7 août, 2009

Dívidas de Angola pressionam banca e o Estado português

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 6:43

Linha de cobertura, celebrada entre os dois Estados, é de mil milhões de euros e não chega para cobrir as dívidas. Só as construtoras reclamam 1,4 mil milhões.Basta que o Governo angolano se atrase três meses no pagamento das dívidas de 1,4 mil milhões de euros às construtoras portuguesas para que o Estado português seja chamado a avançar com o dinheiro em falta. A agravante é que a linha de garantia só tem mil milhões de euros, não chegando, por isso, para cobrir a totalidade do incumprimento.

A cadeia de pagamentos e garantias é longa, mas, em última análise, caso haja incumprimento, quem paga os dois mil milhões de dólares (cerca de 1,4 mil milhões de euros) em falta são os contribuintes portugueses. Severim de Morais, ministro das Finanças angolano, disse a semana passada à Lusa que o objectivo é regularizar a situação « ainda durante este ano ». E sublinhou: « Não queremos deixar passar a dívida para 2010″.

Mas não é preciso ir tão longe. Bastam três meses de atraso para que seja o Estado português a cobrir as falhas. De acordo com a convenção assinada entre Portugal e Angola – que tem como objectivo estimular as exportações para o país africano – « as empresas portuguesas vão recebendo a pronto pagamento através dos bancos portugueses, à medida que vão apresentando as facturas do trabalho realizado », explicou Lina Melo, directora da Direcção Internacional da seguradora Cosec, ao Diário Económico.

À medida que são feitos os pagamentos, « o importador constitui-se como devedor perante os bancos, que lhe estão a adiantar o dinheiro », continua a especialista. O empréstimo dos bancos aos importadores angolanos é feito a um prazo máximo de sete anos. « Permitem-se prazos longos porque a linha é válida para bens de equipamento e serviços », esclarece Lina Melo. Incluem-se na convenção, por exemplo, máquinas, empreitadas de construção civil e obras públicas, estudos e projectos, entre outros.

Quando os importadores angolanos se atrasam a pagar, « acciona-se o aval do Ministério das Finanças angolano », clarifica Lina Melo. Mas se o Estado angolano também não tiver liquidez para regularizar os pagamentos, « os bancos portugueses pedem a indemnização à Cosec, que vai accionar a garantia do Estado português », remata.

Linha foi aumentada três vezes mas ainda não chega

As garantias estatais para exportar para Angola « têm sido muito utilizadas », disse a responsável da Cosec. A linha que o Estado português disponibiliza através da Cosec começou por ter 100 milhões de euros. Mais tarde, foi aumentada para 300 milhões, depois para 500 milhões e, actualmente, já vai em mil milhões. Ainda assim, se os preços do petróleo não subirem e não aliviarem o Tesouro angolano, não chega para cobrir o incumprimento só das construtoras.

« Têm existido pequenos atrasos, mas têm sido todos regularizados antes que sejam declarados sinistro », adiantou Lina Melo, esclarecendo que « até ao momento, só houve uma participação de ameaça, que acabou por ser regularizada a tempo » – ou seja, antes de terem decorrido os três meses previstos na convenção.

Caso o atraso se prolongue, o Estado português tem 30 dias para pagar aos bancos 95% do capital segurado e dos juros – neste caso o correspondente a 1,33 mil milhões de euros – através da seguradora Cosec. Note-se que o capital segurado não corresponde à totalidade da obra em causa, mas sim a 85%, já que os importadores angolanos têm de pagar 15% do valor à cabeça, conforme mandam as regras da OCDE.

O risco do cenário de incumprimento se verificar aumenta sempre que os preços do petróleo descem. Severim de Morais explicou que as irregularidades nos pagamentos feitos através de recursos do Tesouro se começaram a fazer sentir « a partir Dezembro do ano passado », altura em que a queda a pique do preço do barril de petróleo começou a estrangular as finanças angolanas.

Em Julho do ano passado um barril de petróleo custava 147 dólares; no final da semana passada custava menos de metade (69 dólares) e no início deste ano chegou a ser comprado a 30 dólares o barril. Aliás, Severim de Morais não esconde a dependência das contas angolanas do preço do ouro negro: « Desde que as receitas [do Estado] aumentem, nós vamos cumprir os nossos compromissos ». O problema é que em tempo de recessão não há garantias de que aumentem.

(Esta notícia saiu na edição impressa do Diário Económico do dia 27 de Julho).

Margarida Peixoto 

6 juillet, 2009

Ministro Sem Pasta Bento Bembe nega violação dos Direitos Humanos em Cabinda

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 17:19

bentobembe2009.jpg

Cabinda: O ministro Sem Pasta, Bento Bembe, a voz do seu mestre, nega violações dos Direitos Humanos em Cabinda.
Durante uma conferência de imprensa o ministro Sem Pasta, António Bento Bembe, ex chefe de uma facção da guerrilha, afirmou não existe violação dos direitos humanos em Cabinda.
Para Bento Bembe as informações relatadas nos relatórios de «certas organizações» que alegam a ocorrência de violações constantes de Direitos Humanos em Cabinda, principalmente contra os reclusos e condenados nas cadeias, «são falsas e infundadas».Na mesma conferência de imprensa o ministro Sem Pasta disse: «Essas pessoas que relatam estes factos falsos e desonestos querem aproveitar passar suas mensagens que nada agradam as populações e nós sentimos isso junto das comunidades quando falamos com elas».

Durante a sua deslocação a Cabinda, Bento Bembe visitou as cadeias militar de Cacongo em Lândana, a civil de Yabe, e reuniu-se com o chefe provincial dos Direitos Humanos, responsáveis da Justiça e magistrados. «Visitamos as cadeias e falamos com os reclusos e eles nos disseram que têm merecido bom tratamento tanto pelos guardas prisionais como pelos responsáveis destas instituições e por isso, vimos que são falsas e irresponsáveis as informações que certas organizações estão a propagandear».

Bento Bembe, nomeado pelo Governo angolano responsável para a observância e respeito do Direitos Humanos em Angola, tenta assim reagir às denúncias de organizações internacionais independentes sobre constantes de violações dos Direitos Humanos em Cabinda.

As declarações do ministro Sem Pasta surgem também após a Human Rights Watch (HRW) ter publicado, 22 de Junho, relatório de 29 páginas, «’Puseram-me no Buraco’: Detenção Militar, Tortura, e Processo Injusto em Cabinda,» onde reporta «um padrão preocupante de violações dos direitos humanos praticados pelas forças armadas angolanas e agentes dos serviços de inteligência. Entre Setembro de 2007 e Março de 2009, pelo menos 38 pessoas foram presas arbitrariamente pelos militares em Cabinda e acusadas de crimes contra a segurança do Estado. Muitos foram sujeitos a detenção incomunicável por longos períodos, tortura e tratamento cruel ou desumano em detenção militar e foram-lhes negados direitos a um processo justo».

No mesmo relatório, Georgette Gagnon, Directora de África da HRW, afirmou que as Forças Armadas Angolanas, FAA, «estão a cometer graves violações dos direitos humanos em Cabinda.»

O relatório da HRW baseou-se em entrevistas realizadas em Março de 2009 com 20 reclusos na prisão do Yabi, em Cabinda, assim como em documentos de processos judiciais e outras fontes. Muitos dos reclusos, oriundos de zonas rurais do interior de Cabinda, foram detidos durante rusgas militares que se seguiram a ataques armados atribuídos à Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC). Tendo sido mais tarde acusados de crimes contra a segurança do Estado por alegado envolvimento em ataques armados atribuídos aos separatistas.

Para a HRW documentos dos processos judiciais demonstram que confissões obtidas sob tortura foram utilizadas como prova durante os trâmites judiciais e que os advogados de defesa não tiveram acesso prévio a essas «provas».

O relatório da HRW fornece mais detalhes sobre o conhecido caso de Fernando Lelo, um antigo correspondente da Voz da América (VOA) que foi condenado por crimes contra a segurança do Estado num julgamento injusto, em Setembro de 2008. O relatório também recorda casos que atraíram muito menos atenção pública e arriscam ser ignorados.

(c) PNN Portuguese News Network

21 février, 2009

Miala transferido para uma residência

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 19:08

miala20.jpgFernando Garcia Miala, o antigo patrão da secreta angolana foi transferido da cadeia de Viana para uma residência agregada, o que significou uma melhoria das suas condições de cárcere.

O próximo passo, segundo avançou o boletim África Monitor poderá ser uma medida de clemência.

Por outro lado, comentaristas em Luanda disseram ao Club-k.net que isto da certeza a varias declarações feitas publicamente alertando que o “caso Miala” era um dossiê sob dependência directa e “exclusiva”  do Presidente angolano ao que põem em causa a independência dos órgãos de justiça que na pratica não é verificado.

Factos que mostram que  o “caso Miala” não depende do poder judicial

- O Procurador João Maria não é quem assina os documentos de apreciação/requerimentos que tem haver com o processo de Miala; exemplo concreto foi o documento de soltura de Maria da Conceição cujo o assinante foi o Director do Gabinete do PGR. Analises em meios competentes concluem que o próprio PGR evita assinar para não manchar mais a sua reputação num processo tido como « fabricado ».
- Na véspera do julgamento de Fernando Miala, o telefone da casa do General “Patónio”, o Juiz-militar  que o condenou,  tocava constantemente, com chamadas do “futungo” dando instruções “superiores” e outras vezes para manter-se informado sobre o julgamento. “Patónio”, devido a pressão teve depois do julgamento, de ausentar-se indo de férias ao exterior.
- Nos dias da tensão do julgamento houve pressão significante para evitar que o pior acontecesse com Miala; exemplo: Um grupo restrito da UNITA foi secretamente ao “futungo” fazer pedido de cavalheiro para que poupassem a vida de  F Miala;  familiares do Gen “Kopelipa”, também pressionaram com realce a uma tia recentemente falecida que era bastante escutada no circulo familiar
- recentemente o tribunal autorizou que Fernando Miala fosse assistir ao enterro do pai mas uma outra “ordem superior” e alheias ao poder judicial impediram que tal acontecesse.
- Na segunda semana de Dezembro correu informações no futungo que JES “mandaria” soltar Miala antes de viajar para China
- Miala já foi solicitado a fazer um pedido de perdão publico ao Chefe, em troca da liberdade

Odiado e amado por muitos F Miala foi uma das figuras mais influentes do regime do MPLA com poderes nunca visto. Era considerado, os olhos e os ouvidos do Presidente JES.  A cumplicidade entre ambos era algo nunca visto. Chegavam ao ponto de viajar juntos a paris, onde ambos descontraiam andando de cavalo numa fazenda/residência supostamente pertencente a JES.

Fonte: Club-k.net

11 février, 2009

Les réquisitions du procès de l’Angolagate

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 20:44

Le procès de l’Angolagate, une affaire de vente d’armes de guerre en Angola dans les années 1990, touche à sa fin. Les quarante-deux personnes prévenues ont écouté tout au long de la journée de mercredi le procureur requérir amendes, peines de prison et quelques relaxes à leur encontre. Retrouvez ci-dessous les peines réclamées contre les associés Arcadi Gaydamak et Pierre Falcone, leurs anciens employés et plus d’une vingtaine « d’obligés », parmi lesquels Charles Pasqua, Jacques Attali ou encore Jean-Christophe Mitterrand. Verdict : le 5 mars. Ci-dessous les réquisitions contre les principaux prévenus.Pierre Falcone
Réquisition : 6 ans de prison ferme et 375.000 euros d’amende.
Avec Arcadi Gaydamak, l’homme d’affaires aurait organisé de 1993 à 1998 un vaste trafic d’armes vers l’Angola, sans les autorisations nécessaires de l’État français, et versé de nombreux pots-de-vin à des personnalités angolaises et françaises.

Arcadi Gaydamak
Réquisition : 6 ans de prison ferme et 5 millions d’euros d’amende.
Réfugié en Israël, il aurait, avec Pierre Falcone, organisé de 1993 à 1998 un vaste trafic d’armes vers l’Angola, sans les autorisations nécessaires de l’État français, et versé de nombreux pots-de-vin à des personnalités angolaises et françaises.

Charles Pasqua
Réquisition : 3 ans avec sursis et 150.000 euros d’amende.
Le sénateur, ancien président du Conseil général des Hauts-de-Seine et ex-ministre de l’Intérieur, aurait reçu plusieurs centaines de milliers de dollars contre son lobbying en faveur des intérêts angolais. L’Association France-Afrique Orient, dont Pasqua était vice-président et Jean-Charles Marchiani membre, aurait touché 1,5 million de francs (228.700 euros), finançant indirectement les activités politiques des deux hommes.

Jean-Christophe Mitterrand
Réquisition : 1 an de prison ferme et 375.000 euros d’amende.
Le fils aîné du président François Mitterrand, dont il fut le conseiller Afrique de 1986 à 1992, aurait touché 2,6 millions de dollars pour avoir servi d’intermédiaire.

Jean-Charles Marchiani
Réquisition : 18 mois de prison ferme et 200.000 euros d’amende.
L’ancien conseiller de Charles Pasqua et ancien préfet du Var, actuellement détenu pour corruption, aurait reçu plusieurs centaines de milliers de dollars contre son lobbying en faveur des intérêts angolais. L’Association France-Afrique Orient, dont Pasqua était vice-président et Marchiani membre, aurait touché 1,5 million de francs (228.700 euros), finançant indirectement les activités politiques des deux hommes.

Jacques Attali
Réquisition : relaxe.
L’ancien conseiller de François Mitterrand aurait reçu 160.000 dollars pour, de 1997 à 1999, user de son influence auprès de Bercy et du ministre des Affaires étrangères Hubert Védrine afin de dissiper les ennuis fiscaux de la société ZTS Osos, de Falcone et Gaydamak. Soupçonné aussi de trafic d’influence passif.

Paul-Loup Sulitzer
Réquisition : 18 mois avec sursis et 250.000 euros d’amende.
L’auteur de romans aux intrigues financières aurait perçu 380.000 euros pour user de son influence dans le monde des médias afin de redorer l’image des deux associés.

Georges Fenech
Réquisition : 6 mois avec sursis.
L’Association professionnelle des magistrats de cet ancien député UMP aurait perçu indûment 15.000 euros.
Source : Le Point

30 janvier, 2009

Professor expulso por escrever livro sobre pobreza

Classé dans : Société — cabinda @ 17:51

domingoscruzlivro.jpgDomingos da Cruz , o autor do  livro « Para Onde Vai Angola? » é despedido do Colégio Santa Catarina, uma instituição na qual trabalha a cinco anos. O despedimento é associado ao facto de a  a proprietária do Colégio ser  membro do MPLA e que a muito tem os seus colaboradores sobre vigia do autor e docente do livro em causa.

Depois de uma reunião no passado dia 26 de Janeiro o autor do livro “Para Onde Vai Angola?” e docente da mesma instituição foi chamado pelos directores pedagógicos, Lídia Lopes e Germano Pinto, que receberam a orientação para transmitir a decisão da proprietária do Colégio, Catarina de Oliveira. De acordo com os emissores, a proprietária alega que o professor tem abordado questões de natureza política na sala, mas o professor e autor Domingas da Cruz defende-se dizendo que é o programa de Filosofia que aborda questões políticas como democracia, direitos humanos, sistemas de governo, parlamento e outros. Por isso, não tem como escapar na abordagem destas questões, tendo em vista a realidade angolana. De acordo com os directores a razão de fundo é que o MPLA pressionou a militante para a saída do autor e professor, por causa do livro que na opinião deles é subversivo e hostil ao regime.

Nenhum professor está proibido de fazer abordagens políticas no sentido da “policy” excepto a política partidária. Como vedes, o MPLA não vai mudar por isso a guerra continua!
 
Ligação da proprietária com o MPLA
 
Sabe-se que a senhora Catarina de Oliveira é membro do MPLA assim como o seu marido que é um quadro senior do Banco Nacional de Angola (BNA). Isto é mais do que suficiente para compreender a ligação da proprietária ao sistema. Aliás em várias reuniões, de acordo com as nossa fontes a senhora disse em gesto de ameaça à aqueles trabalhadores que a enfrentam, «eu sou do MPLA por isso posso fazer o que bem quero e entendo, quem quiser submeter-se as normas impostas por mim fica que não quer rua». Muitas reclamações surgem por causa de descontos anárquicos. Inclusive a forma de pagamento do imposto de rendimento de trabalho é feito a sua maneira.
 
Enquadramento legal
 
A decisão para que o docente e escritor abandonassem o Colégio foi-lhe comunicado no passado dia 26 do corrente e de forma verbal, quando ter-se-á feito de forma escrita e com antecedência e devidamente fundamentada na Lei Laboral.

De acordo com as nossas fontes o professor e escritor contactou a proprietária no dia seguinte. Fê-lo ao telefone para que pudessem marcar um encontro no sentido de se esclarecer tudo, mas a senhora Catarina de Oliveira respondeu dizendo que «não sabia a que horas iria ao Colégio e que o Domingos da Cruz devia telefonar para a sua secretária no sentido de dizer a que horas é que ela iria a instituição». Se ela não sabe quando e a que horas iria ao Colégio e a sua secretária? Ridículo.
Tomamos também conhecimento de que o escritor já está a encetar as demarchas no sentido de repôr a legalidade por meio de mecanismos jurídico-laborais. Walter Tondela que é advogado do professor abriu já um processo para tratamento jurídico legal do assunto.

Não se entende como é que a investigação científica é motivo para a demissão de um profisssional. Como é que este país vai sair da miséria científica e outras formas de miséria que continuem a sina deste país e povo? O MPLA  e a sua militante ao agirem assim entram mais uma vez em contradição com o seu programa eleitoralista segundo o qual durante os quatro ano vão fortalecer a democracia e as liberdades.

Fonte: Club-k.net

16 novembre, 2008

Images de la présence chinoise en Angola.

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 15:39

Après trente années de guerre civile, l’Angola est un pays dévasté. Des mines antipersonnelles jonchent les campagnes , 47% de la population a moins de 14 ans, et seul un homme pour dix femmes a survécu à la guerre. Alors, pour reconstruire le pays, la simplicité de la boucle est implacable : Pékin prète de l’argent à l’Angola qui emploit à son tour des entreprises chinoises, en prenant quelques dessous-de-table au passage en échange de quoi elle promet 30% de ses réserves de brut à la Chine.

Le pays est devenu, depuis 2007, le premier fournisseur de brut à la Chine, devant l’Arabie Saoudite et 70% de la population vit toujours en dessous du seuil de pauvreté.

Samuel BOLLENDORFF, avec Abel Ségrétin dans « Angola, pour quelques barils de plus… »

Cliquer ici pour voir la diapo.chinoisenangola.jpg

1 novembre, 2008

Angolagate revela comissões em bancos portugueses

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 20:59

Mais de 21 milhões de dólares recebidos por altos responsáveis do regime angolano no caso que envolve o negócio ilícito da venda de armas da Rússia a Angola passaram por bancos portugueses em Lisboa e Almada, revela o jornal Público esta sexta-feira.

Os dados constam da lista de transferências bancárias do caso Angolagate, cujo julgamento começou em França no dia 6 de Outubro e que envolve altas figuras do Estado francês.

De acordo com o jornal, contas em bancos portugueses foram destinatárias de mais de 50 das 70 transferências listadas, somando mais de 21 milhões de dólares. Nesse conjunto, destacam-se a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco Comercial Português (BCP).

No despacho de pronúncia do juiz Philippe Courroye, que o jornal diz ter visto, são elencadas as transferências bancárias que totalizam mais de 54 milhões de dólares (cerca de 41,5 milhões de euros ao câmbio actual), para contas de dignitários de Angola e pessoas próximas do regime de Luanda em comissões relativas a contratos de venda de armas entre 1993 e 2000.

Os beneficiários são responsáveis como José Eduardo dos Santos, Presidente angolano, o embaixador Elísio de Figueiredo ou o ex-chefe da Casa Civil da presidência José Leitão e a mulher e o filho deste, e altas patentes das Forças Armadas Angolanas, como os generais Salviano Sequeira e Carlos Alberto Hendrick Vaal Neto, hoje ligado a uma sociedade no negócio de diamantes, ou Fernando Araújo, general e também na altura conselheiro do Presidente, entre outras figuras. Também o general Fernando Miala, que foi chefe dos serviços secretos e fazia parte do círculo íntimo de Eduardo dos Santos, mas entretanto afastado e actualmente na prisão, aparece na lista dos beneficiários.

Fonte : Papas açordas

Contas em Lisboa e Almada

Os bancos portugueses são destinatários de mais de 50 das 70 transferências listadas, somando mais de 21 milhões de dólares. Nesse conjunto, destacam-se a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco Comercial Português (BCP), citados como tendo recebido as somas maiores em depósitos únicos: 4,2 milhões de dólares em Maio de 1996, para uma conta em nome de Costa e Silva num balcão de Almada do banco público, e 1,8 milhões de dólares em Novembro de 1997 para uma conta de Fernando Araújo numa agência lisboeta do BCP.

Os restantes bancos citados como tendo recebido transferências para contas portuguesas são o Banco Bilbao Vizcaya, Banco Nacional de Crédito, Nacional Ultramarino (entretanto integrado na CGD), Banco do Comércio e Indústria e Totta & Açores (depois comprados pelo Santander), Pinto & Sotto Mayor (integrado no BCP) e Barclays.

De acordo com o processo, foi o empresário franco-brasileiro Pierre Falcone quem deu ordem para essas transferências, na maioria, a partir de contas da sua sociedade Brenco Trading Limited.

O caso implica altas figuras do Estado francês por enriquecimento ilícito e tráfico de influências. Tratava-se de uma vasta rede de intermediários, criada num contexto em que vigorava um embargo de armas a Angola. Dois dos 42 réus, o empresário Falcone e o milionário israelo-russo Arkadi Gaydamak, ambos intermediários dos negócios, são acusados de tráfico de armas.

As transacções mais importantes em valor, referidas nesta lista, como os 5 milhões de dólares transferidos para uma conta em nome do Presidente José Eduardo dos Santos ou os 10 milhões de dólares para Elísio de Figueiredo, embaixador em Paris e « representante pessoal do Presidente e seu mandatário para operações secretas financeiras » (como é descrito por uma testemunha-chave), são para o BIL (Banco Internacional do Luxemburgo) e o Discount Bank de Genebra, respectivamente.

Interrogado no âmbito do processo, Pierre Falcone afirmava que uma « comissão de Estado » de mais de 40 milhões de dólares tinha sido paga ao Estado angolano « muito oficialmente », lê-se no processo. No documento, o juiz contrapõe dizendo que « não foram encontradas transferências em dinheiro a favor do Estado angolano no débito das contas indicadas por Pierre Falcone » mas sim « o registo de várias transferências efectuadas a pessoas, membros ou pessoas próximas do Governo angolano, bem com a sociedades off-shore por eles constituídas ». Constatação que mais tarde terá levado Falcone a reconhecer que cerca de 30 angolanos tinham recebido fundos em contas no estrangeiro « para a defesa dos interesses nacionais » de Angola e « no quadro da logística da ZTS OSOS », ou seja, com base na lógica de que os responsáveis angolanos eram pagos para renovar contratos de compra de armas.

22 octobre, 2008

Registado novo derrame de petróleo no mar de Cabinda

Classé dans : Société — cabinda @ 12:17

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Um derrame de petróleo de pequena proporção foi registado quinta-feira última na área do complexo Delta do offshore de Cabinda, devido à ruptura de um oleoduto.O facto foi confirmado pelo director das relações públicas da Chevron, Humberto Baquissi.

Referiu que o derrame não compromete a actividade pesqueira.

Para o coordenador da associação dos pescadores do município de Cacongo, José dos Santos, o derrame afectou significativamente as águas do mar, acrescentando terem sido já comunicadas às entidades competentes para a normalização da situação.

29 mai, 2008

Cabinda: Militar das FAA detido pela Polícia de Investigação Criminal

Classé dans : Société — cabinda @ 17:27

O militar das Forças Armadas Angolanas (FAA), que violou sexualmente até à morte uma menor de oito anos de idade na cidade de Cabinda foi já detido pela Polícia de Investigação Criminal.  Jenoveva Filomena, de apenas oito anos, foi encontrada morta num capinzal, nos arredores da cidade de Cabinda, onde o homicida a deitou depois de a ter abusado sexualmente até à morte.  O relatório médico a que a Voz da América teve acesso indica que Jenoveva Filomena sofreu estrangulamento dos órgãos genitais e dos membros inferiores em consequência da força exercida sobre ela. Os médicos precisaram que a menina terá sido igualmente agredida pelo militar antes de perder a vida. 

O incidente deu-se por volta das 17 horas de quinta-feira, 23 de Maio, quando a pequena saia da escola Comandante Jika, arredores da cidade de Cabinda, e que dista cerca de cinco quilómetros da sua residência, andando sem a protecção dos pais, e de forma aliciada esta foi acompanhada pelo homicida que a conduziu ao capinzal onde foi encontrada morta.  Arão David, foi já conduzido para a cadeia do Yabi, na cidade de Cabinda, onde aguarda pelo julgamento e incorre na pena de 24 anos de prisão maior, pois está em prática o concurso de crime de violação e de homicídio qualificado, segundo o director adjunto da Policia de Investigação Criminal em Cabinda, intendente Oliveira da Silva. 

A sociedade reagiu negativamente à atitude do militar e qualifica o acto de cruel e atentatória à dignidade humana. Oliveira da Silva aconselha, por isso, a sociedade a denunciar actos de género por forma a contribuir para a diminuição da mortalidade de menores em Cabinda.

Fonte : ANGONOTICIAS / VOA

22 mai, 2008

Cabinda: Un Soldat angolais des FAA viole et tue une gamine de 9 ans

Classé dans : Société — cabinda @ 21:13

 Autour de 9h30, le 21 mai 2008, aux abords de l’Aéroport du Cabinda, à 20 mètres de celui-ci a été trouvé une fille dont l’âge a été estimée entre 9 et 10 ans morte et couchée à même le sol allongée tout au long de la route. L’auteur de cet acte odieux serait apparemment un Capitaine des Forces armées Angolaises (FAA).  Au moment du viole, la fillette revenait de l’école Jão Paulo II du Quartier GIKA située à 400 mètres de l’Aéroport. 

La disparition de l’enfant depuis le 20 a été confirmée par les membres de sa famille. 

Ce n’est pas le premier cas de viole et d’assassinat imputé aux membres des forces gouvernementales angolaises stationnées au cabinda. Divers cas de pédophilie sont quotidiennement dénoncé par les populations du territoire, sans échos de la part des autorités qui préfèrent fermer les yeux. Les auteurs de ces actes ne sont généralement jamais poursuivis. 

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