorial na origem do conflito que, desde 1975, opõe o Povo de Cabinda e o governo de Angola, uma situação que, de acordo com o princípio da continuidade do Estado é da responsabilidade, engaja a responsabilidade do Estado Portugês mesmo após a sua retirada das suas antigas colónias de Cabinda e Angola (conforme a redacção do n.° 2 do artigo 1.°) da Constituição da República Português de 1933, prorrogado pela Lei Constitucional n º 3/74 de 14 de Maio, promulgada pelas autoridades do Movimento das Forças Armadas Português 28 de abril de 1975), na sua qualidade de antiga potência administrante e Estado protetor de Cabinda;

3. la nécessité et l’urgence, au nom du devoir de mémoire et de l’éthique, d’une initiative conciliatoire portugaise, afin de mettre un terme au conflit opposant l’Etat angolais et le Peuple de Cabinda, en organisant dans ce territoire, sous les auspices de l’Union Africaine (UA), de l’ONU, de l’Union Européenne (UE), des pays voisins du Cabinda, en présence d’observateurs internationaux, un référendum d’autodétermination transparent, voie la mieux indiquée pour permettre au peuple de ce territoire d’exprimer librement son point de vue sur son avenir « à l’intérieur ou à l’extérieur » du système angolais actuel, comme l’eut à le demander en novembre 1974 feu le président Luís Ranque Franque, dans un message qu’il adressa au Secrétaire Général des Nations Unies, M. Kurt Waldheim ; ou, dans le cas contraire, en recherchant une solution amiable et rapide de sortie de crise, une solution réellement négociée et non imposée, entre le Gouvernement angolais et la partie cabindaise libre, indépendante, non sujette à la corruption.

3. A necessidsde e urgência, em nome do dever de memória e da ética, duma iniciativa « conciliatória » portuguesa afim de se pôr um termo à disputa opondo o Estado de Angola e 0 Povo de Cabinda, organizando neste território, sob os auspícios da União Africana (UA), da ONU, da União Europeia (UE), dos países vizinhos de Cabinda, em presença de observadores internacionais: um reterendo de autodeterminação transparente, a via mais indicada de modo a permitir a este Povo de expressar livremente a sua opinião sobre o seu devir dentro ou fora do sistema político angolano, como jà tinha-o pedido o falecido presidente Luís Ranque Franque, numa mensagem que dirigiu, em Novembro de 1974 ao Secretário-gera! das Nações Unidas (Kurt Waldheim) ou, no caso contrário, promovendo a busca rápida duma solução amigável e realmente negociada, mas não imposta, entre 0 Govemo da República de Angola e a parte cabindesa livre, independente, não sujeita à chantagem e corrupção.

Dans la lettre au Président de la Cour Constitutionnelle, le FLEC-Originel demande ouvertement à cette instance composée de membres nommés non seulement en fonction de leurs compétences, mais également de leur probité, de se prononcer  sur la validité et la conformité constitutionnelle de l’article 3 de l’Accord vicié d’Alvor, du 15/01/1975, à la lumière des dispositions de l’article 1 de la Constitution politique portugaise de 1933, ainsi que des lois et décrets numéros 3/74 du 14 mai 1974, 203/74 du 15 mai 1974, 7/74 du 29 juillet 1974 et 458-A/75 du 22 août 1974.

Na carta dirigida ao presidente do Tribunal Constitucional, a FLEC-Original pede abertamente a esta instância composta de membros nomeados não apenas pela sua experiência, mas também a sua integridade, que se pronuncie sobre a validade e a conformidade constitucional do artigo 3.º dos Acordos inquinados de Alvor, de 15 de Janeiro de 1975, à luz das provisões do artigo 1.º da Constituição Portuguesa de 1933, bem como das Leis n.os 3/74, de 14 de Maio, 203/74, de 15 de Maio, 7/74, de 29 de Julho e  458-/75 de 22 de Agosto.

Outre les correspondances sus-mentionnées, le FLEC-Originel rendra publique dans les prochains jours, la teneur de la réplique qu’elle a réservée à la communication que le Gouvernement angolais a déposée en avril dernier auprès de la Commission Africaine des droits de l’homme et des peuples, communication réitérée le 10 septembre dernier par le Ministre des relations Extérieures de l’Angola.

Além das correspondências acima mencionadas, a FLEC Original vai nos próximos dias publicar o conteúdo da resposta que foi reservada à comunicação que o Governo angolano endereçou em abril passado à Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, comunicação repetida em 10 de Setembro último pelo ministro das Relações Exteriores de Angola.

Por A. LIUMBA.

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