26 août, 2011

Indústria petrolífera polui o mar em Cabinda.

Classé dans : Société — cabinda @ 20:16

oilspillscabinda.jpgHá muito que ambientalistas e pescadores se queixam: os derrames de petróleo do Mar de Cabinda estão a destruir o pescado e a Chevron não está a fazer o suficiente para resolver o problema. Só este ano dois grandes acidentes foram já registados em águas de Cabinda.

Os prejuízos são incalculáveis para as pessoas que vivem da pesca e para a manutenção das espécies marinhas. 

Tudo acontece na zona norte, onde se explora petróleo há mais de 50 anos, entre as províncias do Zaire e Cabinda. São derrames que ocorrem em « off shore », isto é em alto mar. Até arrastões tem a vida dificultada devido ao crude. 

Os populares e pescadores de Cabinda acusam a Chevron de ser responsável pelo desaparecimento de algumas espécies marinhas do Mar e dos mangais na foz do Rio Chiloango.

 

24 août, 2011

Justiça, no Bairro Palanca, em Luanda

Classé dans : Société — cabinda @ 20:05

Essa singular imagem, retrata um modelo de “justiça popular” local no Bairro Palanca, na capital angolana, onde os gatunos são obrigados a devolver o bem furtado, completamente nus e vão levando umas vergastadas pelo caminho.

Justiça, no Bairro Palanca, em Luanda palanca

Foto em época e por autoria desconhecidas.

Fonte : Mazûngue

12 août, 2011

Nova manifestação em Luanda convocada para Agosto.

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 23:32

As precárias condições de vida em Angola estão na origem da convocação de nova manifestação

As precárias condições de vida em Angola estão na origem da convocação de nova manifestação

Está prevista uma nova manifestação na capital angolana, a 26 de agosto, a quarta convocada este ano. Os jovens ativistas têm quebrado paradigmas na sociedade, considera o analista político Celso Malavoloneque.

 

A precariedade das condições de vida como os baixos salários, a fome ou a falta de água e de luz, em Angola, estão na origem da manifestação convocada pelo Movimento Revolucionário de Intervenção Social.

 

Os jovens angolanos estão, uma vez mais, na linha da frente dos protestos. O primeiro deles, este ano, estava marcado para 7 de março, mas nunca chegou a acontecer, de facto, pois as pessoas que estavam no local da manifestação, incluindo jornalistas, foram detidas. Depois a 2 de abril, o governo angolano autorizou, pela primeira vez, uma manifestação. Mas deu um passo atrás quando foram detidos manifestantes, novamente, a 25 de maio.

 

Por isso, paira a dúvida sobre o direito de as pessoas se manifestarem a 26 de Agosto. Celso Malavoloneque acredita que, em Angola, “o governo já compreendeu que só perde, politicamente falando e em termos de imagem projetada internacionalmente, considerando-se no direito, que não tem, de autorizar ou reprimir uma manifestação pacífica”. Por outras palavras, o analista angolano considera que a manifestação deverá ter condições para se realizar.

 

Jovens revolucionários e respeitados

 

O trilho dos protestos contra as condições de vida em Angola tem sido desbravado por jovens inconformados, que não baixam os braços, apesar das tentativas de repressão e mesmo das ameaças contra alguns. Nesse sentido, Malavoloneque refere à Deutsche Welle que os jovens têm tido um “papel muito importante na história da democracia do país” devido ao facto de “obrigar, entre aspas, as autoridades a habituarem-se a ver pessoas a manifestarem-se. (…) Isto já começa a ser visto como algo normal, o que é mérito indiscutível da ação destes jovens”.

 

Celso Malavoloneque pensa que na sociedade angolana há um antes e um depois de 7 de março, data em que estava prevista a primeira manifestação que foi reprimida este ano. Isto porque a partir de então, os jovens ativistas “quebraram alguns paradigmas” e o direito à manifestação voltou à ordem do dia, explica o analista político angolano.

 

Por isso mesmo, esses jovens irreverentes “têm merecido o respeito da sociedade”. Depois do medo, veio o interesse e a curiosidade, e agora “existe uma sensação que houve um ganho social”, de todos, em relação aos gritos de protesto.

 

A marginal de Luanda, capital de Angola onde nova manifestação foi convocada para o próximo dia 26 de agostoA marginal de Luanda, capital de Angola onde nova manifestação foi convocada para o próximo dia 26 de agostoManifestação não é ameaça

 

A sede de manifestações em Angola, ou “manifestomania” como designa Malavoloneque, começou a dar sinais mais fortes com as convulsões no norte de África, em particular no Magrebe. Por outro lado, as autoridades deram de imediato sintomas “manifestofobia”, que contudo têm diminuído, diz o analista.

Afastando a hipótese de o governo angolano estar mais tolerante, Celso Malavoloneque crê que “as autoridades começam a perceber que o ato de manifestar não é nenhuma ameaça à segurança do estado, mas pelo contrário, o exercício de um direito do cidadão protegido constitucionalmente”.

 

Esse direito é agora reivindicado pelo Movimento Revolucionário da Intervenção Social, que terá já informado as autoridades competentes sobre a manifestação do próximo dia 26 de agosto. Deverá realizar-se em Luanda, em frente à Assembleia Nacional.

Autora: Glória Sousa

Clã Eduardo dos Santos compra Portugal com petróleo de sangue roubado ao Povo

Classé dans : Non classé — cabinda @ 23:18


 

Angolanos têm cada vez mais poder em Portugal ?

 Banca, energia, comunicações e até media são os negócios onde o capital angolano ganha peso ?

Clã Eduardo dos Santos compra Portugal com petróleo de sangue roubado ao Povo portugal

 

A compra, em saldo, do BPN pelo BIC é de facto mais um exemplo de uma tendência empresarial, diz a TVI, que não pára de crescer: “o reforço do investimento de origem angolana em Portugal”.  A expressão “de origem angolana” está mais próxima da verdade. 

 

Os accionistas do BIC são, na sua esmagadora maioria, angolanos: Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, detém 25% das acções. Fernando Teles, o presidente do banco angolano, outros 20 %. O português Américo Amorim, outros 25%. 

 

Mas no que à banca nacional diz respeito, os interesses de Angola (melhor dizendo, dos donos de Angola) não ficam por aqui. A Sonangol, petrolífera angolana, é a maior accionista do BCP, com 12,44% do capital do banco português. E no BPI, Isabel dos Santos é accionista de referência com 9,69%. 

 

Mas os investimentos (de alguns, sempre os mesmos) angolanos vão para além da banca. Outros negócios, o mesmo nome: Isabel dos Santos detém 33,37% da Galp através da participação na Amorim Energia, e é ainda dona de 10% da ZON Multimédia. 

 

Mas os interesses dos donos de Angola estão também na informação portuguesa: em 2009 a angolana Newshold comprou 51% do semanário «Sol». 

 

Do ponto de vista, pouco relevante – é certo, da verdade, os jornalistas não deveriam falar de investimentos angolanos, mas apenas de um pequeno grupo de angolanos que é dono do país deles e que quer ser dono (já é) do país dos outros. 

 

O grupo ou clã de José Eduardo dos Santos, presidente da Angola há 32 anos sem nuca ter sido eleito, e também do MPLA, partido que “governa” o país desde 1975, representa só por si muito perto de 100% do Produto Interno Bruto angolano. 

 

A Global Witness, por exemplo, diz que Angola e a sua « companhia petrolífera opaca é exemplo chave » de receitas petrolíferas desbaratadas e « postas ao serviço de um Estado-sombra onde o único resultado real para a maioria da população é a pobreza », sendo os bancos « cúmplices » no esquema, « parte da estrutura que permite que isso aconteça ». 

 

Na realidade, o sistema de finanças públicas angolano mantém duas vias de despesa. Uma é o orçamento oficial, gerido pelo Tesouro; o outro é um sistema não convencional via Sonangol, que não está sujeito a escrutínio público. 

 

Segundo a análise da organização, com base em relatórios do Fundo Monetário Internacional, todos os anos ficam por contabilizar em média 1,7 mil milhões de dólares do Tesouro angolano. A média deverá equivaler a mais de 20 por cento do PIB angolano. Coisa pouca… 

 

A Global Witness recorre ao epíteto de « Estado falhado de sucesso » – da autoria do académico português Ricardo Soares de Oliveira, da Universidade de Oxford – para enquadrar uma situação de aflição social em que « em vez de contribuir para o desenvolvimento, o sucesso da Sonangol tem estado sobretudo ao serviço da presidência e das suas ambições ».

Fontes: Alto Hama 

“Tudo preparado para exigir a demissão de Eduardo dos Santos”

Classé dans : Non classé — cabinda @ 20:25

“Tudo preparado para exigir a demissão de Eduardo dos Santos” – M.R.I.S

Continua o braço de ferro entre protagonistas da manifestação do dia 26 de Agosto e a polícia nacional.alt
Segundo Luís Bernardo presidente do MRIS, alem das constantes ameaças que são alvos, deparam ainda com o facto do Comando Provincial de Luanda da Policia Nacional, rejeitar a documentação que dá a conhecer a referida manifestação.
Já Mário Domingos, vice-presidente do mesmo movimento diz terem tudo preparado para mais uma manifestação. “esta vez defronte a Assembleia Nacional para exigir a demissão de José Eduardo dos Santos”.
O Movimento Revolucionário de Intervenção Social (MRIS) é a organização que protagonizou a manifestação do dia 25 de Maio em que foram detidos 20 manifestantes e um jornalista.
 

Kamba de Almeida


6 août, 2011

maré negra em Cabinda

Classé dans : Non classé — cabinda @ 23:06

As companhias petrolíferas têm causado enormes estragos todos os anos nos mares de Cabinda.

maré negra em Cabinda imagem%201 Mais de 340 barris de fluido sintético foram derramados ao longo dos últimos quatro anos, (6/2004-2008) apurou O PAÍS junto de fontes ambientais.

Dados avançados pela Direcção Provincial da Agricultura, Pescas e Ambiente, apresentados ao então governador de Cabinda, Aníbal Rocha, em finais de 2008, apresentam 37 notificações de derrames e um total de 345, 34 barris de crude derramados nos mares da província mais ao norte do país.

O maior derrame de fluido de sondagem de base de sintético ocorreu na Sonda KCAD Ben Rinnes com 100 barris, no dia 8 de Setembro de 2008.

Os outros piores derrames aconteceram no dia 17 de Março, particularmente o fluído de sondagem de base sintético na Sonda Richardson Transocean, onde foram despejados 77 barris, e uma mancha de petróleo na GSM com 75 barris, que ocorreu cinco dias antes.

No Tanque Nemba 30006 também foram derramados mais de 70 barris, segundo o documento a que tivemos acesso, onde o tipo de derrame é classificado também como mancha de petróleo, em Fevereiro de 2007.

Da Sonda Adriatic V, com o tipo de derrame fluido de sondagem biodegradável, vazaram 58 barris em Janeiro de 2007. No mês anterior do mesmo ano, registou-se um outro derrame de fluido de sondagem de sintético na Sonda de Adriatic-II, com 25 barris Fevereiro. Esse número foi ultrapassado em 2006, com uma mancha de petróleo registada no rio Zaire.

Outros registos foram apresentados ao então governador, com realce para os derrames da Sonda ‘Pride Cabinda’, em Junho de 2004, com 24 e Campo Kambala Livuite, com 18,54, na República Democrática do Congo.

Aconteceram mais vazamentos na Sonda ‘Pride Cabinda’, Campos Kambala e Livuite, GS Hotel, praia do Lândana, Sonda Richardson da Transocean, Numbi, Sonda Adriatic I-II e V, assim como GS Mike, foz do rio Chiloango e Farol.

A origem apresentada pelo Departamento Provincial do Ambiente foi os Bloco O com mais de 20 casos, RD. Congo (5), Bloco 14 (4), Malongo Campo (3), Perenco R. Congo (2), Nkossa R. Congo (1). Três derrames tiveram origem desconhecida.

Dani Costa

Polícia responsabilizada por incidentes em Cabinda

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 21:06

 Polícia responsabilizada por incidentes em Cabinda dans Politique Cabinda_Manifestation10

Segundo un informe da agência portuguesa « Lusa », as nove jovens  julgados em Cabinda por crime de incitação à desordem social foram absolvidas na quarta-feira passada e a polícia foi considerada responsável pelos incidentes na Betânia.

Neste contexto, de quem a polícia teria recebido as suas ordens de intervenção ? Wait and see.

Segundo o ativista dos direitos humanos José Marcos Mavungo, « os jovens foram tentar encontrar-se com a missão da UE, que estava reunida com alguns religiosos (num orfanato), e a polícia surgiu com um forte tiroteio, que deixou desmaiadas quatro crianças, espancaram fortemente dois rapazes e prenderam trinta jovens ».

« Os advogados de defesa trabalharam no sentido de mostrar ao júri que o barulho foi provocado pelo tiroteio e espancamentos dos agentes de polícia e militares, que apareceram no local do incidente para prender e dispersar quem ousasse contactar a delegação da UE, causando pânico e sofrimentos psicológicos nos manifestantes ».

Alguns foram libertados no mesmo dia, nove permaneceram presos e enfrentaram julgamento.

Nos últimos seis meses, « Cabinda esteve sem luz, sem água. Cabinda tem sido uma cidade fantasma », referiu ainda, acrescentando que a situação do enclave tem piorado nos últimos dois anos.

4 août, 2011

Bispo alemão diz que Angola não precisa de armas

Classé dans : Non classé — cabinda @ 9:44

O bispo de Rottenburgo-Estugarda, no sudoeste da Alemanha, ouviu com grande deceção a proposta da chanceler alemã sobre a venda de seis a oito barcos patrulha a Angola. Agora, lançou publicamente severas críticas.

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Foto: (DW)


 

O bispo católico de Estugarda, Gebhard Fürst, disse que Angola não precisa de armas, mas sim de um processo de paz. Declarações que foram agora reforçadas pelo seu porta-voz, Thomas Broch:

“Angola é um país com imensas riquezas naturais, mas essas riquezas não beneficiam as populações”, disse. “Há uma imensa pobreza, começando pela cidade de Luanda. Quem chega à capital angolana depara com um mar de bairros de lata, onde vegetam pessoas que não têm acesso aos mais elementares produtos do dia a dia. O que Angola precisa é de paz, do reforço dos direitos humanos e da democracia. O que Angola precisa é de um sistema de saúde que combate a mortalidade infantil e dos adultos. O que Angola precisa é de um sistema de educação. Angola precisa de muita coisa, sobretudo de um processo de reconciliação e de paz, mas não precisa de armas.”

Uma “grande tarefa” pela frente

Há vários anos que a diocese católica de Rottenburgo-Estugarda, mantém contactos em Angola. Thomas Broch conhece, ele próprio, o país. Esteve lá, pela última vez, em março deste ano, para participar num congresso sobre a paz, na capital angolana.

“Foi um congresso organizado pela Conferência Episcopal angolana, pela Cáritas Angola e pela nossa Diocese de Rottenburgo-Estugarda”, conta Broch. “Participaram no congresso mais de 200 pessoas, entre elas quase todos os bispos de Angola, e parceiros internacionais da Europa e do Congo. Todos estiveram de acordo de que Angola precisa de reforçar o processo de paz e isso só se consegue com justiça social, mais educação, mais saúde e respeito pelos direitos humanos.”

Uma das questões que mais preocupa o bispo de Estugarda é, nas palavras de Thomas Broch, o problema dos deslocados da guerra e dos refugiados.

Enquanto esse e outros problemas sociais não forem resolvidos, não se deveria investir em material de guerra: “Devíamos ajudar os refugiados a regressar às suas terras. Tanto os angolanos, como os congoleses. Devíamos apoiar a reconstrução das aldeias. As minas deveriam ser removidas. Os soldados adultos e antigas crianças-soldados deveriam ser reintegrados na sociedade”.

Por isso, Broch fala numa “grande tarefa” que todos têm pela frente. “A Igreja Católica sabe disso e tenta trabalhar nesse sentido. Mas trata-se de um problema que só poderá ser resolvido com a ajuda de toda a sociedade. E é isso que o nosso governo deveria apoiar, em vez de exportar armamento”, referiu.

Apelo a Angela Merkel

Thomas Broch apelou ainda ao executivo alemão: “Invistam em Angola, mas invistam em infraestruturas que beneficiem as populações. Não invistam em armamento e não façam negócios com governos que estão tão distantes da defesa dos direitos humanos”.

Autor: António Cascais
Edição: Guilherme Correia da Silva / António Rocha
Fonte: DW

3 août, 2011

Prise de conscience africaine avec le musicien camerounais « Longue Longue »

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 23:33

Séquences musicales de Longué-Longué, un musicien africain engagé (à écouter).

Ayo Africa ( Complainte de Longue Longue, malheureux de voir l’Afrique et tous ses malheurs) ;

Privatisation (Quel avenir pour nos pays ?)

Examen de conscience

A bas Juda (Tout ce que l’on fait ici bas finit par nous rattrapper)

Image de prévisualisation YouTube

 

1 août, 2011

Chineses traficam Pau de Cabinda

Classé dans : Politique,Société — cabinda @ 21:36

Foram apreendidas no aeroporto da Catumbela, na província de Benguela, quatro malas contendo Pau de Cabinda.

Chineses traficam Pau de Cabinda dans Politique diversos11014_pau_cabinda

Presume-se que a mercadoria seria escoada para a China através do porto do Lobito. Os três cidadãos de nacionalidade chinesa que transportavam o produto de forma ilegal, passaram pelos aeroportos de Cabinda e Luanda.


O famoso Pau de Cabinda

Proveniente da casca de uma árvore com o mesmo nome, só é possível encontrá-lo nas florestas do Mayombe, em Cabinda. Descrito como um afrodisíaco 100% natural, o Pau de Cabinda, de acordo com pesquisas, combate o problema de frigidez e impotência e não é aconselhável o seu uso sem prescrição médica. Na Europa o produto já é comercializado em algumas farmácias. Em Portugal, uma embalagem com 40 cápsulas pode ser vendida por 50 dólares. Nada está claro em relação a forma como o produto tem saído de Cabinda para exterior do país.

Toda a notícia aqui… Sol

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